sábado, 24 de setembro de 2011

Dicas: Acelere a instalação do Windows 7 integrando um Service Pack

computacao_pessoal

Por Marco Chiappetta, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

Veja como criar um instalador personalizado do Windows contendo as atualizações mais recentes e economize tempo na hora de formatar o PC.

Usuários de PCs sabem que, na hora de formatar a máquina e começar do zero, a instalação do Windows é apenas uma parte (relativamente rápida) do processo. É o passo seguinte, o download e instalação de todas as atualizações disponíveis, que geralmente consome a maior parte do tempo, podendo demorar horas dependendo da quantidade de atualizações e velocidade da sua conexão.
Mas dá para ser mais eficiente: neste artigo iremos mostrar como integrar o mais recente pacote de atualizações do Windows 7 (o Service Pack 1) ao instalador do sistema. Assim todo o processo será feito de uma vez só, e você ganha tempo.
Leia também:
» Aprenda a instalar o Windows a partir de um pendrive
» Aprenda a instalar o Linux a partir de um pendrive
Slipstreaming
O processo é baseado em uma técnica conhecida como Slipstreaming, e consiste em integrar as atualizações e service packs aos arquivos de instalação do sistema usando algumas ferramentas do próprio sistema operacional.
A técnica era fácil de executar no Windows XP e 2000, mas o Windows Vista e Windows 7 usam um novo processo de instalação, baseado em uma imagem de disco, que torna o processo antigo obsoleto. Para modificar uma imagem de instalação do Windows 7 é necessário extraí-la, descompactá-la, incorporar as atualizações e recriar o arquivo.
Embora a Microsoft ofereça ferramentas corporativas que ajudam os departamentos de TI a criar imagens de instalação do Windows 7 personalizadas, o processo para os usuários finais é muito mais complexo. Por sorte há alguns utilitários gratuitos que automatizam boa parte do processo, tornando muito fácil criar um disco de instalação do Windows 7 com o mais recente “service pack” com atualizações já integrado.
E além de integrar o Service Pack 1 ao instalador do Windows 7, vamos criar um pendrive de instalação, que torna o processo muito mais rápido do que seria a partir de um DVD. Com um instalador atualizado e um pendrive rápido, você poderá reinstalar o Windows 7 em questão de minutos.
Atualizando o instalador
Vamos começar juntando as ferramentas necessárias: um pendrive de 4 GB ou mais, um disco de instalação do Windows 7, o instalador do Service Pack 1 e dois utilitários gratuitos. O prmeiro é o RT Se7en Lite, que fará o trabalho de modificar os arquivos de instalação do sistema, e o segundo é o WinToFlash, do qual já falamos aqui na PCWorld, que irá nos ajudar a criar o pendrive de instalação.
Recomendo que você use um pendrive com mais de 4 GB, pois assim além do instalador do Windows você terá espaço para todos os drivers necessários para seu computador, além dos instaladores de seus aplicativos favoritos. Ter tudo isso em um mesmo local é outra forma de economizar tempo.
Note que é necessário combinar as versões do Windows 7 e do Service Pack 1. Um DVD de instalação do Windows 7 64-Bit exige o uso da versão 64-Bit do SP1, e não dá para misturar as coisas (sistema de 64-Bit com Service Pack de 32-Bit, e vice-versa). Além disso, seu PC precisa ter pelo menos 4 GB de espaço em disco livre.
Baixe a versão Beta 2.6.0 (lá no rodapé da página de downloads) do RT Se7en Lite e instale. Se possível desabilite temporariamente seu anti-vírus, já que ele pode interferir no processo de “slipstreaming”, deixando-o mais lento.
Crie uma pasta no seu PC com um nome qualquer (ex: Windows7) e copie para dentro dela todos os arquivos do DVD de instalação. Depois que a cópia terminar abra o RT Se7en Lite, clique no botão Select OS Path na janela principal e indique a pasta que contém os arquivos que você acabou de copiar. Uma nova janela irá surgir com uma lista de versões do Windows 7: selecione a correpondente ao seu DVD. Nessa mesma janela marque a opção Slipstream Service Pack e clique em OK.
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RT Se7en Lite: integre os Service Packs ao processo de instalação do Windows
Uma nova janela com opções de Slipstreaming irá surgir. Clique no botão Browse no topo da janela e selecione o instalador do Windows 7 Service Pack 1 que você baixou anteriormente (windows6.1-KB976932-X64.exe, para sistemas de 64-Bit, ou windows6.1-KB976932-X86.exe, para sistemas de 32-Bit). Clique em Start.
O RT Se7en Lite irá começar a integrar o Service Pack 1 aos arquivos de instalação do Windows 7. O processo pode levar um bom tempo, especialmente em máquinas mais lentas. Em uma máquina de testes com processador quad-core e 8 GB de RAM, demorou cerca de 20 minutos. Em um PC mais modesto, com um processador Core 2 Duo e 4 GB de RAM, levou mais de uma hora.
Quando o RT Se7en Lite reportar que a operação foi concluída com sucesso, clique no botão Exit e feche o programa. A pasta para onde você copiou o conteúdo do DVD do Windows 7 agora contém um instalador atualizado, já com o Service Pack 1 integrado. Só falta copiar tudo isso para um pendrive.
Criando o pendrive
Para criar o pendrive de instalação basta instalar o Novicorp WinToFlash (gratuito para uso pessoal) e seguir os mesmos passos que detalhamos em um outro artigo que publicamos recentemente, chamado “Aprenda a instalar o Windows a partir de um pendrive”. Só há uma pequena diferença: na hora de indicar onde estão os arquivos de instalação do sistema (opção Windows files path: no Windows Setup Transfer Wizard) aponte para a pasta em seu HD com o instalador modificado, em vez de indicar o DVD original do Windows.
Instalando!
Para instalar o Windows basta reiniciar o PC a partir de seu novo pendrive (consulte o manual de seu computador para saber como). O instalador do Windows 7 irá surgir na tela, como se você estivesse usando o DVD original, com a diferença de que todo o processo será mais rápido.
Quanto tempo dá pra economizar? Em uma de nossas máquinas foram necessários apenas 6 minutos e 35 segundos para ir do início ao fim da instalação. Usando um DVD original do Windows o mesmo processo levou 14 minutos e 30 segundos, e isso não leva em conta o tempo necessário para baixar e instalar o Service Pack 1, que poderá chegar a várias horas, dependendo de sua conexão à internet.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jairo Jorge: “Precisamos fazer de fato uma reforma política, e não um arremedo, que não vai aperfeiçoar a democracia brasileira.”

jairo jorge
Jairo Jorge pref. de Canoas RS
O prefeito de Canoas, na Grande Porto Alegre (RS), Jairo Jorge (PT), apoia o voto distrital, apesar de o seu partido ainda não ter “formalizado o debate do assunto.”
Para o prefeito, a aproximação entre o eleitor e o eleito é um dos principais benefícios da representatividade distrital. Jorge também acredita que o modelo eleitoral atual é difuso e gera um desencanto com a política: “as pessoas não se identificam a partir de um território – o que leva ao afastamento e a este abismo entre o representado e o representante.”

O sistema político brasileiro hoje enfrenta um dilema. Nós temos uma crise de representação. Os representados não se sentem mais contemplados nos seus representantes. Há portanto, uma crise de legitimidade. Há um distanciamento entre o representante e o representado. Este modelo eleitoral é um modelo difuso: as pessoas não se identificam a partir de um território – o que leva ao afastamento e a este abismo entre o representado e o representante. O afastamento gera um desencanto com a política, distancia as pessoas da cena pública – na medida em que a esfera pública é o palco onde os representantes expressam as idéias dos representados.
Penso que o sistema eleitoral vigente aprofunda a crise de legitimidade, de representatividade, o ceticismo e o desencanto das pessoas com a política. Na minha opinião, o voto distrital estabelece um território e uma identidade maior do representante com o representado – um vínculo que é essencial, pois o território é um elemento basilar de identidade das pessoas –  e pode inclusive recuperar a política, reencantar as pessoas e estabelecer uma cobrança maior das pessoas, que podem passar a exigir mais transparência, gerando maior controle social. Eu defendo o voto distrital, pois entendo que ele é um instrumento efetivo para reencantar as pessoas e aproximar o representante do representado.
Eu tenho uma visão crítica em relação a este modelo difuso que nós temos e às alternativas que estão sendo discutidas, como o voto em lista, por exemplo. O voto em lista tem como base a defesa do partido, mas isso não se faz por decreto. O fortalecimento dos partidos se dá a partir do ideário, dos programas políticos, em cima de uma maior nitidez daqueles que representam o programa de governo, aqueles que estão ocupando cargos públicos, seja no executivo ou no legislativo.
O sistema que temos hoje, ou até mesmo essas sugestões, podem agudizar este desencanto e esse distanciamento, o que leva a uma ausência de fiscalização e controle, permitindo com isso que se amplie a corrupção e práticas negativas. Porque quanto mais vínculo tivermos entre o eleitor e aquele que exerce o mandato – até porque a política não é uma profissão, é uma função pública – quanto maior a proximidade maior o controle e dessa forma teremos mecanismos efetivos de enfrentamento à corrupção.
Penso que o voto distrital é um instrumento que nos auxilia a ter maior controle social e a enfrentar essa chaga que é a tradição patrimonialista que temos hoje no Estado brasileiro. É preciso quebrar essa tradição e criar um círculo virtuoso na política e acho que o voto distrital tem esse poder.
Acho que precisamos fazer um profundo debate e temos que galvanizar a opinião pública. O status quo quer manter o modelo que temos, ou um sistema misto, ou ainda um sistema de listas – em que as burocracias partidárias terão um controle maior. Acho que temos um potencial – o Brasil é uma nação que é referencia no mundo por sua democracia, pela capacidade de responder democraticamente, com instituições sólidas e com um processo muito transparente. Mesmo uma democracia sólida e estável como a norte-americana já viveu impasses com seu modelo. Mas a democracia brasileira tem esse vigor e isso é um mérito, mas é preciso galvanizar a opinião pública e enfrentar o status quo, os setores que não querem a mudança, e sensibilizar a sociedade para a importância do debate.
Temos uma janela de oportunidade, me parece que temos o mecanismo. Os partidos tem que discutir isso. Mas precisamos aproveitar o processo de reforma política e fazer de fato uma reforma política e não um arremedo,  que não vai aperfeiçoar a democracia brasileira.
Iniciativas como essa são fundamentais porque pensar a sério o Brasil, promover o debate de forma madura, avaliando os conteúdos, avaliando o pensamento, isso é a base de uma sociedade democrática. Essa iniciativa do Instituto Millenium de trazer à cena e não ter medo de fazer um debate coloca na ordem do dia essa agenda. Mostra que é possível, sim,  fazer uma mudança mais substancial e,  dessa maneira, contribuir para a evolução democrática no Brasil. Acho que todas as instituições deveriam se pautar dessa forma. Há uma certa apatia na sociedade brasileira em relação a reforma política. Nós precisamos entender que o Estado brasileiro vai ser a expressão da sociedade brasileira, a sua imagem refletida, se conseguirmos aperfeiçoar o processo democrático, aperfeiçoar os mecanismos de participação e representação. Enquanto isso não ocorrer, teremos essa imagem distorcida da realidade do país que se espelha dentro do congresso, das câmaras de vereadores e das assembleias legislativas. Vejo essa iniciativa com muito entusiamo e espero que prospere e que outras entidade façam o mesmo debate, enxergando nessa mudança e no potencial do voto distrital para a democracia brasileira, a oportunidade da reforma política.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

LEMBRAM DA JORGINA? Aquela que fraudou o INSS?

Ela está de Volta, e com Cargo no Governo do Rio.
Esta é a Prova Mais Evidente de que o Crime no BRASIL,Compensa!

Obs: A CEDAE - Cia de Águas e Esgoto, pertence ao Governo do PMDB do Estado do Rio de Janeiro!

Gente, é Inacreditável e Vergonhoso esse Nosso (?) Brasil!!!
Tantos Procurando "Postos de Trabalho", e uma "Delinquente Comprovada", que Foi Condenada e Presa como Autora de uma das Maiores Roubalheiras do Brasil na Época (hoje estaria somente no final da relação...) é Nomeada "ASSESSORA DA PRESIDÊNCIA" de uma Entidade Autárquica do Governo do Estado do Rio de Janeiro!
Não há mais a Mínima Vergonha na Cara, ou Respeito Com a Opinião Pública! ? ? ?
A Notícia: "Fraudadora Condenada Sai da Cadeia Durante o Dia e É Nomeada Assessora de Órgão Público do Governo do Estado do Rio!
Pasmem! Jorgina de Freitas a Maior FRAUDADORA do INSS já identificada, foi nomeada ASSESSORA do Presidente da CEDAE, Wagner Victer. Inacreditável !!!
Essa "Senhora" é a Maior Fraudadora da Previdência Social, que o Brasil Já Conheceu.
Trata-se da ex-procuradora do INSS, Jorgina de Freitas, que em 1992,foi condenada junto com o juiz Nestor José Nascimento e o advogado Ilson Escóssia por fraudes que desviaram
R$ 310 milhões do INSS.
Posteriormente, Jorgina Foi Condenada a Devolver aos Cofres Públicos R$ 200 Milhões,
(sobre os R$110 milhões faltantes, não se falou mais...).
Ela Fugiu do Brasil e Foi Presa, na Costa Rica em 1997.
Agora, embora continue cumprindo a pena, Jorgina de Freitas Passou ao Regime Semi-Aberto, "Porque Conseguiu Um Emprego". Adivinhem onde?
Foi Contratada pela CEDAE como Assessora do Presidente da Empresa, Wagner Victer.
Acreditem se quiserem!

De bar em bar: A sopa de cebola do Ceasa


Por Mouzar Benedito.
Durante uma época, no final da década de 1960 e início dos anos 70, em São Paulo, muita gente da dita classe média esperava a madrugada acordada para ir tomar sopa de cebola no restaurante do Ceasa, atual Ceagesp, e quase ninguém sabia como começou essa onda de disputar lugar numa mesa com os caminhoneiros que chegavam de madrugada para entregar produtos agrícolas e outras mercadorias, para tomar sopa de cebola.
Nessa história também teve estudante no meio.
Em 1967 e 68, havia no Crusp, o Conjunto Residencial da USP, na Cidade Universitária, muitas reuniões políticas que entravam pela madrugada. Muitos estudantes que décadas depois seriam da cúpula do governo Lula participaram dessas reuniões, e lembrando bem, ex-militantes de esquerda que depois estiveram no governo FHC também. Depois de muita teoria sobre a revolução que haveria de vir, se ela seria urbana ou rural, se seria conduzida por trabalhadores ou por intelectuais, ou mesmo por militares de esquerda, se ela se iniciaria com um foco revolucionário, como a Revolução Cubana, se seria deflagrada por operários ou se a partir do campo se faria o cerco das cidades como queriam os maoístas, batia a fome. E aí? Lá pelas três ou quatro horas da manhã, todos os bares da região estavam fechados. A solução era caminhar a pé até o (então) Ceasa e dividir as mesas com os caminhoneiros para saborear um prato de sopa de cebola, coisa que parecia muito esquisita para os outros.
Era algo inacreditável na época, não pela mistura de estudantes e caminhoneiros, mas porque a cebola não era vista como componente principal de um prato, mas apenas condimento, um ingrediente secundário.
Misturar estudantes e trabalhadores era até uma proposta dos revolucionários — ainda que teóricos — de todas as tendências que terminavam suas discussões no Ceasa, comunistas, socialistas ou anarquistas de diversos matizes, muitos abrigados em siglas como PCB, PCdoB, Polop, AP, ALN, VPR… Mas comer cebola? Cruz credo, reagiam alguns, quando falávamos dessa pequena aventura gastronômica.
Quando contávamos que tomávamos sopa de cebola e gostávamos, quase todo mundo torcia o nariz. Comer cebola? Que horror! Mas caíam na tentação de experimentar e tornavam-se novos apreciadores dela.
Hoje penso que se os caminhoneiros aos quais aquela estudantada se misturava pudessem imaginar o que virariam aqueles jovens, talvez cumprimentassem alguns, mas certamente partiriam pra porrada com outros, né?
***
Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar (2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças-feiras.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O que pode fazer com o seu voto numa democracia participativa?

Rui Rodrigues


A Democracia Participativa permite exercer a cidadania sem a incômoda participação daqueles deputados, senadores, que são escolhidos pelos Partidos Políticos que lançam as suas candidaturas. A Democracia Participativa precisa deles, e dos Partidos também, mas não com as funções nem com o poder que têm hoje.


Normalmente reclamamos deles por não fazerem o que nos parece tão lógico.


Felizmente as sociedades estão chegando á conclusão que lhes pagam demasiado para tão deficiente serviço. Nossas nações estão sempre com problemas que parecem insolúveis e não por acaso, os problemas são sempre os mesmos como se o mundo não tivesse solução e tudo seja como é pelo simples fato de irremediavelmente ser assim... Como se o mundo tivesse sido feito da forma que nos apresentam, e não houvesse solução.


Para eleger um vereador, deputado, senador ou Prefeito é necessário investir muito dinheiro. Esse dinheiro é “cedido” aos partidos políticos em roca de favores. Ninguém dá nada de forma gratuita a ninguém, exceto para obras de caridade, e não é este o caso certamente. Os Partidos fiam assim dependentes dos que lhes pagam os custos das eleições. Como você, eleitor, não lhes paga nada, eles não o representam.


Com a Democracia participativa, não se recolhem impostos e depois se vê o que se tem gastar e dividir pelos ministérios que são divididos politicamente entre os Partidos... Não! Primeiro se faz o orçamento da União para se saber se os próximos quatro anos serão de aperto financeiro porque o País tem que crescer muito, ou de alívio, porque os cidadãos querem uma “folga” nos impostos para poderem fazer o que tanto desejam e não puderam por causa da carga desses impostos nos anos anteriores.


Com a Democracia participativa, seu voto começa a ser usado em seu próprio município. Com ele pode decidir se uma estrada passará por florestas, por plantações, ou por áreas de menor utilidade. Poderá decidir sobre os custos ou sobre o início das obras de acordo com o momento econômico.


Pode votar o orçamento da União, decidindo que porcentagem das verbas se devem aplicar em educação, por exemplo, ou na agricultura, no saneamento básico, na saúde pública, nos transportes, em centros de pesquisa, na sustentabilidade, nos esportes, nas artes e na cultura...


Pode votar o salário dos membros do governo, e não estes os próprios salários que sempre sobem muito acima da inflação, enquanto o salário mínimo pouco sobe, sendo imediatamente desvalorizado pela inflação.


Pode estabelecer que porcentagem da verba de pesquisa seja destinada à cura do câncer, à pesquisa de armas ou espacial, dentre outras. Pode também votar na porcentagem a aplicar para prevenção de catástrofes, como deslizamentos de terras, inundações, construção de moradias de emergência para estes casos.


No caso de uma contenda bélica, não será o presidente que decidirá sobre declaração de guerra ou o senado... Terão que perguntar ao povo que pode responder em meia hora ou menos... Somente no caso de uma invasão de território o governo pode mobilizar as tropas para a guerra dentro das fronteiras. O mundo ficará melhor assim e menos bélico. A melhor defesa será sempre a defesa e não o ataque. Pode acontecer de a maioria dos cidadãos acharem que não necessitam de exércitos, apenas de força de polícia. Alguns países já chegaram a esse ponto de progresso.


Pode usar o voto para propor algo novo mesmo dentro da Democracia Participativa, como por exemplo, estabelecer comissões de acompanhamento junto ao Ministério da Economia, dos Transportes, do Turismo, da Educação, do Ambiente, e outras instituições, para verificar o que fazem - e como fazem - sem que tenha que ser necessário eleger um palhaço com o slogan “Sabem o que os senadores fazem no congresso? Se me derem o vosso voto e eu for eleito, depois eu conto”, estando nós esperando até hoje que nos conte...


Pode usar o seu voto para deseleger quem achar que não cumpre com as suas funções. Não precisa explicar, nem a retirada desse funcionário irá depender de julgamento nas esferas do governo ou fora dele: seu voto é soberano, e se na medida em que perder os votos, alguém eleito atingir quantidade inferior ao segundo colocado, sai e entra o segundo colocado. Se houver provas de má fé, dolo, ou de algum crime, será depois julgado na corte civil. Não pode haver duas cortes de justiça: Uma para julgar membros do governo e outra para julgar civis ou militares... Existe apenas uma justiça para um povo constituído de cidadãos iguais perante a lei. A não ser assim, comerciantes teriam direito a uma corte especial, e os miseráveis direito a outra corte...


Queremos um mundo justo, tanto quanto nos seja possível.

Manual de picaretagem intelectual


Antes de ler este artigo, sugiro ao leitor que responda ao seguinte questionário. 

Você precisa debater em público e não tem certeza da validade de seus argumentos? 

Você, com certeza, é o melhor executivo da empresa; mas por que as boas vagas sempre acabam sendo ocupadas por profissionais que você julga menos capacitados? 

Suas ideias, é claro, são sempre as melhores; por que ninguém se interessa por elas? 
Embora seja frequente, você ainda não se conformou em sempre passar por idiota? 

Você acredita, realmente, que ainda vai vencer na vida?

Então este artigo foi feito para você. Preste muita atenção!

Você não precisa se aprofundar na arte de argumentar. Muitos sábios, advogados e homens públicos já cuidaram disso por você. 

Desde a Grécia antiga, berço da civilização ocidental – começando com os filósofos sofistas e, depois, Sócrates, Platão e Aristóteles -, muitos dos grandes pensadores da humanidade se debruçaram sobre esse tema. Discutia-se a respeito dele na República e no Império Romano, em Bizâncio, na Europa  medieval, na Renascença, no Novo Continente e até hoje se acumulam novos conhecimentos sobre o assunto. 

Pensadores da estatura do filósofo alemão Arthur Schopenhauer chegaram a elaborar tratados sobre o tema. 

Há uma obra dele que merece ser lida e devidamente estudada. Foi publicada depois de sua morte e recebeu dos editores o sugestivo título “Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão”. 

As conclusões são alarmantes e desoladoras. Os bons argumentos não precisam ser os melhores nem os mais verdadeiros. Bem apresentá-los é o que realmente importa.

O que cabe a você, aqui, é – de uma vez por todas – saber que os que sabem discursar melhor não são, necessariamente, os que sabem governar melhor. Os medíocres também têm vez. Não importa se seu produto é o melhor, o que importa é saber vendê-lo bem. Saiba, enfim que para vencer um debate o que menos você precisa é estar com a tese certa.

1.ª lição – Mesmo que esteja em dúvida, trate de ser convincente – se não der para convencer, confunda. Se mesmo assim não funcionar, encontre um ausente no qual pôr a culpa.

2.ª lição – Demonstre sempre certeza do que está falando, mesmo quando já tenha percebido que sua proposta está errada.

3.ª lição – Decorre da segunda: ninguém segue um líder que se mostre em dúvida.

4.ª lição – Não se preocupe em responder a um argumento correto, é muito melhor dizer que seu oponente não tem autoridade moral para afirmá-lo. Inversamente: uma boa ideia será sempre uma boa ideia, independentemente de quem a tenha tido.

5.ª lição – Apresente ideias que aparentem ser coerentes. As boas histórias só convencem a audiência se tiverem começo, meio e fim. Inversamente: não acredite em histórias perfeitas, geralmente elas são inventadas. Tenha sempre em mente que a realidade não produz enredos perfeitos.

6.ª lição – Para que ideias confusas sejam mais convincentes, você deve atribuí-las a alguém como Napoleão. Servem também Júlio César, Alexandre ou Abraham Lincoln. Ninguém se atreverá a desmenti-lo nem admitirá pouco saber sobre eles. Se a celebridade em questão já tiver falecido, nem mesmo ela poderá desmenti-lo.

7.ª lição – Os exemplos de que você se vale não precisam ser verdadeiros. Basta que eles sejam verossímeis.

As lições são inúmeras. Mas, por enquanto, são suficientes essas sete. Você ainda acredita nas palavras e nas elaborações intelectuais? Então, para terminar leia o que vem a seguir.

Recordo-me de, muitos anos atrás, ter lido um livro sobre retórica no qual havia um belo exemplo de como tudo isso funciona. O autor resumiu a questão apresentando duas biografias, retratos fiéis de grandes vultos da História.

O primeiro era um beberrão contumaz. E, não bastasse, tabagista inveterado, mulherengo e dado a excessos alimentares. Não tinha hora de dormir nem de acordar. Era indisciplinado por natureza. Não gostava de ler relatórios, era teimoso, ranzinza e não aceitava as ideias de ninguém. Por causa da teimosia, perdeu diversas batalhas, foi afastado do comando, caiu em desgraça perante a imprensa em geral e a opinião pública o desprezou por mais de duas décadas. Voltou ao poder em razão de uma grave comoção popular. Pode-se dizer que tinha grande desprezo por seus subordinados e era cético quanto à capacidade de discernimento da humanidade.

Já o segundo era praticamente o oposto. Não se conhece dele nenhum vício ou algum tipo de costume reprovável. Não fumava, não bebia e se preocupava sempre em estar dentro do peso. Extremamente metódico e disciplinado, tinha obsessão pela pontualidade. Quando não estava trabalhando, cuidava de ler e estudar. Desde pequeno sentia-se imbuído de uma grande missão. A ela dedicou toda a sua juventude. Para bem executá-la evitou até a prática sexual, só vindo a contrair matrimônio no fim da vida. 

Enquanto viveu, dedicou todo o seu tempo à sua causa. Morreu por causa dela. E sua mulher morreu logo a seguir. Todos os que o conheceram afirmam que nunca deixou de ser um idealista. Em suas aparições públicas demonstrava ser enérgico e intransigente, mas em casa seu comportamento era cordial. Seus funcionários mais íntimos foram unânimes em afirmar que era cavalheiro, polido e afável no trato. Às vezes perdia a paciência, mas só quando se sentia injustiçado.

Qual dos dois perfis é o que mais lhe agrada? 

Qual dos dois líderes você não vacilaria em acompanhar? 

Os dois líderes foram retratados com exatidão. Qual deles, a princípio, mais lhe desperta simpatia?

A maioria das pessoas, provavelmente, terá escolhido o segundo. Pois as aparências, como sempre, enganam. 

O primeiro perfil é de Winston Churchill. E o segundo, de Adolf Hitler.

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