terça-feira, 19 de junho de 2012

Irredutível em se aproximar de Neucimar, Hércules pode dar apoio ‘clandestino’ a Babá


O deputado estadual Hércules Silveira, que ainda não sabe se será o candidato do PMDB a prefeito de Vila Velha, tem certeza de uma coisa: não sobe de jeito nenhum no palanque do prefeito Neucimar Fraga (PR). De outro lado, o PMDB vem intensificando as conversas com PR e a aliança entre os dois partidos está cada vez mais próxima.

Com o noivado entre PMDB e PR se consolidando, Hércules começa a esboçar apoio, mesmo que “clandestino”, ao bloco puxado pelo vereador João Batista Babá (PT), ressuscitando a proposta que começou a ganhar corpo no início das articulações, quando o grupo queria viabilizar uma terceira via alternativa às candidaturas de Neucimar e Max Filho (PSDB), que devem polarizar a disputa em Vila Velha.

Vasco Alves, do PSB, também dá sinais de que irá engrossar o bloco. Tanto é que Hércules, Babá e Vasco se reuniram nessa segunda-feira (18), na sede municipal do PT, para amadurecer a proposta da frente. Apesar da motivação do grupo, lideranças dos partidos correm em direções opostas.

Além do PMDB, a direção regional do PSB também flerta com o PR de Neucimar. Os socialistas querem negociar o apoio a Neucimar com vistas ao apoio dos republicanos à candidatura do deputado federal Audifax Barcelos (PSB) na disputa à prefeitura da Serra.

Curiosamente, na Serra, se desenha um cenário semelhante ao de Vila Velha. Embora o PR se aproxime do PSB, a principal liderança do partido, o senador Magno Malta, anunciou apoio incondicional ao adversário direto de Audifax, o atual prefeito Sérgio Vidigal (PDT). A exemplo de Malta, Hércules também se rebela à orientação do partido para assumir uma posição pessoal na disputa.

No PT, a situação ainda é de indefinição em Vila Velha. Embora o diretório municipal tenha marcado para o próximo dia 24 o lançamento da candidatura de Babá, o vice-governador Givaldo Vieira e o presidente do partido, José Roberto Dudé, ainda correm por fora apostando suas fichas numa aliança com Neucimar. José Rabelo | Foto capa: Nerter Samora

Candidatura do deputado Roberto Carlos na Serra corre o risco de naufragar


A pré-candidatura do deputado estadual Roberto Carlos (PT) à prefeitura da Serra corre o risco de não engrenar. Observadores políticos e lideranças do próprio PT admitem que o deputado vinculou sua imagem à do ex-governador Paulo Hartung. No entanto, com o recuou de Hartung, que decidiu não disputar a prefeitura de Vitória, Roberto Carlos ficou sem condições para seguir em frente sozinho.

Desde que decidiu disputar a prefeitura da Serra, Roberto Carlos edificou sua candidatura na aposta que Hartung entraria no páreo. O petista sonhava contar com o ex-governador no seu palanque. O recuo e a queda acentuada de popularidade fizeram Hartung se recolher. Ele também não deve apoiar nenhum candidato.

Azar de Roberto Carlos, que está no grupo dos órfãos do ex-governador. Ele apostava todas suas fichas na geopolítica que se formaria em torno da candidatura de Hartung. No cenário da Serra, o petista previa que Hartung não apoiaria o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) nem tampouco o deputado federal Audifax Barcelos (PSB). Naturalmente, Roberto Carlos se via como candidato preferido do ex-governador.

Enfraquecido com Hartung fora do páreo, a tendência é que Roberto Carlos feche acordo com Audifax em troca de ser seu vice. Outra importante liderança do PT na Serra, a vereadora Lourência Riani, também busca uma articulação com Audifax para se proteger dos ataques de Vidigal.

A vereadora já percebeu o movimento de Vidigal, que está patrocinando candidatos a vereador para disputar votos com a petista em Carapina - principal reduto eleitoral da vereadora que busca a reeleição.

No final das contas, quem sai fortalecido com o recuou do PT na Serra é o candidato do PSB. De outro lado, Audifax ainda não parou para avaliar as avarias causadas pela declaração de apoio do senador Magno Malta à candidatura de Vidigal.
Contrariando a orientação do partido, que retirou a candidatura do secretário estadual de Esportes, Vandinho Leite, em nome do apoio a Audifax, Magno Malta deve fazer a diferença no palanque de Vidigal. O republicano foi fiel ao amigo e mostrou que relação histórica dos dois pesou na hora da decisão.| José Rabelo | Foto capa: Nerter Samora 

Indefinição de Foletto sobre candidatura expõe queda de braço entre Casagrande e Macaciel


A indecisão do deputado federal Paulo Foletto (PSB) sobre assumir a candidatura a prefeito de Colatina (noroeste do Estado) está na raiz de uma discordância entre o governador Renato Casagrande e o presidente estadual da sigla, Macaciel Breda. Conforme noticiado na coluna do jornalista Rogério Medeiros, a queda de braço entre os dois principais nomes do PSB capixaba está diretamente relacionada à composição política entre os aliados do atual mandatário do Palácio Anchieta.

Casagrande deseja que Foletto não seja candidato para salvar uma importante prefeitura para o PT, aliado desde o início da militância política do governador. Já Macaciel entende que o partido não pode abrir mão de uma eleição em município importante como Colatina. Pesaria o fato de o deputado federal ser apontado como franco favorito na disputa contra o atual prefeito Leonardo Deptulski, o Batata (PT).

A coluna revela que, a respeito da discordância, o governador sempre levou a melhor dentro do partido. Teria forte influência na posição de Casagrande a situação que passa o PT, que enfrenta dificuldades para renovar o mandato do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Carlos Casteglione, como teria com Deptulski.

A alegação de Foletto para encobrir essa discordância é de que a família não deseja que ele se candidate. Consta também na coluna que a saída dele abriria caminho para reeleição do atual prefeito se o adversário escolhido no grupo de oposição for o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT), que faz parte do grupo de nove partidos que gira em torno do socialista.

Uma alternativa indicado para o grupo é a candidatura do atual vice-prefeito do município Cirilo de Tarso Batista (PSB), que abriria a perspectiva para que a nova sigla consiga emplacar uma prefeitura de expressão no Estado. Tanto que o próprio vice chegou a afirmar após os primeiros rumores da desistência de Foletto de que seria candidato, tendo o endosso do presidente regional do PSD, Enivaldo dos Anjos.| Nerter Samora | Foto capa: Arquivo SD 

Auxilio Reclusão. você sabe como ele funciona?


Por Dagmar Vulpi - junho de 2012

Tentarei com esta postagem amenizar a inquietação de um amigo. Ele publicou, indignado, no grupo Consciência Política e Razão Social, manifestando-se completamente contrário ao Auxílio-Reclusão — e, além disso, demonstrando desconhecer a realidade da aplicação dessa lei.
Antes de julgarmos, é preciso compreender do que realmente se trata.


O que diz a lei

O advogado Guilherme Fernando Ferreira da Silva explica:

  1. O Auxílio-Reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado do INSS preso em regime fechado ou semiaberto, encerrando-se quando ele obtém liberdade.

  2. Apenas têm direito ao benefício os dependentes do segurado que mantém a condição de segurado da Previdência Social e não estão empregados ou recebendo salário no momento da prisão.

  3. O teto é calculado sobre a média de 80% dos maiores salários de contribuição do segurado, conforme a Portaria nº 8, de 13 de janeiro de 2017.

  4. O valor é dividido entre os dependentes, e não somado.

  5. Em caso de falecimento do preso, o auxílio transforma-se automaticamente em pensão vitalícia.

Tudo isso está previsto no Artigo 80 da Lei nº 8.213/1991.


A história do Chico

Agora, para ilustrar o funcionamento da lei, contemos a história de Francisco, ou simplesmente Chico — personagem simbólico de tantas realidades brasileiras.
Chico, hoje com 30 anos, nunca havia trabalhado com carteira assinada. Caçula de oito irmãos, viu quatro morrerem, um ser preso, e perdeu o contato com as duas irmãs que se casaram e sumiram no mundo. Criado pela avó, uma lavadeira quase octogenária, passou a vida sustentado por ela. Quando a velha morreu, herdou o barraco — e o vendeu, decidido a dar um “chute na miséria”.

Apostou todo o dinheiro num carregamento ilícito e, como era de se esperar, foi passado para trás. Perdeu tudo. Sem ter a quem recorrer — e com a consciência de que “todo investimento tem risco” —, desceu do morro decidido a tentar a sorte como ajudante de obras.

Na sexta-feira em que conseguiu o emprego, recusou começar de imediato:

“Trabalhar hoje? Sexta, nesse calor? Dinheiro certo no fim do mês... Melhor comemorar com umas geladas”, pensou.

E assim foi. Segunda-feira chegou, ele apareceu, trabalhou seis meses — entre faltas, atrasos e cochilos no fosso do elevador. Mas Chico não pensava em construir o futuro com cimento e suor: queria um golpe de sorte.

Descobriu que naquele dia o dinheiro dos pagamentos de todos os funcionários estaria no escritório da obra. Planejou tudo. Entraria, roubaria e sumiria.
Mas o destino — esse velho roteirista de ironias — o surpreendeu. No momento exato do assalto, a secretária entrou na sala. Um tiro, um corpo no chão, e Chico no chão também — rendido pelos seguranças e entregue à Dona Justiça.


O benefício entra em cena

Preso, Chico agora é estatística. E seus cinco filhos, dependentes.
Pela lei, eles passam a receber o Auxílio-Reclusão. A mãe, dona Maria, assume o lar e o benefício mensal, que no início soma R$ 915,05, corrigidos religiosamente.
O Estado cumpre seu papel: garante o sustento das crianças que nada têm a ver com o crime do pai.

Com o tempo, as visitas rareiam. Os meninos crescem e quase não lembram mais do homem que, em liberdade, bebia e batia neles e na mãe.
A vida da família muda: roupas novas, dentes reconstruídos, cabelo alisado e perfume caro. Maria virou “madame do morro”.
E, ironia das ironias, o pior erro da vida acabou virando o melhor negócio.

Até que, certo dia, chega a notícia: Chico se enforcou na cela.
Ninguém entendeu como. O laudo pericial foi inconclusivo. Apenas o companheiro de cela, Pedrão, jurou ter ouvido os últimos gemidos do amigo — e, misteriosamente, foi solto logo depois, graças a um advogado que surgiu do nada.

Com o “suicídio” de Chico, o Auxílio-Reclusão transforma-se em pensão vitalícia.
Agora é oficial: o homem que nada construiu em vida, garantiu à família uma estabilidade que nunca teve em liberdade.


Reflexão:

A história de Chico é caricata, mas retrata uma distorção real de percepções — mais moral do que legal.
O
Auxílio-Reclusão não é prêmio ao crime, mas proteção social à inocência dos dependentes. O problema, como quase sempre, não está na lei, e sim na lente de quem a observa.

Enquanto o país insistir em confundir justiça com vingança, continuará punindo filhos pelo pecado dos pais — e a miséria seguirá sendo o cárcere mais duradouro do Brasil.

Rejeitada redução de conta de luz de consumidores de baixa renda


A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou, na quarta-feira (13), o Projeto de Lei 280/11, do deputado licenciado Thiago Peixoto (PSD-GO), que reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a venda de energia elétrica para os consumidores de baixa renda.
O parecer do relator, deputado Júnior Coimbra (PMDB-TO), foi pela inadequação orçamentária e financeira da proposta e do substitutivo da Comissão de Minas e Energia à proposta. Segundo ele, o projeto tem o objetivo de reduzir a carga fiscal do consumidor de energia elétrica, mas não foi apresentada, pelo autor, a estimativa de renúncia de receita decorrente da medida e nem qualquer forma de compensação, conforme previsto pela legislação.
Com a decisão da Comissão de Finanças, a proposta será arquivada, exceto se houver recurso para que seja analisada pelo Plenário.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

BALANCE CAPIXABA 18/06/2012

BALANCE CAPIXABA 18/06/2012
Candidato do PMDB enfrenta dificuldades para se
viabilizar na disputa - José Rabelo
À medida que os partidos se aproximam da reta final para definir as alianças e chapas para a disputa, fica mais difícil para o deputado federal Lelo Coimbra viabilizar sua candidatura a prefeito de Vitória pelo PMDB. As declarações de alguns dos principais medalhões do partido, que põem em xeque a candidatura de Lelo, são indícios fortes de que há poucas chances para Lelo encabeçar a chapa pelo partido.
É verdade que algumas das principais lideranças do PMDB que marcaram presença, nesse domingo (17), ao lançamento da candidatura do deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) a prefeito de Cariacica, dividiram suas opiniões sobre as chances de o candidato ser ou não viável. A vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB), por exemplo, ratificou sua posição de apoiar o candidato do PSDB a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas.>>>Leia mais 
Políticos lançam mão de manobra jurídica para afastar ‘dor de cabeça’ durante eleições
Os candidatos com pendências na Justiça estão “travando” as ações antes de correr atrás do voto dos eleitores. A estratégia de prefeitos e ex-prefeitos denunciados por improbidade de ajuizar pedidos de suspeição contra os juízes de 1ª instância tem o efeito prático de restringir o andamento dos processos. Com a regulamentação da “Lei da Ficha Limpa”, a medida também evita condenações em órgãos colegiados – e a possibilidade de perda dos direitos políticos –antes do encerramento das eleições municipais.>>>Leia mais
Governo do Estado encerra relação com acusada de fraudes em Presidente Kennedy
Na véspera de completar dois meses da deflagração da “Operação Lee Oswald”, o governo do Estado decretou um ponto final na relação com a empresa Pulizie Itália Serviços Gerais Ltda, uma das acusadas de participação nas fraudes em licitações em Presidente Kennedy. Foi publicada nesta segunda-feira (18) a oficialização da rescisão de dois acordos que a empresa mantinha na Secretaria de Planejamento. Os atos são assinados pelo titular da pasta, Guilherme Henrique Pereira, e valem desde o início do mês.>>>Leia mais
Mineradora investirá R$ 1,7 bilhão em novo porto em Linhares
Serão gerados 1.200 empregos durante as obras e mais 320 vagas diretas e 850 indiretas na operação dos terminais, a partir de 2016
O grupo Manabi, do setor de mineração e logística, vai construir o Porto Norte Capixaba, no município de Linhares. O protocolo de intenções entre a empresa, Estado e município foi assinado nesta segunda-feira (18), no Palácio Anchieta.
O investimento para construção do Porto Norte Capixaba será de aproximadamente R$ 1,75 bilhão, com geração de 1.200 empregos durante as obras e mais 320 vagas diretas e 850 indiretas na operação dos terminais, que deve ser iniciada em 2016.>>>Leia mais
É idoso? Não queremos, dizem planos de saúde
Operadoras fazem de tudo para não ficar com o cliente
As operadoras de planos de saúde estão dificultando a vida de quem tem mais de 59 anos e deseja contratar um plano pela primeira vez. Preços altos, exigências absurdas e até "enrolação" são algumas das estratégias utilizadas para fazer os clientes idosos desistirem de fechar contratos, revelam corretores de planos da Grande Vitória. Desde 2004, o reajuste dos planos por faixa etária, após os 59 anos, é proibido, o que parece ter tornado esses contratos desinteressantes para as operadoras.
Simulando o interesse na contratação de cobertura para um idoso, um jornalista conversou com três corretores, de empresas diferentes e que comercializam todos os tipos de planos. Todos fazem questão de dizer que as principais operadoras do mercado – Unimed, São Bernardo, PHS, SM Saúde e Golden Cross são citadas – evitam esses clientes. "Eles não querem pessoas acima de 59 anos. Vou logo abrir o jogo para você", diz um deles.>>>Leia mais

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