segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Russomanno diz que realidade do PRB não se resume à Igreja Universal

Candidato, em sabatina, disse que gostaria de uma igreja em cada quarteirão de SP
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse, durante sabatina do portal UOL e do jornal Folha de S. Paulo, que a realidade de seu partido “não se resume à Igreja Universal”, ao ser questionado sobre uma eventual participação da igreja em seu governo, caso seja eleito.

Ele afirmou, ainda, que gostaria que São Paulo tivesse uma igreja em cada quarteirão e negou que Paulo Maluf seja seu padrinho político. Disse, também, que não existe em São Paulo polarização entre PT e PSDB.

- A realidade do PRB não se resume à Igreja Universal. Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo – disse, lembrando que o PRB foi fundado pelo ex-vice-presidente José Alencar, “um católico”.

Sobre Paulo Maluf, Russomanno foi enfático:
- Ele não é meu padrinho, nunca foi e nunca será. Em todas as minhas eleições, eu fiz votação necessária para me eleger sozinho.

Na sabatina, marcada por discussões entre o candidato e jornalistas, Russomanno apresentou propostas para a saúde e falou que pretende fazer com que toda a população de São Paulo tenha acesso à internet. Disse, ainda, que tem tempo “necessário” na tevê para apresentar suas propostas, e que em São Paulo não existe polarização entre PT e PSDB.
- Tivemos a experiência de um presidente eleito com 1m30 de televisão – disse, se referindo a Fernando Collor.

Sobre supostas ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Russomanno desmentiu matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, dizendo que está processando o jornalista responsável. A matéria acusa o candidato do PRB de corrupção, baseada em escutas telefônicas. Ele disse que as escutas telefônicas foram realizadas até 2011, mas o jornal fala que as ligações são deste ano.
- O jornalista vai responder criminalmente por um documento que não existe. Abri meu sigilo bancário e telefônico, não tenho nada para esconder. Quero que provem qualquer ligação minha com esse relatório ou com o Cachoeira – disse.

Igreja Universal inaugura sistema de doações via Facebook


Fiéis podem utilizar cartão de crédito para pagar dízimo ou ajudar auxiliares de Edir Macedo



A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) acaba de inaugurar um sistema de doações via Facebook. De acordo com a igreja, o aplicativo Doações Iurd “é seguro e permite transações totalmente on-line”, além de pioneiro no país. Na página da Universal na rede social, um vídeo explica didaticamente como o fiel pode fazer a doação, através de três passos “simples”.

O primeiro deles é a escolha da forma de pagamento (cartão de crédito ou boleto bancário). Em seguida, estão as opções de doação: dízimo, oferta para a construção do Templo, oferta para evangelização em rádio e televisão, auxiliares do Bispo (Edir) Macedo e voto com Deus. Para finalizar, o doador deve preencher um cadastro com seus dados, além de escolher o valor (mínimo de R$ 20). O sistema é similar ao das cobranças por jogos e aplicativos do próprio Facebook.

“Um novo sistema tecnológico de doações faz da Igreja Universal do Reino de Deus uma pioneira nesse quesito”, diz a introdução do vídeo postado na página da Iurd no Facebook.

No release de apresentação, divulgado no site “Arca Universal”, o texto diz que a doação voluntária “pode ser realizada em qualquer parte do mundo via cartão de crédito, sem burocracias”.

Além da página do Facebook, doações dos fiéis internautas também podem ser feitas pelos sites “Arca Universal” e “Iurd TV”. Em todos os casos, os doadores têm de seguir os mesmos três passos antes de finalizar a contribuição.

Rosa Weber vota pela condenação de João Paulo, Valério e mais 3 no mensalão


A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber votou nesta segunda-feira pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), do publicitário Marcos Valério, seus dois ex-sócios e do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção e peculato.

A ministra seguiu em parte o voto do relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa. Com isso, são dois votos pela condenação do deputado e um pela absolvição, que foi colocado pelo revisor, ministro Ricardo Lewandowski. Oito ministros ainda precisam votar. A leitura do voto dela sobre os casos levou cerca de meia hora.

A ministra seguiu entendimento de Barbosa, para quem o petista, então presidente da Câmara, favoreceu a agência usada no valerioduto em contratos da Casa e recebeu em troca uma propina de R$ 50 mil.

Rosa Weber, no entanto, absolveu o deputado da segunda acusação de peculato, relacionada à contratação feita por João Paulo Cunha, quando presidente da Câmara (2003-2004), da empresa do jornalista Luis Costa Pinto.

A acusação diz que houve desvio de dinheiro público, já que a empresa teria prestado assessoria pessoal para ele.[

Ao comentar a conduta de João Paulo, a ministra disse que "quanto à corrupção passiva, não importa o destino dado ao dinheiro, se destino foi pessoal ou para dívidas de campanha, qualquer hipótese não deixa de ser vantagem indevida", disse.
Hoje candidato à Prefeitura de Osasco, em 2003, quando era presidente da Câmara, João Paulo mandou a mulher buscar R$ 50 mil em uma agência do Banco Rural, segundo a denúncia.

O dinheiro era de uma empresa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo Ministério Público de distribuir dinheiro a políticos do PT e outros partidos para garantir apoio no Congresso ao governo Lula.
Logo depois do saque, a Câmara assinou um contrato de R$ 10 milhões com uma das agências de propaganda de Marcos Valério.

Barbosa votou, na semana passada, pela condenação de João Paulo pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Lewandowski rejeitou todas estas acusações.
A ministra deixou para analisar em outro momento a denúncia de lavagem de dinheiro contra os réus. "Como a ocultação ou dissimulação da lavagem é nada mais que um iceberg, a ponta de um esquema criminoso de proporções mais amplas, penso que o exame das imputações do crime de lavagem há que ser deixado para um segundo momento", disse.

BANCO DO BRASIL
No caso do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, Rosa Weber seguiu o relator e o revisor do processo e votou pela sua condenação.
Ela acatou a condenação de Pizzolato por corrupção passiva e peculato. No Supremo, quando não há divergência entre relator e revisor, a tradição é para que os outros ministros sigam os votos.

Pizzolato é acusado de desviar para Valério R$ 73 milhões do fundo Visanet, criado para promover a bandeira de cartões Visa e controlado pelo BB com outros bancos. Os repasses do Visanet são descritos pela acusação como a principal fonte do dinheiro do mensalão.
A ministra também seguiu os votos em relação a Valério e seus dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Os ministros votaram pela condenação dos réus por corrupção ativa e peculato.

Com relação ao ex-ministro Luiz Gushiken, acusado de determinar os repasses autorizados por Pizzolato, os três ministros votaram pela absolvição, seguindo o que o próprio Ministério Público indicou em suas alegações finais.

Parlamentares condenados pelo STF nunca cumpriram pena na prisão


Prescrição, conversão de pena e recursos impediram condenados de ir para a cadeia

O desenrolar do julgamento do mensalão sugere que muitos réus podem definitivamente ir para a prisão. O volume e a extensão dos crimes apontados pela Procuradoria Geral da República (PGR) indicam uma situação grave e complicada para as defesas. Só Marcos Valério, por exemplo, responde por formação de quadrilha, corrupção passiva (11 vezes), peculato (6 vezes), lavagem de dinheiro (65 vezes) e evasão de divisas (53 vezes). O histórico de ações penais que passaram pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, aponta para uma situação diferente: de seis casos julgados sobre parlamentares, não há sequer um em que o réu condenado tenha efetivamente ido para a cadeia.

O caso mais emblemático é o do deputado Natan Donadon (PMDB-RO). No dia 29 de julho, a Corte mostrou que uma possível condenação pode demorar mais de um ano para se concretizar. A decisão pela punição efetiva do deputado, condenado pelo STF a pouco mais de 13 anos prisão, foi adiada. O acórdão (decisão colegiada) da condenação foi publicado no dia 28 de abril do ano passado. Porém, um pedido de embargo de declaração - último recurso da defesa - , feito no dia 04 de maio de 2011, ainda não foi julgado, e só poderá ser apreciado após o julgamento do mensalão.
O embargo é feito quando a defesa sustenta que há alguma omissão, obscuridade ou contradição na condenação. Sem o julgamento do recurso, o processo ainda não é considerado transitado em julgado, e Donandon, portanto, não pode ir para a cadeia.
A ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, pediu adiamento no final de julho, e o tribunal, por unanimidade, concordou. O STF informou que os ministros decidiram pelo adiamento para que a questão seja analisada com quórum completo, por se tratar de matéria relevante. Faltaram os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa.

Natan Donadon (PMDB-RO) foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. No exercício do cargo de diretor financeiro da Assembleia Legislativa do estado de Rondônia, ficou comprovado que ele e outros sete réus desviaram recursos da assembleia por meio de simulação de contrato de publicidade que deveria ser executado pela empresa MPJ Marketing Propaganda e Jornalismo Ltda.

O voto da relatora pela procedência da ação penal foi acompanhado por unanimidade quanto ao crime de peculato e, por maioria (7 a 1), em relação ao crime de quadrilha, vencido o ministro Cezar Peluso.

Histórico de condenações
A primeira condenação ocorrida na Corte após a Constituição de 1988 foi no dia 13 de maio de 2010, contra o então deputado federal José Gerardo (PMDB-CE) por crime de responsabilidade cometido quando o parlamentar era prefeito de Caucaia, no Ceará. A pena do agora ex-deputado foi convertida em prestação de serviços para a comunidade e pagamento de multa.

Logo em seguida, no dia 20 de maio de 2010, foi julgada procedente ação penal em que o então deputado federal Cássio Taniguchi (DEM-PR) respondia por crime de responsabilidade – também por empregar recursos em desacordo com os planos a que se destinavam – cometido na Prefeitura de Curitiba, no Paraná. Apesar da condenação, o STF declarou a prescrição da pena em concreto.

A terceira condenação foi contra o então deputado federal José Tatico (PTB-GO), no dia 27 de setembro de 2010, por crimes de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária em uma empresa de curtume, de propriedade dele. No dia 27 de setembro, o tribunal aplicou contra o parlamentar a pena de sete anos de prisão em regime semiaberto e 60 dias-multa pelos delitos. No entanto, a punibilidade de Tatico foi declarada extinta pelo relator da ação, ministro Gilmar Mendes, diante do fato de o acusado ter completado 70 anos em setembro de 2010. A partir dos 70 anos, os prazos de prescrição passam a ser contados pela metade.

A quarta condenação foi dada contra o deputado Natan Donadon.
Já a quinta foi imposta no dia 8 de setembro de 2011 contra o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) por crime de esterilização irregular, previsto na Lei de Planejamento Familiar (artigo 15 da Lei 9.263/1996). Ele foi condenado à pena de reclusão de três anos, 1 mês e 10 dias, em regime inicial aberto, mais 14 dias-multa, no valor unitário de um salário-mínimo. Os efeitos da condenação serão regulados no momento da execução da pena, após o trânsito em julgado da condenação, o que ainda não ocorreu.

A sexta condenação do STF foi dada no dia 8 de março deste ano: o deputado federal Abelardo Camarinha (PSB-SP) teria que cumprir quatro meses de detenção em um processo no qual ele foi acusado de fazer despesa não autorizada em lei quando era prefeito de Marília (SP). A pena, no entanto, foi convertida em multa de aproximadamente R$ 40 mil. Camarinha, apesar disso, não terá de pagar a multa porque ocorreu a prescrição do crime.

Deputado capixaba gasta R$ 196 mil em aluguel de carro em 18 meses


Os deputados federais têm direito a uma verba indenizatória mensal, no valor de R$ 28.057,67, no caso do ES. De outros estados valores mudam. Podem utilizá-la para pagar despesas inerentes ao exercício do mandato, como viagens, aluguel de escritório, carro e combustível. Mas todo mês devem prestar conta dos gastos à Câmara e fornecer notas fiscais das empresas contratadas. 

No caso do deputado Carlos Manato (PDT), chama a atenção o alto valor pago a apenas uma empresa, e o fato da mesma empresa ter feito doação a campanha dele.

Os dados estão no site do TSE e da Câmara Federal. O gabinete do parlamentar - que nega qualquer irregularidade - apresenta mensalmente à Câmara duas notas fiscais no valor de R$ 5.500, cada. Ambas de uma empresa que foi doadora de sua campanha em 2006. De acordo com o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a Milano Construções e Serviços Ltda, que também aluga carros, doou R$ 3 mil para a campanha do deputado.

O valor é baixo, comparado ao que ela já recebeu, mais de R$ 200 mil reais. Um dos principais doadores da campanha de Manato em 2010, foi o Hospital Metropolitano, do qual o deputado é sócio. 

A empresa Milano Construções e Serviços Ltda, cuja sede é na Serra, reduto do parlamentar, aparece no demonstrativo de verba indenizatória do deputado como locadora de veículos automotivos. A empresa recebeu nos últimos 18 meses, R$ 196 mil da Câmara. O valor daria para comprar oito carros populares zero quilômetro. Em média, o aluguel de um carro executivo, com ar-condicionado e direção hidráulica, custa R$ 4 mil por mês, valor bem abaixo do pago por Manato desde dezembro de 2011. As Notas fiscais apresentadas a Câmara pela Milano Locação de veículos automotores ou fretamento de embarcações CNPJ/CPF: 00.547.345/0001-60 estão no site da Câmara. 

E mesmo em período de recesso, a Casa continua a pagar o aluguel dos carros usados pelo deputado. 

O parlamentar alega que alugou um carro para o atender em Vitória, e outro em Brasília. Ambos pagos com dinheiro público. 

Renato Aragão - Jesus fracassou e Didi irá substitui-lo


O Segundo Filho de Deus: Em novo filme de Renato Aragão, Jesus fracassou e Didi irá substitui-lo em “contos bíblicos”

O humorista Renato Aragão, famoso pelo personagem Didi dos Trapalhões, vai estrelar um filme no qual viverá um suposto “filho de Deus”, enviado para cumprir a missão na qual Jesus teria falhado.

- Como Jesus veio à Terra e não conseguiu cumprir a sua missão, porque os homens não deixaram, Deus resolve mandar um segundo filho. Aí, sim, Ele cumpre a missão – explica Aragão sobre o roteiro do filme, segundo o site Padom.

A polêmica produção, intitulada “O Segundo Filho de Deus”, está sendo anunciada como tendo seu enredo será baseado em “contos bíblicos”, para contar a estória de que Jesus não cumpriu sua missão na terra, e por isso Deus envia o seu segundo filho para concluí-la.

Orçado em 8,1 milhões de reais, o filme será dirigido por Paulo Aragão, e será o 49º filme da carreira do comediante, que é também escritor, diretor e produtor.

Como escritor, Renato Aragão escreveu recentemente seu primeiro romance “Amizade Sem Fim”. Com claras alusões ao espiritismo, o livro conta história do jovem empresário Ely, que abre a mão de sua fortuna para empreender uma busca interior, recorrendo à regressão hipnótica, através da qual acaba descobrindo que numa de suas vidas passadas, foi amigo íntimo de Jesus Cristo.

- Até pensei em fazer regressão para escrever sobre o assunto com mais consciência, mas ficou só na vontade. No final das contas, pensei: ‘Ah, não vou entrar nessa não! – disse Renato sobre o livro.

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