Em luta acirrada, presidente Dilma
Rousseff cresce 3 pontos em pesquisa Ibope, na comparação com levantamento do
dia 26; Marina Silva faz melhor, e sobe 4 pontos; na simulação de segundo
turno, porém, diferença pró-Marina diminui dois pontos, ficando agora em 46%
para ela e 39% para Dilma; variação está na margem estatística, mas indica que
disputa ganha ares de palmo a palmo; Aécio Neves confirmou isolamento no
terceiro lugar, mas segue com papel estratégico; avaliação do governo Dilma
sobe de 34% para 36% e rejeição à presidente cai 5 pontos; pesquisa
mantém caldeirão eleitoral em plena fervura
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
O porquê da Reforma Política
É
cômodo condenar corrupção ou mesmo dizer que políticos “não nos representam”.
Porém, para construir democracia real exige-se um passo a mais.
Por
Guilherme Boulos
Se
há um tema que não sai da pauta nacional é a corrupção. Escândalos se sucedem e
bodes expiatórios são criados um após outro para acalmar os ânimos. A mídia
denuncia, o público pede cabeças e vez ou outra alguma vai para a guilhotina.
Nesse circo contínuo se alimenta a descrença do povo na política institucional.
Descrença é verdade, que tem bases legítimas na história e no caráter do Estado
brasileiro. Mas o viés que tem assumido leva a caminhos perigosos. “Militares
no poder!”, “Varre vassourinha!”, “Vamos acabar com essa desordem!”. O discurso
que tem se fortalecido é o da direita.
Números preocupam e Lula poderá substituir Dilma na disputa eleitoral
Por Fabio Alves*
O
resultado das pesquisas de intenção de voto do Ibope e do Datafolha, que serão
divulgadas nesta quarta-feira, 3, pode trazer de volta, num último ímpeto, o
fantasma do “Volta, Lula”, ameaçando a candidatura da presidente Dilma Rousseff
à reeleição.
Até
o dia 15 de setembro, o PT poderia trocar de candidato, substituindo Dilma pelo
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E como se aproxima o prazo final dado
pela legislação para uma troca de candidatos, em caso de renúncia, parcela da
cúpula petista, além de boa parte dos militantes do “chão de fábrica”, pode
fazer uma última investida no acalentado desejo de ver Lula concorrer à eleição
presidencial.
Esse
movimento voltou à ativa depois das últimas pesquisas Datafolha e Ibope, em
particular a que mostrou Marina Silva, do PSB, empatada com Dilma na simulação
do primeiro turno e vencendo com vantagem de dez pontos porcentuais num
eventual segundo turno.
As
pesquisas que serão divulgadas amanhã são cruciais.
Primeiro,
porque elas medirão o impacto das duas primeiras semanas de propaganda
eleitoral na TV e no rádio, período considerado suficiente para aferir a
escolha do eleitor que estava indeciso ou que, porventura, iria anular seu
voto.
Segundo,
porque mostrarão se a tendência do forte ganho de Marina no apoio de eleitores
consolidou-se ou se houve um desgaste com as recentes polêmicas envolvendo a
candidatura do PSB, entre elas as acusações de uso de caixa dois para financiar
o jato que transportava o ex-candidato Eduardo Campos; os ganhos com palestras
proferidas por Marina nos últimos três anos; e os recuos dela no seu programa
de governo, em particular aos direitos dos movimentos LGBT.
“Para
setores do PT, só a volta do Lula salvaria a eleição para o partido neste
momento”, diz o cientista político e professor do Insper, Carlos Melo.
Assim,
faz sentido se setores do PT, via alguma instituição ou sindicato ligado ao
partido, tivessem contratado pesquisas qualitativas para medir o potencial do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num cenário de embate direto com Marina
Silva.
“O
PT já tem medido a capacidade de Lula em atrair voto, mas ainda não mensurou
essa capacidade numa disputa direta com a candidata do PSB”, argumenta Melo.
Diante da proximidade do prazo legal para se fazer a troca de candidato, agora
é o momento para realizar tal pesquisa e, dependendo do resultado, conseguir
pressionar o partido inteiro por uma troca, diz ele.
Para
os analistas da consultoria política Arko Advice, em relatório a clientes, os
defensores do “Volta Lula”, ainda em minoria, acreditam que essa é a única
forma de reverter o risco de derrota.
“A
sensação no PT é de que é preciso fazer ‘algo grande’, pois se Dilma perder, o
maior derrotado será Lula”, afirmam os analistas da Arko Advice.
Para
eles, o ex-presidente tem grande prestígio junto ao eleitorado e deixou o
governo com aprovação elevadíssima. Lula também conta com o apoio do setor
empresarial, entidades sindicais e mercado financeiro, acrescentam.
“O
problema é que mesmo a substituição de Dilma por Lula não necessariamente
mudaria o quadro”, dizem os analistas da Arko Advice.
Na
opinião de Carlos Melo, do Insper, a troca de candidatos do PT ainda tem como
obstáculo o próprio Lula.
“Lula
não se arriscaria a substituir Dilma se as pesquisas qualitativas mostrarem que
ele também perderia para Marina”, afirma Melo. “Assim, o PT manteria a
candidatura de Dilma em dois cenários: se a vitória dela for certa ou se a
derrota dela ou de Lula frente a Marina for inevitável.”
Outro
inconveniente a ser enfrentado por Lula numa eventual troca é que o
ex-presidente foi ao programa eleitoral na TV do partido garantindo ao eleitor
que Dilma faria um segundo mandato melhor do que o primeiro.
Ou
seja, como evitar o desgaste – e também o uso político por seus adversários –
junto ao eleitorado se Lula tentar salvar o PT de uma percepção de derrota pelo
comando do País, substituindo Dilma, sem conseguir passar a impressão de
fracasso do governo que ele endossou em 2010?
De
qualquer forma, lembra a Arko Advice em nota a seus clientes, até o prazo final
da troca, “Dilma terá que conviver com esse fantasma. Mais um elemento
perturbador justamente num momento crucial para sua campanha.”
Se
os resultados das pesquisas Ibope e Datafolha mostrarem, por acaso, uma
liderança de Marina ainda no primeiro turno e uma vantagem maior num eventual
segundo turno frente a Dilma, o fantasma do “Volta, Lula” rondará o PT com
força.
*
Fábio Alves é jornalista do Broadcast
domingo, 31 de agosto de 2014
Por que Marina?
Duas
semanas e duas pesquisas eleitorais após a trágica morte de Eduardo Campos,
Marina Silva se firma hoje como terceira e, quem diria, única via possível de
oposição à candidata do PT ao segundo mandato presidencial, Dilma Rousseff.
Segundo a última pesquisa do IBOPE, Marina aparece com 29% das intenções de
voto, dez pontos à frente de Aécio Neves, e apenas a cinco atrás de Dilma no
primeiro turno. No segundo turno, no entanto, a grande surpresa é seu
percentual de 45% das intenções de voto, expressivamente superior ao da
presidenta da República, que amarga preferência de apenas 36% dos eleitores.
Portanto, a pesquisa aponta, junto com a anterior da Datafolha, para a vitória
de Marina Silva nas eleições presidenciais.
Seria
de se esperar, é claro, que, quão mais forte se torna a candidata do PSB, mais
pesada se torna a investida de seus adversários contra sua empreitada política.
Chega a ser cômico a atual confluência de ideias da esquerda quanto da direita
no que se refere à candidatura de Marina. Ela acabou, afinal, conseguindo o que
ninguém nunca imaginou ser possível: uniu firmemente dois polos opostos do
espectro político em uma intensa campanha negativa contra sua pessoa.
sábado, 30 de agosto de 2014
Datafolha: Marina empata com Dilma e se elegerá no 2º turno.

Pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, apontou empate técnico, no primeiro turno, entre a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva na sucessão presidencial; ambas teriam 34%, contra 15% de Aécio Neves; no entanto, na simulação de segundo turno, Marina venceria, com dez pontos de vantagem (50% a 40%); nesta sexta, ela afirmou ainda que o povo brasileiro já elegeu um acadêmico, um operário e "há de eleger uma professora que veio do seringal da Amazônia"
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira confirmou uma tendência apontada, nesta semana, por outros dois levantamentos: um do Ibope, outro do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte. Se as eleições fossem hoje, Marina seria eleita presidente da República, no segundo turno. Ela venceria a presidente Dilma Rousseff com dez pontos de vantagem, por 50% a 40%.
No primeiro turno, Marina tem 34%, empatada com Dilma, que tem os mesmos 34%. O tucano Aécio Neves, por sua vez, caiu para 15%.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 48% a 40%.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Ibope: Marina assume liderança em SP e no DF
O
levantamento regional do Ibope aponta a presidenciável do PSB, Marina Silva, na
liderança em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e no Distrito
Federal.
Em
SP, a ex-ministra teria 35% dos votos, frente aos atuais 23% da presidente
Dilma Rousseff, e aos 19% do tucano Aécio Neves. No Estado, o PSB compõe chapa
com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), apesar da rejeição de Marina.
No
Distrito Federal, o Ibope apurou Marina com 35%, Dilma com 20% e Aécio com 18%.
No
Paraná e em Pernambuco, a ex-senadora estaria em situação de empate técnico com
a presidente. No reduto político de Eduardo Campos, Dilma liderava com 41%,
empatada com o ex-governador (37%). Agora é Marina quem tem 41%, contra 37% de
Dilma. Aécio não ultrapassa 3%.
No
Paraná, com três pontos de margem de erro, Marina, Dilma e Aécio estão
tecnicamente empatados com 29%, 28% e 24%, respectivamente.
A
presidente Dilma Rousseff ainda lidera no Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.
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