quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Privatização X Concessão - Diferença Abissal.

Nas privatizações transferiu-se de forma permanente o patrimônio Público da união para GRUPOS ECONÔMICOS DA INICIATIVA PRIVADA

Nas concessões o patrimônio público continuará sendo da União, sob os cuidados dos concessionários. Ao final do contrato de concessão todos os investimentos e benfeitorias realizados reverterão para a União.


As concessões de serviços e melhorias de aeroportos oneram diretamente o usuário do serviço.


Os serviços e melhorias de aeroportos, por conta da União, oneram a todos os cidadãos, os que usam e os que não usam aviões.


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Governo faz gol de placa em licitação de aeroportos

José Augusto Valente

O governo federal, contrariando todas as expectativas, inclusive a minha, conseguiu realizar com sucesso a licitação de concessão da gestão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Os valores de outorga superaram em muito os pisos estabelecidos. Foi um verdadeiro gol de placa, como diz a música de Jorge Ben.

A partir da assinatura dos contratos, os consórcios vencedores iniciarão a gestão desse aeroportos, cuidando de toda a infraestrutura de carga e de passageiros, atendendo aos padrões de qualidade requeridos.

Redução significativa de filas e de tempo de espera das bagagens e ambientes limpos e confortáveis, entre outros itens, terão que ser garantidos pelos concessionários, além de um fluxo permanente de recursos em manutenção.

A Infraero tem 49% de participação em cada um desses consórcios, o que garantirá a agregação da experiência de seus funcionários, especialmente na movimentação de cargas.

Ainda assim, algumas críticas foram e continuam sendo feitas, no movimento social e na blogosfera, que penso não procederem, conforme fundamentação abaixo:

1. Privatização versus concessão

A principal crítica é de que o governo Dilma realizou a privatização dos três aeroportos.

Não é fato, já que, entre outras coisas, o patrimônio continuará sendo da União, embora sob os cuidados dos concessionários. Ao final do contrato de concessão todos os investimentos realizados reverterão para a União.

O que o governo fez foi contratar a gestão, serviços e obras desses aeroportos, na modalidade de concessão com outorga, por um período de "x" anos. Esses contratos serão remunerados não com recursos orçamentários, mas com receitas auferidas pelos concessionários.

2. As concessionárias poderão fazer o que quiserem

Não é verdade. Insisto que as empresas apenas farão a gestão e os investimentos, conforme definido no Edital. As decisões estratégicas continuarão sendo da União. Aliás, hoje já é assim.

Afinal, não temos aeroportos isolados, mas um sistema aeroportuário, que funciona de forma integrada e que continuará sob a gestão da Infraero e da Secretaria Nacional de Aviação Civil e regulado pela ANAC.

3. As concessionárias ficarão com o "filé" e a Infraero com o "osso"

Essa fala quer dizer: as concessionárias ficarão com os aeroportos lucrativos do sul-sudeste maravilha e mais Brasília enquanto que os demais aeroportos de regiões mais pobres ficarão com a Infraero.

Serão arrecadados aos cofres públicos, ao longo dos anos, cerca de R$ 24,5 bilhões. Parte desses recursos serão reinvestidos no "osso". Outra parte terá destinações diversas.

Ainda assim, temos que pensar que esses três aeroportos são os mais demandantes de recursos orçamentários para as obras de ampliação de capacidade e modernização. Assim como os demais, que farão parte da segunda etapa de concessão. Como estes não demandarão mais recursos orçamentários, sobrará mais para o "osso".

4. É absurdo o BNDES investir recursos públicos nesses contratos

Na minha opinião, é melhor o BNDES investir - e ter retorno financeiro, ainda que com juro menor que o mercado - nesses contratos do que todos os contribuintes o fazerem a fundo perdido.

O BNDES, ao financiar os investimentos nos aeroportos, está financiando a ampliação e melhoria de patrimônio da União, já que, em momento algum, os ativos serão propriedade das concessionárias. Além disso, continuará financiando metrô, trem urbano e outros itens de infraestrutura de elevado interesse social. Portanto, investimentos nessas concessões não impedirá ou reduzirá os investimentos sociais.

Aqueles que defendem que somente sejam utilizados recursos orçamentários para a ampliação de capacidade e modernização dos aeroportos, sem que haja retorno financeiro desses investimentos, precisam dizer com todas as letras que preferem que todos paguem - mesmo aqueles que nunca utilizarão avião em suas vidas - do que apenas os usuários do sistema.

Eu defendo que apenas os usuários do sistema aeroportuário paguem, para que sobre mais recursos orçamentários para destinação social.

O governo federal está de parabéns pela competência demonstrada nessa licitação.

José Augusto Valente é Diretor Executivo do Portal T1

Comunismo em escola estadunidense


O assunto pintou na mídia estadunidense e promete desdobrar-se em uma bela polêmica.   A Roosevelt  High School (que atende alunos15 a 18 anos) em Des Moines, Iowa, distribuiu aos alunos do curso de estudos sociais um material impresso para explicar a diferença entre comunismo e capitalismo, durante o periodo da Guerra Fria.
O material passaria despercebido, visto apenas como uma burocrática aula teórica, não fosse pela charge nele contida.  Dividido em duas partes, o desenho retrata com certa perfeição, a visão das duas doutrinas sociais.
No lado que representa o capitalismo,   dois operários pobremente vestidos, com bolas e correntes em seus tornozelos, como escravos ou prisioneiros,  trabalham em frente a uma máquina enquanto um empresário bem vestido,  gordo, fumando um charuto, recolhe o ganho financeiro.
No lado que representa o comunismo,  dois operários felizes, com roupas decentes, trabalham em frente a uma máquina e uma seta indica que os lucros do seu trabalho voltam em benefício deles.
Abaixo da charge, em pequenos quadrinhos, segue o folheto indicando as tradicionais diferenças entre uma e outra doutrinas. Parte do texto acentua:
“Enquanto o lucro de qualquer empresa é igualmente compartilhado por todas as pessoas no comunismo, o lucro em uma estrutura capitalista pertence ao proprietário privado”.
Um texto desse teor numa escola estadunidense não poderia ter outra classificação que não fosse a de “subversivo”. 
O assunto explodiu, quando o pai de um aluno foi a uma rádio local se queixar de que estavam fazendo propaganda do comunismo ao filho dele.  Outros revoltados pais logo se juntaram ao primeiro queixoso, falando em “doutrinação comunista” e acusando os professores sindicalizados de “radicais que estão ensinando nossos filhos a se tornarem futuros anti-americanos”.
A escola se defende e argumenta que o curso de história do Século Vinte apenas enumera os argumentos que eram usados no período da Guerra Fria.
Não se sabe se alguma cabeça vai rolar diante de tão grande “ousadia”.
Cá pra nós, questionar material didático de indiscutível importância histórica, ensinado em todas as escolas do mundo, só mesmo na cabeça de pais que, de história,  só conhecem mesmo o macarthismo, passado de pai para filho desde a década de cinquenta do século passado.
Na contramão da escola de Iowa, uma professora de matemática de uma escola elementar (alunos de 5 a 8 anos) em Norcross, na Georgia, passou o seguinte problema às crianças: “Frederick leva duas surras por dia. Quantas surras ele levará em uma semana?
Advinha o destino dessa professora.

Rui Martins no Conselho


Berna (Suiça) - Em cumprimento à mensagem eletrônica de 3 de fevereiro 2012, enviada pelo chefe interino da Divisão das Comunidades Brasileiras no Exterior, Daniel Pereira Lisboa, informo estar assumindo as funções de membro titular no Conselho de emigrantes, pela região Europa, mais conhecido como CRBE.
Ex-membro titular eleito do Conselho Provisório, tendo participado das três conferências Brasileiros no Mundo e criado dois movimentos de cidadania, Brasileirinhos Apátridas (pela restituição da nacionalidade brasileira aos filhos dos emigrantes), e Estado do Emigrante (por um órgão institucional emigrante), quero informar, em primeiro lugar, aos emigrantes que têm me dado sua confiança, a importância dessa titulariedade.
Ainda há menos de um ano, estava às voltas com a ameaça de expulsão do CRBE, mesmo sendo suplente, por processo administrativo, tendo em vista minhas reiteradas críticas ao atual formato do CRBE, em palestras públicas e opiniões publicadas na imprensa. Agradeço a todos quantos assinaram o abaixo-assinado em meu favor, assim como agradeço aos membros do CRBE que optaram pelo arquivamento dessa tentativa.
Permaneço fiel ao programa defendido durante minha campanha, cujo lema principal era –diplomata é diplomata, emigrante é emigrante. Por uma política da emigração sem a tutela do Itamaraty - programa que defenderei dentro do CRBE.
Ao assumir a titulariedade, sei que algumas pessoas poderão perguntar por que aceito integrar o CRBE se tenho sido um de seus maiores críticos. Respondo – porque só estando dentro do CRBE é possível fazer avançar a reivindicação de um espaço institucional independente junto ao governo federal para os emigrantes.
Sei que hoje, depois de mais de um ano de CRBE, diversos colegas, entre suplentes e titulares, se questionam sobre a real validade do CRBE, cuja principal falha é a de ser monitorado, tutelado ou dirigido pelo Itamaraty. Um sentimento de frustração tem circulado, visível em emails, declarações e iniciativas tomadas unilateralmente por alguns membros.
O formato de um órgão simplesmente de assessoria, de consulta ou de interlocução, sem verba, sem agenda própria, sem lugar de reunião, sem liberdade de iniciativa ou de decisão é o grande responsável pelo desânimo de uns, pelo desinteresse de outros e pelo clima de nau sem rumo que se instaurou. São informações que não chegam ou resoluções tomadas pela SGBE sem a participação dos membros do CRBE, perguntas sem respostas, encontros adiados sine die, cortes de verbas e rumores pessimistas de um desinteresse do governo por esse Conselho.
A falha não vem de pessoas, embora possam ter contribuído, mas da estrutura da atual política da emigração, que considera a população brasileira do Exterior como um segmento secundário, sem direito a uma vida política própria e a uma autodeteminação.
O CRBE, na sua origem, foi concebido para ser apenas uma etapa, uma fase intermediária, não como um Conselho definitivo. O objetivo era e é, para a maioria dos emigrantes, a criação de um órgão institucional, que poderia funcionar agregado a um Ministério ou Secretaria de Estado, mas sem qualquer tipo de tutela.
Tenho falado e vou repetir mais uma vez – na I Conferência Brasileiros no Mundo, a grande maioria dos emigrantes ali presentes assinou um abaixo-assinado pedindo a constituição de uma Comissão de Transição, constituída por seus representantes e autoridades diversas, tendo em vista a criação de um órgão institucional emigrante independente.
Ora, esse abaixo-assinado foi ignorado, houve a tentativa para não ser incluído na primeira Ata Consolidada e, finalmente, desapareceu na última Ata Consolidada. Cerca de 50 intervenções de emigrantes foram encaminhas por ocasião da Audiência Pública, que seria submetida ao CRBE, na sua reunião de maio do ano passado, e de onde saiu o atual Plano de Ação. Todas essas intervenções foram ignoradas por não corresponderem, imagino, ao guião ou roteiro pré-fixado de se prosseguir com um CRBE tutelado pelo Itamaraty, sem vida própria.
Nesta minha primeira intervenção como membro titular do CRBE, em plena coerência com minhas posições desde a abertura da I Conferência Brasileiros no Mundo, pleiteio da SGBE e da Divisão das Comunidades Brasileiras do Exterior, que desenterre e retire do seu arquivo-morto o abaixo-assinado em favor de uma Comissão de Transição.
Que essa questão da criação de uma Comissão de Transição retorne à mesa, na próxima reunião dos membros do CRBE e na IV Conferência Brasileiros no Mundo (se houver) e que seja prioritária, justamente por ter sido a primeira levantada pelos emigrantes. Essa reivindicação foi depois canalizada segundo um pré-formato fixado pelo Itamaraty, de uma política de apoio aos emigrantes mas sem lhes conceder independência.
Não acredito que os emigrantes que enviam tantos bilhões de dólares ao Brasil, que estão se formando no Exterior nas melhores escolas e mais diversas profissões e atividades sem gastos para a Federação, enriquecendo o país no seu retorno, mereçam o tratamento de segmento populacional secundário.
Não vejo também porque a direção, organização e estruturação do movimento emigrante deva ficar a cargo de diplomatas, cuja vivência não propicia um real conhecimento da situação dos emigrantes.
Há um erro fundamental de visão, no tratamento da questão emigrante. Um exemplo pode ser a recente criação dos Conselhos de Cidadania que, ao invés de funcionar junto ao Consulados para exercer também uma função de controle de qualidade dos Consulados, vêm sendo criados para ficar sob a direção dos Consulados locais. Ou seja, submissos à mesma tutela exercida sobre o CRBE.
Ao assumir minha função de membro titular no CRBE gostaria de levantar junto aos colegas certas questões estruturais e que são básicas para seu funcionamento. E uma delas, além da necessidade de se poder tomar iniciativas, é a de dispor de um financiamento para suas atividades. Como os membros do CRBE podem levar a bom termo suas iniciativas sem verbas para viagens e manutenção durante encontros que possam promover ?
Será que os membros do CRBE sempre se contentarão em fazer o trabalho de campo para o Itamaraty ? A dependência dos seus membros de contribuições de particulares ou de associações para viagens não interfere na necessária imparcialidade ?
Enfim, acho que para funcionar e ser autêntica, uma política de emigração não pode se basear apenas num conselho, cuja constituição atual representa mais os detentores do mercado da emigração que os próprios emigrantes. Por isso defendemos o princípio de uma Secretaria ou Subsecretaria de Estado ligada diretamente ao governo, sem tutelas, mas podendo tratar das questões emigrantes em condições de igualdade com outros Ministério e Secretarias de Estado.
É verdade que, nestes últimos anos, o governo tem dado bastante atenção aos emigrantes, mas a política atual é paternalista e precisa evoluir para o reconhecimento da competência dos emigrantes para assumirem sua própria história.
Ao assumir a titulariedade, reafirmo meu respeito e mesmo admiração pela política externa desenvolvida nos últimos anos pelo Itamaraty. Minha divergência é a relacionada com a política da emigração, como uma crítica construtiva para que evolua no sentido de retirar sua tutela em favor de uma autodeterminação dos emigrantes.
Nossos objetivos são - um órgão institucional nomeado e ligado diretamente ao governo, parlamentares emigrantes eleitos por emigrantes e um amplo conselho de emigrantes, três elementos funcionando de maneira coordenada em favor dos emigrantes.
Sei que dentro do atual CRBE, com variantes diversas, cresce a aspiração de independência. Proponho que nos unamos, que possamos juntos levar ao governo um projeto básico de autodeterminação, para que evolua.
Que a constituição de uma Comissão de Transição seja discussão prioritária no próximo encontro, caso haja, ou que conste de um documento a ser encaminhado ao governo, em nome da maioria dos membros do CRBE ou em nome do CRBE.
Que juntos possamos construir um órgão duradouro e válido para os emigrantes, dotado de independência e sem tutela. Uma decisão dessas precisará muito esforço e muita luta, será necessária a criação de um lobby capaz de agir junto aos deputados, senadores e junto ao governo. Que nossas divergências desapareçam diante desse objetivo maior e que possamos agir como um coletivo, como um grupo dotado da consciência política necessária para termos nossa independência.
É com esse entusiasmo que assumo minha titulariedade no CRBE.

Rui Martins.
PS1. O objetivo de se chegar a um órgão institucional emigrante não é exclusivo do movimento Estado do Emigrante. O Partido dos Trabalhadores também tem um seu próprio projeto de Secretaria de Estado da Emigração e esse projeto foi aprovado no último encontro do PT do Exterior, em Londres, no ano passado.
PS2. O senador Cristovam Buarque tem um projeto em favor de deputados emigrantes eleitos por emigrantes, é a Proposta de Emenda Constitucional 05/05, já aprovada em primeira discussão no Senado. Esse projeto poderá ser uma solução como está redigido ou ser melhorado em comparação com representações de emigrantes no Parlamento, existentes em outros países.

Via diretodaredacao.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dicas básicas sobre vinhos

Dicas essenciais para começar a apreciação de vinhos com o pé direito, aproveitando ao máximo o prazer proporcionado por esta bebida. Cuidados e dicas especiais poderão ser aprendidas com o tempo, em guias de degustacao ou em literatura específica, e serão complementares ao exposto aqui.


Armazenando o vinho
As garrafas devem permanecer inclinadas ou deitadas, pois de pé a rolha de cortiça seca e permite a entrada de ar externo, o que acelera a oxidação do vinho. Faz-se necessário manter o vinho em lugar fresco, longe da luz direta (preferencialmente no escuro) e da umidade excessiva. Vibrações como as de geladeiras são prejudiciais à boa conservação do vinho. Ficou difícil encontrar um lugar ideal na sua casa? Consulte então a Geladega®.

Abrindo o vinho
Corte a tampinha do gargalo e limpe possíveis impurezas em volta. Use os tipos mais modernos de saca-rolhas, que dispensam o uso de força e o apoio no bico da garrafa e possuem uma espiral helicoidal sem o “pino” central (semelhante a um prego com espiral em volta). Prefira os abridores com espiral de teflon flexível. O cuidado na escolha do abridor é realmente muito importante, pois evita que a rolha seja danificada (ou arrombada) na abertura do vinho!

 Quando a rolha se partir
Isto não é o fim! Segure a garrafa com firmeza e use de delicadeza e ângulo para ir tirando aos poucos a rolha. Assim, você evita que outros pedaços caiam dentro da garrafa. Verifique se a rolha está deteriorada - e possivelmente o vinho também, ou é somente uma rolha de baixa qualidade.



Quando a rolha cair no vinho

Acontece! Pedaços de rolha não estragam o vinho, mas atrapalham a degustação e o prazer dos bebedores. O mais indicado neste caso é coar o vinho, utilizando um filtro de papel de café e um vasilhame bem limpo. Se desejar, pode devolver o vinho à garrafa, mas sem agita-lo demais nos dois processos. Jamais utilize o coador de café (que certamente está do lado do filtro), pois ele já está impregnado com sabor e odor de café.


Reconhecendo o bom vinho
Em geral, verifique se a cor está transparente (límpido), com brilho, se existem quaisquer aromas desagradáveis, se a rolha está preservada e se produz lágrimas nas laterais do copo (ou seja, se o vinho escorre devagar no vidro formando filetes). Em seguida, confirme sentindo o paladar, pois o vinho é uma bebida bastante sensível e qualquer alteração se torna evidente. É justamente por este motivo que o garçom, ao abrir e servir uma nova garrafa, oferece uma pequena quantidade para aprovação de um dos presentes. Para degustações mais apuradas, consulte um bom guia de degustação.



A taça ideal
Acredite, a taça é muito importante: você gosta de tomar cerveja em copos lavados de requeijão? Imagine então beber um vinho bem elaborado neste mesmo copo ... 

A combinação entre o vinho e o prato está perfeita. E isso merece uma taça adequada: o ideal é o de bojo amplo, cujos lados afinem em direção à borda. Preferencialmente lisa e transparente, sem detalhes. Assim, você pode contemplar e sentir melhor os aromas do vinho.

Temperatura correta
É importante você desfrutar um vinho na temperatura correta. Gelar demais esconde os sabores e aromas, e torna os vinhos tintos mais adstringentes. Servi-lo quente ressalta mais o álcool, desequilibrando-o. Veja as temperaturas ideais: Espumantes (vulgo champagnes): de 5 a 7 graus; Brancos: de 7 a 10 graus; Tintos: de 15 a 18 graus (o que corresponde à temperatura ambiente na Europa). O vinho pode até ser colocado na geladeira, mas não por muito tempo. O ideal é ter uma adega climatizada, ou então uma geladega®. Para servi-los, tanto os brancos como os tintos, é melhor colocá-los em um balde com gelo pelo tempo necessário para que atinja a temperatura acima mencionada.

Bebendo vinhos diferentes
Brancos antes dos tintos. Beba os secos antes dos encorpados: vinhos fortes ou fortificados irão sobrepor-se aos mais leves. Vinhos envelhecidos merecem ser bebidos sozinhos. E lembre-se: troque as taças ao mudar o tipo de vinho servido.



Estações do ano
Os vinhos mais encorpados devem ser tomados no inverno, quando você poderá apreciá-los melhor, ou quando a harmonização com o prato a ser servido assim o pedir. No verão, quando a comida é mais leve, os melhores são os vinhos de baixo teor alcoólico: leves, brancos e rosés refrescantes ou até mesmo tinto leve são excelentes para essa época do ano.



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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Antonio Capistrano: Imagine se Pinheirinho fosse um bairro de Havana!

Imagine se Pinheirinho fosse um bairro de Havana! Seria enorme o estardalhaço que a grande mídia estaria fazendo, no mínimo clamando por direitos humanos. Mas, Pinheirinho é no emblemático ninho tucano, no estado de São Paulo, portanto... é assim mesmo, porrada no povo, é permitido.

Antonio Capistrano, via Vermelho

A hipocrisia da mídia brasileira com relação às questões dos direitos humanos é hilária, principalmente quando se refere a um país fora do bloco de controle das nações capitalistas, tanto da área de influência dos Estados Unidos como de qualquer país da Comunidade Europeia e, se esse país for Cuba, a canalhice vai ao extremo. O âncora do Jornal da Globo, William Waack, revira os olhos quando fala mal de Cuba; a Miriam Leitão, segundo Paulo Henrique Amorim, a urubóloga da rede Globo, chega a entortar a boca; e quando o comentário é do Arnaldo Jabor, a inteligência dá lugar a maledicência gratuita, cheia de hipocrisia.

Para a grande mídia, nos Estados Unidos e na Comunidade Europeia, reprimir qualquer manifestação que conteste o sistema capitalista é permitido, a mídia (PIG) fecha os olhos ou noticia como um fato normal – dão a entender que são baderneiros querendo apenas tumultuar a “democracia”, portanto, nesses casos, a repressão é “legítima”, é benéfica para o sistema capitalista.

Basta ver os casos do Iraque, Líbia, Palestina e o que está ocorrendo na Síria. A mídia, controlada pelos interesses do grande capital, tudo justifica na derrubada dos “tiranos”. São verdadeiros genocídios que estão ocorrendo. No caso do Iraque mais de 1 milhão de pessoas foram mortas, a justificativa é a de sempre, defesa das “liberdades democráticas”, dos “direitos humanos”. Na realidade era o petróleo iraquiano que interessava as corporações petroleiras norte-americanas. As armas químicas e biológicas do Saddam, nunca foram encontradas. Caso idêntico acontece na Líbia e Síria. O muro de Berlim, para essa mesma mídia, era imoral e cruel, mas ela não fala do muro que separa Israel da Palestina muito menos o que separa os EUA do México.

Agora, o pior disso tudo, é o poder que a mídia tem. Ela cria o que ficou denominado de consenso midiático. Saddam tem armas químicas e biológicas, ele é um tirano e pronto, isso passa a ser uma verdade absoluta, mesmo não sendo.

Logo após o anúncio da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a rede Globo enviou uma equipe de reportagem a Ilha. Isso ocorreu no mês de novembro de 2011, a correspondente da Globo em Nova Iorque, Giuliana Morrone, fez uma série de “reportagens” sobre Cuba que foi ao ar na última semana do mês de dezembro, vale salientar, reportagens falaciosas. O motivo dessas reportagens era preparar um factoide, armar uma arapuca, na tentativa de constranger a presidenta Dilma em sua visita ao país de Fidel, a blogueira Yoani Sanchez era o modelo ideal para os objetivos da rede Globo.

A presidenta, em entrevista concedida em Havana, foi taxativa e, sem rodeios, respondendo as provocações da mídia, que insistia em perguntar sobre “direitos humanos”, não titubeou, disse: “Vamos falar de direitos humanos? Então nós vamos começar a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, uma coisa chamada Guantânamo. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate ideológico. Direitos humanos não é uma pedra que você joga só de um lado para outro, todos nós temos os nossos telhados de vidro e cada país tem as suas peculiaridades”. Eu acrescendo, Cuba é um país em estado de guerra, é uma fortaleza sitiada, ameaçado de invasão por mercenários acantonados em Miami. Mercenários financiados pelo governo norte-americano. Em Cuba existem agentes infiltrados no meio da população com o objetivo de desacredita o governo, como é o caso da blogueira Yoani Sanchez, uma mercenária a serviço da CIA e dos grupos que realizam ações terroristas no território cubano

A grande mídia não divulga e o governo norte-americano fecha os olhos sobre os atos terroristas praticados contra Cuba. Quem está preso nos Estados Unidos não são os terroristas financiados pelos grupos anticastristas, mas, sim, os cinco antiterroristas cubanos, patriotas que faziam um importante trabalho de combate ao terrorismo, evitando atentados, salvando vidas de cubanos e de turistas que visitavam a Ilha.

Fiquei feliz com a visita de Dilma Rousseff a Cuba, com sua postura de estadista, com a visita que fez ao líder Fidel Castro, um ícone da luta libertária das Américas, merecedor de todas as honras do povo latino-americano.

Fiquei feliz com os acordos assinados com o presidente Raul Castro, com o fortalecimento dos nossos laços de amizade. Cuba é um país irmão, símbolo de resistência ao domínio colonial e ao imperialista, exemplo, não só para nós, mas, para todos os países originários das ex-colônias.

Antonio Capistrano foi reitor da UERN e é filiado ao PCdoB.

Rogério Correia vai ter que bancar advogado para o falsário da lista de Furnas.

Por Barbara Flavia

Atrás das grades desde outubro do passado, o lobista e fraudador Nilton Antônio Monteiro, alvo de quase 100 processos judiciais, fez um apelo para o deputado estadual Rogério Correia (PT), líder da oposição na Assembléia Legislativa, com quem teria estreitas ligações.

Por meio de uma carta, escrita da cela da Penitenciária da Gameleira, em Belo Horizonte, Nilton Monteiro exige que Correia lhe ajude a bancar as despesas de um advogado defesa. Em troca da ajuda financeira, segundo o manuscrito, o lobista toparia ficar em silêncio numa suposta negociação de delação premiada, na qual Correia seria envolvido em crimes de falsificação de documentos.

Ainda pouco utilizado no país, a deleção premiada é um instrumento jurídico que permite ao acusado ter a pena reduzida ou até mesma extinta em troca de informações valiosas para o andamento do processo.

Em tom ameaçador, o lobista lembra que já ajudou Correia em outras oportunidades, além do petista Luiz Fernando Carceroni, um dos fundadores da legenda em Minas, e que tal colaboração beneficiou até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com data de dois janeiro desse ano, a carta chegou ao conhecimento de Correia por meio de um intermediário, de nome Gilmar Adriano Corrêa, sendo distribuída depois para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia de Minas, deputado Durval Ângelo (PT). “Quero que ele (Correia) me ajude a pagar o advogado... Se eu não tiver outra alternativa não terei outra saída”, ameaçou.

Indiciado pela polícia, Monteiro virou uma espécie de colaborador do Ministério Público Estadual (MPE). Há três semanas, ele saiu da cadeia para prestar depoimento em um inquérito que corre na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte. O alvo da investigação é o deputado Rogério Correia, suspeito de ter utilizado a estrutura do seu gabinete na Assembleia para custear advogado para o lobista, além de outros apoios. O pedido para instaurar a investigação partiu de vários partidos políticos do arco de apoio ao Palácio da Liberdade.

Responsável pela investigação, que culminou na prisão de Monteiro por falsificação de documentos e suposto achaque a políticos e empresários de grosso calibre, o delegado Márcio Simões Nabak confirmou, na última quinta-feira, ter iniciado uma negociação de delação premiada com o lobista.

O delegado, no entanto, negou com veemência que a delação premiada envolvia o nome do deputado petista. Nabak confirmou a intenção de negociar com Nilton Monteiro em troca de novas provas, mas a iniciativa não foi para frente porque o lobista se recusou a colaborar.

Suspeito de operar um grande esquema de achaque a poderosos dos meios político e empresarial, num montante de R$ 300 milhões, com o auxílio de recibos supostamente forjados de “consultoria”, Monteiro não age sozinho, segundo sustenta Nabak.

Falando em tese, o delegado acredita que o lobista seria ‘testa de ferro’ de alguém que ainda não foi identificado, apesar do inquérito ter sido instaurado em 2008. Procurado, o deputado declarou: “Não sou eu que vou me comprometer com o advogado dele. São questões que não dizem respeito a mim”.

Fonte: Hoje em Dia

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