sexta-feira, 30 de março de 2012

Vídeo mostra deputado goiano negociando doação com Cachoeira

Convesas levantam suspeita de caixa dois para campanha de Rubens Otoni.
Petista nega ter recebido dinheiro “legal ou caixa dois” do empresário. 

O deputado federal Rubens Otoni (PT), pré-candidato petista ao governo de Goiás, aparece em dois vídeos negociando doação de campanha com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso na semana passada na Operação Monte Carlo. Veja o vídeo
Na primeira parte da gravação, Carlinhos Cachoeira oferece dinheiro ao deputado. Eles negociam R$ 100 mil e o empresário insinua já ter contribuído com a mesma quantia em outro momento. "Eu te ajudei em R$ 100 mil, vou ajudar em mais R$ 100 mil meu", diz.
Outra conversa levanta suspeita de caixa dois para a campanha, movimentação de dinheiro não declarada à Justiça Eleitoral, que é considerada crime. Cachoeira pede a Otoni para não declarar a doação.  "Eu não posso aparecer não. E os R$ 100 mil também você não declara não", diz o empresário. O deputado concorda: "Claro! Não, não, claro que não!".
O deputado comentou os vídeos e negou ter recebido dinheiro “legal ou caixa dois” de Cachoeira. Otoni disse que o encontro ocorreu em 2004, quando o petista foi candidato a prefeito de Anápolis (GO). "Eu tive uma conversa com Carlos Cachoeiro no sentido de tentar ajudá-lo com a empresa dele. Não foi possível ajudá-lo e passei a ser inimigo número um dele", justifica.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal em Brasília informou que os vídeos do encontro entre Rubens Otoni e Carlinhos Cachoeira não fazem parte do inquérito da Operação Monte Carlo. A ação da PF desarticulou a chamada máfia dos caça-níqueis em Goiás.

STF abre inquérito e determina quebra de sigilo de Demóstenes


Demóstenes Torres (Foto: Agência Senado)
O senador Demóstenes Torres no plenário do Senado (Foto: Agência Senado)

Senador é suspeito de vínculo com empresário preso por jogo ilegal.
Advogado vê 'ilegalidades' nas provas e diz que quebra de sigilo é favorável.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou nesta quinta-feira (29) a abertura de inquérito para investigar a ligação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal.
O ministro também determinou a quebra do sigilo bancário do senador pelo período de dois anos - Lewandowski não informou o período de início e fim da quebra de sigilo.
O advogado de Demóstenes avaliou como "positiva" a quebra de sigilo bancário e afirmou que a medida seria pedida pela defesa. "Essa quebra de sigilo é positiva e será uma fonte de provas a favor do senador", disse Castro. O advogado voltou a dizer que houve "ilegalidades" na coleta de provas anteriores. Ele se refere às escutas telefônicas feitas pela PF em que o senador aparece conversando com Cachoeira.
Demóstenes e os deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foram citados em relatório da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro e que prendeu Carlos Cachoeira.
No pedido ao Supremo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também solicitou o desmembramento do inquérito para investigar os demais parlamentares. Em relação ao envolvimento de pessoas sem foro privilegiado, Gurgel pediu que fosse desmembrado para análise da primeira instância da Justiça.
Sobre o desmembramento e a investigação aos deputados Sandes Júnior e Carlos Alberto Leréia, Lewandowski pediu mais informações ao procurador-geral antes de tomar uma decisão.
O ministro determinou ainda o envio de ofício ao Banco Central para ter acesso a movimentações financeiras do senador e também pediu que órgãos públicos federais e estaduais enviem ao PGR cópia de contratos celebrados com empresas mencionadas em diálogos interceptados pela PF. Além disso, Lewandowski pediu à PF a degravação de 19 diálogos telefônicos que estão apenas em áudio.
O ministro do Supremo também enviou pedido ao presidente do Senado, José Sarney, para que remeta uma relação das emendas parlamentares apresentadas por Demóstenes Torres ao orçamento da União. A PGR suspeita de irregularidades na aprovação desses recursos.
Lewandowski negou pedido do procurador de acesso automático aos dados financeiros do senador. Esse tipo de acesso permitiria que, ao longo da investigação, o sigilo do parlamentar estivesse aberto a qualquer momento ao procurador sem necessidade de autorização judicial.
Lewandowski também negou pedido de Gurgel para interrogar o senador. Segundo o minsitro, a solicitação ainda é "prematura".
A decisão de Lewandowski garante ao advogado do senador acesso ao inqúerito. Ele negou pedido de acesso às informações ao Democratas, aos senadores Randolfe Rodrigues e Pedro Taques e a órgãos de imprensa.
Gurgel analisou as gravações da Operação Monte Carlo por aproximadamente 20 dias. A decisão de pedir investigação sobre o senador foi tomada pelo procurador-geral após a análise de 10 meses de interceptações telefônicas feitas pela PF na Operação Monte Carlo.
"Considerei [as gravações] graves o suficientes para que houvesse o pedido de instauração de inquérito. É um volume muito grande de interceptações telefônicas e de um período bastante longo", afirmou Gurgel ao pedir o inquérito.
O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), considerou como correta a decisão do Supremo de abrir o inquérito.
"O Supremo fez o julgamento correto. As investigações têm de seguir seu curso", disse o presidente. Segundo o presidente, o partido espera que o senador se manifeste "em breve" sobre as denúncias.
"Eu espero que ele [Demóstenes] se manifeste em breve, tendo em vista que agora ele teve acesso ao processo. Espero que ele se manifeste com a brevidade possível", disse Maia.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Escultores usam toneladas de areia para criar obras em exposição no Japão

Tema da exposição deste ano é Londres, cidade sede dos Jogos Olímpicos

Uma exibição de esculturas feitas com toneladas de areia será aberta em abril na cidade de Tottori, no Japão.
O tema da exposição deste ano é Londres, cidade sede dos Jogos Olímpicos.
Ao invés de ficarem expostas aos danos causados pela chuva e vento, as esculturas ficarão dentro de um galpão, o Museu da Areia de Tottori.
Para os produtores da exposição, o fato de os escultores trabalharem dentro do galpão permite que as obras sejam mais delicadas.


Assista o vídeo sobre estas esculturas no final da página do blog, logo abaixo dos meus peixinhos! rsrs


Novo regime de Previdência para servidores públicos: uma questão de responsabilidade

 Venceu o bom senso: o Senado aprovou nesta quarta-feira o novo modelo de previdência do servidor público federal. As aposentadorias vão ficar limitadas ao teto do Regime Geral da Previdência Social, que é de R$ 3.916,20 e vale para os trabalhadores da iniciativa privada. Para complementar a aposentadoria, os servidores terão a opção de aderir a fundos fechados de previdência complementar, um para cada Poder da República – Executivo, Legislativo e Judiciário.
Quem já está no serviço público vai ter dois anos para escolher se quer ou não aderir ao novo regime previdenciário – em caso positivo, a contribuição de 11% para o INSS incidirá apenas sobre o teto de R$ 3.916,20, não mais sobre todo o salário. Mas para os novos servidores o novo regime vai ser obrigatório. Ou seja: a proposta marca um tempo novo no funcionalismo público, mas respeita direitos adquiridos.
Cortar aposentadoria não é fácil. Depois de uma vida inteira de trabalho, é claro que os servidores – e todos os trabalhadores – mereceriam um bom salário, até para encarar as dificuldades da velhice. Mas, com todo respeito aos servidores federais, não há como negar que a decisão foi equilibrada, diante do atual déficit previdenciário, de R$ 56 bilhões. O pagamento de aposentadorias e pensões a 1,1 milhão de servidores e seus familiares é o maior impulso para que essa bola de neve continue rolando e crescendo montanha abaixo.
Seria uma enorme irresponsabilidade política não encarar de frente o desafio da Previdência Social , num país cuja população está envelhecendo num ritmo mais acelerado. Segundo os dados do Censo 2010, todas as faixas etárias até 25 anos têm peso menor na população do que em 2000, ao passo que os demais grupos ampliaram sua participação. A participação da faixa com mais de 65 anos avançou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010.
E, venhamos e convenhamos, não é nem um pouco justo que o grosso da população brasileira amargue aposentadorias irrisórias – ou mesmo o colapso da Previdência – à custa de uma situação privilegiada do funcionalismo público. Mudar o regime de Previdência dos servidores é começar a mudar toda uma cultura em que servidores são vistos como uma parcela ‘especial’ da população – e essa mudança, por mais difícil que seja, acende a esperança de um Brasil mais justo e equilibrado.

Via Senador Ricardo Ferraço

quarta-feira, 28 de março de 2012

PT Ontem, Hoje... mas e Amanhã?



O PT completou 32 anos, muito diferente daquele que Lula criou dentro do movimento sindical nos idos de 1980. Eram outros tempos e o Brasil exigia democracia. Lula, um operário, transformou-se numa luz, cada vez mais forte, que o país enxergava, na direção de novos rumos, de mais justiça social, da diminuição do abismo entre ricos e pobres. Era, em síntese, a voz de uma democracia que precisávamos para recomeçar, depois da escuridão do regime militar e da ditadura. Até chegar ao poder, o PT foi um brilho de esperança no imaginário dos brasileiros. Obrigou aos poderosos de plantão a rever conceitos, cobrou novos rumos nas políticas sociais, exigiu um duro combate à corrupção, foi voraz nas denúncias contra os que não cumpriam com suas funções públicas corretamente. Quem não era do PT, temia o PT, se escondia, tentava não ser atingido pelas duras lanças dos discursos arrasadores dos seus representantes. Mas daí, o PT chegou ao poder. Então...

Começou uma nova fase. Lula chegou à Presidência. Sabia que não conseguiria governar sem amplas alianças. Teve que mudar o discurso e se aliar a quem combatera durante anos a fio. Talvez por ingenuidade, imaginando que os políticos profissionais, acostumados a viver encastelados junto aos cofres públicos e deles arrancar tudo o que podiam,  poderiam mudar, Lula não teve escolha. Se endurecesse, poderia levar o país a uma crise ou até a coisas piores. Como não o fez, teve que abaixar a cabeça e conviver com essa amálgama de interesses. Lula conseguiu fazer o país avançar, tanto na economia como nas questões sociais. Seu duplo mandato levou o PT às alturas, mas hoje tão mesclado, tão misturado com gente que nada tem a ver com a filosofia inicial do partido, que já não se sabe mais quem é petista de raiz e quem está nele apenas para benefício próprio. O Brasil avançou muito com Lula e o PT, mas chegou agora num momento inusitado: não se sabe qual será seu rumo daqui para frente. Terá que decidir, provavelmente: ou volta às suas raízes, ou se transforma em definitivo num partido igual aos que combateu lá no início, quando começou...

terça-feira, 27 de março de 2012

Cientistas criam imagem em 3D de vitamina em ação

A representação mostra a vitamina B12 participando de processo crucial para a saúde humana, em movimentos que lembram os de um ginasta

A vitamina B12 está abundantemente presente em diversos alimentos, como nas carnes, no leite e nos cereais. Mas quando ela entra no corpo humano, vira praticamente uma ginasta, de acordo com nova pesquisa publicada no periódico Nature. Cientistas da Universidade de Michigan e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ambos nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão após criarem uma imagem em 3D da vitamina em ação e observarem que ela realiza diversos movimentos que lembram contorções.

A representação desenvolvida por meio de raios-X mostra a B12 e suas moléculas parceiras se contorcendo como parte de uma reação crucial, tanto para as células do corpo humano como, de uma forma um pouco diferente, para as células de uma bactéria que consome dióxido de carbono e monóxido de carbono. Essa bactéria vive no intestino de humanos, vacas e outros animais, ajudando na digestão.

Segundo os cientistas, essa reação – que se resume em uma transferência de unidades de carbono simples envolvendo as vitaminas B12 e B9 – é vital para a saúde humana, por isso é tão importante estudá-la.  A compreensão de seu funcionamento pode ainda trazer potenciais implicações para o desenvolvimento de novos combustíveis, que podem se tornar fontes alternativas renováveis de energia.

“Sem esta reação, doenças cardíacas e defeitos no nascimento de crianças seriam muito mais comuns”, explica Stephen Ragsdale, coautor da pesquisa. “Da mesma forma, as bactérias que dependem dessa reação seriam incapazes de consumir dióxido e monóxido de carbono para se manterem vivas – e para remover os gases de nossos intestinos e da atmosfera. Então ela é importante em diversos níveis”, diz o biólogo.

Nas imagens criadas pela equipe, os cientistas mostram como o complexo de moléculas que realiza essa reação se contorce em múltiplas configurações – primeiro para ativar, depois para proteger e então para realizar a catálise nas moléculas de B12. Para isso, eles isolaram o complexo proveniente de uma bactéria chamada Moorella thermoacetica, usada comumente como modelo no estudo desse tipo de reação.

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