terça-feira, 23 de julho de 2013

Um mês depois, 'voz das ruas' é esquecida pelo Congresso

Após acelerar trabalhos sob pressão, Congresso emperra reforma política e adia propostas para saúde, educação e que mexem com interesses dos parlamentares
Dilma Rousseff no lançamento do programa Mais Médicos
por Rede Brasil Atual
Um mês após a presidenta Dilma Rousseff ir à televisão propor em cadeia nacional os cinco pactos como resposta às manifestações de junho, um balanço do trabalho do Congresso Nacional mostra que os protestos foram gradualmente esquecidos por deputados e senadores. Se não fizeram ouvidos moucos à "voz das ruas" nas primeiras semanas, em meio a uma pressão social mais clara, líderes do Legislativo parecem agora trabalhar para um retorno à "normalidade", especialmente se isso representar uma nova desconexão entre a vontade popular e a vida partidária tradicional.

"Não basta diálogo, tem que atender demandas"

Foi aberta a discussão entre a sociedade civil e o ministério de Paulo Bernardo. Basta saber a disposição em traduzi-la em política concreta. Por Coletivo Intervozes
Paulo Bernardo, ministro das Comunicações
por Coletivo Intervozes, no Carta Capital.
Foram, praticamente, dois anos de indisposição do Ministério das Comunicações (MiniCom) em estabelecer um espaço institucionalizado de discussão com os movimentos e entidades da sociedade civil para tratar das políticas de comunicação do governo federal. A proposta de criar uma mesa de diálogo para discutir esses temas, em especial o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), quase se estabeleceu em 2011, quando o ministro interrompeu a iniciativa diante da notícia de que os movimentos sociais preparavam um ato para criticar os acordos assinados com as teles para a oferta de planos de banda larga popular, na época, recentes.

Manifestações no Brasil mostram que governos devem envolver jovens no debate político, diz enviado da ONU

Agência Brasil
O enviado especial para a Juventude do Secretariado-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ahmad Alhendawi, disse hoje (23) que as manifestações ocorridas no Brasil nas últimas semanas mostram a necessidade de envolver os jovens no debate político. Alhendawi veio ao Rio de Janeiro para se encontrar com participantes da Jornada Mundial da Juventude.
“Os jovens estão mostrando que eles precisam ser diretamente envolvidos nas políticas que afetam suas vidas. E esse envolvimento precisa ser diário. Com as mídias sociais, os jovens reagem, comentam tudo. E eles querem fazer o mesmo com o governo e com as políticas que afetam suas vidas. O trabalho de governantes nunca foi fácil, mas está ainda mais difícil agora. É preciso se abrir, engajar o cidadão”, disse.
O encontro de Alhendawi com jovens participantes da JMJ ocorreu na manhã de hoje, na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, na zona sul da cidade.

MEC institui política nacional para criar mais cursos de medicina no país

Agência Brasil
O Ministério da Educação instituiu uma política nacional de expansão para incentivar a criação de cursos de graduação em medicina, em instituições federais de educação superior e a ampliação de vagas nos cursos já existentes. O atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) deverá ser o elemento central do projeto pedagógico do curso. A expansão ocorre no âmbito do Programa Mais Médicos que tem, entre os objetivos, expandir o número de vagas de medicina e levar médicos para o interior do país.

Papa ficou retido em engarrafamento por escolha do Vaticano, dizem prefeitura e Ministério da Justiça

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A retenção do comboio que levava o papa Francisco da Base Aérea do Galeão ao centro do Rio de Janeiro em um engarrafamento, na tarde de ontem (22), decorreu de uma escolha do próprio Vaticano. A informação foi divulgada em nota conjunta da prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça.
“A retenção ocorrida na Avenida Presidente Vargas decorreu de uma série de fatores, em especial, opções do próprio Vaticano, relativas à visibilidade e ao contato com os peregrinos, manifestadas pelo papa. A velocidade reduzida do comboio e a janela do veículo aberta são fatos que demonstram o perfil do pontífice e incentivam a aproximação dos fiéis”, diz a nota.

Profissionais protestam em 12 estados contra o Programa Mais Médicos

A Federação Nacional dos Médicos (Fenam) informa que médicos de pelo menos 12 estados vão fazer hoje (23) manifestações contra o Programa Mais Médicos. Segundo a entidade, haverá também paralisação no atendimento. As atitudes são ainda uma reação aos vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei que regulamenta a medicina, conhecido como Ato Médico.

Os médicos da Bahia adiantam que vai haver paralisação do atendimento nas redes pública e privada. Profissionais do Distrito Federal vão usar preto, como forma de demonstrar luto, e farão uma operação padrão no atendimento nas redes pública e privada.

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