sábado, 10 de novembro de 2012

Filha de Camilo Cola entra na Justiça para afastar empresário do Grupo Itapemirim


O processo é sigiloso. Não foram divulgados detalhes do teor da ação, que tramita na Justiça e foi confirmada por advogados

Foto: Gabriel Lordêllo
Fontes ligadas ao empresário avaliaram que a 
ação na Justiça é mais uma manobra para que 
a filha tente ter maior parcela do patrimônio 
das empresas
Vinícius Valfré
A filha do empresário e suplente de deputado federal Camilo Cola (PMDB) entrou na Justiça para tentar afastar o pai da gestão das empresas do Grupo Itapemirim. Ana Maria Cola argumenta que a idade avançada de Camilo está o impossibilitando de gerir os negócios. A informação foi publicada, nesta quinta-feira (09) na coluna Radar Online, da Revista Veja, e confirmada por advogados de Ana Maria.

O processo é sigiloso. Não foram divulgados detalhes do teor da ação, mas fontes ligadas ao empresário avaliaram tratar-se de mais uma manobra para que a filha tente ter maior parcela do patrimônio das empresas.

Ana Maria Cola está alijada do cotidiano a família e das empresas desde 2008, quando morreu Ignez Cola, esposa do empresário. O patrimônio da empresa foi então repartido entre os filhos. Ana Maria chegou a considerar que as empresas do Grupo Itapemirim estão subavaliadas, o que diminuiria a parte dela nos bens.

Na ação judicial, ela argumentou que faltam condições ao pai para lidar com os negócios, em razão dos 89 anos de idade que tem. Camilo cola continua à frente dos negócios da família. Ele completa 90 anos no dia 26 de julho.

"Plena forma"
Um dos advogados do empresário Camilo Cola, Marcelo Miranda, considerou absurda a ação proposta pela filha do ex-deputado federal pedindo a intervenção nos negócios da família sob os argumentos de que Camilo não tem mais condições de gerir as empresas do Grupo Itapemirim, em virtude da idade avançada.

Marcelo afirmou ainda não ter tomado conhecimento da ação oficialmente, mas, afirma que o processo "está repleta de interesses contestáveis". Ele acredita que a ação seja uma manobra para que Ana Maria tente obter uma parte maior no inventário da empresa.

"Não tomamos conhecimento da ação e me parece que ela está sob segredo de Justiça. Ela é absurda. Camilo está em plena forma física e mental. Se em janeiro vai voltar a ser deputado federal, como está sem condições para os negócios? A ação é até patética", provocou.

O empresário deve voltar à Câmara dos Deputados no próximo ano, por causa da eleição do deputado federal Audifax Barcelos (PSB), à Prefeitura do Município da Serra.
A mobilização de Ana Maria na Justiça é apenas mais um capítulo do desentedimento jurídico e financeiro de pai e filha. Eles já brigam na Justiça há alguns anos pelo inventário das empresas.
Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

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