sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Grupo vai traçar plano para assistência à saúde de índios isolados


Os grupos de índios que vivem isolados e com recente contato com a sociedade passarão a ter estratégias de atenção à saúde específicas. O governo federal formalizou a criação de um grupo de trabalho para tratar da questão e também estabelecer um plano de contingência para situações de contato e surtos epidêmicos nesses povos. A portaria instituindo o grupo foi publicada hoje (7) no Diário Oficial da União.
A medida leva em consideração a vulnerabilidade desses povos a doenças contagiosas, principalmente em razão do contato com madeireiros, garimpeiros e traficantes de drogas. Formados por pequenos grupos nômades, os índios sofrem com o a invasão de seu território, de obras estruturais e com ações de desmatamento, correndo risco real de desaparecer.
O grupo de trabalho será formado por representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), representantes dos distritos sanitários especiais indígenas (Disei). Também farão parte da iniciativa integrantes das coordenações das frentes de proteção etnoambiental (FPE/Funai) e do Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena. A portaria estabelece que os membros serão indicados em até 15 dias.
Existem no Brasil aproximadamente 220 povos com uma população de 700 mil índios. A Amazônia Legal concentra quase todos as referências de índios isolados no país. Ainda são encontrados registros de cerca de 60 grupos de indígenas isolados, sem ou de pouco contato com a sociedade.
Em novembro, ocorrerá a  5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, que deverá traçar as diretrizes para a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, incluindo a assistência aos índios isolados.
Agência Brasil

Governo quer facilitar compra de televisores digitais e subsidiar aparelhos para baixa renda


O Ministério das Comunicações já começou a estudar formas para antecipar a conclusão da digitalização do sistema de televisão brasileiro, que irá permitir o uso da faixa de frequência, atualmente usada por emissoras analógicas, para a oferta da internet móvel de quarta geração (4G). Além de incentivos para as emissoras digitalizarem o sinal, poderá haver maior oferta de crédito para que a população compre aparelhos de televisão que já venham com o sistema digital embutido.
“Estamos fazendo estudos, temos que levar para o Guido [Mantega, ministro da Fazenda], para a presidenta [Dilma Rousseff], mas achamos que tem que ser. Queremos digitalizar de vez a televisão, acabar com a época do chuvisco e do Bombril na antena”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, à Agência Brasil.  
Paulo Bernardo garante que o governo não vai permitir que o sinal analógico seja desligado se ainda houver um grande número de famílias sem televisores digitais, e avalia que é possível melhorar as condições para a compra desses aparelhos. “Uma TV digital custa hoje em torno de R$ 300, e acho que é possível fazer políticas para baixar um pouco isso. Além disso, a classe C não compra à vista, e mede muito a prestação. Com a diminuição dos juros, temos que batalhar para ter uma prestação baixinha”.
No caso de famílias de baixa renda, principalmente quem está no cadastro do Bolsa Família, poderá haver subsídios para a compra do aparelho ou do conversor digital. Segundo o ministro, os recursos viriam da arrecadação do leilão da faixa de frequência de 700 mega-hertz (MHz), que será usada para a tecnologia 4G.
Uma portaria publicada hoje (7) no Diário Oficial da União autoriza a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a iniciar os procedimentos para a destinação da faixa de 700 MHz para a telefonia de quarta geração (4G). A licitação para destinar a faixa de frequência deverá acontecer em fevereiro ou março do ano que vem, segundo previsão do ministro. Antes disso, a Anatel vai fazer uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre a questão.
Pelo menos duas exigências serão impostas às empresas que vencerem o leilão para oferecer 4G na faixa de 700 MHz. A primeira é a cobertura de serviço de telefonia móvel (voz) nas principais rodovias do país, o que hoje não é obrigação das operadoras. “O celular na estrada é importante, às vezes tem um acidente, quebra um veículo”, aponta o ministro.
Outra exigência para as empresas será a construção de rede de fibra ótica em cerca de 800 municípios onde há maiores concentrações demográficas, para oferecer internet com velocidade de pelo menos 10 megabits por segundo (Mbps). Isso vai atender pelo menos 100 milhões de pessoas, nas cidades onde não há ainda essa rede disponível. “Nossa ideia é transformar a velocidade de 10 Mbps em uma coisa absolutamente corriqueira”.
No ano passado, o governo já licitou a faixa de 2,5 giga-hertz (GHz), também para a oferta de 4G. O ministro explicou que a vantagem da faixa de 700 MHz sobre a de 2,5 GHz é o maior alcance, o que poderá facilitar o acesso à banda larga móvel no interior e na área rural. “Vamos ter que fazer um mix das duas. A 2,5 [GHz] cumpre seu objetivo nas capitais, mas no interior, se entrar com a 700 barateia muito”.
Agência Brasil

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pai paga 400 reais à filha para desativar Facebook por 5 meses


Paul Baier, vice-presidente da empresa Groom Energy Solutions, de Boston, nos Estados Unidos, resolveu fazer um acordo legal com sua filha de 14 anos. Rachel, a garota, concordou com um contrato proposto para que ela abandonasse o Facebook durante 5 meses.

Eles chegaram a um acordo onde o pai deverá pagar US$ 200 (cerca de R$ 400) em duas vezes, sendo a primeira de US$ 50 em abril e a última de US$ 150 em junho.

A ideia partiu da própria Rachel, que pretende “focar nos estudos e conseguir um emprego”. O acordo prevê que a filha deve fornecer a senha do seu perfil na rede social ao pai para que ele modifique e desative a conta uma segunda vez, por garantia.


R7




Primeira prévia de fevereiro do IGP-M registra inflação de 0,41%


A primeira prévia de fevereiro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), indicador usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou uma inflação de 0,41%. A taxa é a mesma observada na primeira prévia de janeiro, informou hoje (7) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre os três subíndices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) tiveram queda na inflação entre a primeira prévia de janeiro e a prévia de fevereiro.
O IPA, que mede a variação de preços no atacado, teve taxa de 0,37% em fevereiro ante 0,46% de janeiro. Já o IPC, que mede a variação de preços no varejo, passou de 0,4% em janeiro para 0,2% em fevereiro.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta na inflação, que passou de 0,08% para 1,15%. A primeira prévia de fevereiro foi calculada com base em preços coletados entre 21 e 31 de janeiro.
Agência Brasil

Congelamento de preços acirra incerteza na Argentina


O congelamento de preços no comércio da Argentina até 1º de abril intensificou a sensação de incerteza e desconfiança em relação aos rumos da economia. Ontem (6), dez das principais redes de eletrodomésticos e de eletrônicos da Argentina veicularam anúncios nos jornais informando que seus preços estão congelados.
Segundo nota das lojas, a decisão foi tomada após o fechamento de um acordo com a Secretaria de Comércio Interior. Os empresários das dez lojas seguiram os donos de supermercados, que anteontem (5) adotaram o congelamento.
Autoridades da área econômica não deram mais detalhes sobre a medida. A subsecretária de Defesa do Consumidor, María Lucila Colombo, disse que o congelamento foi adotado para servir à economia familiar. “Não é uma política de preços máximos e mínimos. É um acordo de preços para cuidar da economia da família”.
O acordo do governo com os donos de supermercados foi firmado depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu as autoridades argentinas sobre os dados estatísticos relativos à economia. O FMI pediu que a Argentina "adote medidas de correção diante da falta de precisão de seu Índice de Preços e dados do Produto Interno Bruto (PIB) até o dia 29 de setembro de 2013".
Caso não siga a recomendação do órgão, a Argentina pode eventualmente ser expulsa do FMI. O ministro da Economia, Hernán Lorenzino, criticou as "receitas" do FMI e informou que um novo índice de inflação deverá ser lançado este ano. A reação do fundo também foi rejeitada pela presidenta Cristina Kirchner que, na rede social Twitter, reprovou a cobrança.
No fim de janeiro, a presidenta criticou empresários que ajustaram preços nos balneários argentinos para a temporada de verão. Na ocasião, a crítica foi interpretada como uma "forma de reconhecer" que a inflação também "preocupa" o governo.
"É preciso começar a usar o poder de usuários e de consumidores. Querem me cobrar este preço? Não compro. É o consumidor, o usuário que tem que defender seus direitos", disse Cristina Kirchner há dez dias.
Agência Brasil

Economista acredita em recuperação da Petrobras em três anos


É perfeitamente compreensível e realista a opinião manifestada ontem (5) pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, de que a estatal ainda terá um ano de 2013 bastante ruim antes de retomar o processo de recuperação da companhia, o que só deverá ocorrer dentro de três ou quatro anos – ainda assim se o acionista majoritário, no caso o governo, ajudar.
Presidenta da Petrobras, Graça Foster
A opinião foi manifestada à Agência Brasil pelo economista Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, para quem a boa nova surgida por ocasião da divulgação do Balanço Financeiro da Petrobras relativo a 2012 - cujo lucro líquido foi R$ 21,1 bilhões, resultado 36% menor do que o de 2011 e o pior desde 2004 – foi exatamente a sinceridade de sua presidenta.   
“Graça Foster está certa e é sim, perfeitamente possível, que 2013 venha a ser um ano ainda pior para a companhia. A boa notícia na entrevista de ontem diz respeito à sinceridade de sua presidenta. A franqueza e a coragem que ela teve para não pôr panos quentes e falar a verdade - coisa que não ouvíamos na gestão anterior”.
Na avaliação de Pires, doutor em Economia pela Universidade de Paris e especialista na área de energia, a situação pode piorar ainda mais porque o reajuste da gasolina concedido pelo governo na semana passada não foi suficiente para fazer frente à defasagem dos derivados em relação ao preço do barril de petróleo no mercado externo e pelo fato do mercado não acreditar em um novo reajuste ainda este ano.
“O reajuste foi pequeno e, como a própria presidenta Graça Foster admitiu, ele não acabou com a defasagem existente. Ele alivia por pouco tempo, dá um certa oxigenação no caixa da companhia,  mas não resolve o problema; e, em segundo lugar, porque o problema de geração de caixa continua, porque não há perspectiva de novos reajustes em 2013, porque estamos passamos por um processo inflacionário com as taxas crescendo acima da meta. Sem falar no fato de que, do meio do ano para frente, começa a campanha para presidente da República e, em tempos de campanha, nenhum partido mexe no preço da gasolina”.
Segundo Pires, o principal motivo para o péssimo desempenho da Petrobras em 2012 foi o controle dos preços dos combustíveis imposto pelo governo, que se mantiveram fortemente defasados em relação ao mercado internacional. “E isso aconteceu em um momento de forte crescimento da demanda, quando a empresa se viu obrigada a elevar substancialmente as suas importações de gasolina e diesel, ocasionando um prejuízo de R$ 34,2 bilhões na área de abastecimento. Com isto, o prejuízo na área de abastecimento cresceu 136% em relação ao ano de 2011 e o  resultado de 2012 só não foi pior devido a R$ 2,6 bilhões em receitas financeiras”, disse.
Para piorar ainda mais o cenário para a empresa, Pires lembra que o preço do barril do petróleo no mercado externo deve ficar mais caro em 2013, porque a economia americana está voltando a crescer e com isto aumenta o preço do barril do petróleo. Pires entende que, não havendo novos reajustes de preços, o custo do barril de petróleo subindo no exterior e as importações de gasolina crescendo este ano em torno de 22%, como admitiu o diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, o cenário que se aproxima é de aprofundamento ainda maior das perdas na área internacional.
“A empresa está numa encruzilhada e, no caso da Petrobras, eu diria que é a Escolha de Sofia: se a empresa aumenta o preço explode com a inflação que já volta a dar sinais de que está saindo do controle; mas por outro lado, se não aumenta, explode a própria empresa. A verdade é que o governo deixou as coisas chegarem em um ponto que vai ser difícil  de retomar a fase e a trajetória de eficiência e de lucratividade que teve em um passado recente”.
Na avaliação do economista, o cenário é complicado e a recuperação só deverá ocorrer em um horizonte de três anos. “O que está assustando o mercado é que as captações continuarão para que a empresa consiga manter o padrão de investimento. Com a piora da geração de caixa da empresa e o efeito da desvalorização cambial sobre a dívida, a relação dívida líquida/Ebitda [Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização] elevou-se para 2,77 [em 2011, a relação era 1,66] e tendência é que aumente ainda mais, fato que pode provocar um futuro rebaixamento da classificação de risco da empresa, o que dificultaria e encareceria o custo da captação”.
Para Pires, aparentemente, a empresa pretende elevar seu caixa e financiar seus investimentos às custas da diminuição do pagamento de dividendos aos acionistas. “Pela primeira vez, o dividendo dos papéis ON será muito menor do que o dos PN: R$ 0,47 e R$ 0,96 por ação, respectivamente. E esta não foi uma boa sinalização para o mercado, porque foi uma decisão que não passou pela Assembleia de Acionistas da companhia. Deixou de pagar R$ 3 bilhões, o que para o mercado é um retrocesso”.
O economista disse, por outro lado, que a sinalização de que haverá uma nova capitalização na empresa não será uma boa ideia. “O mercado já está falando de uma nova capitalização, o que é temerário porque a última, em 2010, foi um desastre e significaria diminuir ainda mais as ações do minoritários”.
Apesar das considerações negativas à respeito da situação da empresa no curto prazo, Pires elogia a atual administração da estatal e afirma que a presidenta é “a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa”.
“Acho que a Graça está fazendo o possível, se empenhando ao máximo. Acho que é a pessoa certa  no lugar certo, na hora certa - até pelo seu realismo e sinceridade. É funcionária de carreira, conhece a empresa e tem conhecimento do setor. Não vejo ninguém melhor do que ela neste momento para ocupar o cargo. Ela é objetiva, não esconde as coisas, mas a missão dela é difícil para caramba”, avaliou.
Aliada á capacidade da presidenta, Pires ressalta, como fatores positivos para a empresa o fato de que ela tem grandes reservas de petróleo e gás natural. “O positivo é que a Petrobras tem condições de sair deste buraco até porque ela tem reservas. Petróleo para caramba, tem gás em abundância, mas para a sua recuperação serão necessário mais uns três anos. Para isso, o acionista majoritário teria que ajudar”.
Agência Brasil

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi