sexta-feira, 5 de maio de 2017

Nova tentativa de suicídio em Minas Gerais pode estar ligada a jogo Baleia Azul

Uma adolescente de 17 anos tentou se matar nessa quinta-feira (4) em Minas Gerais ao se jogar de um muro de quase cinco metros no município de Teófilo Otoni. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro e encontrou a jovem consciente, mas queixando-se de dores no corpo. Ela foi encaminhada a uma unidade hospitalar, onde assumiu que participava do jogo Baleia Azul, que incita o suicídio de jovens.

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A adolescente relatou à polícia que já havia feito cortes nos braços em função do jogo e que tinha recebido o desafio de tirar a própria vida. A jovem contou também que foi ameaçada. “Ela relatou que se tal desafio não fosse realizado, sua família sofreria as consequências de sua desistência no jogo”, diz o boletim de ocorrência.

A Polícia Civil informou que uma investigação foi aberta. Os celulares da jovem serão recolhidos para serem submetidos à perícia.

O desafio da Baleia Azul é jogado por meio de grupos secretos nas redes sociais. Os participantes são induzidos a completar 50 desafios, no qual o último é tirar a própria vida. As ordens iniciais são simples, como ver filmes de terror ou ouvir músicas depressivas, e vão evoluindo para tarefas mais dolorosas, como utilizar uma lâmina para desenhar uma baleia no braço. Quem decide abandonar os desafios começa a receber ameaças dos administradores, entre elas, o assassinato de seus familiares.

Na Rússia, provável origem do jogo, segundo as investigações, mais de 100 mortes podem estar relacionadas ao desafio. O nome do jogo está ligado à crença popular de que a baleia-azul tem um comportamento suicida e voluntariamente procura as praias para encalhar.

Este é o quarto caso em Minas Gerais ligado ao jogo da Baleia Azul investigado pela polícia. Em outros dois, um em Pará de Minas e outro em Manhuaçu, duas jovens ingeriram grande quantidade de medicamentos. Em outro, uma mãe registrou ocorrência depois que o filho de 18 anos apareceu com uma baleia desenhada no braço com um objeto pontiagudo.

Uma das linhas de investigação tenta identificar os responsáveis por enviar os desafios e fazer ameaças. Já foram identificados números de telefones celulares de onde vem os comandos. Entre eles, há alguns com o código DDD de Minas Gerais. Casos também estão sendo investigados em outros estados como Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Recomendações
A Polícia Civil tem uma lista de orientações aos pais para evitar que os filhos estejam expostos a crimes no ambiente virtual. É recomendado ter acesso às redes sociais dos jovens, se inteirar das suas rotinas, observar mudanças de comportamento, manter diálogo frequente, estabelecer uma relação de confiança e estimular sua autoestima por meio de conversas que despertem o interesse acerca do seu futuro.

Em 2015, um estudo do Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic.br), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revelou que 11% dos jovens entrevistados para uma pesquisa sobre oportunidades e riscos online afirmaram já ter tido contato com conteúdos sobre formas de se ferir. Outros 6% disseram que já leram no ambiente virtual sobre formas de cometer suicídio.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o número de jovens entre 15 e 19 anos que tentaram se matar no estado aumentou quase 15 vezes de 2010 a 2016, passando de 94 para 1.402 casos.

Volkswagen anuncia recall de 54 mil veículos

A Volkswagen anunciou o recall de 54.170 veículos, com data de fabricação entre 1º de março do ano passado e 12 de janeiro deste ano. Os automóveis incluídos têm possibilidade de inoperância do alternador, que pode deixar de gerar energia para a bateria e levar o sistema elétrico do veículo a parar. Recall é o processo pelo qual fabricantes convocam seus clientes para substituição ou devolução de produtos quando se detecta algum defeito de fabricação.

“Em situações em que a carga da bateria não for suficiente para o funcionamento do veículo, poderão ocorrer panes elétricas, e até o desligamento do motor, com risco de acidentes”, alerta comunicado da montadora.

O número dos chassis dos veículos afetados pode ser encontrado no site da empresa ou pelo telefone 0800 019 8866.

Estão incluídos no recall os modelos up!, Novo Gol, NovoVoyage, Nova Saveiro, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross. A partir da próxima quarta-feira (10), os proprietários dos carros afetados devem marcar inspeção em uma concessionária Volkswagen e, se necessário, será feita a substituição do alternador.

PROCON
O Procon orienta os consumidores a exigir que a empresa apresente os esclarecimentos necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, com informações claras e precisas sobre os riscos para os usuários dos veículos.

A entidade de defesa do consumidor destaca que os consumidores deverão obrigatoriamente receber um comprovante de que o serviço de reparo foi efetuado. Esse documento deverá ser conservado e repassado ao novo proprietário, em caso de venda.

O veículo que não for reparado em até 12 meses após o início da campanha de recall terá a informação lançada no campo "observações" do próximo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), emitido pela autoridade de trânsito.

De acordo com o Procon, o consumidor que tiver passado  por algum acidente causado pelo defeito apontado no recall poderá pedir, por meio do Poder Judiciário, reparação pelos danos morais e patrimoniais sofridos.


 Um banco de dados com informações sobre todas as campanhas de recalls realizadas no Brasil pode ser consultado no Portal do Governo do Estado de São Paulo na internet.

Toffoli vai relatar novos pedidos de liberdade de citados em processo de Dirceu


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli será o relator dos novos pedidos de liberdade baseados na decisão que libertou o ex-ministro José Dirceu. Os recursos foram encaminhados para o gabinete de Toffoli pelo fato de o ministro ter proferido o primeiro voto a favor da soltura, na votação da terça-feira (2).

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Com a mudança, os pedidos de liberdade de acusados que foram citados no processo envolvendo Dirceu serão julgados por Toffoli, e não pelo relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin.

A mudança foi justificada pelo STF com base no regimento interno da Corte.  A norma diz que o relator será substituído pelo ministro que proferiu o primeiro voto divergente para julgar questões posteriores ao julgamento.

No julgamento de Dirceu, além de Toffoli, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela soltura. Celso de Mello e Fachin foram contra a concessão do habeas corpus.

Dessa forma, Toffoli vai relatar pedidos de liberdade dos empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio de Oliveira Macedo, que foram presos no mesmo processo a que Dirceu responde na 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.


A mudança ocorre no momento em que Edson Fachin tenta obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado na terça-feira (2), por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú foram soltos por decisão da Turma.

PF prende estrangeiros que levavam cocaína para Europa em blocos de granito


A Polícia Federal apresentou hoje (5) os resultados da Operação Cullinan, feita em parceria com forças policiais da Bélgica e da Colômbia, que levou ao indiciamento de 13 cidadãos estrangeiros por tráfico internacional de cocaína. Eles teriam criado uma empresa fictícia no Brasil que promovia a exportação para a Europa de blocos de granito, dentro dos quais a droga era escondida.

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O grupo havia se estabelecido em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana da capital mineira. Até o momento, quatro estrangeiros foram presos e os demais estão foragidos. Não foram divulgados os países de origem dos acusados.

As investigações tiveram início em fevereiro do ano passado. A Polícia Federal mapeou a logística para a exportação da cocaína e monitorou as movimentações do grupo, inclusive nos encontros com compradores e fornecedores. Em novembro, foi identificada uma exportação de sete blocos de granito, saindo dos portos de Vitória e do Rio de Janeiro. O destino final da mercadoria era a Espanha, mas havia uma parada no porto de Antuérpia, na Bélgica.

A PF obteve o apoio da polícia belga, que vistoriou a carga e apreendeu 1,02 mil quilos de cocaína. Diante do flagrante, o grupo transferiu seus equipamentos para um galpão em Vitória, e a maioria de seus integrantes deixou o país. Os aparelhos foram encontrados. A Justiça Federal decretou as prisões preventivas dos investigados e autorizou a inclusão de seus nomes na lista de procurados internacionais pela Interpol.

Na última sexta-feira (28), um dos integrantes do grupo que ainda estava em território brasileiro foi preso em São Paulo e conduzido para um presídio em Belo Horizonte. No mesmo dia, uma parceria com a Polícia Nacional da Colômbia permitiu que fossem localizados neste país outros três investigados. A PF já apresentou à Justiça Federal uma solicitação para que seja formalizado o pedido de extradição ao governo colombiano.


Se condenados pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas e de organização criminosa, os estrangeiros podem receber penas de até 30 anos de reclusão. Segundo a PF, prossegue a parceria com forças policiais da Colômbia,e também de outros países, para encontrar os demais investigados.

Reforma da Previdência: relator diz que não fará alterações em texto-base


O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse hoje (5) à Agência Brasil que não há mais nenhuma chance de ele fazer alterações no relatório apresentado à comissão especial. O texto-base do projeto substitutivo elaborado por Maia com mudanças em relação à proposta original de emenda à Constituição (PEC 287/16), encaminhada pelo governo para alterar os critérios de acesso ao benefício da aposentadoria, foi aprovado na quarta-feira (3).

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Apesar do atraso no trabalho da comissão especial causado pela invasão do plenário pelos agentes penitenciários, Maia negou qualquer possibilidade de reinclusão da categoria no texto principal ou de qualquer tipo de alteração até terça-feira (9), quando está prevista a próxima reunião da comissão. “Não tenho mais nenhum poder sobre isso, quem deve decidir sobre isso agora é o plenário”. A expectativa de Maia é que o processo de votação seja todo concluído no dia 9, com a manutenção do teor principal de seu texto.

Durante a reunião destinada à votação do parecer, na quarta-feira, Maia fez ajustes no relatório final. Entre as alterações de última hora, o relator chegou a incluir os agentes penitenciários no grupo de servidores com direito à aposentadoria com limite de idade reduzido. Algumas horas depois, Maia recuou e retirou os agentes do texto. Ele reiterou à Agência Brasil que a decisão ocorreu exclusivamente por pressão dos parlamentares.

Manifestação
Maia defendeu que os responsáveis pela invasão sejam penalizados. “O que aconteceu foi um ato criminoso que tem que ser punido no rigor da lei.”

O texto de Maia só poderá ser alterado a partir de agora se os destaques – sugestões de mudanças apresentadas pelos parlamentares da comissão – forem aprovados. Na última reunião, as bancadas registraram 13 requerimentos de destaques.

Deste total, apenas um deve ser aprovado pela comissão, o que trata da mudança do fórum de decisão judicial das questões relativas à aposentadoria por invalidez, que deve permanecer na esfera federal nos estados. Os outros destaques devem ser rejeitados, inclusive o que trata da inclusão dos agentes penitenciários na aposentadoria especial.

Comissão especial
Desde fevereiro, quando foi criada, a comissão especial da reforma da Previdência ouviu 70 especialistas e representantes de diferentes órgãos e entidades em audiências públicas e seminários. Nas últimas semanas, a comissão fez cinco sessões deliberativas, entre elas, a que aprovou o texto principal do projeto apresentado pelo relator Arthur Maia.

A próxima reunião, do dia 9, deve ser a última. Depois da conclusão do voto dos destaques, se ocorrer alterações, os membros do colegiado finalizarão o texto que seguirá para o plenário, onde o texto, segundo Maia, pode voltar a ser alterado por meio da apresentação de emendas e destaques.

O texto aprovado pela comissão deve ser publicado no Diário Oficial da Câmara logo após o encerramento dos trabalhos na terça. A partir daí, é contado o prazo de, pelo menos, duas sessões para que o projeto seja encaminhado ao plenário, o que deve ocorrer na semana do dia 15.

Sobre a previsão da data de votação no plenário, o relator resumiu que a definição do cronograma de tramitação da PEC de agora em diante é atribuição do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ontem (4), o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que, antes de ser colocado em votação no plenário, o texto aprovado pela comissão especial deve ser mais discutido entre os deputados, processo que pode levar algumas semanas.

A intenção da base aliada do governo é evitar que dúvidas em relação ao teor da proposta possam tirar a convicção dos parlamentares e, assim, colocar em risco a aprovação da PEC.

Defesa de Palocci pede ao STF que liberdade não seja julgada pelo plenário


A defesa do ex-ministro Antonio Palocci recorreu ontem (4) da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de enviar para o plenário da Corte o julgamento definitivo de um pedido de liberdade. Fachin tomou a decisão após rejeitar pedido provisório para soltar Palocci, preso em setembro do ano passado na Operação Lava Jato.

No recurso, os advogados alegam que o ex-ministro deve ser julgado pela Segunda Turma, responsável pelos julgamentos da Lava Jato no Supremo, e não pelo plenário. "A decisão agravada não se sustenta, seja porque completamente desfundamentada, seja porque não pode, a descoberto de razões, subtrair o julgamento do mandamus do seu juiz natural, que é a colenda Segunda Turma", sustenta a defesa.

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Ao enviar o julgamento de mérito ao plenário, o ministro tenta obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado na terça-feira (2), por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú foram soltos por decisão da Turma.

Além dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes, que fazem parte do colegiado da Lava Jato, a Corte é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e pela presidente, Cármen Lúcia.


Na decisão em que negou liberdade provisoriamente a Palocci, Fachin entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão. "O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", afirmou o ministro.

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