domingo, 7 de maio de 2017

Governo quer esclarecer população sobre importância da reforma da Previdência


Depois de garantir a aprovação das reformas por meios no mínimo espúrios, como no caso em que exonerou três ministros para garantir seus votos, Michel Temer tenta passar a ideia de que pretende dividir com a população a responsabilidade das reformas trabalhista e previdenciária. Certamente que ele venderá gato por lebre, ou seja, venderá para a população a falsa justificativa de que a previdência é deficitária. E o pior de tudo isso é que parte da população sente-se na obrigação de apoiar tais propostas pelo simples fato de que quem está propondo-as ser o “inimigo” político do ex-presidente Lula. Esse simples, porém, fundamental fato, justifica para aquela parcela da população ficar do lado do atual presidente e apoia-lo, por mais que este apoio possa prejudica-los.

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O governo fará nos próximos dias um amplo trabalho de divulgação para explicar à população os objetivos e efeitos da reforma da Previdência, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy. Na tarde de hoje (7), o presidente Michel Temer reuniu ministros e o relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), no Palácio da Alvorada, para discutir a reforma.

“Vamos fazer uma comunicação que permita levar ao conhecimento dos brasileiros a necessidade definitiva da reforma e também o que ela se propõe que é equilibrar as contas, mas acima de tudo, se propõe a combater privilégios e fazer com que as pessoas mais pobres e vulneráveis sejam protegidas”, disse Imbassahy.

Para o relator Arthur Maia, a proposta que hoje está em discussão na casa é bem diferente da originalmente enviada pelo governo, o que fez com que houvesse uma aceitação maior dos parlamentares. O texto traz mudanças em relação à proposta inicial do governo.

“Tivemos uma mudança considerável no sentimento da Casa depois da aprovação que tivemos na semana passada na comissão especial, porque ficou provado que o projeto foi profundamente modificado. O que temos hoje já não é o projeto enviado pelo governo, é um projeto que foi construído pela sociedade brasileira na medida em que tivemos a oportunidade de incorporar opiniões de pessoas que participaram das discussões na comissão e de parlamentares”, disse o deputado.

Maia evitou estimar quando o texto da reforma será votado no plenário da Câmara. O ministro Imbassahy também evitou fazer previsões sobre a data de votação no plenário. Segundo ele, isso ocorrerá quando houver articulação com as bancadas e partidos e a avaliação de que é o momento certo para a votação.

“Na hora que fizermos uma avaliação de que [o projeto] está em condições de ser levado para o plenário, acontecerá a avaliação. Não podemos precisar a data porque depende de uma avaliação permanente e constante com os parlamentares”, disse Imbassahy.

Participaram da reunião o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco e o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Em relação à inclusão dos agentes penitenciários nas regras especiais de aposentadoria, Maia reafirmou que ele não pode mais fazer mudanças no texto e que essa decisão fica, agora, a cargo do plenário. Maia disse considerar que houve uma falha na segurança da Câmara na última quarta-feira (3) quando agentes invadiram o plenário da Comissão Especial provocando o adiamento da votação dos destaques ao texto da reforma.

Destaques
A expectativa é de que na terça-feira (9) sejam votados os destaques à proposta de reforma da Previdência. O texto-base do projeto substitutivo elaborado por Maia foi aprovado na quarta-feira (3). O texto do relator traz mudanças em relação à proposta original encaminhada pelo governo para alterar os critérios de acesso ao benefício da aposentadoria.

Depois da conclusão do voto dos destaques, se ocorrer alterações, os membros do colegiado finalizarão o texto que seguirá para o plenário da Câmara, onde o projeto pode voltar a ser alterado por meio da apresentação de emendas e novos destaques.

A PEC precisa ser votada em dois turnos pelo plenário, com pelos menos 308 votos para ser aprovada e encaminhada para análise do Senado.

Macron vence eleições na França com 65,9% dos votos, indicam pesquisas


O candidato centrista Emmanuel Macron venceu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais da França com vantagem de 30 pontos percentuais sobre sua adversária, a líder da extrema direita Marine Le Pen, segundo as primeiras projeções dos institutos de pesquisa do país após o fechamento das urnas, às 15 horas de hoje.

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De acordo com as estimativas de votos válidos divulgadas pela imprensa francesa, Macron teria obtido 65% dos votos contra 35% de Le Pen, com uma participação de 75%, um dos índices mais baixos da história das eleições no país.

Os resultados de Macron, melhores do que as pesquisas tinham previsto nas duas semanas entre o primeiro e o segundo turno, oscilam entre 65,1%, segundo o Instituto Ipsos, e os 65,9% projetados pelo Instituto Elabe, segundo a emissora BFMTV.

Outras pesquisas, como a realizada pelo Instituto Sofres para a TF1 também colocam o centrista no limite de conseguir o apoio de dois terços dos eleitores franceses.

A participação, que estaria entre o 74% e o 75%, é a mais baixa registrada no segundo turno das eleições presidenciais na França desde 1969, quando Georges Pompidou foi eleito

Le Pen

A candidata derrotada Marie Le Pen discursou poucos minutos após o encerramento do pleito. Ela disse que ligou para felicitar o candidato vencedor e agradeceu os votos que recebeu. Considerou ainda que seu partido, a Frente Nacional, conquistou um resultado histórico nas urnas.

Oposição venezuelana não participará de Constituinte convocada por Maduro


A Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição da Venezuela, anunciou neste domingo (7) que não participará da Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente do país, Nicolás Maduro, medida com a qual se pretende mudar o ordenamento jurídico em vigor desde 1999. A informação é da Agência EFE.

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"A unidade democrática e a maioria dos venezuelanos, mais de 80% que quer mudança, não irão a Miraflores", disse em coletiva de imprensa o candidato presidencial Henrique Capriles, que, em nome da MUD, convocou os cidadãos a rejeitarem a constituinte.

O governo de Maduro tinha convidado a plataforma de oposição para uma reunião amanhã (8) para debater o processo que o antichavismo classificou como uma "fraude" e uma "loucura".

"Aqui há uma Constituição. Se o governo acredita que pode revogá-la por meio da força, está errado. Essa não é uma constituinte, não poderíamos participar de um processo absolutamente fraudulento", afirmou Capriles.

O líder de oposição afirmou que o chavismo não quer se submeter a uma nova eleição e por isso apresenta a Constituinte. "Não existe na Constituição que o país tenha que aceitar uma Constituição que apenas um grupo decide", criticou.

Capriles afirmou que a atual Carta Magna dá ao presidente apenas a possibilidade de reformar a Constituição. A decisão de iniciar o processo constituinte, segundo o opositor, cabe apenas ao eleitorado, de cerca de 20 milhões de venezuelanos.

O também governador do estado de Miranda anunciou que a MUD organizará um protesto amanhã e marchará em direção ao escritório do chefe da comissão presidencial para a constituinte, o ministro de Educação, Elías Jaua, para entregar um documento que comunica a decisão da oposição ao processo.

"Se Maduro insiste na convocação da constituinte, o povo venezuelano é quem deve tomar essa decisão", indicou Capriles.


Segundo Capriles, a exigência da MUD é a realização de eleições livres e democráticas no país. Além disso, ele alertou a possibilidade de o governo insistir no caminho estabelecido por Maduro para que o país tenha duas Constituições simultâneas.

Governo norte-coreano prende americano suspeito de cometer atos contra Estado


O governo da Coreia do Norte deteve outro cidadão americano como "suspeito de cometer atos contra o Estado", na segunda prisão deste tipo em menos de um mês, informou a agência estatal KCNA neste domingo (7). A  informação é da Agência EFE.

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As autoridades detiveram ontem (6) Kim Hak-song, como foi identificado, funcionário da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang (PUST), conforme a agência.

"Existe uma investigação em curso para determinar especificamente os seus crimes", disse a KCNA.

Antes dele, Sang-duk Kim, professor do mesmo centro universitário, foi preso em 22 de abril, também na capital norte-coreana.

Com esta detenção são quatro os americanos presos atualmente pelo regime de Pyongyang. Além dos dois mais recentes, há Kim Dong-chul, um idoso capturado na fronteira com a China, e o estudante Otto Warmbier, que tentou roubar um cartaz de propaganda no hotel em que estava hospedado como turista na capital do país.

A nova detenção acontece em um momento de tensão na península coreana perante os repetidos testes de armas de Pyongyang e o aumento da tensão verbal com o governo americano, que chegou a insinuar que estuda possíveis ataques preventivos.

Participação na eleição presidencial da França alcança 28,23%


A participação no segundo turno das eleições presidenciais na França alcançou 28,23%  hoje (7) ao meio-dia (horário local, 7h em Brasília), número praticamente igual ao registrado nesse mesmo horário no primeiro turno, que foi 28,54%, informou o Ministério do Interior. A informação é da Agência EFE.

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No primeiro turno, há duas semanas, a votação foi encerrada com uma participação de 77,77%.

Com relação ao segundo turno das eleições presidenciais de cinco anos atrás, a porcentagem de hoje representa uma leve diminuição. Em 2012, 30,66% dos franceses com direito a voto tinha comparecido às urnas nesse horário. Tais eleições fecharam com 80,35% de participação. No entanto, se comparado à participação de meio-dia do pleito de 2007 a porcentagem atual é bastante inferior, embora naquela ocasião tenha existido uma alta afluência nas urnas, o que não é habitual.

Desde 1969, o segundo turno das eleições presidenciais leva mais gente aos colégios eleitorais do que o primeiro.

Os analistas acreditam que uma alta participação beneficiaria o social liberal Emmanuel Macron frente a seu rival, a candidata ultradireitista Marine Le Pen.

No entanto, as condições meteorológicas adversas em quase toda a França e a rejeição que ambos geram em parte da sociedade provocaram dúvidas sobre um possível aumento da abstenção.

Marine Le Pen vota em seu reduto eleitoral do norte da França

A candidata ultradireitista nas eleições presidenciais francesas, Marine Le Pen, votou neste domingo (7) no segundo turno em seu reduto eleitoral de Hénin-Beaumont, no Norte da França. A informação é da Agência EFE.

Com aparência séria e diante de um bom número de jornalistas, Marine, a quem as pesquisas dão como derrotada, votou acompanhada do prefeito da cidade, Steeve Briois.

A candidata da extrema-direita cumprimentou os eleitores do colégio no qual depositou seu voto.

Pouco depois de fazê-lo, rodeada de um grande grupo de guarda-costas, se dirigiu a seu carro e deixou o local.

Marine deve almoçar em família em Hénin-Beaumont antes de viajar para Paris, onde vai acompanhar a apuração dos votos.

Será uma novidade em relação ao primeiro, no qual decidiu organizar a noite do dia de votação em seu reduto do Norte da França, algo pouco comum no país, onde todos os candidatos costumam fazê-lo na capital.

Aos 48 anos, Marine se tornou a segunda mulher a passar para o segundo turno de uma eleição para a presidência, depois da socialista Ségolène Royal em 2007.

Embora nenhuma pesquisa lhe dê a vitória, Marine aspira a atingir um bom resultado contra Macron, o que pode convertê-la na líder da oposição.

Macron vota em meio a uma grande expectativa popular

O candidato social liberal à Presidência da França, Emmanuel Macron, favorito em todas as pesquisas para a vitória, votou neste domingo (7), na localidade de Le Touquet, no Noroeste do país, em meio a uma grande expectativa popular e da imprensa. A informação é da  Agência EFE.

Acompanhado de sua esposa Brigitte, Macron deixou sua casa nessa localidade turística por volta das 10h45 (horário local, 5h45 em Brasília) para dirigir-se à Câmara municipal, onde votou 15 minutos mais tarde. 

O ex-ministro de Economia quer se tornar aos 39 anos no presidente mais jovem da República, mencionando que sua esposa, que tem 63, seria a primeira dama de mais idade a entrar no Palácio do Eliseu.

Centenas de pessoas rodearam o casal quando deixaram seu domicílio, na busca de um aperto de mãos ou de uma selfie.

Le Touquet é uma das praias mais próximas a Paris e a França vive um fim de semana prolongado, já que amanhã é feriado em comemoração ao final da Segunda Guerra Mundial.

Justamente por causa dos atos em memória dos mortos naquele conflito o presidente atual, François Hollande, convidou o candidato que sair ganhador das eleições de hoje.

Macrón votou em uma mesa diferente da que o fez no primeiro turno, quando foi ao salão de casamentos da Câmara municipal de Le Touquet, o mesmo no que se casou com Brigitte.

Após votar, o candidato cumprimentou vários moradores que tinham ido ao lugar, muitos mais do que os que se reuniram no mesmo local no primeiro turno.

Macron deve ficar o resto da manhã em família, antes de viajar para Paris, onde vai acompanhar o resto do dia de votação.


Sua equipe prevê que o candidato faça seu discurso depois dos resultados na esplanada perto do Museu do Louvre.

Em vídeo, Moro pede que manifestantes não compareçam a depoimento de Lula


Na noite de ontem (6), o juiz federal Sérgio Moro divulgou um vídeo em que pede para que manifestantes não compareçam à Justiça Federal em Curitiba na próxima quarta-feira (10), quando estão sendo marcados protestos por ocasião do depoimento no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao magistrado.

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“Não costumo fazer isso, mas vou fazer isso dessa vez”, diz Moro logo no início da gravação. “Tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio, ou pessoas mesmo de Curitiba pretendem vir aqui manifestar esse apoio... eu digo o seguinte: este apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário”, afirma o magistrado no vídeo que foi publicado na página do Facebook mantida por sua mulher, Rosângela Wolff Moro.

Na próxima quarta, será primeira vez em que Lula e Moro se encontrarão cara a cara na sala de audiências. O depoimento de Lula será dado no processo em que ele é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior do estado. A defesa do ex-presidente nega que ele seja dono dos imóveis.

Grupos de simpatizantes do ex-presidente e de defesa da Lava Jato planejam se aglomerar nas proximidades do fórum, mas a Secretaria de Segurança Pública do Paraná planeja um esquema especial para data. Haverá um bloqueio em um raio de 150 metros em torno do prédio, e apenas jornalistas credenciados e moradores da região poderão passar pelos policiais.


“Tudo que queremos evitar nessa data é uma confusão e conflito, e acima de tudo não quero que ninguém se machuque em eventual discussão ou conflito nesta data, por isso minha sugestão é: não venha. Não precisa, deixe a Justiça fazer seu trabalho com normalidade, e espero que todos compreendam”, concluiu Moro no vídeo de pouco mais de um minuto.

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