sábado, 6 de abril de 2013

Transpetro confirma vazamento de combustível em São Sebastião


A Petrobras Transporte (Transpetro) confirmou hoje (6) que por volta das 17h50 desta sexta-feira (5) foi detectado um vazamento de combustível marítimo no píer do Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião (SP). Não há informações ainda sobre a quantidade de óleo derramado.
“Imediatamente, equipes de contingência foram acionadas e, durante toda a noite e a madrugada, atuaram na contenção do vazamento e na remoção do produto. No local da ocorrência, no entorno do píer, o processo de limpeza está sendo concluído”, disse a empresa em nota.
Na manhã de hoje, os profissionais mobilizados pela Transpetro continuavam trabalhando para retirar o óleo. Segundo a empresa, o óleo alcançou as praias Deserta, Pontal da Cruz, Ponta do Lavapés e Portal da Olaria. A Transpetro trabalha com 27 embarcações e cerca de 300 pessoas para remover o produto. As causas do incidente estão sendo apuradas.

Consumidores e comerciantes reclamam do preço do tomate

"Um quilo de tomate a quase R$ 10 é um absurdo", critica a doméstica Selma Santos Gonçalves, que trabalha em uma casa no bairro do Humaitá, zona sul do Rio. Ela disse que para quem cozinha e quer botar na mesa uma salada todo dia fica muito caro. "Eu vejo quanto a minha patroa gasta para comprar. Estou vendo que também a alface está com o preço salgadinho", comentou. Segundo Selma, o jeito é mudar o cardápio. "Muda sim. Tem que mudar por causa o preço. Se não dá para uma coisa, a gente tem que trocar e colocar outra que está mais em conta", aconselhou.

Adriano Casares Gomes começou a trabalhar como feirante em 1960 e a mulher dele, Lucília Souza Gomes, três anos depois, sempre vendendo tomates em feiras livres nos bairros do Lins de Vasconcelos, do Engenho de Dentro e da Penha, todos no subúrbio do Rio. O casal de portugueses da região de Trás-os-Montes disse que nunca viu o produto com o preço tão alto."Bateu o recorde. Todo ano, nesta época, o produto sobe, mas este ano foi demais, ultrapassou o limite", completou Adriano.

Lucília tem 80 anos e diz que os dois são os feirantes mais antigos. Ela lembrou que o casal ainda tem outros custos, como a compra dos saquinhos para o consumidor levar os tomates e o aluguel do tabuleiro para expor o produto na feira. Eles disseram que compram o produto na Central de Abastecimento (Ceasa), em Irajá, onde chegaram a pagar R$ 160 pela caixa do tomate. Na avaliação deles, para os fregueses comprarem com preço mais baixo, teriam que encontrar a caixa por no máximo R$ 60. "Nesta semana baixou um pouco e chegou a ficar em R$ 100. Se chegar a R$ 60 a gente consegue vender a R$ 5", contou Adriano, que estava vendendo o quilo do produto por R$ 8 nesta sexta-feira (5), no Lins de Vasconcelos.

Caminhada alerta crianças e jovens contra perigos do crack em cidade do DF


Brasília – Uma série de eventos em Taguatinga, cidade a 20 quilômetros de Brasília, pretende conscientizar crianças e adolescentes sobre os males dos entorpecentes, principalmente do crack. A ideia é mostrar que, no combate às drogas, não basta a repressão. A informação é a mais poderosa arma para evitar que jovens caiam no vício.
Os eventos começaram com uma caminhada, que percorreu o Taguaparque, a maior área de lazer da cidade, às 9h. A maratona continua ao longo de todo o dia de hoje (6) com palestras, shows musicais, partidas de futebol, gincanas e teatro infantil no centro cultural do parque. Do lado de fora, casas de recuperação montaram estandes onde ex-dependentes químicos distribuem panfletos e fornecem aconselhamento. Alimentos não perecíveis também estão sendo arrecadados.
Um dos organizadores do evento, o empresário Carlos Roberto Gomes da Silva, 37 anos, explica que decidiu promover a 1ª Marcha contra o Crack e Outras Drogas como forma de ajudar a sociedade. “O esclarecimento é a melhor ferramenta para combater as drogas. A conscientização precisa ser feita desde cedo”, diz. Ele pretende repetir o evento a cada seis meses em Taguatinga e expandir a marcha em outras cidades do Distrito Federal, como Ceilândia, Paranoá e São Sebastião.

Para quem se livrou do vício, a prevenção é o melhor caminho para impedir que os jovens caiam nas drogas. “O importante é evitar a primeira dose. Para isso, a informação e o lazer são os melhores caminhos”, comenta Adenilson dos Santos, 36 anos, ex-dependente químico e coordenador da Casa de Recuperação El Shaddai, que trabalha com a recuperação de usuários de drogas.
Em tratamento há sete meses na El Shaddai, Henrique Soares, 24 anos, defende o reforço do auxílio aos moradores de rua para combater o crack, não apenas por meio de ações paliativas, mas retirando-os definitivamente da rua e os acolhendo em centros de recuperação. “Eles são a maioria dos pacientes e não têm condições de pagar tratamento”, avalia.

Adenilson dos Santos defende ainda a promoção do esporte e da cultura nas comunidades para evitar que as crianças e os adolescentes passem a usar drogas. “A partir do momento em que os jovens têm com o que ocupar a mente, as drogas não entram na vida deles”, opina. Em relação às campanhas educativas, ele defende que as atividades sejam permanentes. “Não adianta a escola promover uma semana de palestras e só voltar a repetir a ação no ano seguinte. A educação tem de ser no dia a dia”, observa.
Agência Brasil

Especialistas criticam desonerações setoriais e defendem medidas mais amplas


Com impacto de R$ 26,9 bilhões no caixa do governo para este ano, as reduções de tributos anunciadas esta semana pelo Ministério da Fazenda enfrentam críticas em relação à capacidade de realmente estimular a economia. Segundo especialistas, as desonerações setoriais beneficiam mais as empresas com poder de barganha perante o governo, sem que os efeitos se estendam por outros segmentos da economia.
Nos últimos sete dias, o governo anunciou duas novas reduções de impostos. Primeiro, a equipe econômica prorrogou até 31 de dezembro a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículos, que fará o governo deixar de arrecadar R$ 2,2 bilhões. Ontem (5), a Fazenda anunciou a inclusão de 14 setores na desoneração da folha de pagamento, que provocará a renúncia de R$ 24,7 bilhões este ano.
Com outras medidas que podem ser anunciadas até o fim do ano, no entanto, a perda de arrecadação pode chegar a R$ 100 bilhões. No entanto, para especialistas, o modelo de desonerações seletivas está se esgotando, com os benefícios se restringindo aos setores atingidos, em vez de realmente estimular o consumo.
Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves diz que reduções de impostos que aumentassem diretamente a renda da população seriam mais eficazes para reaquecer a economia. “Se o governo diminuísse o Imposto de Renda da Pessoa Física, em vez de beneficiar este ou aquele setor, o resultado seria bem melhor. A população teria mais dinheiro para consumir, o que cria demanda e anima os empresários”, argumenta.

Comissão reconstituirá mortes ocorridas durante a ditadura militar


A Comissão da Verdade reconstituirá a morte de opositores da ditadura militar (1964-1985) para averiguar a legitimidade das versões oficiais usadas à época, como suicídio ou resistência armada. Pelo menos oito casos devem ser reconstituídos. Em caso da comprovação de uma nova causa da morte, a Comissão poderá pedir a retificação de certidões de óbito, tal qual ocorreu com Vladimir Herzog. As informações são da Folha de S. Paulo.

Entre os casos a serem investigados está a morte de Arnaldo Cardoso Rocha, da Ação Libertadora Nacional (ALN), morto em 1973. Oficialmente, Rocha morreu após reagir a uma abordagem policial, mas uma testemunha contraria a versão oficial. Outro caso é o óbito do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), em 1976. A versão oficial dá conta que que Kubitschek morreu em acidente de carro, mas há suspeitas que o acidente tenha sido resultado de um atentado.
Terra

Produção industrial: ES tem maior queda do país


Perspectiva é pouco animadora: setores que vinham crescendo também apresentaram queda em fevereiro

O Espírito Santo já acumula quatro meses seguidos de queda na produção industrial, alcançando o pior resultado entre os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de fevereiro o resultado foi uma redução de 13,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O Estado já acumula 10,7% de queda nos dois primeiros meses do ano e uma redução de 7,6% no resultado acumulado nos últimos 12 meses, ocupando o último lugar no ranking do IBGE.


A indústria nacional vem passando por dificuldades e o mês de fevereiro foi um dos mais desfavoráveis dos últimos tempos. Além do Espírito Santo, outros 10 locais pesquisados tiveram queda e apenas Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul cresceram, sendo que o país registrou redução 3,2 pontos percentuais negativos em relação a fevereiro de 2012 e 2,5 se comparado com janeiro deste ano.

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