sábado, 6 de dezembro de 2014

Confira a relação completa com os 55 nomes oficialmente citados na operação Lava a Jato





Quase que diariamente as mídias, cada uma ao gosto do seu leitor, estão publicando relações de nomes de políticos que “supostamente” “teriam” sido denunciados pelo senhor Paulo Roberto Costa durante a delação premiada. Certamente que os autores daquelas postagens sempre certificam-se de não estarem fazendo afirmativas quanto a veracidade daquelas informações, afinal, ainda que verídicas, eles sabem que legalmente aquelas listas não deveriam estampar suas postagens, motivado pelo fato de a delação premiada estar sendo feita sob segredo de justiça, portanto, somente quem “poderia” divulgar tais listas é o Ministério Público. Consequentemente, qualquer listagem que não seja oficialmente emitidas pelo MP não passam de mera especulação, mas, infelizmente nem todos se preocupam com o fato de as noticias serem verdadeiras, ainda mais quando os nomes que aparecem nas listas são exatamente aqueles que os fiéis leitores daquela mídia esperam encontrar.

Pois bem, contrariando as mídias convencionais que procuram através do viés da comparação satisfazer somente os desejos dos seus ávidos leitores pouco preocupando-se com a verdade, neste blog procuro levar aos meus distintos leitores somente a realidade dos fatos e, ao invés de ser simplesmente mais um sensacionalista a desvirtuador os fatos, faço questão de sempre primar pela idoneidade das informações e é desta forma que apresento abaixo a lista com os 55 nomes que foram oficialmente divulgados pelo Ministério Público Federal. 

PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR - Investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa é ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012. Foi preso em março deste ano por tentar ocultar provas que o incriminavam. Solto em maio, foi preso novamente em junho, e fez acordo de delação premiada com a PF em agosto, o que possibilitaria uma redução de sua pena em caso de condenação. Em depoimentos gravados feitos à polícia, ele cita, segundo a revista "Veja", ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da estatal.

ALBERTO YOUSSEF - Doleiro. É apontado como o principal operador do esquema investigado pela Operação Lava Jato. Está preso em Curitiba desde março e colabora com as autoridades desde agosto, contando o que sabe para tentar atenuar sua pena. Sua rede de contatos vai do meio político ao mundo empresarial

NELMA KODAMA - Doleira. É apontada como um dos pilares do esquema de lavagem de dinheiro investigado na Operação Lava Jato. O Ministério Público acusa Nelma de participação em organização criminosa, evasão de divisas, 91 operações irregulares de instituição financeira, falsa identidade a terceiro para operação de câmbio, lavagem de dinheiro e corrupção.Ela foi presa em flagrante no dia 15 de março, dois dias antes de a PF deflagrar a missão de prisões de envolvidos no esquema, tentando embarcar para Milão, na Itália, com 200 mil euros na calcinha

NESTOR CERVERÓ - ex-diretor da área internacional da Petrobras. Cerveró é considerado o principal articulador da compra em 2006 da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras, negócio considerado ruim pelos próprios dirigentes e que representou prejuízo de US$ 530 milhões à estatal. O executivo da empresa Toyo-Setal Julio Camargo afirmou em delação premiada que o lobista Fernando Soares, apontado como operador do PMDB na Petrobras, recebeu comissão de US$ 40 milhões para intermediar dois contratos junto a Cerveró. Para o Ministério Público, a comissão paga era propina e parte do valor teria sido repassada à diretoria de Cerveró

MEIRE POZA - Ex-contadora de Alberto Youssef. Ela participou de audiência pública no Conselho de Ética da Câmara (na foto) e prestou depoimento à Justiça Federal do Paraná. Poza afirma que o doleiro realizou pagamentos ao deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA)

LUIZ ARGÔLO - Deputado pelo partido Solidariedade da Bahia. Após ter sido citado em depoimento de Meire Poza, ex-contadora de Alberto Youssef, à Justiça, o Conselho de Ética da Câmara decidiu pela cassação de seu mandato. O processo de cassação de Argôlo terá que ser apreciado pelo plenário da Casa. A ex-contadora de Youssef afirma que o deputado recebeu pagamentos do doleiro

ANDRÉ VARGAS - Deputado sem partido, eleito em 2010 pelo PT do Paraná, ex-vice-presidente da Câmara. O deputado é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara que pode resultar na cassação do mandato. Ele confessou ter usado um jatinho pago pelo doleiro Alberto Youssef, renunciou à vice-presidência da Casa em abril e ficou em licença não-remunerada por 60 dias. Em função das pressões do seu antigo partido, o PT, Vargas dixou a legenda à qual estava filiado há mais de 25 anos

EDISON LOBÃO - O ministro de Minas e Energia, Edison lobão (PMDB-MA), é um dos políticos mencionados como suposto envolvido em esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Petrobras. Segundo reportagem da revista "Veja", Costa citou, em depoimento em regime de delação premiada, o nome de ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da Petrobras. De acordo com a revista, Lobão diz que sua relação com Costa era institucional e negou ter recebido dinheiro

RENAN CALHEIROS - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é um dos mencionados por Paulo Roberto Costa como suposto envolvido em pagamento de propina com dinheiro dos cofres da Petrobras, segundo reportagem da revista "Veja". O senador divulgou nota em que "nega e repudia" o que chamou de "especulações" do ex-diretor da estatal

HENRIQUE E. ALVES - O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aparece na relação de políticos que supostamente teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da Petrobras. A denúncia teria sido feita pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, segundo a revista "Veja". Alves afirma que nunca pediu ou recebeu de Costa nenhum tipo de ajuda. "As insinuações publicadas pela revista Veja, de forma genérica e sem apresentar evidências sobre o meu nome, não podem ser tomadas como denúncia formal nem fundamentada", declarou

CIRO NOGUEIRA - O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, também aparece entre os nomes de políticos supostamente envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras delatados por Paulo Roberto Costa, segundo a revista "Veja". Costa, ex-diretor da estatal preso durante investigações da Operação Lava Jato, fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Ciro Nogueira se defende afirmando que conheceu Costa em eventos do seu partido e que não recebeu dinheiro

ROMERO JUCÁ - O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é outro citado por Paulo Roberto Costa, segunda a revista "Veja", como envolvido em esquema de desvio de dinheiro na Petrobras. Jucá nega envolvimento em corrupção na estatal. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou que seu partido "não tem nada a ver" com as denúncias do ex-diretor da Petrobras

CÂNDIDO VACCAREZZA - O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, em depoimento à PF em regime de delação premiada, como envolvido em esquema de desvio de verbas dos cofres da estatal para o pagamento de propina. A lista de políticos supostamente envolvidos foi divulgadas pela revista "Veja". Vaccarezza diz que nunca pediu ou recebeu de Costa nenhum tipo de ajuda e afirma que só esteve com ele umas duas vezes

JOÃO PIZZOLATTI - O deputado João Pizzolatti (PP-SC) também é um dos políticos citados como suposto envolvido em esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Petrobras. Segundo reportagem da revista "Veja", Costa citou, em depoimento em regime de delação premiada, o nome de ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP). Eles teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da Petrobras

JOÃO VACCARI NETO - João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, é um dos citados por Paulo Roberto Costa como suposto envolvido em pagamento de propina com dinheiro dos cofres da Petrobras, segundo reportagem da revista "Veja". Em nota, Vaccari diz que nunca tratou de assunto relativo ao PT com Costa. "Assim, é absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro"

MÁRIO NEGROMONTE - Ex-ministro das Cidades de Dilma Rousseff, Mário Negromonte (PP) aparece entre os nomes de políticos supostamente envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras delatados por Paulo Roberto Costa, segundo a revista "Veja". O ex-ministro, atualmente conselheiro do TCM (Tribunal de Contas do Município) em Salvador, negou ter recebido qualquer vantagem ou benefício relacionado ao esquema na Petrobras. "Estou com a minha consciência tranquila. Fui denunciado algumas vezes e as denúncias viraram pó", afirmou

SÉRGIO CABRAL - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ) é citado como um dos políticos envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras. Cabral afirma que repudia a inclusão de seu nome "em qualquer dos fatos supostamente relatados pelo ex-diretor" da estatal, Paulo Roberto Costa. Segundo reportagem da revista "Veja", Costa citou, em depoimento em regime de delação premiada, o nome de ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da Petrobras

ROSEANA SARNEY - A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), é citada por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, em depoimento à PF em regime de delação premiada, como envolvida em esquema de desvio de verbas dos cofres da estatal para o pagamento de propina. Os nomes dos políticos supostamente envolvidos foram divulgados pela revista "Veja". Roseana disse que repudia as referências feitas ao seu nome por Costa. "Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza"

EDUARDO CAMPOS - O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, (PSB-PE), candidato à Presidência da República morto em 13 agosto, também é citado por Paulo Roberto Costa em acordo de delação premiada feito pelo ex-diretor da Petrobras com a Polícia Federal. O PSB está realizando força tarefa para defender Campos das denúncias de envolvimento em caso de corrupção na estatal. Nomes de supostos envolvidos foram divulgados pela revista Veja. A ex-vice que assumiu a candidatura à Presidência pelo PSB, Marina Silva, defendeu Campos dizendo que investimentos da Petrobras em Pernambuco sob investigação não implica responsabilização do líder do ex-governador

CID GOMES - O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), estaria na lista de políticos que receberam propina em um esquema de desvio de dinheiro público da estatal a partir de contratos superfaturados, segundo reportagem da revista "IstoÉ". A publicação não apresentou documentos nem especificou as circunstâncias em que os nomes foram citados. Ao UOL, a assessoria de Cid Gomes argumentou que as informações contidas na matéria são apenas boatos. "Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos", afirmou Gomes por meio de sua assessoria

FRANCISCO DORNELLES - O veterano Francisco Dornelles (PP), que está de saída do cargo de senador e é vice na chapa do candidato ao governo do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB), teve seu nome citado pelo ex-diretor da Petrobras, segundo reportagem da "IstoÉ". A publicação não apresentou documentos nem especificou as circunstâncias em que ele foi citado. Dornelles não foi localizado pela reportagem do UOL. De acordo com a "Isto É", o senador negou as acusações

DELCÍDIO DO AMARAL - O senador petista e candidato ao governo do Estado do Mato Grosso do Sul também teve seu nome citado pelo ex-diretor da Petrobras, segundo reportagem da "Isto É". A publicação não apresentou documentos nem especificou as circunstâncias em que Delcídio foi citado. O político negou as acusações e classificou a reportagem como "esdrúxula"

EDUARDO CUNHA - O deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro e candidato à reeleição Eduardo Cunha é um dos quatro nomes citadas em reportagem da "IstoÉ", que traz novas informações a respeito do suposto esquema de corrupção na Petrobras. No Twitter, Cunha argumentou ter tido o nome "citado a esmo" [sic] e "de forma leviana". "Óbvio que desafio a mostrar qualquer fato real", escreveu o peemedebista

GLEISI HOFFMANN - A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi citada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada ao Ministério Público Federal. Segundo informação do jornal "O Estado de S. Paulo", Costa afirmou que o esquema de corrupção na estatal repassou R$ 1 milhão para a campanha ao Senado da petista em 2010. A senadora afirmou que os repasses para sua campanha foram todos declarados à Justiça Eleitoral

LINDBERG FARIAS - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa trabalhou para o senador Lindberg Farias (PT-RJ) na captação de doações de empreiteiras na eleição deste ano para o governo do Rio, segundo a "Folha de S. Paulo". O petista ficou em quarto lugar na disputa do primeiro turno. Lindberg confirmou por meio de sua assessoria que Costa participou da preparação de seu programa de governo. Contudo, negou que ele tenha tido como incubência pedir doações

SÉRGIO GUERRA - Segundo informação da "Folha de S. paulo", o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa afirmou em delação premiada ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. Na época, Guerra era senador por Pernambuco e integrava a comissão. Ele morreu em março deste ano, aos 66 anos, vítima de um câncer no pulmão

JÚLIO CAMARGO - Executivo da Toyo-Setal. Foi citado em planilha apreendida pela PF na qual Costa listava nomes de executivos de fornecedores da Petrobras e a disposição de cada um para contribuir com doações. O executivo doou R$ 2,56 milhões ao PT entre 2006 e 2014. Fez delação premiada e não está preso

AUGUSTO RIBEIRO DE MENDONÇA NETO - Executivo ligado à Toyo-Setal, que tem contratos de mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras. Uma das empresas de Mendonça Neto depositou R$ 7,3 milhões em contas controladas por Yousseff, segundo laudos da PF. Mendonça integra o conselho de administração da EBR (Estaleiros do Brasil Ltda) e é proprietário da Setal Óleo e Gás, que se fundiu à japonesa Toyo Engineering para a criação da Toyo Setal e da EBR. Fez delação premiada e não está preso

RICARDO PESSOA - Presidente da construtora UTC, chega preso à Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo, após ter prisão temporária determinada pela Justiça, em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. Ricardo Pessoa seria o líder do clube, segundo Mendonça

DALTON DOS SANTOS AVANCINI - Diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, preso temporariamente na 7ª etapa da Operação Lava Jato, em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo-Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. A investigação da PF registrou transferências bancárias milionárias de empresas ligadas à Camargo Corrêa às contas controladas por Youssef

EDUARDO HERMELINO LEITE - Vice-presidente da Camargo Corrêa, preso preventivamente na 7ª etapa da Operação Lava Jato, em 14 de novembro. Segundo a "Folha de S. Paulo", ele foi delatado pelo doleiro Alberto Youssef. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo-Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. A investigação da PF registrou transferências bancárias milionárias de empresas ligadas à Camargo Corrêa às contas controladas por Youssef

JOÃO RICARDO AULER - Presidente do Conselho de Administração da construtora Camargo Corrêa, preso temporariamente na 7ª etapa da Operação Lava Jato, em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo-Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. A investigação da PF registrou transferências bancárias milionárias de empresas ligadas à Camargo Corrêa às contas controladas por Youssef

GERSON DE MELLO ALMADA - Vice-presidente da Engevix, preso preventivamente na 7ª etapa da Operação Lava Jato, em 14 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Foi delatado pelo próprio Costa, ex-diretor da Petrobras. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo-Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. A Engevix fez depósitos na conta de empresas de fachada de Alberto Youssef

CARLOS EDUARDO STRAUCH ALBERTO - Diretor técnico da Engevix, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. A Engevix fez depósitos na conta de empresas de fachada de Alberto Youssef

NEWTON PRADO JÚNIOR - Diretor técnico da Engevix, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. A Engevix fez depósitos na conta de empresas de fachada de Alberto Youssef

ERTON MEDEIROS FONSECA - Diretor-presidente da divisão de engenharia industrial da Galvão Engenharia, preso preventivamente em 14 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Foi delatado pelo próprio Costa. Em quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, foram identificados depósitos da Galvão Engenharia na conta de uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, a MO Consultoria. A Camargo Corrêa também tinha contrato com a empresa CSA Project, usada por Youssef

VALDIR LIMA CARREIRO - Diretor-presidente da Iesa, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Youssef e Costa relataram a participação da Iesa no cartel de empreiteiras

OTTO GARRIDO SPARENBERG - Diretor de operações da Iesa, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Youssef e Costa relataram a participação da Iesa no cartel de empreiteiras

SERGIO CUNHA MENDES - Vice-presidente executivo da Mendes Júnior, preso temporariamente na 7ª etapa da Operação Lava Jato, em 14 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Foi delatado pelo próprio Costa. Em delação premiada, Augusto Mendonça, executivo da Toyo-Setal, relatou que havia um "clube da propina", formado por Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE e Toyo. O nome do executivo foi encontrado em agenda de Paulo Roberto Costa. Ele seria o responsável pelo esquema fraudulento na empreiteira Mendes Júnior. Também foram identificados pagamentos e depósitos em contas de empresas de fachada de Alberto Youssef

AGENOR FRANKLIN MAGALHÃES MEDEIROS - Diretor-presidente da área internacional de petróleo e gás da OAS, preso preventivamente em 14 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Contas de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam depósitos de empresas do grupo OAS. Executivos da empreiteira faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

JOSÉ ALDEMARIO PINHEIRO FILHO - Presidente da OAS (de barba branca e óculos), preso temporariamente em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Contas de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam depósitos de empresas do grupo OAS. Executivos da empreiteira faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

MATEUS COUTINHO DE SÁ OLIVEIRA - Vice-presidente do Conselho de Administração da OAS, preso temporariamente em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Contas de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam depósitos de empresas do grupo OAS. Executivos da empreiteira faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

JOSÉ RICARDO NOGUEIRA BREGHIROLLI - Funcionário da construtora OAS, preso preventivamente em 14 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Contas de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam depósitos de empresas do grupo OAS. Executivos da empreiteira faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

ALEXANDRE PORTELA BARBOSA - Advogado da OAS, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Contas de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef receberam depósitos de empresas do grupo OAS. Executivos da empreiteira faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

OTHON ZANOIDE DE MORAIS FILHO - Diretor da Vital Engenharia, empresa do grupo Queiroz Galvão, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Investigação apreendeu contrato de consultoria entre a empreiteira Queiroz Galvão e a Costa Global, de Paulo Roberto Costa. Costa disse em sua delação premiada que esses contratos serviam para "disfarçar" o repasse de propina

ILDEFONSO COLARES FILHO - Diretor até 2012 da Queiroz Galvão, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. Foi delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Investigação apreendeu contrato de consultoria entre a empreiteira Queiroz Galvão e a Costa Global, de Paulo Roberto Costa. Costa disse em sua delação premiada que esses contratos serviam para "disfarçar" o repasse de propina

WALMIR PINHEIRO SANTANA - Diretor-financeiro da UTC Participações, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. A investigação em curso identificou um precatório milionário negociado com o governo do Maranhão em favor da UTC/Constran. Executivos da UTC faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

EDNALDO ALVES DA SILVA - Fazia transporte de recursos da UTC, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa. A investigação em curso identificou um precatório milionário negociado com o governo do Maranhão em favor da UTC/Constran. Executivos da UTC faziam visitas a escritório de lavagem de dinheiro de Youssef

RENATO DUQUE - Ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi preso temporariamente em 14 de novembro. Teve prisão prorrogada e convertida em preventiva em 18 de novembro. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção passiva e corrupção ativa. Duque tem ligações com o PT e teria sido indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu (PT). Ele foi delatado pelo executivo da Toyo-Setal Julio Camargo, segundo a "Folha de S. Paulo"

AYME ALVES DE OLIVEIRA FILHO - Ligado a empresas de Alberto Youssef, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa

ADARICO NEGROMONTE FILHO - Irmão do ex-ministro do Turismo Mário Negromonte (PP-BA). Com prisão temporária decretada pela Justiça em 14 de novembro, ele entregou-se apenas no dia 24. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa

CARLOS ALBERTO DA COSTA SILVA - Advogado que atua para empreiteiras, preso temporariamente em 14 de novembro e solto quatro dias depois após prestar depoimento. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa de Paulo Roberto Costa

FERNANDO SOARES - Lobista, conhecido como "Fernando Baiano", suspeito de ser o elo entre PMDB e esquema de corrupção na Petrobras. Ele teria pago US$ 8 milhões em propina à diretoria internacional da Petrobras. Foi delatado pelo executivo da Toyo-Setal Julio Camargo, segundo a "Folha de S. Paulo". Com prisão decretada pela Justiça em 14 de novembro, se entregou para a Polícia Federal quatro dias depois. Ele é acusado de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção passiva e corrupção ativa

PEDRO BARUSCO - Ex-gerente executivo de engenharia e braço direito do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. Chegou ao cargo por indicação do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (PT) - o que Dirceu nega. Ele fará delação premiada e devolverá R$ 252 milhões

HUMBERTO COSTA - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento à Justiça que o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), recebeu R$ 1 milhão do esquema de fraudes envolvendo a estatal, segundo informação do jornal "O Estado de S. Paulo". Em nota, o senador negou que tenha recebido R$ 1 milhão do esquema e colocou à disposição de todos os órgãos que atuam na investigação do caso a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico

Do Uol.com

MPF investiga nove crimes da Operação Lava Jato, diz Janot


Procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
 durante entrevista

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse neste sábado (6), em nota, que o Ministério Público Federal (MPF) está apurando a existência de nove crimes relacionados à Operação Lava Jato. Janot também citou que as investigações mostraram a ocorrência de "graves ilícitos envolvendo a Petrobras, empreiteiras e outros agentes que concorreram para os delitos".

Os crimes citados pelo procurador-geral são de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude à licitação, formação de cartel, associação criminosa, além de atos de improbidade administrativa. Janot reiterou que o MPF prioriza o combate à corrupção e "cumprirá seu dever constitucional e conduzirá a apuração nos termos da lei, com o rigor necessário".

A nota diz ainda que o procurador-geral da República "não permitirá que prosperem tentativas de desacreditar as investigações e os membros desta instituição", sem citar, no entanto, que tentativas teriam motivado tal manifestação.

O procurador lembra que os depoimentos coletados em acordo de delação premiada têm auxiliado as investigações do esquema criminoso envolvendo a estatal. Janot encerra a nota reiterando que o trabalho do MPF e da Justiça no caso vai prosseguir. "Medidas judiciais continuarão a ser tomadas como consequência dessa investigação técnica, independente e minuciosa. O Ministério Público Federal reafirma seu dever de garantir o cumprimento da lei".

Do UOL.com

Promotoria defende saída de envolvido no trensalão do PSDB



 

Fausto Macedo e Ricardo Chapola  

O promotor do Ministério Público de São Paulo, Marcelo Milani, defendeu ontem o afastamento do presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira. Ele é um dos 33 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o cartel metroferroviário em São Paulo entre 1998 e 2008, governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

"Eu não acho, eu tenho certeza (que Bandeira deveria ser afastado). Mas eu não sou o governador do Estado. Eu sou promotor", afirmou Milani, ao detalhar uma ação em que pede dissolução de 11 empresas sob suspeita de cartel e o ressarcimento de R$ 418,3 milhões aos cofres públicos - valor do suposto prejuízo causado por elas em três contratos de manutenção de trens firmados com a CPTM entre 2001 e 2002.

O promotor disse que os diretores da estatal na época em que foram celebrados contratos investigados também deveriam ter sido afastados. A CPTM informou, por sua assessoria, que não ia se manifestar.

O governo do Estado afirmou que "o comedimento e a seriedade fazem parte das atribuições dos membros do Ministério Público, o promotor deveria ater-se aos termos de sua ação e aos limites do seu cargo". A gestão Alckmin destacou ter ingressado com ação judicial exigindo ressarcimento de todas as empresas investigadas. O processo foi movido em agosto de 2013, "um ano e três meses antes da ação apresentada pelo promotor".

Para Milani e mais três promotores que assinam a ação, as empresas "se associaram para fazer prática ilícita, para burlar a concorrência". A ação recai sobre Siemens, Alstom, CAF espanhola, CAF brasileira, TTrans, Bombardier, MGE, Mitsui, Temoinsa, Tejofran e MPE. Elas negam as irregularidades.

Fraude
Bandeira foi indiciado pela PF no inquérito do cartel metroferroviário por suposta fraude. Em 2005, ele fez um aditamento a um contrato, assinado pela gestão Covas dez anos antes, com o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro (Cofesbra) - integrado por Alstom Brasil, Bombardier e CAF Brasil Indústria e Comércio -, para aquisição de 12 trens ao preço de R$ 223,5 milhões, segundo valores da época. Segundo a PF, Bandeira deveria ter aberto nova licitação, em função do tempo decorrido desde a celebração do contrato inicial.

A PF afirma que o sexto aditivo foi firmado "muito tempo após o contrato original, cerca de 10 anos, encerrado em 1.º de novembro de 2000 com o fornecimento e o pagamento dos trens licitados, o que configurou fraude no sentido de se evitar licitação". O relatório final do inquérito da PF atribui a Bandeira "ilicitude flagrante pela modificação ilegal do contrato, não se observando a necessidade de um novo processo licitatório para uma nova compra de trens".

A PF aponta intermediação do engenheiro Arthur Teixeira, suposto lobista do cartel - seu advogado, Eduardo Carnelós, afirma que Teixeira é consultor e nunca pagou propinas.

Para a PF, o indício do envolvimento de Teixeira consta de documentação encaminhada pela Inglaterra, onde a Alstom foi alvo de investigação. "Um e-mail apreendido pelas autoridades inglesas revela a intermediação dele (Teixeira) com os empresários e, ainda, que Bandeira foi o principal idealizador do aditivo, com a manifesta intenção de evitar o que seria a devida licitação", aponta a PF.

O e-mail foi redigido por Teixeira, diz a PF. "Fomos chamados pelo sr. Mário Bandeira, presidente da CPTM, para nos comunicar a decisão de ampliar, no menor prazo possível, a frota de trens que serve atualmente o Expresso Leste. A CPTM considera que a melhor solução para implementar rapidamente essa expansão será através de aditivo ao contrato Cofesbra, até 25% do valor do contrato original, que permitiria, além de manter a padronização do material rodante dessa linha, reduzir bastante os prazos de contratação e entrega devido à ausência do processo de licitação."

A PF afirma que Teixeira pagou propinas por meio da GHT Consulting, do Uruguai. O delegado Milton Fornazari Junior indiciou Bandeira e o diretor de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente, por violação ao artigo 92 da Lei 8666/93 (Lei de Licitações) - quando há mudança contratual. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Do UOL.com

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Friboi e flexibilização da meta fiscal: o dinheiro manda e “governa”




O dinheiro manda, desmanda e “governa”. E o povo? Continua, por ora, na caverna. A presidenta Dilma, ao prometer liberar R$ 444 milhões para os parlamentares, conseguiu a aprovação da flexibilização da meta fiscal. Velha política brasileira (praticada deploravelmente por todos os governantes) do “toma lá dá cá”. A Friboi, por sua vez, que foi a maior “financiadora” das campanhas eleitorais de 2014 (“doou” quase 400 milhões para praticamente todos os partidos políticos; perto de R$ 70 milhões somente para a reeleição de Dilma), não “aceitou” a indicação de Kátia Abreu para o ministério da Agricultura. Se quem manda na vida política é o dinheiro (os donos dos meios de produção, de comunicação e das finanças), o grupo JBS (Friboi), para a preservação dos seus “negócios”, sente-se no direito de interferir diretamente nos atos do governo, como é o caso da nomeação do novo ministro da Agricultura.

Cartel de SP: PSDB imita PT e se finge de cego




Num instante em que o petrolão derrete feito bala de açúcar no bico de oradores tucanos, a Polícia Federal fechou a conta do inquérito do cartel do metrô e dos trens de São Paulo: 33 indiciados. Entre eles agentes públicos, executivos de grandes empresas, lobistas e assemelhados.

Pesam-lhes sobre os ombros acusações variadas: corrupção ativa e passiva, formação de cartel, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, os crimes foram praticados durante dez anos, de 1998 a 2008. Desviaram-se R$ 834 milhões. E ninguém notou!

Repetindo: a roubalheira atravessou três governos tucanos —Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra— e ninguém percebeu! As fraudes só vieram à luz por conta de um fio de meada puxado numa investigação na Suíça e um acordo de colaboração firmado pela Siemens no Brasil.

Em matéria de corrupção, os tucanos sofrem da mesma moléstia que acomete os petistas: cegueira. Assim como Lula não sabia que o mensalão fluía sob suas barbas e Dilma não sabia que PT e aliados prospectavam propinas na Petrobras, Serra e Alckmin jamais souberam das fraudes que descarrilavam as licitações metroferroviárias.

Fica-se com a impressão de que o principal problema do país não é ético, mas oftalmológico. A falta de bons oculistas atordoa os brasileiros. Não bastasse ter de decidir se prefere o papel de cínico ou o de bobo, o contribuinte é assaltado (ops!) por uma segunda dúvida: o que é pior, os corruptos capazes de tudo ou os governantes incapazes de todo?

De concreto, por ora, apenas uma evidência: em terra de cego, quem tem um olho não diz que os reis estão nus.

Do Uol.com 

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