sábado, 3 de novembro de 2012

Marca do governo Dilma, Brasil Sem Miséria é alvo de fraudes pelo país


No Pará, prefeito é investigado por entregar casas a pessoas fora da faixa dos beneficiados


REDENÇÃO (PA) E RIO - “Não queria luxo, não. Só sair do aluguel. Aluguel vence muito ligeiro”, diz Maria do Socorro Ribeiro, de 31 anos, inscrita no programa Minha Casa Minha Vida, no município de Redenção, no Pará, e não contemplada com uma das 500 casas entregues em 29 de março deste ano. Socorro vive com os filhos de 9 e 14 anos e o marido, servente de pedreiro que luta contra um glaucoma que já cegou um olho. Com problema crônico nos rins, ela deve mais de R$ 500 de aluguel e só não foi despejada porque a proprietária do imóvel tem “pena de botar para fora”. O Bolsa Família de R$ 134 por mês é o que sustenta os quatro. E a pouca comida chega à mesa graças às cinco galinhas que cria.

— A casa ia mudar tudo. Não é que a gente ia ter mais dinheiro. Ia ter sossego — diz.
Enquanto Socorro sonha com a casa própria, o primeiro empreendimento do Minha Casa Minha Vida em Redenção é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). A suspeita é que as casas foram usadas como moeda eleitoral pelo prefeito Wagner Fontes (PTB), que tentou se reeleger, mas perdeu no primeiro turno para Vanderlei Coimbra Noleto (PRP).

O Minha Casa Minha Vida, para famílias que recebem de 0 a 3 salários mínimos, é um dos programas voltados para o público-alvo do Brasil Sem Miséria, plano lançado em 2011 como carro-chefe do governo Dilma Rousseff e que reúne ações como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Em todo o Brasil, até 15 de outubro, mais de 300 mil unidades foram entregues nessa faixa de renda. Mas o plano — criado para tirar 16,2 milhões de pessoas que ainda vivem abaixo da linha de pobreza extrema, isto é, com renda mensal inferior a R$ 70 — enfrenta uma série de fraudes investigadas por MP, PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), como mostra levantamento do GLOBO nos órgãos de controle.

País afora, o Brasil Sem Miséria é alvo de fraudes comandadas por pessoas que deveriam zelar pela boa execução do programa — mas se transformaram em exploradores da miséria e não se constrangem em ludibriar os que estão no extremo da pobreza, para quem falta até comida.

Na Paraíba, um esquema envolvendo o Programa do Leite desviou milhões, enquanto famílias recebiam leite adulterado. Em Mato Grosso do Sul, um gato recebeu o Bolsa Família. E, pelo país, são comuns casos em que pessoas sem o perfil dos programas foram neles incluídas, enquanto outras que realmente precisam estão de fora. Nos últimos seis meses, O GLOBO garimpou nas cinco regiões brasileiras exemplos dessas fraudes, que miram a verba pública do Brasil Sem Miséria mas atingem o brasileiro mais miserável. Elas são o tema da série de reportagens publicada a partir de hoje.

Embora enfrente problemas, o Brasil Sem Miséria, que este ano teve orçamento de R$ 28,26 bilhões, tem sido a garantia de vida melhor para famílias como a de José Carlos Sousa, de 25 anos. Ele vive em Redenção, com a mulher e o filho de 5 anos, e viu a vida mudar desde que trocou um quartinho mofado por uma casa de dois quartos, sala, cozinha e banheiro no Jardim América II, onde estão as unidades do Minha Casa Minha Vida.

Cunhada do prefeito ganha casa
Na cidade paraense de Redenção, diz a PF, além de usar o Minha Casa como moeda eleitoral, a prefeitura entregou unidades para pessoas que não estavam na faixa de 0 a 3 salários mínimos. Por lá, até a cunhada do prefeito foi contemplada.

— Levantamos, por meio de provas testemunhais e documentais, que o prefeito dividiu o número de casas financiadas pelo Minha Casa Minha Vida em cotas, distribuídas entre os secretários e os ocupantes de cargos da administração municipal. Eles encaminhavam e indicavam pessoas a serem beneficiadas, em troca de apoio político aos candidatos ligados ao prefeito — diz Luís Felipe da Silva, delegado da PF. — O inquérito já constatou que existem pessoas com vários imóveis e veículos próprios, com renda razoável, e ainda assim beneficiadas.

Em fevereiro, a entrega das casas foi suspensa pela Justiça Federal, que decidiu a favor de representação do MPF. O juiz da 9ª Vara Federal de Redenção determinou que o prefeito não realizasse o sorteio, antes da entrega das chaves. Em março, no entanto, a Justiça Federal liberou a entrega dos imóveis.

— As denúncias são falsas. É o grupo político adversário que fala que as casas foram entregues em troca de voto. Se aconteceu, eu não fiquei sabendo — diz o prefeito Wagner Fontes, que recebeu a equipe do GLOBO em seu gabinete e a coagiu e ameaçou quando soube o teor da reportagem.

No encontro, Fontes chegou a dizer que “se (alguém) falar mal a fim de difamar, pode ser que amanhã ou depois esteja morto”, e contou a história de um blogueiro da região que “sumiu”. A ameaça foi registrada na PF de Redenção.

Segundo o Ministério das Cidades, responsável pelo Minha Casa, a “escolha dos beneficiários é da responsabilidade da prefeitura, que estabelece os critérios aprovados pelo Conselho Municipal e está sujeito à fiscalização dos órgãos de controle”. O município é ainda o responsável pelo cadastramento, e “os dados dos candidatos são verificados pela Caixa Econômica Federal”. Em caso de “comprovada irregularidade, a Caixa requer a rescisão do contrato”.

Em Redenção, a PF investiga se as pessoas encaminhadas por Elcir Lustosa, então chefe de gabinete, e contempladas com o imóvel podiam mesmo ser beneficiadas. À polícia, Jardel Teles, gestor do Bolsa Família no município, disse que alguns não se enquadravam no perfil exigido. Também à PF, servidores da prefeitura disseram que em 2011 o então secretário de Meio Ambiente, Lázaro Marinho, esteve no Departamento de Trânsito Municipal acompanhado de um funcionário da secretaria. Ele teria dito que Marinho “possuía cinco casas para serem distribuídas”.

No inquérito, a PF investiga se Creuza de Jesus Lopes de Oliveira, cunhada de Wagner Fontes e nomeada por ele para a Comissão de Habitação (portaria 154/2011) — que tem como atribuição selecionar beneficiários do Minha Casa —, teria direito a um dos imóveis. A polícia já sabe que a servidora pública vive com Vanderlã Monteiro Fontes, irmão do prefeito, em uma casa cedida há oito anos por Wagner Fontes, no setor Santa Tereza, área central da cidade. E que, mesmo tendo recebido as chaves em 29 de março, até julho não havia se mudado.

Segundo o ministério, os donos dos imóveis têm 30 dias para ocupar as casas. “A não ocupação no prazo implica rescisão de pleno direito do contrato de venda e compra. Quando comprovado que o beneficiário não ocupou por motivo alheio à vontade, o prazo pode ser estendido.”
Procurada, Creuza não explicou por que não havia se mudado — “não é da sua conta” — e afirmou que “nunca” fez parte da Comissão de Habitação. O prefeito confirmou que a nomeou para a comissão. Disse que a “demitiu” e que nova comissão foi criada. O advogado da prefeitura e o assessor especial do gabinete ficaram de enviar esse documento, mas isso não ocorreu até o fechamento da edição.

— Ela vive com meu irmão, com quem tem um filho, e eu dei a eles uma casa — diz Fontes. — Entregamos 500 casas e eu soube de duas ou três situações que me contrariaram. Creuza ganhou e fiquei contrariado. Eu não sabia que fez o cadastro.

Segundo o ministério, servidores públicos podem ser beneficiados desde que estejam na faixa de renda determinada. A PF investiga se Creuza tem mesmo renda entre 0 e 3 salários.

Mesmo investigado, Fontes, de olho na reeleição, determinou no segundo semestre o cadastramento de mais três mil pessoas no Minha Casa e prometeu mil casas. Não contou que o governo federal ainda analisa dois novos projetos, que somam 893 unidades. Por isso, seguindo determinação do MP Eleitoral, a PF instaurou novo inquérito em 28 de setembro. E apura suposto crime de corrupção eleitoral.

— A investigação apura novas denúncias de uso do programa como instrumento para obter votos — conta o delegado Luís Felipe da Silva.

Mensalão tucano: sem punição para o ex-ministro Walfrido Guia


Em 3 semanas, quando faz 70 anos, ele terá acusações prescritas na ação que corre em MG


BELO HORIZONTE O político mais influente na condição de réu do mensalão que envolveu tucanos em Minas Gerais não vai ser punido por seu envolvimento com o episódio. Ex-ministro do Turismo, aliado número um de petistas, tucanos e socialistas em Minas Gerais, Walfrido dos Mares Guia completa 70 anos daqui a três semanas e, a partir daí, estarão prescritas as acusações de peculato e lavagem de dinheiro contra ele em tramitação na Justiça estadual. Walfrido havia sido denunciado por sua participação na campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas, em 1998. Para que réus com a sua idade pudessem ser condenados, a denúncia deveria ter sido apresentada até 2006, o que não ocorreu.

O empresário Walfrido dos Mares Guia não chegou a ser denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) no mensalão do PT durante o governo Lula. Mas estava na reunião com Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto quando o então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) alertou o então presidente da República sobre a distribuição de recursos a parlamentares por meio de Marcos Valério.

No processo em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Walfrido admite ter ocorrido o diálogo e a conversa. A menção ao esquema montado por Valério, na reunião às vésperas de o escândalo estourar, não foi para ele motivo de surpresa. Pois foi por meio de Valério que Walfrido pagou R$ 507 mil de uma dívida de Azeredo com seu tesoureiro de campanha, Cláudio Mourão.

A operação se deu assim: Azeredo devia R$ 700 mil à empresa locadora de veículos dos filhos de Mourão, que resolveu cobrar quatro anos depois. Quem pagou a dívida para ele? Valério. Uma semana depois, Walfrido depositou R$ 507 mil na conta de Valério como forma de saldar parte da dívida do ex-governador. Para isso, conseguiu o dinheiro por meio de um empréstimo obtido para sua empresa junto ao Banco Rural, onde os avalistas eram ele próprio e Azeredo. O empréstimo foi quitado por Walfrido três meses depois, com recursos de sua conta no Banque Nationale de Paris. A Polícia Federal não conseguiu rastrear a origem desse dinheiro.

Para o Ministério Público, pagar Cláudio Mourão em 2002 era uma forma de evitar que ele denunciasse o esquema montado pela campanha de Azeredo em 1998 para desviar recursos públicos para sua campanha a governador, com ajuda de Valério. Pelo menos R$ 3,5 milhões repassados por estatais mineiras às agências publicitárias de Valério, a título de patrocínio de eventos esportivos, foram usados para cobrir despesas da campanha, apurou a Polícia Federal. Ao aceitar denúncia contra Azeredo, o ministro do STF Joaquim Barbosa destacou que, se a dívida de Mourão com Azeredo tivesse sido contraída de forma lícita, não haveria necessidade de quitá-la usando-se da intermediação de pessoas.

A denúncia contra os réus do mensalão tucano em Minas, um esquema revelado pelo GLOBO em 2005, foi apresentada em 2007, nove anos após a ocorrência dos crimes atribuídos a eles. O prazo de prescrição é de 16 anos, mas cai pela metade para o réu que atinge 70 anos, caso de Walfrido. Seus advogados devem pedir o arquivamento da denúncia contra ele após o seu aniversário, e representantes do Ministério Público de Minas admitem que terão que concordar com o pedido. Ao advogado, Walfrido diz que gostaria que a tramitação do processo tivesse sido mais ágil, para provar sua inocência.

Walfrido admite ter sido o coordenador-geral da campanha vitoriosa de Azeredo ao governo em 1994, quando ele foi eleito vice-governador. Mas nega ter cumprido o mesmo papel em 1998, quando teria, segundo sua defesa, “se embrenhado em sua própria campanha a deputado federal”, mantendo-se “distanciado do comando central da campanha e de sua administração”. Para a PGR, não era bem assim. Prova disso seriam dois esboços manuscritos que trazem em sua letra estimativas de gastos do primeiro e do segundo turnos, demonstração de “sua atuação estável ao longo da disputa eleitoral”, segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Em depoimento, Cláudio Mourão assume o papel de tesoureiro oficial, mas diz que Walfrido tinha papel central na campanha. O mesmo está registrado nos autos por Clésio Andrade que, na ocasião, assumiu o lugar de vice na chapa de Azeredo à reeleição.

Paulo Vasconcelos, um dos responsáveis pela comunicação da campanha, diz que foi convidado por Walfrido a participar. No segundo turno, quem ligou para o tucano Amilcar Martins, aliado do adversário daquele pleito, Itamar Franco (PMDB), pedindo apoio, foi Walfrido. Ao enviar proposta do plano de comunicação da campanha, Zilmar Fernandes, assessora de Duda Mendonça, encaminhou a correspondência para quem? Walfrido. O texto cita o valor real do serviço (R$ 4,5 mil) e o que seria registrado oficialmente na prestação de contas da campanha (R$ 700 mil). Assim como no mensalão do PT, Duda recebeu recursos por meio de Valério, dinheiro cuja origem é um empréstimo de R$ 9 milhões do Banco Rural. Para a PGR, um empréstimo simulado.

Sobre a carta de Duda, a defesa de Walfrido alega que sua participação “resumiu-se a encaminhar a carta para o comitê”. Cita a informação de que a maioria das testemunhas do processo diz não tê-lo conhecido na campanha. Trata Walfrido como “avis rara no meio político” para justificar o manuscrito com as informações financeiras da campanha de 98, dizendo que ele “opinou, orçou, avaliou”, mas “nada concretamente planejou ou executou”. “Suas análises técnicas desapaixonadas eram buscadas por muitos, aliados e nem tão aliados; amigos e não tão amigos. Sua capacidade de dimensionar quantitativamente uma campanha, inclusive orçando os custos respectivos, tornou-se legendária em sua terra”, escreveu o advogado Arnaldo Malheiros na tentativa de desvincular seu cliente da campanha.

Sobre o pagamento feito por seu cliente a Valério para pagar a dívida de Azeredo, Malheiros também explica, citando a Samos Participações Ltda, empresa de Walfrido: “Não significa que (Walfrido) tenha carregado fardos de papel-moeda ao guichê. Na verdade, o requerente, em seu escritório, assinou ordem para que se depositasse o valor de empréstimo que estava sendo dado à Samos na conta do credor de seu amigo”.

Em 2010, Walfrido saiu de Minas para comemorar o aniversário na sala privada do restaurante Fasano, em São Paulo. Foi uma festa menor, afinal, dois anos antes, havia convidado os amigos para comemorar o aniversário da esposa no restaurante Caviar Kaspia, em Paris. No ano passado, ele celebrou os 69 anos em almoço para convidados em Minas Gerais.

— O Walfrido adora o aniversário, não é? Ainda não sabemos como vamos comemorar — disse ao GLOBO sua mulher Sheila dos Mares Guia. Meia hora depois, a assessoria do ex-ministro ligou para dizer que “não haverá grande festa, apenas uma coisa íntima, com a família”.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sumo de Limão + Bicarbonato é 10.000 vezes mais potente do que a quimioterapia




Tomar limonada como água todos os dias, acrescentando uma colherinha de bicarbonato é melhor.

O Limão (Citrus limonun Risso, Citrus limon (L.) Burm., Citrus medica) é um produto milagroso para matar as células cancerosas.
 É 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia.

Por que isto não é divulgado?
Porque há organizações interessadas em encontrar uma versão sintética que lhes permita obter lucros fabulosos. Mas, a partir de agora você pode ajudar um amigo que precise informando-lhe que deve beber sumo de limão com bicarbonato de sódio para prevenir a doença. Seu sabor é agradável. E, é claro, não produz os efeitos terríveis da quimioterapia. E se você tiver lugar plante u m pé de limão no seu quintal ou jardim. Todas as partes da árvore são úteis.

A próxima vez que você quiser beber um sumo, peça ou faça-o de limão natural, sem conservantes.
Quantas pessoas morrem, enquanto este segredo tem sido bem guardado só para não colocar em risco as utilidades multi bilionárias de grandes corporações?

Como você bem sabe o limoeiro é uma árvore pequena e baixa. Não ocupa muito espaço. É conhecido pelo nome de limoeiro, pé de limão, lima (em alguns lugares), limona (cat) limoiaritz (eusk).

É uma fruta cítrica que vem em diferentes formas. Sua polpa pode ser consumida diretamente ou é usada normalmente para fazer bebidas, sorvetes, doces e assim por diante.

O interesse desta planta é devido a seus fortes efeitos anti-cancerígenos. E embora lhe sejam atribuídas muitas outras propriedades, o mais interessante sobre ele é o efeito que produz sobre os quistos e tumores.
Esta planta é um remédio comprovado contra o cancro de todos os tipos e o bicarbonato vai mudar o Ph do seu organismo. Alguns dizem que é de grande utilidade em todas as formas de cancro.

É considerado também como um agente anti-microbiano de amplo espectro contra infecções bacterianas e fungos que vivem em lugares ácidos. Acrescentando bicarbonato de sódio em sua limonada você altera o Ph do seu organismo; é eficaz contra parasitas internos e vermes, regula a pressão arterial elevada e é
antidepressivo, combate a tensão e os distúrbios nervosos.

A fonte desta informação é fascinante: ela vem de um dos maiores fabricantes de remédios do mundo, que afirma que depois de mais de 20 testes de laboratório realizados desde 1970, ficou provado que o extrato:

1 - Destrói as células malignas em 12 tipos de câncer, incluindo cancro de cólon, de mama, de próstata, de pulmão e do pâncreas ...
2 - Os compostos desta árvore mostraram atuar 10.000 vezes melhor, retardando o crescimento das células cancerosas do que a adriamicina, uma droga quimioterápica, normalmente utilizada no mundo.
3 - E o que é ainda mais surpreendente: este tipo de terapia, com o extracto do limão e bicarbonato, destrói apenas as células malignas do câncer e não afeta as células saudáveis.

Instituto de Ciências da Saúde, L.L.C. 819 N. Charles Street
Baltimore, MD 1201

Leia também (aqui) uma postagem adversa a essa. Mas não deixe de ler também os comentários daquela.  

Toxina de veneno de cascavel é eficaz contra câncer, indica estudo do Butantan

Substância parece aumentar expectativa de vida em pacientes com tumores de pele; estudo foi feito em ratos



Uma substância extraída do veneno da cascavel pode aumentar a expectativa de vida de pacientes com câncer de pele, segundo experimentos realizados por pesquisadores brasileiros, por enquanto em ratos de laboratório.
A cromatina, uma proteína isolada do veneno desta serpente sul-americana, aumentou em até 70% a sobrevivência de ratos com câncer de pele (melanoma), informou nesta quinta-feira o Instituto Butantan, responsável pela descoberta.

A proteína também ajudou a retardar significativamente o desenvolvimento do tumor ou inclusive a inibir sua formação totalmente, segundo o Butantã, instituto vinculado à Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.
Os responsáveis pelo estudo inédito descobriram que a proteína é capaz de induzir a morte das células, mas que sua ação tóxica é exclusiva sobre as células do melanoma, ou seja, que não afeta outras células do organismo.

O Instituto Butantan, um organismo especializado no estudo de animais venenosos como serpentes, aranhas e escorpião, se destacou pelo desenvolvimento de diferentes remédios e vacinas a partir de substâncias extraídas dos venenos.
Segundo os pesquisadores do Butantan, a cromatina tem grandes vantagens em comparação com outras drogas para tratar o câncer devido a que é facilmente solúvel em diferentes substâncias e a que não provoca graves reações alérgicas.

A substância, além disso, aparentemente não interfere no processo de divisão celular das células normais, ao contrário de outras drogas anticancerígenas, que se acumulam dentro do tumor.
Isso devido a que a cromatina apenas permanece por 24 horas dentro do tumor.
Essa mesma característica, segundo o Butantã, permite pensar no desenvolvimento de uma futura droga que apenas teria que ser aplicada em uma dose diária para tratar o câncer.

Como a substância diferencia as células cancerígenas das normais, os pesquisadores também a estão testando como ferramenta biotecnológica para detectar essas diferenças e ajudar no desenvolvimento de novos remédios de combate ao câncer.
"Dessa forma demonstramos que a cromatina serve como protótipo para o desenvolvimento de novas drogas com propriedades parecidas", explicou a pesquisadora Irina Kerkis, coordenadora do projeto, em declarações citadas no comunicado.

Os pesquisadores admitem que ainda é preciso realizar outros testes em animais e até em humanos para pensar na possibilidade do desenvolvimento de um novo fármaco.
A prioridade, no entanto, é poder sintetizar a proteína, ou seja, produzi-la em laboratório sem ter de extraí-la do veneno, antes de experimentá-la em humanos.
"A partir de então poderemos realizar os testes clínicos (com humanos), desde que todos os resultados sejam bem-sucedidos. Poderemos ter remédios contra o melanoma e outros tipos de câncer em até cinco anos", segundo Irina.

Calculadora do Cidadão já tem versão para uso em celular


Brasília – Os consumidores já têm disponível uma nova ferramenta para usar no celular que permite calcular rendimento de investimentos ou gastos com juros no pagamento de crédito parcelado.


A versão para celular da Calculadora do Cidadão, do Banco Central (BC), está disponível para download gratuito pela App Store e pelo Google Play para os aparelhos que utilizam os sistemas IOS e Android.

A Calculadora do Cidadão está disponível no site do BC desde 2006. A instituição explicou que no site e, agora, pelo celular é possível calcular quanto um investimento renderá no futuro, quantas parcelas serão necessárias para quitar uma dívida, descobrir qual será o valor gasto com juros no pagamento parcelado de um crédito ou ainda estimar a correção de um montante pela poupança com base em diversos indicadores econômicos.

Para fazer esses cálculos, existem quatro opções. Uma delas é aplicação com depósitos regulares, que permite simular os rendimentos de um investimento, ao informar a taxa de juros e o período em que serão feitos os depósitos regulares.

Na opção financiamento com prestações fixas, o consumidor pode obter o valor financiado, a taxa de juros, o prazo e o valor da prestação. Para isso, será preciso digitar três dessas informações.

O consumidor também pode calcular o valor futuro de um capital, após período e taxa de juros determinados.

Já na opção correção de valores, é possível comparar valores monetários referidos em períodos diferentes, a partir da utilização de índices de preços ou de taxas de juros de referência, como a Selic e Taxa Referencial (TR).

Kelly Oliveira - Agência Brasil - Edição: Juliana Andrade

Vítimas da ditadura recebem homenagens em cemitério paulista



São Paulo – Mortos e desaparecidos durante o período da ditadura militar na capital paulista foram homenageados hoje (2), Dia de Finados. Um ato ecumênico foi celebrado no Cemitério de Vila Formosa, na zona leste, onde as vítimas da repressão teriam sido deixadas de forma clandestina em valas comuns.

Parentes e amigos deram depoimentos e depositaram flores sobre um dos locais onde os corpos podem ter sido enterrados. “Estou muito emocionada porque aqui embaixo dos nossos pés estão muitos companheiros, entre eles o meu irmão”, disse Denise Crispim, irmã de Joelson Crispim, um dos mortos da ditadura.

Outro parente que deu seu depoimento foi Gregório Gomes da Silva, filho de Virgílio Gomes da Silva. “Hoje, Dia de Finados, estamos os vivos aqui rendendo homenagens aos nossos mortos, desaparecidos. Muitos provavelmente estão nesse mesmo solo que estamos pisando, um pouco esquecidos”, disse.

O ato recebeu apoio da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, que investiga os crimes cometidos por agentes de estado durante a ditadura militar. Além do Cemitério de Vila Formosa, outros dois  cemitérios da capital paulista, em Perus (zona oeste) e em Parelheiros (zona sul), podem ter recebido corpos de vítimas da ditadura.

“Esperamos que a Comissão da Verdade realmente investigue esses casos, busque esclarecimentos de quem sequestrou, de quem torturou, de quem matou e [para] onde foram os restos mortais, quem os ocultou. E responsabilizar todos os agentes do estado que fizeram essa brutalidade”, destacou Amelinha Teles, que atua na Comissão Estadual da Verdade.

Dimas Dias de Oliveira, irmão de Isis Dias de Oliveira, outra vítima da ditadura que pode ter sido deixada no Cemitério de Vila Formosa, espera que a Comissão traga esclarecimentos. “Tenho grande esperança de que finalmente a verdade sobre a minha irmã, não a verdade oficial, mas o paradeiro, seja finalmente conhecido. O que nós queremos é que a verdade seja oficializada”, disse.

Durante a cerimônia, também receberam homenagens os mortos pela ditadura Antonio Raymundo Lucena, José Maria Ferreira Araújo, Antônio dos Três Reis de Oliveira e Alceri Maria Gomes da Silva.

Fernanda Cruz - Agência Brasil - Edição: Andréa Quintiere

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