terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O que é Epilepsia


Definição

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Sintomas

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranquilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

Diagnóstico

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, consequentemente, na busca do tratamento adequado.

Cura

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado. Foi-se o tempo que epilepsia era sinônimo de Gardenal, apesar de tal medicação ainda ser utilizada em certos pacientes. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional.

Outros Tratamentos

Existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada geralmente em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.

Recomendações

Não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada, evitar uma vida estressada demais.

Crises

Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a pessoa é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar. Mulheres grávidas e diabéticos merecem maiores cuidados. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Secretário confirma pelo menos 60 mortes durante rebelião em presídio de Manaus


O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, confirmou que pelo menos 60 presos que cumpriam pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), foram mortos durante a rebelião que começou no início da tarde desse domingo (1º) e chegou ao fim na manhã de hoje (2), após mais de 17 horas de duração.

Fontes também confirmou que a chacina é resultado da rivalidade entre duas organizações criminosas que disputam o controle de atividades ilícitas na região amazônica: a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Aliada ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, a FDN domina o tráfico de drogas e o interior das unidades prisionais do Amazonas. Desde o segundo semestre de 2015, líderes da facção criminosa amazonense vêm sendo apontados como os principais suspeitos pela morte de integrantes do PCC, grupo que surgiu em São Paulo, mas já está presente em quase todas as unidades da federação.

Segundo o secretário de Segurança Pública, o estado, sozinho, não tem condições de controlar uma situação como essa. A rebelião começou no início da tarde desse domingo (1º). Agentes penitenciários da empresa terceirizada Umanizzare e 74 presos foram feitos reféns. Parte desses detentos foram assassinados e ao menos seis apenados foram decapitados. Corpos foram arremessados por sobre os muros do complexo.

As autoridades estaduais ainda não sabem ao certo quantos presos conseguiram fugir do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Poucas horas antes do início da rebelião no Compaj, dezenas de detentos tinham conseguido escapar de outra unidade prisional de Manaus, o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). O próprio secretário chegou a afirmar a jornalistas que a fuga do Ipat pode ter servido como “cortina de fumaça” para acobertar a ação no Compaj.

Segundo Fontes, as forças de segurança optaram por não entrar no Compaj por considerar que as consequências seriam imprevisíveis. “[A rebelião] Foi gerida com negociação e com respeito aos direitos humanos”, disse Fontes, garantindo que os líderes da rebelião serão identificados e responderão pelas mortes e outros crimes.

Em nota, o Ministério da Justiça informou que o ministro Alexandre de Moraes esteve em contato com o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira, durante todo o tempo. Ainda segundo o ministério, o governo estadual deve utilizar parte dos R$ 44,7 milhões de repasse que o Fundo Penitenciário do Amazonas recebeu do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) na última quinta-feira (29) para reparar os estragos na unidade.


Da Agencia Brasil

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ao longo destes cinco anos de blog Gilmar Mendes foi pródigo em aparições intrincadas


Das participações intrincadas do ministro podemos citar as duas que mais chamam a atenção, que foram os dois pedidos de impeachment contra o jurista. Não por acaso um pedido foi arquivado por José Sarney e o último como sabemos e por motivos assemelhados, foi arquivado pelo senador Renan Calheiros.

2011

2012

2013

 2014

 2015

2016

STF recebe recurso contra arquivamento de impeachment de Gilmar Mendes


Agência Brasil

O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que arquivou pedido de abertura de impeachment doministro Gilmar Mendes. O mandado de segurança é relatado pelo ministro Edson Fachin.

Leia também:

A Constituição Federal determina que um pedido de impeachment de um ministro do STF deve ser analisado pelo Senado. O pedido foi feito por um grupo de juristas em setembro. De acordo com o ex-procurador, o arquivamento é ilegal. Para Fonteles, a decisão final deveria ser da Mesa da Casa. Além disso, o ex-procurador entende que o presidente do Senado é "suspeito" para analisar o caso porque Mendes votou contra o recebimento da denúncia em que o senador virou réu na Corte pelo crime de peculato.

"Renan Calheiros, que se fez juiz monocrático para repelir a denúncia contra Gilmar Mendes, por crimes de responsabilidade, teve, a seu favor, o voto do ministro Gilmar Mendes para, igualmente, rejeitar a denúncia contra si ajuizada pelo Procurador-Geral da República", sustenta Fonteles.

Ao decidir pelo arquivamento, o presidente do Senado entendeu que a denúncia baseou-se exclusivamente em matérias jornalísticas, declarações e transcrições de votos. Ele considerou "insubsistente" o conjunto de provas presente nos autos, sem vislumbrar, na sua opinião, a incompatibilidade dos atos do ministro com a honra ou o decoro, nem que outros elementos configurem crimes de responsabilidade.


Após o pedido de impeachment ser protocolado no Senado, Gilmar Mendes criticou os autores das ações  e disse que tratava-se de "um consórcio de famosos quem, daqueles que já foram e daqueles que nunca serão" e disse que a ação "era até engraçada".

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Polícia alemã 'não tem certeza' de que paquistanês preso seja autor de ataque

Agência France-Presse

A polícia de Berlim ainda não tem certeza de que o único detido pelo atentado de segunda-feira (19) contra uma feira de Natal, um requerente de asilo paquistanês, seja realmente o autor do ataque. As informações foram divulgadas hoje (20) pela Agência France-Presse (AFP).

"Na verdade, não é certo que se trate do motorista", disse o chefe da polícia, Klaus Kandt, sugerindo que o verdadeiro responsável poderia estar foragido. "O suspeito nega os fato", tuitou paralelamente a polícia, pedindo que a população permaneça vigilante.

A tragédia, que a chanceler alemã Angela Merkel classificou de "atentado terrorista" e que fez 12 mortos e 48 feridos, traumatizando o país e aumentando a polêmica sobre sua política de imigração, lembra, pelas circunstâncias, o ataque com um caminhão no dia 14 de julho na cidade costeira francesa de Nice. Na ocasião, 86 pessoas foram mortas.

O suspeito é, a priori (à primeira vista), paquistanês. Ele chegou à Alemanha, em Saint Sylvestre, em 31 de dezembro de 2015, e foi registrado antes de ir para Berlim em fevereiro", havia afirmado durante a tarde o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière.

"Ele nega o crime. A investigação continua", disse o ministro, ao lembrar que o ataque ainda não foi reivindicado. No entanto, uma fonte da polícia de Berlim assegurou ao jornal Die Welt: "Temos o homem errado". "O verdadeiro autor do ataque ainda está foragido e armado e pode causar mais danos", acrescentou a fonte.

Segundo a polícia, uma testemunha do atentado teria ajudado na prisão do suspeito paquistanês perto de um parque. O homem teria corrido cerca de 2 quilômetros atrás do suposto autor do ataque, mantendo deste uma distância segura. Durante a perseguição, ele manteve contato por telefone com a polícia, indicando a localização do suspeito até a avenida que leva ao Portão de Brandeburgo.

Enquanto a investigação foi confiada à Procuradoria de Combate ao Terrorismo, a polícia fez buscas nesta terça-feira em um dos principais centros de refugiados de Berlim, no antigo aeroporto de Tempelhof, informaram vários meios de comunicação alemães.

Angela Merkel
Antes de surgirem as dúvidas da polícia, a chanceler Angela Merkel afirmou que, para os alemães, "será particularmente difícil suportar se for confirmado que esse ato foi cometido por uma pessoa que pediu proteção e asilo na Alemanha".

Logo após o ataque, a chanceler recebeu uma enxurrada de críticas sobre sua política de imigração generosa.

"Estes são os mortos de Merkel", denunciou em sua conta no Twitter um dos líderes do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AFD), Marcus Pretzell. "A Alemanha não é mais segura" face "ao terrorismo do Islã radical", acrescentou outro membro da AFD, Frauke Petry, questionando a decisão da chanceler de abrir as portas do país em 2015 para quase 900 mil refugiados que fugiam de conflitos e da pobreza, originários principalmente do mundo muçulmano. Aproximadamente 300 mil chegaram ao país neste ano.

A tragédia ocorreu perto da Igreja Memorial, monumento da capital alemã cujo campanário foi destruído pelos bombardeios na segunda guerra mundial. O caminhão foi retirado do local na manhã desta terça-feira.

"Eu só vi este enorme caminhão preto que cruzou o mercado e atropelou muitas pessoas. Então, todas as luzes se apagaram e tudo estava destruído", relatou uma turista australiana, Trisha O'Neill. "Havia sangue e corpos por toda parte", incluindo de crianças e idosos, acrescentou.

"Nós vimos pessoas sendo transportadas em ambulâncias, uma e outra vez, e parecia não ter fim", declarou outra turista, Sabrina Glinz, ao canal britânico Sky News.

O balanço preliminar do drama era de pelo menos 12 mortos e 48 pessoas hospitalizadas, algumas em estado crítico. Nenhuma indicação foi dada sobre a identidade das vítimas. Um deles, encontrado na cabine do caminhão, foi "morto com um tiro", e poderia ser o verdadeiro motorista do caminhão que teria sido roubado pelo atacante, informou um porta-voz do Ministério regional do Interior.
Reações

As reações de solidariedade se multiplicaram, da França aos Estados Unidos, enquanto a Europa tem sido alvo frequente de ataques reivindicados por grupos extremistas islâmicos.

O presidente russo, Vladimir Putin, se disse "chocado" com a "brutalidade e o cinismo" do ataque.

O uso de veículos, especialmente caminhões, para atropelar multidões de "infiéis" e fazer o máximo possível de vítimas é uma tática defendida pelos grupos extremistas.

A Alemanha havia sido até agora poupada de ataques de grande magnitude, mas vários incidentes  foram recentemente cometidos por indivíduos isolados.


O Estado Islâmico reivindicou dois ataques em julho, que deixaram vários feridos, um com bomba e outro com uma faca, cometidos por um sírio de 27 anos e por um requerente de asilo de 17 anos, provavelmente afegão.

Suspeito de ataque em Berlim é paquistanês e refugiado



Da Agência Ansa Brasil

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maiziere, confirmou que o suspeito de cometer o ataque contra o mercado de Natal em Berlim foi preso ontem (19), é originário do Paquistão e tinha solicitado asilo. 

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De acordo com o ministro, o homem chegou à Alemanha em 31 de dezembro, foi registrado como refugiado e "desapareceu" do rastro das autoridades em fevereiro, na capital. A análise de seu pedido de asilo ainda não foi concluída, mas seu nome também não aparece em nenhum banco de dados de terrorismo, informou Maiziere.

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