quarta-feira, 3 de setembro de 2014

IBOPE disputa acirrada: Dilma, 37%; Marina, 33%; Aécio, 15%


Em luta acirrada, presidente Dilma Rousseff cresce 3 pontos em pesquisa Ibope, na comparação com levantamento do dia 26; Marina Silva faz melhor, e sobe 4 pontos; na simulação de segundo turno, porém, diferença pró-Marina diminui dois pontos, ficando agora em 46% para ela e 39% para Dilma; variação está na margem estatística, mas indica que disputa ganha ares de palmo a palmo; Aécio Neves confirmou isolamento no terceiro lugar, mas segue com papel estratégico; avaliação do governo Dilma sobe de 34% para 36% e rejeição à presidente cai 5 pontos; pesquisa mantém caldeirão eleitoral em plena fervura

O porquê da Reforma Política

É cômodo condenar corrupção ou mesmo dizer que políticos “não nos representam”. Porém, para construir democracia real exige-se um passo a mais.

Por Guilherme Boulos
Se há um tema que não sai da pauta nacional é a corrupção. Escândalos se sucedem e bodes expiatórios são criados um após outro para acalmar os ânimos. A mídia denuncia, o público pede cabeças e vez ou outra alguma vai para a guilhotina. Nesse circo contínuo se alimenta a descrença do povo na política institucional. Descrença é verdade, que tem bases legítimas na história e no caráter do Estado brasileiro. Mas o viés que tem assumido leva a caminhos perigosos. “Militares no poder!”, “Varre vassourinha!”, “Vamos acabar com essa desordem!”. O discurso que tem se fortalecido é o da direita.

Números preocupam e Lula poderá substituir Dilma na disputa eleitoral


Por Fabio Alves*
O resultado das pesquisas de intenção de voto do Ibope e do Datafolha, que serão divulgadas nesta quarta-feira, 3, pode trazer de volta, num último ímpeto, o fantasma do “Volta, Lula”, ameaçando a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Até o dia 15 de setembro, o PT poderia trocar de candidato, substituindo Dilma pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E como se aproxima o prazo final dado pela legislação para uma troca de candidatos, em caso de renúncia, parcela da cúpula petista, além de boa parte dos militantes do “chão de fábrica”, pode fazer uma última investida no acalentado desejo de ver Lula concorrer à eleição presidencial.

Esse movimento voltou à ativa depois das últimas pesquisas Datafolha e Ibope, em particular a que mostrou Marina Silva, do PSB, empatada com Dilma na simulação do primeiro turno e vencendo com vantagem de dez pontos porcentuais num eventual segundo turno.

As pesquisas que serão divulgadas amanhã são cruciais.

Primeiro, porque elas medirão o impacto das duas primeiras semanas de propaganda eleitoral na TV e no rádio, período considerado suficiente para aferir a escolha do eleitor que estava indeciso ou que, porventura, iria anular seu voto.

Segundo, porque mostrarão se a tendência do forte ganho de Marina no apoio de eleitores consolidou-se ou se houve um desgaste com as recentes polêmicas envolvendo a candidatura do PSB, entre elas as acusações de uso de caixa dois para financiar o jato que transportava o ex-candidato Eduardo Campos; os ganhos com palestras proferidas por Marina nos últimos três anos; e os recuos dela no seu programa de governo, em particular aos direitos dos movimentos LGBT.

“Para setores do PT, só a volta do Lula salvaria a eleição para o partido neste momento”, diz o cientista político e professor do Insper, Carlos Melo.

Assim, faz sentido se setores do PT, via alguma instituição ou sindicato ligado ao partido, tivessem contratado pesquisas qualitativas para medir o potencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num cenário de embate direto com Marina Silva.

“O PT já tem medido a capacidade de Lula em atrair voto, mas ainda não mensurou essa capacidade numa disputa direta com a candidata do PSB”, argumenta Melo. Diante da proximidade do prazo legal para se fazer a troca de candidato, agora é o momento para realizar tal pesquisa e, dependendo do resultado, conseguir pressionar o partido inteiro por uma troca, diz ele.

Para os analistas da consultoria política Arko Advice, em relatório a clientes, os defensores do “Volta Lula”, ainda em minoria, acreditam que essa é a única forma de reverter o risco de derrota.

“A sensação no PT é de que é preciso fazer ‘algo grande’, pois se Dilma perder, o maior derrotado será Lula”, afirmam os analistas da Arko Advice.

Para eles, o ex-presidente tem grande prestígio junto ao eleitorado e deixou o governo com aprovação elevadíssima. Lula também conta com o apoio do setor empresarial, entidades sindicais e mercado financeiro, acrescentam.

“O problema é que mesmo a substituição de Dilma por Lula não necessariamente mudaria o quadro”, dizem os analistas da Arko Advice.

Na opinião de Carlos Melo, do Insper, a troca de candidatos do PT ainda tem como obstáculo o próprio Lula.

“Lula não se arriscaria a substituir Dilma se as pesquisas qualitativas mostrarem que ele também perderia para Marina”, afirma Melo. “Assim, o PT manteria a candidatura de Dilma em dois cenários: se a vitória dela for certa ou se a derrota dela ou de Lula frente a Marina for inevitável.”

Outro inconveniente a ser enfrentado por Lula numa eventual troca é que o ex-presidente foi ao programa eleitoral na TV do partido garantindo ao eleitor que Dilma faria um segundo mandato melhor do que o primeiro.

Ou seja, como evitar o desgaste – e também o uso político por seus adversários – junto ao eleitorado se Lula tentar salvar o PT de uma percepção de derrota pelo comando do País, substituindo Dilma, sem conseguir passar a impressão de fracasso do governo que ele endossou em 2010?

De qualquer forma, lembra a Arko Advice em nota a seus clientes, até o prazo final da troca, “Dilma terá que conviver com esse fantasma. Mais um elemento perturbador justamente num momento crucial para sua campanha.”

Se os resultados das pesquisas Ibope e Datafolha mostrarem, por acaso, uma liderança de Marina ainda no primeiro turno e uma vantagem maior num eventual segundo turno frente a Dilma, o fantasma do “Volta, Lula” rondará o PT com força.

* Fábio Alves é jornalista do Broadcast

domingo, 31 de agosto de 2014

Por que Marina?

Por Daniel Archer Duque* no Debates Culturais
Duas semanas e duas pesquisas eleitorais após a trágica morte de Eduardo Campos, Marina Silva se firma hoje como terceira e, quem diria, única via possível de oposição à candidata do PT ao segundo mandato presidencial, Dilma Rousseff. Segundo a última pesquisa do IBOPE, Marina aparece com 29% das intenções de voto, dez pontos à frente de Aécio Neves, e apenas a cinco atrás de Dilma no primeiro turno. No segundo turno, no entanto, a grande surpresa é seu percentual de 45% das intenções de voto, expressivamente superior ao da presidenta da República, que amarga preferência de apenas 36% dos eleitores. Portanto, a pesquisa aponta, junto com a anterior da Datafolha, para a vitória de Marina Silva nas eleições presidenciais.

Seria de se esperar, é claro, que, quão mais forte se torna a candidata do PSB, mais pesada se torna a investida de seus adversários contra sua empreitada política. Chega a ser cômico a atual confluência de ideias da esquerda quanto da direita no que se refere à candidatura de Marina. Ela acabou, afinal, conseguindo o que ninguém nunca imaginou ser possível: uniu firmemente dois polos opostos do espectro político em uma intensa campanha negativa contra sua pessoa.

sábado, 30 de agosto de 2014

Datafolha: Marina empata com Dilma e se elegerá no 2º turno.


Pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, apontou empate técnico, no primeiro turno, entre a presidente Dilma Rousseff e a ex-senadora Marina Silva na sucessão presidencial; ambas teriam 34%, contra 15% de Aécio Neves; no entanto, na simulação de segundo turno, Marina venceria, com dez pontos de vantagem (50% a 40%); nesta sexta, ela afirmou ainda que o povo brasileiro já elegeu um acadêmico, um operário e "há de eleger uma professora que veio do seringal da Amazônia"

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira confirmou uma tendência apontada, nesta semana, por outros dois levantamentos: um do Ibope, outro do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte. Se as eleições fossem hoje, Marina seria eleita presidente da República, no segundo turno. Ela venceria a presidente Dilma Rousseff com dez pontos de vantagem, por 50% a 40%.
No primeiro turno, Marina tem 34%, empatada com Dilma, que tem os mesmos 34%. O tucano Aécio Neves, por sua vez, caiu para 15%.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 48% a 40%.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ibope: Marina assume liderança em SP e no DF


O levantamento regional do Ibope aponta a presidenciável do PSB, Marina Silva, na liderança em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e no Distrito Federal.

Em SP, a ex-ministra teria 35% dos votos, frente aos atuais 23% da presidente Dilma Rousseff, e aos 19% do tucano Aécio Neves. No Estado, o PSB compõe chapa com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), apesar da rejeição de Marina.

No Distrito Federal, o Ibope apurou Marina com 35%, Dilma com 20% e Aécio com 18%.

No Paraná e em Pernambuco, a ex-senadora estaria em situação de empate técnico com a presidente. No reduto político de Eduardo Campos, Dilma liderava com 41%, empatada com o ex-governador (37%). Agora é Marina quem tem 41%, contra 37% de Dilma. Aécio não ultrapassa 3%.

No Paraná, com três pontos de margem de erro, Marina, Dilma e Aécio estão tecnicamente empatados com 29%, 28% e 24%, respectivamente.

A presidente Dilma Rousseff ainda lidera no Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.

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