quarta-feira, 4 de abril de 2012
Racismo, não!
Celebramos há pouco (21 de março) o Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela ONU, para expressar a repulsa universal ao massacre ocorrido em Joanesburgo, na África do Sul, em 21 de março de 1960. Vinte mil negros protestavam pacificamente contra a lei do passe, que restringia os locais onde podiam circular. O Exército atirou contra a multidão matando sessenta e nove pessoas e ferindo cento e oitenta e seis.
Passaram-se 48 anos desde o inicio da Ditadura e eles continuam os mesmos
Por Mário Augusto Jakobskind
Quarenta e oito anos depois do golpe
civil militar que provocou o maior retrocesso político da história brasileira
contemporânea, militares da reserva, que continuam a pensar como em abril de
64, comemoraram a data. Fazem isso todos os anos, porque não aprenderam as
lições da história e que em vez de comemoorar deveriam pedir desculpas ao povo
brasileiro pelas torturas e assassinatos cometidos naquele período.
Neste ano, como estavam sendo objeto
de protestos, na porta do Clube Militar, de centenas de jovens, que nem
nascidos eram em 64, pediram a proteção da PM, comandada pelo Governador Sergio
Cabral. Os soldados do batalhão de choque utilizaram métodos violentos, com
gases pimenta, cassetetes e chegaram a quebrar o braço de um dos manifestantes,
Gustavo Santana, sociólogo, de 28 anos. Reprimiram com extrema violência uma
manifestção pacífica.
Estes são os fatos, mas que a mídia
de mercado reproduziu de forma a tentar mostrar aos seus leitores que as
vítimas foram os militares. Devem ter agradecido ao Governador Cabral pela
"eficiência" policial.
E tudo isso ocorreu porque os
militares que tinham comando na época da ditadura, e muitos deles foram
torturadores e até mataram opositores, temem a Comissão da Verdade, cujos sete
integrantes estão para ser conhecidos nos próximos dias (*) .
E, pasmem, os militares da reserva,
óleos queimados da história, agora querem culpar os jovens em seus sites
pregadores de ódio com linguagem da Guerera Fria acusando-os de agredir
velhinhos.
No último fim de semana realizou-se
em Porto Alegre, sob os auspícios da Comissão de Justica e Direitos Humanos,
presidida pelo lutador social Jair Krischke, e com o apoio da Assembleia
Legislativa gaúcha e Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o V Encontro
Encontro Latinoamericano Memória, Verdade e Justiça.
Importantes revelações foram feitas
por defensores dos direitos humanos do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, que
mereceriam divulgação mas foram totalmente ignoradas pela mídia de mercado
gaúcha e nacional. Esta mesma mídia que teve participação ativa no apoio
ao golpe civil militar de 48 anos atrás e hoje tenta se apresentar como arauto
da dermocracia.
No fundo, há o temor dos grupos, com
culpa no cartório naquele período, de aparecerem verdades incômodas para
eles.
E um fato ficou claro no Encontro em
Porto Alegre, o de que a continuar em vigor a impunidade de crimes
imprescritíveis, inclusive os chamados crimes continuados, cujos corpos de
vítimas nem apareceram, e os crimes portanto seguem, o Brasil corre o risco de
se transformar em paraíso de torturadores de outros países, que poderão se
sentir estimulados para escaparem aos rigores da lei em seus países e obterem
refúgio numa terra de impunidade a torturadores.
Vale registrar também a presença em
Porto Alegre do Deputado argentino Remo Carlotto, presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara de Deputados, que prestou uma série de informações
relevantes sobre a nova lei de comunicação sanciolnada pela Presidenta
Cristina Kirchner, depois de quase dois anos de discussão pela sociedade
argentina. Uma lei que dá espaço em pé de igualdade ao setor comunitário,
estatal, público e ainda o privado.
Carlotto também falou sobre a
recente modificação do estatuto de propriedade da empresa responsável pelos
papéis de imprensa no país. Ele lembrou que o Estado ditatorial argentino
simpesmente prendeu, torturou e matou os antigos proprietários da empresa,
entregue depois dissso ao grupo Clarin. E agora o Estado democrático faz
justiça retirando o poder do grupo favorecido pela ditadura.
É importante lembrar de tais fatos,
totamente ignorados pela mídia favorecida e seus pares pelo continente
latinoamericano. Ignorar tal procedimento favorece a quem se faz de vítima,
como o grupo Clarin, quando na verdade não o é. Muito ao contrário, tem culpa
no cartório.
O Brasil neste momento está numa
encruzilhada. Ou vai a fundo para o conhecimento da verdade, pela justiça
e preservação da memória, ou então se transforma em terra onde vigorá a
impunidade.
(*) Por decisão do Conselho
Delberativo, o presidente da Associação Brasileira der Imprensa (ABI) enviou
carta à Presidenta Dilma Rousseff sugerindo o advogado e ex-deputado Modesto da
Silveira como um dos sete nomes de integrantes da Comissão da Verdade.
Por Mário Augusto Jakobskind
Quarenta e oito anos depois do golpe
civil militar que provocou o maior retrocesso político da história brasileira
contemporânea, militares da reserva, que continuam a pensar como em abril de
64, comemoraram a data. Fazem isso todos os anos, porque não aprenderam as
lições da história e que em vez de comemoorar deveriam pedir desculpas ao povo
brasileiro pelas torturas e assassinatos cometidos naquele período.
Neste ano, como estavam sendo objeto
de protestos, na porta do Clube Militar, de centenas de jovens, que nem
nascidos eram em 64, pediram a proteção da PM, comandada pelo Governador Sergio
Cabral. Os soldados do batalhão de choque utilizaram métodos violentos, com
gases pimenta, cassetetes e chegaram a quebrar o braço de um dos manifestantes,
Gustavo Santana, sociólogo, de 28 anos. Reprimiram com extrema violência uma
manifestção pacífica.
Estes são os fatos, mas que a mídia
de mercado reproduziu de forma a tentar mostrar aos seus leitores que as
vítimas foram os militares. Devem ter agradecido ao Governador Cabral pela
"eficiência" policial.
E tudo isso ocorreu porque os
militares que tinham comando na época da ditadura, e muitos deles foram
torturadores e até mataram opositores, temem a Comissão da Verdade, cujos sete
integrantes estão para ser conhecidos nos próximos dias (*) .
E, pasmem, os militares da reserva,
óleos queimados da história, agora querem culpar os jovens em seus sites
pregadores de ódio com linguagem da Guerera Fria acusando-os de agredir
velhinhos.
No último fim de semana realizou-se
em Porto Alegre, sob os auspícios da Comissão de Justica e Direitos Humanos,
presidida pelo lutador social Jair Krischke, e com o apoio da Assembleia
Legislativa gaúcha e Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o V Encontro
Encontro Latinoamericano Memória, Verdade e Justiça.
Importantes revelações foram feitas
por defensores dos direitos humanos do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, que
mereceriam divulgação mas foram totalmente ignoradas pela mídia de mercado
gaúcha e nacional. Esta mesma mídia que teve participação ativa no apoio
ao golpe civil militar de 48 anos atrás e hoje tenta se apresentar como arauto
da dermocracia.
No fundo, há o temor dos grupos, com
culpa no cartório naquele período, de aparecerem verdades incômodas para
eles.
E um fato ficou claro no Encontro em
Porto Alegre, o de que a continuar em vigor a impunidade de crimes
imprescritíveis, inclusive os chamados crimes continuados, cujos corpos de
vítimas nem apareceram, e os crimes portanto seguem, o Brasil corre o risco de
se transformar em paraíso de torturadores de outros países, que poderão se
sentir estimulados para escaparem aos rigores da lei em seus países e obterem
refúgio numa terra de impunidade a torturadores.
Vale registrar também a presença em
Porto Alegre do Deputado argentino Remo Carlotto, presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara de Deputados, que prestou uma série de informações
relevantes sobre a nova lei de comunicação sanciolnada pela Presidenta
Cristina Kirchner, depois de quase dois anos de discussão pela sociedade
argentina. Uma lei que dá espaço em pé de igualdade ao setor comunitário,
estatal, público e ainda o privado.
Carlotto também falou sobre a
recente modificação do estatuto de propriedade da empresa responsável pelos
papéis de imprensa no país. Ele lembrou que o Estado ditatorial argentino
simpesmente prendeu, torturou e matou os antigos proprietários da empresa,
entregue depois dissso ao grupo Clarin. E agora o Estado democrático faz
justiça retirando o poder do grupo favorecido pela ditadura.
É importante lembrar de tais fatos,
totamente ignorados pela mídia favorecida e seus pares pelo continente
latinoamericano. Ignorar tal procedimento favorece a quem se faz de vítima,
como o grupo Clarin, quando na verdade não o é. Muito ao contrário, tem culpa
no cartório.
O Brasil neste momento está numa
encruzilhada. Ou vai a fundo para o conhecimento da verdade, pela justiça
e preservação da memória, ou então se transforma em terra onde vigorá a
impunidade.
(*) Por decisão do Conselho
Delberativo, o presidente da Associação Brasileira der Imprensa (ABI) enviou
carta à Presidenta Dilma Rousseff sugerindo o advogado e ex-deputado Modesto da
Silveira como um dos sete nomes de integrantes da Comissão da Verdade.
Caiu a máscara
O título, desculpem-me, é recorrente, mas, não encontrei outro mais adequado. Embora o carnaval tenha terminado há mais de quarenta dias, somente agora caiu a máscara do Senador Demóstenes Torres, ou, melhor, somente agora o Senador Demóstenes Torres tirou a máscara, pondo à mostra seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e a máfia caça-níqueis.
Confesso estar surpreso, tanto quanto deve estar surpreso até quem não era admirador daquele político. Bem articulado, sempre demonstrando situar-se do lado da ética e da moralidade pública, formava, com o Senador Álvaro Dias, aquilo que parecia ser o lado bom e positivo da oposição.
A surpresa torna-se ainda maior, como o foi, inclusive, para seus adversários políticos, levando-se em conta o histórico profissional do Senador Demóstenes Torres, como membro do Ministério Público, instituição que preza e prega a legalidade. Houve tempo em que o exemplo predileto de mau político era Paulo Maluf. Todavia, depois do mensalão do PT, no Governo Federal, do mensalão do DEM, no Governo do Distrito Federal, dos inúmeros mensalões municipais de diversas colorações e das sucessivas quedas de Ministros corruptos, patrocinados por vários partidos, Maluf perdeu a vez, ficando a indagação: será que há alguém que se salve ?!
Os políticos são verdadeiros atores, dignos de causar inveja aos melhores elencos das novelas das emissoras de televisão. Em Brasília existem dois enormes palcos: o da Câmara Federal, com centenas de figurantes, e o do Senado, com os atores de primeira linha. Os mais antigos passaram à categoria de diretores, como José Sarney, montando peças e distribuindo os papeis entre os mais novos.
Alguns políticos, quando indicados para atuar em outros palcos, como os ministeriais, não há quem os segure. Quem não se lembra da recente e magistral interpretação de Carlos Luppi, na peça "Trabalho escravo", de modo a merecer um "Roquete Pinto" ? Agora, com o acidente de Demóstenes Torres, sofrido nas coxias, o Senado acaba de perder um grande intérprete.
Difícil missão do advogado daquele Senador. Tão difícil, que muitos profissionais da área, como eu, ainda não entenderam o que o "nobre colega" pretende, ao alegar que as provas gravadas são nulas, porque seu cliente tem direito a foro privilegiado. Provavelmente, quis dizer que, tendo sido autorizada a escuta telefônica por um juiz que não é integrante do STF, foro privilegiado do Senador, então, as provas seriam nulas. Assim sendo, o certo é recomeçar. Um Ministro do STF autoriza as gravações, o Senador e o bicheiro voltam a se comunicar pelo telefone, obviamente desmentindo tudo que disseram anteriormente, e as provas passam a ter validade !
Demóstenes Torres está na iminência de ser expulso do seu partido, de ser processado pela Comissão de Ética do Senado e, eventualmente, de ter o seu mandato cassado, tornando-se inelegível. Ainda assim, pouco, muito pouco, para quem exerceu a arte teatral movido por uma enorme hipocrisia, com total desprezo aos seus eleitores e a quem espera um mínimo de decência de um Senador da República.
Qualquer pena será branda, porque se Demóstenes Torres, cassado, ou usando do seu talento, fizer uma "renúncia heróica", poderá voltar para Promotoria de Justiça de Goiás, lá seguindo na sua brilhante carreira teatral, interpretando, até sua aposentadoria, com todo empenho e seriedade, o único papel da obra "J`accuse", de Emile Zola.
Enquanto isso, nós, brasileiros, ficaremos na expectativa da próxima estréia do "Festival Permanente de Artes Cênicas de Brasília".
Por Romeu Prisco Fonte
Confesso estar surpreso, tanto quanto deve estar surpreso até quem não era admirador daquele político. Bem articulado, sempre demonstrando situar-se do lado da ética e da moralidade pública, formava, com o Senador Álvaro Dias, aquilo que parecia ser o lado bom e positivo da oposição.
A surpresa torna-se ainda maior, como o foi, inclusive, para seus adversários políticos, levando-se em conta o histórico profissional do Senador Demóstenes Torres, como membro do Ministério Público, instituição que preza e prega a legalidade. Houve tempo em que o exemplo predileto de mau político era Paulo Maluf. Todavia, depois do mensalão do PT, no Governo Federal, do mensalão do DEM, no Governo do Distrito Federal, dos inúmeros mensalões municipais de diversas colorações e das sucessivas quedas de Ministros corruptos, patrocinados por vários partidos, Maluf perdeu a vez, ficando a indagação: será que há alguém que se salve ?!
Os políticos são verdadeiros atores, dignos de causar inveja aos melhores elencos das novelas das emissoras de televisão. Em Brasília existem dois enormes palcos: o da Câmara Federal, com centenas de figurantes, e o do Senado, com os atores de primeira linha. Os mais antigos passaram à categoria de diretores, como José Sarney, montando peças e distribuindo os papeis entre os mais novos.
Alguns políticos, quando indicados para atuar em outros palcos, como os ministeriais, não há quem os segure. Quem não se lembra da recente e magistral interpretação de Carlos Luppi, na peça "Trabalho escravo", de modo a merecer um "Roquete Pinto" ? Agora, com o acidente de Demóstenes Torres, sofrido nas coxias, o Senado acaba de perder um grande intérprete.
Difícil missão do advogado daquele Senador. Tão difícil, que muitos profissionais da área, como eu, ainda não entenderam o que o "nobre colega" pretende, ao alegar que as provas gravadas são nulas, porque seu cliente tem direito a foro privilegiado. Provavelmente, quis dizer que, tendo sido autorizada a escuta telefônica por um juiz que não é integrante do STF, foro privilegiado do Senador, então, as provas seriam nulas. Assim sendo, o certo é recomeçar. Um Ministro do STF autoriza as gravações, o Senador e o bicheiro voltam a se comunicar pelo telefone, obviamente desmentindo tudo que disseram anteriormente, e as provas passam a ter validade !
Demóstenes Torres está na iminência de ser expulso do seu partido, de ser processado pela Comissão de Ética do Senado e, eventualmente, de ter o seu mandato cassado, tornando-se inelegível. Ainda assim, pouco, muito pouco, para quem exerceu a arte teatral movido por uma enorme hipocrisia, com total desprezo aos seus eleitores e a quem espera um mínimo de decência de um Senador da República.
Qualquer pena será branda, porque se Demóstenes Torres, cassado, ou usando do seu talento, fizer uma "renúncia heróica", poderá voltar para Promotoria de Justiça de Goiás, lá seguindo na sua brilhante carreira teatral, interpretando, até sua aposentadoria, com todo empenho e seriedade, o único papel da obra "J`accuse", de Emile Zola.
Enquanto isso, nós, brasileiros, ficaremos na expectativa da próxima estréia do "Festival Permanente de Artes Cênicas de Brasília".
Por Romeu Prisco Fonte
terça-feira, 3 de abril de 2012
TENTATIVAS E GOLPES VIRTUAIS
Que os golpes virtuais existem, e estão cada vez mais descarados é sabido por todos, e nós que temos este perfil “internáutico” estamos na categoria dos tentados por eles, ou já sofremos tentativas ou conhecemos alguém que também sofreu, ou pior, caiu em algum golpe.
Quem nunca recebeu pedido para preencher os dados para atualização cadastral, inclusive solicitando senha? Conheço muita gente que preencheu esses cadastros, inclusive colegas bastante esclarecidos.
Quem nunca recebeu pedido para preencher os dados para atualização cadastral, inclusive solicitando senha? Conheço muita gente que preencheu esses cadastros, inclusive colegas bastante esclarecidos.
Conheço uma pessoa que caiu em um golpe recentemente, boa pessoa, simples, educada, porém com suas fragilidades e carências de mulher de terceira idade, sozinha e sem companheiro.
Ela conheceu uma pessoa pela internet, também extremamente educado, que a convidou para ir morar na Europa, empolgada ela aceitou e começou a enviar dinheiro ao suposto namorado… No final o namorado sumiu juntamente com o dinheiro enviado. Não é preciso nem dizer que isso pode acabar com a vida de uma pessoa, emocional e financeiramente.
Ela conheceu uma pessoa pela internet, também extremamente educado, que a convidou para ir morar na Europa, empolgada ela aceitou e começou a enviar dinheiro ao suposto namorado… No final o namorado sumiu juntamente com o dinheiro enviado. Não é preciso nem dizer que isso pode acabar com a vida de uma pessoa, emocional e financeiramente.
Recentemente eu também fui tentado a cair numa esparrela dessas, recebi uma tentadora mensagem via facebook.
Nela o Sr. Paulo Alson me faz a seguinte proposta:
“Caro Dagmar Vulpi,
Fiquei como parente mais próximo do "Mr. Michael Harris"
Eu preciso da vossa indulgência para esta carta, mesmo sendo de natureza não solicitada, mas confirmo meu desespero diante da situação atual. Por favor, tenha paciência comigo, mesmo que ela não atenda os seus interesses comerciais.
Meu nome é Sr. Paulo Alson, eu trabalho com o Royal Bank of Scotland, em Londres UK. E existe um financiamento operacional staff. relacionado a um cliente "Mr. Michael Harris", que morreu no voo 447 da Air France, um Airbus A330-200 que voava do Rio de Janeiro, Brasil, para Paris, na França, que caiu no Oceano Atlântico, matando todos os 228 ocupantes, incluindo 12 tripulantes.
Agora eu estou desesperado como seu gerente de conta sobre como obter os parentes do falecido Sr. Harris porque ele tem multi-milhões de dólares de depósitos avaliados $ 18.5MILLION com o Royal Bank of Scotland, Londres, Reino Unido, e estou à procura de alguém que vai trabalhar comigo para ficar como o seu parente mais próximo para o fundo, portanto, eu te escrevi.
Por favor, devido à magnitude deste problema e algumas razões de segurança, eu não seria capaz de explicar tudo aqui, mas eu preciso de sua ajuda para reivindicar esse dinheiro. Eu gostaria que você defina um tempo que nós podemos falar sobre este projeto. Por favor me dê uma chamada no +447035914423, para que eu possa explicar e juntos podemos explorar a oportunidade e suas possibilidades.
Estou ansioso para um relacionamento mutuamente benéfico, como podemos ajudar a colher os benefícios dessa sinergia de negócios”.
Agora eu estou desesperado como seu gerente de conta sobre como obter os parentes do falecido Sr. Harris porque ele tem multi-milhões de dólares de depósitos avaliados $ 18.5MILLION com o Royal Bank of Scotland, Londres, Reino Unido, e estou à procura de alguém que vai trabalhar comigo para ficar como o seu parente mais próximo para o fundo, portanto, eu te escrevi.
Por favor, devido à magnitude deste problema e algumas razões de segurança, eu não seria capaz de explicar tudo aqui, mas eu preciso de sua ajuda para reivindicar esse dinheiro. Eu gostaria que você defina um tempo que nós podemos falar sobre este projeto. Por favor me dê uma chamada no +447035914423, para que eu possa explicar e juntos podemos explorar a oportunidade e suas possibilidades.
Estou ansioso para um relacionamento mutuamente benéfico, como podemos ajudar a colher os benefícios dessa sinergia de negócios”.
Convenhamos que a proposta é tentadora, são $ 18,5 milhões de dólares que estão lá esperando que alguém apareça para sacá-los. O pobre do Sr. "Mr. Michael Harris" infelizmente faleceu naquele acidente aéreo do vôo 447 Brasil/França, e não possui nenhum parente para reclamar aquela quantia, e o outro coitado o Sr. Paulo Alson que trabalha com o Royal Bank of Scotland, Londres, Reino Unido, está desesperado para encontrar um sortudo para sacar a “micharia” de R$ 33.300.000,00 (convertidos em reais). Bastando para isso entrar em contato pelo nº de telefone apresentado acima.
Outra tentativa de golpe virtual similar à que sofri, é esta que apresento abaixo, sofrida e narrada por outro amigo.
“Recebi um chamado com uma proposta das 1001 noites! Recebi um chamado através de meu Skype de uma pessoa, que não fazia parte de minha lista de contatos. Curioso, dei a seqüência a conversação, que transcorreu em inglês.
Chamarei meu interlocutor de Sr. Abdulla, que se apresentou como sendo um alto executivo da área de tecnologia de um renomado banco dos Emirados Árabes. Nesse primeiro contato ele desabafa dizendo que foi pelos céus que ocorreu esse encontro tão procurado! Em seguida ele pede meu email ou telefone para estreitar a conversa, afirmando que o assunto é de meu total interesse e que irei me beneficiar com isso, desde que mantivesse sigilo absoluto.
Passei a ele um email criado no Hotmail para esse tipo de situação, rapidamente ele responde passando os detalhes da proposta, que resumidamente me colocava como herdeiro de uma grande fortuna de um próspero empresário com o mesmo sobrenome que o meu e, sem nenhum parente! Esse empresário havia falecido no terremoto da Indonésia de 2006 e que desde então ele busca desesperadamente alguém com o mesmo sobrenome. Como ele é o detentor de todas as senhas dos sistemas do banco, não teria dificuldade em alterar o cadastro para modificar o herdeiro… Simples, não? Para isso ele propôs uma partilha de meio a meio… Justo, não? Também impôs uma condição: eu não poderia comentar sobre esse assunto com ninguém. Ele ainda menciona que, por Deus, que me pôs em seu caminho, ele conseguiria abrir sua tão sonhada empresa de tecnologia, alcançando sua independência.
Dei seqüência ao assunto respondendo ao email e solicitando mais informações de como proceder para conseguir a fortuna, nada menos que US$ 26.000.000,00! A resposta foi a que já esperava, ele iria me colocar em contato com um advogado especializado nesse assunto e que seu nome não poderia ser envolvido em hipótese alguma, reforçando o total sigilo sobre o assunto.
Nesse mesmo email ele ousa um pouco mais e me passa um link com um artigo, real, sobre ele, porém os vigaristas criaram um perfil falso no Facebook. O incrível é que a pessoa existe e trata-se de um grande executivo, impressionante.
Retribui passando a ele também um link com algumas informações sobre mim, falso também, claro! Esse foi o pulo do gato! Esse subdomínio que passei estava sendo monitorado pelo Google Analytics! E Sr. Abdulla também se mostrou curioso! Passados alguns dias e para nenhuma surpresa da minha parte surge um acesso! Nigéria!
Esse foi o xeque mate no golpe!
O que eu percebi com tudo isso é que os golpistas utilizam golpes clássicos e por que não dizer, consagrados, pois muitos tiveram diversos êxitos com eles, aprimorando suas técnicas e utilizando de tudo o que estiver disponível na rede. Emails, mensagens instantâneas, redes sociais, entre outros.
A seqüência desse golpe seria um contato com um suposto advogado, onde eu devia mandar algum dinheiro para despesas com diversas taxas, esse valor gira em torno de US$ 10.000,00 aproximadamente… Mas convenhamos que é um valor ínfimo para quem vai conseguir uma fortuna, não é mesmo?
Os golpistas chegam a passar alguns documentos falsos, imagens digitalizadas, como títulos, extratos e vários outros, para quem desconhece, chega a ser convincente. Os espertalhões também buscam um grau de intimidade com a vitima, afirmando que a partir daquele momento, um forte laço fraternal envolve os dois!”. (Clécio Antao)
Então meus amigos, a rede nos proporciona muitas coisas boas, manter contato com amigos e parentes distantes, encontrar um parceiro para relacionamento íntimo, amigos do passado, mas permite também que pessoas de má fé possam explorar esses recursos tecnológicos e principalmente a inocência de pessoas, na maioria simples e mal informadas.
Fica aqui o alerta, dinheiro nunca vem fácil e, como já avisa um velho ditado: Quando a esmola é demais, o santo desconfia!
Grande abraço.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O último dos neandertais parte I
A vida e o fim dos neandertais
![]() |
| Uma mulher neandertal em uma inédita reconstrução baseada na anatomia de fósseis e na recuperação de dados genéticos |
Em poucos dias, foram exumados cerca de 140 ossos, os quais foram enviados, por ordem de um juiz local, ao Instituto Nacional de Medicina Legal, em Madri. Quase seis anos depois, quando afinal os peritos concluíram seu trabalho, a Espanha viu-se diante de seu mais antigo enigma policial. Estava confirmado que os ossos achados em El Sidrófinão eram de combatentes republicanos, e sim de um bando de neandertais, que talvez tenham morrido de forma violenta, 43 mil anos antes. O local em que estavam os ossos põe esse grupo em uma das mais importantes interseções geográficas da pré-história, e a data o situa no âmago de um dos mais persistentes mistérios de toda a evolução humana.
Os neandertais, os nossos parentes pré-históricos mais próximos, dominaram a Eurásia por cerca de 200 mil anos. Durante esse tempo, eles meteram seu nariz protuberante em todos os cantos da Europa, e mais além – ao sul, na orla do Mediterrâneo, do estreito de Gibraltar até a Grécia e o Iraque; ao norte, até a Rússia; a oeste, até a Inglaterra; e, a leste, quase até a Mongólia. Mesmo no auge de sua ocupação da Europa ocidental, o número total de neanderdais jamais passou de 15 mil. Ainda assim conseguiram sobreviver, mesmo quando o resfriamento do clima transformou parte de seu território em uma paisagem parecida com a do atual norte da Escandinávia – uma tundra gélida e estéril, cujo horizonte sombrio é rompido por poucas árvores macilentas e uma quantia de líquefi suficiente apenas para manter vivas as renas.
Na época da tragédia de El Sidrón, todavia, os neandertais estavam lutando para sobreviver. Con! nados à península Ibérica, a bolsões na Europa central e ao litoral do Mediterrâneo, estavam oprimidos por condições climáticas cada vez piores. Também perdiam terreno pelo avanço dos seres humanos anatomicamente modernos, que eram originários da África e migraram primeiro para o Oriente Médio e depois para toda a Eurásia. Por volta de 15 mil anos depois, os neandertais haviam desaparecido para sempre, deixando apenas ossadas e dúvidas. Formavam eles uma linhagem de sobreviventes inteligentes e perseverantes, parecida com a nossa, ou não passavam de um beco sem saída em termos cognitivos? O que houve entre 45 mil e 30 mil anos atrás, quando os neandertais partilharam algumas regiões do território eurasiático com os homens modernos? Por que um tipo de ser humano sobreviveu e o outro se extinguiu?
Em uma manhã nevoenta de setembro de 2007, eu estou na gruta El Sidróficom Antonio Rosas, do Museu Nacional de Ciências Naturais de Madri, coordenador dessa investigação paleoantropológica. Após dez minutos na caverna, cheguei à Galería del Osario. Desde 2000, cerca de 1,5 mil fragmentos de ossos foram retirados dali, constituindo os restos mortais de pelo menos nove neandertais. Rosas recolhe o fragmento de um crânio recém-exumado e outro pedaço de um osso comprido do braço, ambos com as bordas recortadas de maneira irregular.
“Essas fraturas – clack! – foram feitas por seres humanos”, diz Rosas, imitando o ruído do impacto de um instrumento de pedra. “Isso significa que estavam em busca do cérebro, no interior do crânio, e do tutano, presente nos ossos longos.” Além das fraturas, marcas de cortes nos ossos indicam que os indivíduos foram objeto de canibalismo. Logo após a morte dos nove, o solo sob eles cedeu de repente, impedindo que hienas e outros animais dispersassem as ossadas.
Uma maçaroca de ossos, sedimentos e pedras despencou 20 metros em uma câmara de calcário oca. Ali, protegidas por areia e argila, preservadas pela temperatura constante da caverna e incrustadas no osso mineralizado, sobreviveram preciosas moléculas do código genético dos neandertais, aguardando a época no futuro em que poderiam ser examinadas, de modo a revelar pistas de como viviam essas pessoas.
O primeiro indício de que o nosso tipo de ser humano não foi o primeiro a habitar a Europa surgiu há um século e meio, em um local 13 quilômetros a leste da cidade alemã de Düsseldorf. Em agosto de 1856, operários que trabalhavam em uma mina de calcário no vale do rio Neander escavaram um crânio com testa proeminente e ossos grossos nas pernas. Desde o início, os neandertais carregaram a pecha de um persistente estereótipo cultural, sendo vistos como abrutalhados moradores das cavernas. O tamanho e a forma dos fósseis sugerem que eram baixos e robustos (os homens tinham em média 1,60 metro de altura e pesavam cerca de 84 quilos), com músculos que protegeriam pulmões de grande capacidade. O paleoantropólogo Steven E. Churchill calculou que, para manter essa massa corporal em um clima frio, um neandertal adulto do sexo masculino teria de ingerir 5 mil calorias por dia. Contudo, por trás da fronte projetada, o crânio achatado de um neandertal abrigava um cérebro com volume algo superior ao da nossa própria média atual. E, ainda que suas ferramentas e armas fossem mais primitivas que as dos seres humanos modernos que os suplantaram na Europa, elas não eram menos elaboradas que os implementos produzidos pelos seres humanos da época na África e no Oriente Médio.
Por Stephen S. Hall Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL
Resgate da terra
Minas terrestres mutilaram o Camboja devastado pela guerra. Hoje o país é um modelo na recuperação desse flagelo
Delicadamente, Aki Ra remove a terra com os dedos e revela uma mina terrestre verde-escura enterrada a cinco centímetros da superfície de uma estrada de terra tomada pelo mato. Do tamanho de uma lata de leite, a mina foi instalada pelo Khmer Rouge há uns 15 anos nesse caminho de bois no noroeste do Camboja – a região mais densamente minada de um dos países mais densamente minados do mundo.
“É uma mina antipessoal do tipo ‘Bouncing Betty’ 69, feita na China”, diz Aki Ra, embaçando com a respiração o visor blindado de seu capacete. “Bouncing Betty” (Betty Saltitante) é o apelido americano para uma mina terrestre que pula e se fragmenta. Quando pressionada por um pé, ela salta do chão, explode e lança estilhaços para todo lado. É capaz de retalhar as pernas de um esquadrão inteiro.
Afável e rechonchudo como um querubim, Aki Ra conhece o funcionamento da Bouncing Betty e de praticamente qualquer outra variedade de mina. Em meados dos anos 1970, quando ele tinha cinco anos, o Khmer Rouge separou-o de seus pais e o levou para a selva com outros órfãos. Naquela época, Pol Pot, o comandante do Khmer Rouge, lançara o país no caos: fechara escolas, hospitais, fábricas, bancos e mosteiros, executara professores e empresários e mandara milhões de habitantes das cidades para um gulag de campos de trabalho e fazendas. As mãozinhas de crianças como Aki Ra eram ferramentas inestimáveis. Ele foi treinado para instalar minas terrestres, desarmar e desmontar minas inimigas e reutilizar a dinamite em dispositivos hoje chamados de artefatos explosivos improvisados (AEI).
Alguns anos depois, quando os vietnamitas invadiram o Camboja, alistaram Aki Ra compulsoriamente em seu exército, e ele foi obrigado a lutar contra seus ex-captores. Quando as forças de paz da ONU finalmente chegaram em 1992, ele tinha passado quinze anos na selva. Foi trabalhar com a ONU desarmando minas. Quando as forças de paz partiram, dois anos depois, boa parte das melhores terras agrícolas – hortas, pastagens, arrozais – continuavam minadas. Agricultores que tentavam voltar a cultivar seus campos eram feitos em pedaços. Por uma década e meia, usando apenas uma faca e um graveto, Aki Ra trabalhou voluntariamente como sapador, desarmando minas terrestres em vez de detoná-las e limpando seu país um metro quadrado por vez. Pelas suas contas, ele já desarmou uns 50.000 artefatos: minas explosivas (blast), minas antitanque, minas de salto e outros explosivos.
“Achei uma porção de minas que eu mesmo instalei”, ele conta com um misto de orgulho e vergonha.
Hoje ele tem certificado para atuar como desativador de minas e trabalha com sua própria equipe, a ONG Iniciativa Limpa-Minas do Camboja (Cambodian Self-Help Demining), parcialmente financiada pelos Estados Unidos. Usam detectores de metal especiais para procurar explosivos, e foi assim que encontraram a “Bouncing Betty”.
O suor escorre pelo rosto de Aki Ra enquanto ele põe uma pequena carga de explosivo ao lado da mina terrestre, liga fios e estende um cabo fino por cem metros. Como toda organização limpa-minas oficial, a equipe de Aki Ra agora não desarma as minas – detona-as no local. Agachado atrás de uma árvore, ele aperta o botão vermelho. A explosão é medonha. Com um meio sorriso, Aki Ra pondera “uma mina a menos, uma criança sem perna a menos”.
Na guerra que assolou o Camboja de 1970 a 1998, todos os lados usaram minas terrestres. Existem mais de 30 tipos. Os moradores da região têm nomes prosaicos para elas, baseados na aparência: rã, tambor, folha de betel, sabugo de milho. A maioria foi feita na China, Rússia ou Vietnã, e algumas nos Estados Unidos. Dizem que Pol Pot, cujo regime foi responsável pela morte de aproximadamente 1,7 milhão de cambojanos entre 1975 e 1971, chamava as minas de seus “soldados perfeitos”: elas nunca dormiam e esperavam com paciência infinita. Embora sejam armas de guerra, as minas terrestres diferem das balas e bombas em dois aspectos. Primeiro, destinam-se a mutilar e não a matar, pois um soldado ferido requer a ajuda de outros dois ou três, reduzindo as forças inimigas. Segundo, e mais sinistro, quando uma guerra termina, minas terrestres permanecem no solo, prontas para explodir. Apenas 25 por cento das vítimas de minas terrestres no mundo são soldados. As demais são civis: meninos pegando lenha, mães semeando arroz, meninas pastoreando cabras.
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