terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Inflação pelo IPC-S tem queda na terceira semana de fevereiro, diz FGV

Depois de iniciar o mês de fevereiro em alta de 1,8% com acréscimo de 0,02 ponto percentual acima do encerramento de janeiro (1,78%), o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 1,1%, na terceira prévia de fevereiro. Essa variação é 0,32 ponto percentual menor do que o obtido na última apuração (1,42%), representando redução no ritmo de aumento médio dos preços.

A pesquisa - feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) - mostra que seis dos oito grupos analisados apresentaram decréscimos com destaque para alimentação (de 1,94% para 1,40%). Entre os itens que contribuíram, estão as hortaliças e legumes, que passaram de uma alta de 12,23% para 3,75%.

O grupo educação, leitura e recreação, que sempre pressiona mais a inflação nesta época do ano, diminuiu a intensidade de alta de 2,57% para 1,50%. O resultado reflete, principalmente, a baixa do ritmo de correção dos cursos formais (de 4,29% para 2,12%). No item habitação (de 0,97% para 0,78%), o que ajudou foi a queda no valor da conta de luz residencial (de 0,27% para -0,90%).

Transportes
No grupo transportes (de 1,91% para 1,60%), o decréscimo foi puxado pelas tarifas de ônibus urbanos (4,84% para 3,13%). Em comunicação (de 0,57% para 0,52%), houve a influência da mensalidade dos serviços de tv por assinatura (de 1,54% para 0,96%). Já em despesas diversas (de 1,51% para 1,27%), o índice subiu com menos intensidade por causa da variação de preços das clínicas veterinárias (de 1,72% para 1,01%).

Os dois grupos restantes apresentaram movimento oposto. No grupo saúde e cuidados pessoais , o índice aumentou de 0,66% para 0,75% com o avanço, principalmente, dos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,44% para 1,13%). E, em vestuário, a taxa passou de 0,08% para 0,19%. Neste último caso, foi o reajuste de preços dos calçados que mais pressionou a inflação ao subir de 0,28% para 0,48%.

Nível do mar subiu mais nos últimos cem anos que nos três milênios anteriores


O nível dos oceanos subiu mais rapidamente ao longo do século XX do que nos três últimos milênios, devido às alterações climáticas, indica um estudo publicado na segunda-feira.

Entre 1900 e 2000, os oceanos e os mares do planeta subiram cerca de 14 centímetros, por causa do degelo, principalmente no Ártico, revelaram os autores de estudos publicados na revista científica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os climatólogos estimaram que, sem a elevação da temperatura do planeta observada desde o início da era industrial, a subida do nível dos oceanos teria correspondido a menos da metade observada nos últimos cem anos.

O século passado “foi excepcional em comparação com os últimos três milênios e a elevação no nível dos oceanos acelerou nos últimos 20 anos”, disse Robert Kopp, professor do departamento de Ciências da Terra da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos.

Segundo este estudo, feito a partir de uma nova abordagem estatística concebida pela Universidade de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos, o nível dos oceanos baixou cerca de oito centímetros entre o ano 1000 e 1400, período marcado por um arrefecimento planetário de 0,2 graus Celsius (°C).

Atualmente, a temperatura mundial média está um grau acima do que a do final do século 19.

Para determinar a evolução do nível dos oceanos durante os últimos três mil anos, os cientistas compilaram novos dados geológicos que indicam a elevação do nível das águas, como os pântanos e os recifes de corais, os sítios arqueológicos, além de dados referentes a marés em 60 pontos do globo nos últimos 300 anos.

Estas estimativas detalham a variação do nível dos oceanos durante os últimos 30 séculos, permitindo fazer projeções mais exatas, explicou Andrew Kemp, professor de Ciências Oceânicas e da Terra da Universidade Tufts, em Massachusetts.

Os investigadores também calculam que o nível dos oceanos pode aumentar “muito provavelmente" de 51 centímetros para 1,3 metro durante este século "caso o mundo continue a ser tão dependente de energias fósseis”.

Em 12 de dezembro, 195 países aprovaram o acordo de Paris, que prevê conter a elevação das temperaturas em dois graus acima da era pré-industrial.

Se os compromissos conduzirem a uma eliminação gradual do uso carvão e dos hidrocarbonetos, o aumento do nível dos oceanos talvez não vá além de 24 a 60 centímetros, segundo o estudo.

“Estes novos dados sobre o nível dos oceanos confirmam uma vez mais como este período moderno de aquecimento não é habitual, porque se deve às nossas emissões de gases de efeito de estufa”, sublinhou Stefan Rahmstorf, professor de Oceanografia no Instituto Potsdam de investigação sobre o impacto do clima, na Alemanha.

Síria aceita cessar-fogo proposto pela Rússia e os EUA

O regime de Damasco anunciou hoje (23) que aceita a proposta russo-norte-americana de cessar-fogo na Síria, mas que ia continuar a combater os "grupos terroristas" como o Estado Islâmico e a Frente Al Nosra, excluídos do acordo.

"A República Árabe Síria anuncia que aceita a cessação das hostilidades, com base na continuação das operações militares para lutar contra o terrorismo do Estado Islâmico, a Frente Al Nosra e os outros grupos terroristas que estão relacionados, em conformidade ao anúncio russo-norte-americano", informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, em comunicado.

"Para garantir o êxito do fim das hostilidades, previsto para o próximo sábado [27], o governo sírio está pronto para se coordenar com o lado russo para determinar quais são as regiões e os grupos armados que serão incluídos no cessar-fogo", acrescentou o ministério.

O acordo russo-norte-americano exclui não só o Estado Islâmico, a Al Nosra (ramo sírio da rede terrorista Al Qaeda), mas também organizações classificadas de terroristas pelo Conselho de Segurança da ONU e não identificadas no texto.

Desde o início da guerra na Síria, em 2011, o regime não faz qualquer distinção entre militantes, rebeldes e jihadistas, todos classificados de terroristas.

EUA e Israel fazem juntos um dos maiores exercícios militares dos últimos anos

O serviço de imprensa do Pentágono revelou nesta terça-feira (23) que os EUA e Israel estão promovendo os seus maiores exercícios militares conjuntos na área de defesa aérea dos últimos dois anos.

Os exercícios, chamados de Juniper Cobra, contam com a participação de cerca de 1,7 mil militares norte-americanos. O principal objetivo consiste em desenvolver a interação entre o Comando Europeu dos EUA e as Forças de Defesa de Israel em caso de um ataque por mísseis.

O comunicado do Pentágono destacou que a “modelagem computadorizada de possíveis ameaças contra Israel” representa um dos grandes destaques do treinamento, excluindo, no entanto, quaisquer informações sobre atividades práticas de combate.

Os exercícios são realizados regularmente a cada dois anos, desde 2001. O Pentágono destacou que os preparativos para esta edição foram iniciados um ano antes e que a realização não tem qualquer vínculo com a atual situação na região.

As Forças de Defesa de Israel frisaram o caráter estratégico da cooperação com os militares norte-americanos. “Juntos, nós iremos desenvolver nossas capacidades de defesa antimíssil, que serão necessárias para garantir a segurança de Israel em qualquer contexto futuro. É uma parte importante do treinamento tanto para o Comando Europeu, como para as Forças de Defesa de Israel”, destacou em comunicado a entidade israelense.

Ex-presos políticos cubanos recebem autorização para viajar

Sete ex-presos políticos cubanos do chamado Grupo dos 75 foram notificados, nessa segunda-feira (22), pelas autoridades da ilha de que têm autorização para viajar ao exterior, mas “apenas por uma vez”.

Os ex-prisioneiros Félix Navarro, Héctor Maseda e Marta Beatriz Roque estão entre os sete dissidentes que foram informados da autorização temporária de viagem para o exterior, segundo informaram à agência EFE.

Também foram convocados Oscar Elías Biscet, Arnaldo Ramos, Librado Linares, Eduardo Díaz e Jorge Oliver que, como os seus companheiros, foram libertados por meio de uma licença extrapenal, instrumento jurídico que não anula as condenações impostas durante a onda de repressão da Primavera Negra de 2003, que levou à prisão 75 dissidentes.

Félix Navarro disse à agência de notícias espanhola que as autoridades lhe concederam autorização para viajar para o exterior por “uma única vez” devido ao “bom comportamento” desde que saiu da cadeia, em 2011.

O ex-preso afirmou, porém, que vai recusar a concessão do governo cubano, pois a considera uma “estratégia” relacionada com a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à ilha, anunciada para os dias 21 e 22 de março.

Marta Beatriz Roque disse que também foi informada da autorização excepcional e que, na sua opinião, ela não é mais do que uma "prenda" para Obama.

“A minha percepção é a de que querem que fiquemos [fora de Cuba], mas estou há 25 anos nisso e não vou agora vacilar por uma viagem”, disse Marta, a única mulher do Grupo dos 75 que recebeu a licença extrapenal por motivos de saúde em 2004.

Ela afirmou que se aceitar viajar será para visitar os familiares que vivem em Miami (EUA) e que não vê desde 1960, incluindo uma irmã que tem atualmente 82 anos.

Héctor Maseda explicou que se os outros quatro ex-presos do grupo – José Daniel Ferrer, Ángel Moya, Iván Hernández e Librado Linares –, que também têm uma licença extrapenal, não  tiverem essa autorização, então também não a aceita, por uma questão de “princípio e solidariedade”.

Os 11 ex-presos do Grupo dos 75 permanecem na ilha depois de recusar o exílio durante a libertação de prisioneiros de consciência, acordo firmado pelo governo de Cuba e a Igreja Católica em 2010.

WikiLeaks revela espionagem dos EUA a Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon

O portal WikiLeaks publicou novos documentos, nessa segunda-feira (22), que revelam espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) a líderes mundiais, incluindo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Em seu portal na internet, a organização fundada por Julian Assange revelou que a NSA fez escutas secretas num encontro entre Ban Ki-moon e a chanceler alemã, Angela Merkel, que já tinha sido seguida pelos serviços de inteligência dos EUA em outras ocasiões.

A WikiLeaks também informou que uma conversa entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi alvo de espionagem norte-americana, bem como um encontro entre altos responsáveis na área de comércio da União Europeia e do Japão, além de uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Segundo os documentos obtidos pela WikiLeaks, Merkel e Ban Ki-moon conversaram sobre como lutar contra as alterações climáticas. Netanyahu pediu a Berlusconi ajuda para lidar com a administração dos EUA, comandada pelo presidente Barack Obama. Sarkozy alertou o ex-primeiro-ministro italiano sobre os perigos do sistema bancário do seu país.


“Será interessante ver a reação da ONU porque se o secretário-geral pode ser alvo [de espionagem dos Estados Unidos] sem qualquer consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor, está em risco”, disse Julian Assange.

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