quarta-feira, 3 de maio de 2017

Agentes penitenciários protestam após ficarem de fora de aposentadoria especial


Após a desistência do relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), de incluir os agentes penitenciários nas regras especiais de aposentadoria de policiais, um grupo de representantes da categoria organizou um protesto na entrada da ala de comissões da Câmara. O acesso ao local foi fechado e os manifestantes estão do lado de fora do prédio.

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No início da reunião da comissão que analisa a reforma, na manhã de hoje, Maia inclui os agentes na regra especial de idade mínima de aposentadoria de policiais (55 anos). No entanto, após o intervalo do almoço, no retorno da sessão, o relator voltou atrás e desistiu da inclusão.

Segundo ele, a decisão da manhã foi muito criticada por parlamentares porque o Legislativo estaria cedendo à pressão dos agentes penitenciários, que ocuparam ontem (2) o prédio do Ministério da Justiça em protesto contra a reforma.


“Indiquei a nossa decisão de incluir os agentes penitenciários. Mas, desde que terminei de ler o meu parecer, recebi centenas de mensagens de parlamentares revoltados com essa condição alegando que se trata de uma genuflexão do Legislativo e um movimento que foi feito ontem”, disse Maia. “Vou deixar esse assunto ser resolvido pelo plenário”, acrescentou.

Fachin envia recurso de Palocci para julgamento no plenário do Supremo


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (3) que o mérito do habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci será julgado pelo plenário do STF. Fachin tomou a decisão após rejeitar, nesta tarde, pedido de liminar para soltar o ex-ministro, preso em setembro do ano passado na Operação Lava Jato.

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Com a medida, o ministro tenta obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato. Fachin é relator das ações da operação na Segunda Turma do STF e foi derrotado ontem (2),  por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu. Antes da decisão que beneficiou Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genú foram soltos por decisão da Turma.

Além dos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes, que fazem parte do colegiado da Lava Jato, a Corte é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e pela presidente, Cármen Lúcia.

Na decisão em que negou liberdade a Palocci, Fachin entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão.


"O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", afirmou o ministro.

Câmara aprova admissibilidade da PEC que acaba com coligações proporcionais


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje (3) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16 do Senado, que acaba com possibilidade da realização de coligações proporcionais nas eleições para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores a partir das eleições de 2020. A PEC estabelece ainda a chamada cláusula de desempenho, ou de barreira, para o funcionamento parlamentar das legendas.

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Os membros da CCJ aprovaram o parecer do deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), favorável à admissibilidade da PEC 282/16, por 37 votos a 14. A aprovação ocorreu após um acordo para a votação de um requerimento de adiamento de votação. Como o requerimento foi rejeitado, os deputados aprovaram a proposta.


Com a aprovação, caberá agora ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), criar uma comissão especial para analisar o mérito da proposta. Essa comissão terá até 40 sessões para apreciar a medida. Em seguida, a PEC será encaminhada à votação no plenário da Câmara, em dois turnos. Para ela ser aprovada, são necessários o mínimo de 308 votos favoráveis.

No Senado, CPI da Previdência discute falhas na seguridade social

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência fez hoje (3), no Senado, a primeira audiência pública para tratar de falhas na seguridade social do país. Foram convidados representantes de sindicatos e associações de funcionários dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização de pagamentos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Participaram do debate os presidentes do Sindicato Nacional dos Auditores do Trabalho (Sinat), Carlos Fernando da Silva Filho, do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, Achilles Linhares de Campos Frias (Sinprofaz), do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Cláudio Márcio Oliveira Damasceno, e da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Vilson Antonio Romero.

O presidente do Sinat, Carlos Silva Filho, ressaltou que além da população que se sustenta atualmente com trabalhos informais, há ainda uma grande parte de pessoas  contratadas por empresas sem carteira de trabalho assinada. Segundo ele, isso implica em prejuízo ao INSS, que acaba não recolhendo as devidas contribuições patronais e dos empregados.

“Hoje, o Brasil tem um estoque de 16 milhões de trabalhadores empregados sem carteira assinada”, afirmou. “Se o governo federal trabalhasse para acabar com o trabalhador sem carteira assinada, conseguiria, só de contribuição previdenciária do empregado, arrecadar mais R$ 384 bilhões. E também conseguiria arrecadar R$ 135 bilhões de FGTS”, disse.

O presidente do Sinprofaz, Achilles Frias, ressaltou que aproximadamente dois terços das empresas que devem ao INSS são responsáveis por quase o total do valor das dívidas. Segundo Frias, isso significa que o problema das dívidas com a seguridade não está com as pequenas empresas que têm dificuldade em pagar, mas com as grandes empresas.

“Percebemos que uma pequena parcela de devedores concentra em suas mãos um estoque elevadíssimo de dívidas”, afirmou Frias, em relação a devedores da Receita Federal e à sonegação de impostos.

De acordo com o dirigente sindical, no que se refere aos dados relacionados à sonegação de contribuições da Previdência, a maior parte da dívida está com pequena parcela de grandes empresas. “Temos dados para comprovar que 3% dos devedores concentram dois terços do estoque da dívida [previdenciária]. Ou seja, apenas 3% dos devedores concentram quase a totalidade da dívida”, afirmou.

O presidente do Sindifisco, Cláudio Damasceno, concordou com a apresentação de Frias e afirmou ainda que, para as empresas sonegadoras, a punição é pequena. Segundo Damasceno, além de não terem as punições executadas até o fim, as empresas são premiadas com renegociações de dívidas que incluem o perdão de multas e a redução dos juros. “Ou seja, o Brasil é o país em que sonegar está se tornando um grande negócio. E quem está sofrendo é toda a sociedade e a seguridade social”, disse.


A CPI da Previdência aprovou ontem (2) 104 requerimentos para a realização de audiências públicas que vão ouvir ministros e representantes de Centrais Sindicais, além de pedidos de informações a órgãos públicos para checagem de números relacionados à Previdência Social.

Novo método de biovigilância ajuda a detectar zika em mosquitos e humanos

Um novo método de biovigilância vai ajudar a descobrir se a zika está presente em populações humanas e em mosquitos, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (3) na revista Science Translational Medicine. As informações são da Agência EFE.

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A pesquisa, realizada pela equipe do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, utilizou uma técnica de amplificação isotérmica de DNA mediada por loop e conhecida como LAMP, para detectar facilmente o vírus em amostras brasileiras, americanas e nicaraguenses.

Os pesquisadores esmagaram um mosquito dentro d'água, tiraram 2 microlitros dela (quantidade equivalente a uma cabeça de alfinete), e depois a aqueceram em um tubo com químicos e reativos. A cor mudava de 30 minutos a uma hora. Esse novo método de biovigilância permitiu indicar rapidamente se o zika vírus estava presente nos mosquitos, o que evitaria espalhar pesticidas e usar outros métodos de prevenção da doença em locais onde não são necessários.

O diagnóstico humano ainda é um desafio e vai levar mais tempo para ser aprimorado, já que requer uma grande quantidade de dados antes de as agências reguladoras dos governos autorizarem a utilização do LAMP como teste em pacientes.

Começou no Japão
A amplificação isotérmica de DNA mediada por loop foi desenvolvido no Japão em 2001, para detectar pneumonia em cabras, e é similar à tecnologia conhecida como reação em cadeia da polimérase (PCR, na sigla em inglês), que faz uma análise exaustiva das amostras de DNA, com a vantagem de poder ser usada em campo, e não só em laboratórios, além de ser mais barata.

"A maioria dos países envolvidos no surto atual [de zika] não é rica. É importante tentar desenvolver métodos de vigilância de baixo custo, que algum dia possam ser usados por estas nações", afirmou a pesquisadora Nunya Chotiwan.


De acordo com a Science Translational Medicine, médicos do Hospital Pediátrico de Manágua, na Nicarágua, vão testar a nova técnica, sem abandonar os sistemas tradicionais, e profissionais de Porto Rico vão empregar o método para verificar as condições dos mosquitos.

Ministro do STF nega pedido de liberdade a Palocci na Lava Jato


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin negou hoje (3) pedido de liberdade ao ex-ministro Antonio Palocci, preso desde setembro na Operação Lava Jato. O habeas corpus chegou ao Supremo na sexta-feira (26).

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Na decisão, o ministro entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão.

"O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", afirmou o ministro.

Palocci e mais 14 pessoas são réus em uma ação penal relatada por Sérgio Moro. Todos são acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, a empreiteira comandada por Marcelo Odebrecht tinha uma “verdadeira conta corrente de propina” com o PT. Para os investigadores, a conta era gerida pelo ex-ministro Palocci.

Segundo os investigadores, os pagamentos ao ex-ministro eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, setor responsável pelo pagamento de propina a políticos, em troca de benefícios indevidos junto ao governo federal.


A defesa de Palocci nega as acusações e sustenta que Sérgio Moro é parcial na condução do processo.

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