quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Senado vota nesta semana projeto que reduz transparência em campanhas
domingo, 18 de junho de 2017
TSE lança campanha nas redes sociais para acabar com mitos eleitorais

terça-feira, 23 de maio de 2017
CCJ da Câmara adia debate da PEC de Eleições Diretas

quinta-feira, 27 de abril de 2017
TSE manda PT, PMDB e mais 5 partidos devolverem mais de R$ 7 milhões ao erário

quarta-feira, 13 de julho de 2016
Conheça as novas regras das Eleições Municipais de 2016
A Lei nº 13.165/2015, conhecida como Reforma Eleitoral 2015, promoveu importantes alterações nas regras das eleições deste ano ao introduzir mudanças nas Leis n° 9.504/1997 (Lei das Eleições), nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) e nº 4.737/1965 (Código Eleitoral). Além de mudanças nos prazos para as convenções partidárias, filiação partidária e no tempo de campanha eleitoral, que foi reduzido, está proibido o financiamento eleitoral por pessoas jurídicas. Na prática, isso significa que as campanhas eleitorais deste ano serão financiadas exclusivamente por doações de pessoas físicas e pelos recursos do Fundo Partidário. Antes da aprovação da reforma, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decidido pela inconstitucionalidade das doações de empresas a partidos e candidatos.
terça-feira, 15 de março de 2016
Lula diz à Polícia Federal que ofensas farão com que se candidate em 2018
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Publicada lei que prevê impressão do voto em eleições
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Deputados e senadores derrubam veto ao voto impresso
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Temer confirma que PMDB terá candidato à Presidência em 2018

sábado, 14 de novembro de 2015
STF suspende norma que permitia doações anônimas a candidatos

quinta-feira, 12 de novembro de 2015
TSE aprova calendário eleitoral das eleições municipais de 2016
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Ex-ministro Mantega nega uso do BNDES para fins políticos

quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Urnas eletrônicas são fraudáveis mesmo ou depende do resultado?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A falta de coerência prejudica a consistência da atual oposição brasileira

Autor do texto original: Wanderson R. Monteiro — Jornal das Montanhas
Nota editorial: Texto de autoria de Wanderson R. Monteiro, publicado originalmente em Jornal das Montanhas, reproduzido no Blog Dag Vulpi por sua relevância para o debate público e por representar uma contribuição ao processo de conscientização coletiva. Sua publicação reflete o compromisso do blog com a circulação de ideias, a pluralidade de perspectivas e o estímulo ao pensamento crítico. A apresentação foi reconfigurada em HTML e submetida a ajustes de revisão e organização textual, quando necessários, para proporcionar maior controle editorial, uniformidade visual e padronização das publicações do blog, preservando-se o sentido e os argumentos essenciais do conteúdo original..
Esta postagem não tem por objetivo desmerecer qualquer partido ou militância política, mas questionar a maneira como a oposição ao governo da época vinha sendo conduzida e, sobretudo, sua eficiência. Sua atuação mostrava-se pouco eficaz tanto na influência colaborativa sobre os rumos da política nacional quanto na capacidade de apresentar alternativas capazes de conquistar a confiança do eleitorado.
Os sinais dessa ineficiência não se limitavam aos resultados dos quatro últimos pleitos eleitorais presidenciais, mas também podiam ser observados na maneira como o governo petista conduzia a administração do país. Em outras palavras, a oposição não conseguia influenciar significativamente as decisões do governo do PT, tampouco convencer o eleitorado de que poderia representar uma alternativa melhor.
Alguns aspectos daquele momento político vivido pela oposição brasileira mereciam, a meu ver, atenção especial.
Enquanto setores da militância ligada ao PSDB, logo após a divulgação do resultado das urnas, passaram a disseminar manifestações de inconformismo e contestação nas redes sociais e nas ruas, algumas reivindicações ganharam destaque:
- O impeachment da presidenta reeleita;
- A intervenção dos Estados Unidos no Brasil;
- Uma intervenção militar;
- Uma auditoria nas urnas eletrônicas.
Em contrapartida, o candidato da oposição derrotado nas urnas, mas politicamente fortalecido pelo expressivo resultado eleitoral, fez um pronunciamento oficial no qual declarou:
"Olha, eu não sou golpista, sou filho da democracia. (…) Não acho que exista nenhum fato específico que leve a impeachment. Essas manifestações que se misturam nas manifestações democráticas têm nosso repúdio mais veemente."
Assim se manifestou o senador Aécio Neves.
Em seu pronunciamento oficial após as eleições, o senador reconheceu a derrota, parabenizou a candidata reeleita e lhe desejou sucesso. Também se posicionou contra qualquer iniciativa de impeachment sem fundamento específico, assim como contra uma intervenção militar ou estrangeira no país.
Diante dessas contradições entre as manifestações de setores da militância e a posição pública de sua principal liderança eleitoral, uma questão se impunha: até que ponto existia unidade de pensamento e de estratégia dentro da oposição?
O que se podia deduzir, ao menos naquele momento, era que faltava coesão entre parte da militância e a direção partidária. E essa divergência de posicionamentos representava um problema sério para a sustentação de qualquer projeto de oposição, em qualquer democracia.
Imaginemos, então, as consequências desse cenário em nosso querido Brasil varonil.
Reflexão complementar
O episódio retratado neste texto, em novembro de 2014, oferece uma oportunidade para refletirmos sobre uma questão essencial à democracia: qual é o verdadeiro papel de uma oposição política?
Em uma democracia consolidada, a oposição não existe simplesmente para impedir que o adversário governe. Sua função é fiscalizar, questionar, denunciar irregularidades, apresentar propostas e oferecer alternativas consistentes à sociedade. O direito de protestar e contestar resultados eleitorais não deve ser confundido com a legitimidade de desrespeitar as regras institucionais.
Também é importante distinguir a liberdade de manifestação da responsabilidade das lideranças políticas. Um partido não precisa concordar com todas as manifestações de seus simpatizantes, mas suas lideranças devem assumir uma posição clara diante de reivindicações que possam ameaçar a ordem democrática.
A experiência daquele período nos lembra que a democracia não depende apenas da qualidade de quem governa. Depende igualmente da maturidade de quem faz oposição, do compromisso de suas lideranças com as instituições e da capacidade dos cidadãos de distinguir o legítimo inconformismo político das iniciativas que colocam em risco as próprias regras do jogo democrático.
Crédito do texto original: Wanderson R. Monteiro — Jornal das Montanhas.
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