quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Governo de Aécio desmente Aécio sobre o Aécioporto


Por Rodrigo Penna

Corria o ano de 2008, Aécio governador da Sesmaria das Geraes. Ocorreu então, no Rio o VII Sitraer, Simpósio de Transporte Aéreo. E se inscreveram Julio César Diniz de Oliveira, assessor de aeroportos da Setop-MG, Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, e Marco Antonio Migliorini, diretor de Infraestrutura Aeroviária. Para apresentar o agora famoso ProAero (ProAeroNeves).

A peça publicitária, nos anais do Sitraer pags. 913 a 924, prometia reduzir de 81 para 56 os aeroportos não pavimentados, aumentar de 13 para 42 os aeroportos com “Operação VFR – Visual Diurno e Noturno” e de 12 para 27 os com “Operação IFR – Diurno e Noturno”. E ainda construir, entre 2006 e 2011, 12 novos aeroportos, conforme todas as explicações, atingindo um total de 163 unidades em MG (pág. 923). Cumpriu até aqui em 2014 um terço da meta e fez 2 novos.

O aeroporto do titio, digo, de Cláudio, sequer constava neste link do DER/MG que o Google data como de 16/7/08. Veja em ordem alfabética ao final da postagem. Mas na apresentação no Rio, pag. 921, temos Cláudio, que aparece como “Novos Aeroportos” para 2010. Embora a pista de terra já existisse como mostram estas imagens desde 2002. Nelas também se vê que foi feita, sim, outra pista, ao lado da antiga.

Entretanto, hoje candidato a presidente, Aécio declarou dia 20 de Julho em seu Facebook:

“Não se trata também de construção de um novo aeroporto, mas de melhorias realizadas em pista de pouso que existia há mais de 20 anos no local”.


O problema para Aécio é que esta declaração é desmentida, como se viu acima, pelo seu próprio governo à época. E reforça a suspeita já levantada pela Folha de que o Aécioporto de Cláudio teria sido feito para beneficiar seu tio, então processado devido à pista clandestina feita pelo avô Tancredo. Além de a si mesmo, já que Aécio admitiu tê-la usado várias vezes para visitar sua terrinha.

O detalhamento do ProAero também levanta outras questões difíceis de serem respondidas. A menos que se considere que houve critérios pessoais, e não técnicos, na construção e reforma dos aeroportos em Minas. A reforma no aeroporto de Patos de Minas, prevista para 2009, antes de Cláudio, só foi autorizada ano passado, 2013. Aliás, a Construtora Rocha Sousa Ltda é o 8º caso em que encontramos doações (R$50.000) para Aécio, em 2006 (ver TSE). E o valor de R$ 4 milhões hoje é bem menos que os R$ 14 milhões em Cláudio em 2010. Logo, não foi falta de dinheiro.

Na mesma página do Diário Oficial soubemos que a doadora, digo, construtora Vilasa, a de Cláudio, com “dispensa de licitação”, ganhou mais R$ 9 milhões para o aeroporto de Januária, antes previsto para 2009, pag. 920. Muito depois do de Montezuma, cujo balneário o Vi o Mundo desmoralizou de vez, e era previsto para 2010, pag. 921. A empresa que o reformou, a Pavisan, também foi doadora de Aécio. E fez a obra por TP, tomada de preços, sem licitação. Note que Montezuma adiantou para 2008. E pode ter tido até mais, muito mais “melhoramentos”, segundo o Globo. Já que estes de 2008 seriam “as últimas” das reformas em 12 anos tucanos. Parece que este valor "barato" de R$ 309 mil ainda está por ser devidamente apurado.

Assim, o resumo do que temos é que os aeroportos que interessavam ao papai e ao titio de Aécio foram feitos, antes do previsto até. Deixando a maioria dos projetos por fazer. E o candidato mentiu sobre o de Cláudio: não foi reforma, mas outro aeroporto novo.

O pior de tudo é ainda saber que após tanto investimento, os aeroportos reformados como o de São João Del Rei e de Diamantina foram impedidos de operar pela ANAC por falta de bombeiros. É ridículo.


A história do massacre palestino, por um judeu Israelense lúcido: o filho do general


Autor: Fernando Brito

Miko Peled é um ativista da causa de um Estado Palestino com características muito especiais. Peled é judeu e filho de um dos mais importantes generais das Forças de Defesa Israelense (IDF), eufemístico nome de seu exército, Mattityahu “Matti” Peled, um dos integrantes do Estado-Maior israelense na Guerra dos Seis Dias, quando Israel conquistou os territórios da Cisjordânia, Gaza, Golan e o Sinai.

O próprio Peled chegou a ser militar.

Sua família e ele foram atingidos pela tragédia: uma sobrinha, de 13 anos, morreu num ataque de homens-bomba.

Neste vídeo, mencionado por Ricardo Mello em sua coluna na Folha, Miko Peled conta a história da qual ele e seus pais participaram.

Reproduzo porque é preciso que as pessoas, como ele, retomem a lucidez.
Porque, como Peled diz com sabedoria, não há mais lugar no mundo para regimes racistas e segregacionistas.

Mas estes, quanto mais agonizam, tornam-se mais brutos e selvagens e, claro, provocam reações iguais e contrárias, em bora, como Peled tragicamente exemplifica com os efeitos de um foguete palestino e uma bomba israelense, ambos sejam desproporcionais.

Assista o vídeo.

É a prova de que quando a guerra é insana, é muito mais valente quem pensa na paz do que aqueles que atiram.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aécio é recebido em Curitiba com chuva de aviões de papel lançados dos prédios


Os estrategistas da campanha de Aécio Neves decidiram colar a imagem do presidenciável à dos governadores tucanos. E resolveram começar esta nova tática pelo Paraná de Beto Richa. O resultado foi desastroso. O pior governador da história do nosso Estado mostrou que não tem competência nem para organizar uma passeata. O que o candidato a presidente pelo PSDB viu foi muita desorganização e meia dúzia de gatos pingados¹, todos funcionários comissionados do governo, segurando com má vontade alguns cartazes.

Sem mobilizar ninguém, a oposição vez muito mais barulho. Seja pelo lançamento dos aviõezinhos de papel, pela cantoria “Aécio,  never”! ou pela distribuição de reportagens mostrando as desventuras do ex-governador mineiro, que mandou construir aeroportos com dinheiro público em fazendas de parentes dele. As imagens deste post, de autoria do repórter fotográfico Glauco Guimarães. mostram cenas deste vexame.

Gatos pingados

Segundo explica o professor Ari Riboldi, no livro “O Bode Expiatório”, a expressão “gato pingado” estaria vinculada a uma prática de tortura, no Japão, em que se derramava óleo fervente em criminosos ou animais, sendo os gatos as maiores vítimas. Poucas pessoas ficavam assistindo a essa macabra tortura, restando apenas os gatos pingados com óleo no local.

A expressão é tão comum que, no Rio de Janeiro, que se transformou em nome de personagem de charges. O cartunista Henfil, falecido em 1988, criou o Gato Pingado, simbolizando a torcida do América, sempre muito reduzida nos estádios.

FHC – O sociólogo que usurpou a paternidade do Plano Real. Itamar morreu inconformado!


Vocês conhecem a verdadeira historia do Plano Real? Creio que não! FHC usurpou a paternidade do plano.

E tem mais. Recordar é viver: em vídeo, Itamar Franco esclareceu que o Plano Real não é obra de FHC. Itamar Franco expressou sua mágoa por Fernando Henrique Cardoso insistir em se dizer autor do Plano Real.



O HERÓI, O CARA E O COROA (Mauricio Dias)

O ex-presidente Itamar Franco, já internado e gravemente enfermo, não viu nem ouviu, nos dias finais, Fernando Henrique Cardoso, um de seus ex-ministros da Fazenda e, posteriormente, presidente da República, colher mais uma vez, sem constrangimentos, a consagração que só faria justiça a ele. Mas foi FHC quem completou 80 anos reverenciado pela mídia como o “pai” do Plano Real.

Itamar, morto no dia 2 de julho, deixou bem explicada essa história. O depoimento, importante para o bem do País e da história, foi sufocado, no entanto, por uma conspiração silenciosa. Ele mostra, com a autoridade de presidente da República na criação da nova moeda, que a paternidade atribuída a FHC é usurpação.

Eis um resumo do testemunho dele, publicado na íntegra no blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim:

“Para mim, Ricúpero [Rubens, ministro da Fazenda] é o principal sacerdote do Plano Real. Mais tarde tivemos ajuda, e grande, do ministro Ciro Gomes. Naquele momento, isso é o que o povo brasileiro não sabe, se for ler a história do real […], é o senhor Pedro Malan [ex-ministro da Fazenda]; senhor Pérsio Arida [ex-presidente do Banco Central], não sei mais quem…”.

Prossegue Itamar Franco: “De repente, até parece que foi o doutor Cardoso [FHC] que assinou a medida provisória [do Plano Real]”.

FHC deixou o governo em março e o Plano Real foi em julho de 1994.“Ele tinha assinado a cédula [como ministro da Fazenda] e eu errei deixando que assinasse. Constitucionalmente, não podia”, lamentou Itamar.

O ex-presidente finalizou o depoimento com uma frase perturbadora para FHC:  “Ele entende de economia tanto quanto eu. Talvez eu entenda mais”.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que, aos 80 anos, após dois mandatos presidenciais, tenta ser líder não só de uma oposição desorientada politicamente, mas igualmente um octogenário na vanguarda da juventude que luta pela descriminalização da maconha e, por isso, deve considerá-lo um “coroa” legal.

FHC, travestido de “pai do real”, elegeu-se presidente em 1994 e, em típico golpe branco, manipulou o Congresso e introduziu um contrabando na Constituição, com acusação de ter comprado votos parlamentares a R$ 200 mil per capita: a reeleição.

Inebriado pelo neoliberalismo que corria o mundo, ele iniciou o desmonte do Estado. Vendeu o que podia e tentou o que não podia: leiloar a Petrobras e o Banco do Brasil.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ONU chama novo ataque à escola de 'ultrajante' e exige punição


A ONU condenou neste domingo (3) o ataque contra uma escola de sua agência para os refugiados palestinos (UNRWA) na cidade de Rafah, que causou a morte de pelo menos 10 civis, exigiu uma rápida investigação e que os responsáveis sejam julgados.

"É um ultraje moral e um ato criminoso", denunciou o secretário- geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em comunicado de seu porta-voz, no qual se referiu ao fato como "outra grave violação da lei humanitária internacional".

O diplomata coreano ressaltou que os refúgios da ONU devem ser zonas seguras e lembrou que "as Forças Armadas de Israel foram informadas repetidamente sobre a localização dessas instalações".

Cepal reduz projeção de crescimento do Brasil este ano para 1,4%


Kelly Oliveira da Agência Brasil 
A  Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu a projeção para o crescimento da economia brasileira e da região este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 2,3% para 1,4%. Para a América Latina e Caribe, a projeção passou de 2,7% para 2,2%.

Segundo a Cepal, a revisão para baixo na projeção de crescimento ocorreu devido à debilidade da demanda externa da região, ao baixo dinamismo da demanda interna, ao investimento insuficiente e ao limitado espaço para a implementação de políticas que impulsionem a reativação da economia.

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