sábado, 28 de julho de 2012

"Amei, ainda amo" - Henrique Gomes


Crônica de *Henrique Gomes

Fingia a felicidade, pensava que ela estava tão perto que se eu esperasse com calma e um belo sorriso ela se chegaria mais e eu a agarraria com todas as forças, mas a felicidade às vezes pode rir de sua cara.

Olhei para um lado, mas tive preguiça de olhar para o outro. Fiquei na janela aqueles poucos segundos pensando, mas cansei e fui fazer minha caminhada matinal. Não me concentrava, o calçadão de Ipanema parecia um tanto leve naqueles dias, também um tanto instável. Logo meus devaneios foram interrompidos pelo Jorge – um grande fã do Chico Buarque – me chamou a atenção, para conversar de novo sobre música, falei um pouco, mas minha atenção foi passada para os seus cansados olhos, eles ainda brilhavam, será que a música fazia isso? Acho que preciso ouvir mais sambas. Voltei à realidade, me despedi do Jorge, Jorge Maravilha como eu o chamava por causa de uma canção do Chico Buarque. Caminhei por todo o calçadão sem pensar em nada importante e fui pra casa.

Fui ao banheiro tirar o suor, e me lembrei dele, não das coisas ruins, apenas das boas, de seu corpo junto ao meu, de seu amor acariciando meus lábios e consumei o pecado ali mesmo no banheiro.

Tantas vezes ele me traíra, e voltava com aquele sorriso cínico, mas era tão bonitinho, não resistia e me entregava mesmo sabendo de suas traições...

Tomei o meu café quentinho, li minhas revistas, mas faltava qualquer coisa naquela mesa, qualquer coisa de força, de amor, mas não quis pensar nisso, prestei atenção em uma matéria que dizia que o Justin Bieber assumia sua homossexualidade, ri, como é possível! Tão novinho. Acabei e voltei a meus afazeres naquele domingo, o ar do nosso apartamento estava tão... Que nosso? Meu apartamento! Penso em cada coisa – O telefone toca – Alô? 

- Oi amiga, se eu posso ir hoje à noite pra o clubinho? Claro que posso, não comece sem mim.

Bom, o dia começou tenho várias coisas a fazer, tipo ser feliz. Mas... Onde está a felicidade? Em Deus? Nos amigos? Família? Nas grandes ou pequenas coisas? Mas afinal, o que é a felicidade? Seu pensamento foi interrompido por uma resposta já pronta que pairava em seu subconsciente: Não quero saber o que é e nem de onde vem, apenas quero ela. Mas bem, vou à praia, pensar demais enlouquece. Ali estava o Jorge com seu velho e afinado violão.

- Jorge Maravilha! Ainda aqui homem?
- Tomando umas cachacinhas aqui, a patroa tá brigada comigo. (Risos)
- Fizesse o que dessa vez homem? (risos)
- Cheguei bêbado em casa, acho que ela vai brigar de novo comigo hoje, mas ela sabe que eu bebo por causa dela – Jorge deu uma gargalhada, mas bem melódica – Mas ainda amo aquela vaquinha, todos os dias meus olhos brilham a vê-la.
- Está embriagado mesmo homem, chamando a própria mulher de vaquinha – os dois riram – Logo Jorge interrompeu:
- É. Mas só bem longe dela. (Risos)
Os sinos da igreja replicaram, eram 12:00 horas. Parece que os sinos me levaram a novos devaneios, não sei, será casamento? Não, não com ele.
- É, mas eu amo ela realmente, a gente briga mais “nóis” se ama.
- O que? O que você falou? Ah! Sim. Só é bom assim, do que seria o amor sem aquelas briguinhas pra apimentar a relação?
- É verdade... Mas, pra onde você estava indo?
- Ia à praia, mas o papo aqui está tão bom, estou com vontade de ouvir seus sambas, sabe tocar algum rock não?
- Aprendi alguns, meu filho Diego, ele gosta muito desses barulhos, mas tem umas musicas até legais..

Conversamos um monte de coisa, o Jorge é até um bêbado bastante sóbrio. Os sinos da igreja replicam mais uma vez.

- “Eita!” Já são 13:00 horas , vou indo, essa hora o sol está excelente, e a água do mar bem quentinha. Tchau Jorge Maravilha.
- Tchau! Até mais, escute aquele CD que lhe indiquei, muito bom ele.
- Vou sim! Até mais.

Forrei a toalha naquela confortável areia, e sentia que todos os homens me olhavam, não sei se estavam admirados, ou qualquer outra coisa, mas não quis nem saber, o sol estava me dando uma bela dose de alegria, acho que eram as vitaminas “D”. Vou pra casa, já são quase 15:00 horas, tenho que escolher uma boa roupa para hoje a noite.

Ah! Lar doce lar – Me parece tão fraco, tão sem sustança, tão morto, do que essa casa precisa? – Vou mudar esse sofá de lugar, acho que vai ficar mais bonito atrás dessa mesinha, é, vou fazer isso. Aquela estante ali ficaria melhor naquele lugar! – Mas logo me lembrei de que não conseguiria arrastar aqueles móveis pesados sem ele, ainda preciso dele? Não! Por que ainda penso nisso? Já faz três dias que dei um pé na bunda dele, não o quero mais. – Com o olhar distante fui escolher a roupa pra ir à festinha, mas ainda estava cedo, vou ver o que tem na TV. Faustão? Esse cara ainda existe é? Parece-me que os anos dourados da TV já se passaram.

Vou pra o Facebook sempre tem coisa boa lá. Puxa! Todas essas pessoas em relacionamentos sérios? Que povo feliz, será que eles agarraram forte mesmo a felicidade – Mas parece que com a tristeza tudo fica entediante, até mesmo o bom e velho facebook – Vou ouvir o disco que o Jorge Maravilha me indicou, vou fazer o download, como era mesmo o nome? Meu Caro Amigo do Chico Buarque, vamos ouvir.

Mulheres de Atenas, Olhos nos Olhos? Que duas músicas mais machistas – Elas não têm sonhos só tem presságios, o que isso quer dizer? Que louco. – A mulher da música Olhos nos Olhos deve ser bem fraca, mulher fraca! Mas, gostei do Chico Buarque vou ouvir mais CDs dele depois... Como um homem entende tão bem as mulheres? – Não se deu conta que acabara de chamá-lo de machista – Depois ouço mais.

Que horas são? Meu Deus! Tudo isso? Vou me aprontar. No banho cantarolando aquelas músicas e pensando naquele vagabundo o pecado no banheiro era inevitável, mas consegui me segurar. Com qual roupa vou? Com essa aqui! Sim, está perfeita.

Será que tem gasolina? Tem. Bom, estou perfumada e linda, possa ser que o amor esbarre em mim hoje. Cheguei – cruza os dedos – Que de tudo certo hoje.

- Oi Bety, já começou a festinha?
- Nada, só começa quando você chega.

Dancei, pulei, brinquei, mas não amei. Acabou a festa, me despedi, estava quebrada, só quero a minha caminha, estou morrendo de sono.

Ah! Finalmente cheguei. Cadê essas chaves? Estão aqui. Abri a porta, não, não, como? Ele estava ali sentado vendo TV, tinha mudado o sofá e a estante como eu queria...

- Oi amor já chegou?
- Que amor que nada, como você entrou? Isso é invasão de domicilio, já esqueceu que não te amo mais?
- Eu tinha uma chave extra, e não esqueci, por isso vim aqui, quero que você me ame novamente, não vivo sem o seu amor sem me afagar.
Naquele momento não sabia o que fazer aqueles olhinhos infantis me deixavam tonta...
- Saia daqui. (com voz chorosa)
- Angélica! Eu te amo, não vivo sem você, por favor, me ensine a te amar mais fortemente, quero estar com você, quero ser seu, quero ser com você!

Não pensei muito, apenas pulei em seus braços e o beijei, o amei, amei mais, mesmo sabendo que no próximo domingo ele voltaria a fazer as mesmas coisas que sempre fazia... Mas... Será que eu sou também uma daquelas mulheres fracas das canções daquele homem? Não importa, contanto que eu seja feliz. Entreguei-me nos braços dele, eu o amo... Apesar de tudo o amo... Ele me faz feliz, será isso a felicidade?







*Henrique Gomes -   Tem 14 anos,  mora em  Paulista, Pernambuco, Brasil e acredita que no Socialismo os seres humanos podem viver felizes compartilhando o mundo com igualdade, sem utopia.



Paulo Hartung testa mercado caminhando com favoritos em municípios pequenos


A escolha do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) pelos municípios de Itapemirim, no sul do Estado, e Santa Teresa, na região serrana, para que comece a caminhar em favor dos candidatos do PMDB na eleição deste ano tem um objetivo simbólico. Para os meios políticos, os municípios são estratégicos, pois contam com aliados de seu governo no pleito, que são favoritos na eleição. 

Ao subir no palanque desses candidatos, ele passa a impressão de que sua participação não eleição foi fundamental para o favoritismo dos candidatos, quando na verdade, o ex-governador enverniza a sua imagem, sem subir em palanques considerados de risco.
Em Santa Teresa, Hartung caminhará com a candidata à sucessão do partido na prefeitura, Evanir Silva. Mas o que chamará a atenção na caminhada é o fato de que o ex-governador estará ao lado do prefeito Gilson Amaro, que migrou com ele para o PMDB em 2005 e que tem uma ligação forte com a deputada Rose de Freitas.

Popular, o prefeito tem como facilitada a eleição de sua sucessora. Por isso, a ida de Hartung não oferece risco de que ele venha a apoiar uma candidatura que não logrará êxito em outubro. Como precisa sair vitorioso do pleito deste ano para se fortalecer para 2014. 
Já no município de Itapemirim, o governador mostra a aproximação com o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM). O município faz parte do campo de influência do deputado na região sul e hoje é administrado pela mulher do deputado, a prefeita Norma Ayub (DEM). 

O candidato do PMDB no município, Estevão Machado, tem na coligação o DEM da prefeita e do deputado. O que reforça para os meios políticos a movimentação do ex-governador buscando fortalecimento para seu projeto futuro no grupo de Ferraço.

A expectativa é de que Hartung caminhe pelos municípios do interior, sobretudo, naqueles em que no final de seu governo visitou entregando tratores e retroescavadeiras para testar seu recall. Como a disputa na Grande Vitória está muito indefinida, o ex-governador estaria evitando o desgaste de início de campanha.

Cláudio Vereza admite dificuldade, mas acredita no palanque do PT em VV


O deputado estadual Cláudio Vereza (PT) está fora da disputa eleitoral deste ano, mas vai acompanhar de perto a disputa de seus companheiros de partido Estado afora. Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (28), o parlamentar comenta a indefinição dos pleitos na Grande Vitória e o papel do partido na disputa. 



Em Vila Velha, seu principal reduto eleitoral, o deputado destaca as dificuldades e o diferencial da candidatura do partido à prefeitura, com o vereador João Batista Babá. Mesmo com pouco conhecimento do eleitorado sobre o petista, Vereza destaca o desempenho do vereador na Câmara, a pulverização do eleitorado e o fato de o partido ter preparado melhor a chapa de vereador, o que acaba ajudando a majoritária. 

Uma situação diferente de quando ele disputou a eleição em 2008, quando contava com 18 candidatos proporcionais apenas e a disputa eleitoral no município estava polarizada entre Neucimar Fraga (PR) e Hércules Silveira (PMDB), o que prejudicou o palanque do PT. 
O deputado destacou também o trabalho qeu fará em favor do candidato do partido no município e da importância da escolha do vice, Geovani Silva (PTB) para a campanha de Babá. 

Vereza fala ainda da situação das 15 candidaturas do PT no Estado e os colégios eleitorais onde o partido tem mais chances. O deputado está otimista sobre o desempenho do partido na eleição, embora admita que a competitividade é maior e os pleitos mais desafiantes. 
Vereza fala ainda sobre a movimentação do governador Renato Casagrande de recomposição de forças aliadas, que fortaleceu o PT na eleição deste ano. Além disso, comenta o papel dos candidatos de Vitória na desconstrução de um palanque de unanimidade na Capital.

Números de celulares de São Paulo vão ter mais um dígito


A partir do dia 29/07, todos os números de telefones celulares da área 11 (São Paulo) terão o dígito 9 à frente do número atual. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida vai aumentar a capacidade de numeração da região de 44 milhões para 90 milhões de números.
O nono dígito deve ser acrescentado, no momento da discagem, por todos os usuários de telefone fixo e móvel que ligarem para telefones celulares da área 11, independentemente da sua localidade de origem. Ou seja, quem ligar de outros estados para celulares da área 11 também deverá marcar os nove dígitos para que a chamada seja completada. A área 11 abrange 64 municípios de São Paulo, inclusive a capital.
Haverá um período de transição, até o dia 7 de agosto, no qual a chamada será completada normalmente, mesmo sem o novo dígito. Depois disso, começa um período em que as ligações serão gradualmente interceptadas e receberão uma mensagem explicando as mudanças. Ficará a critério das operadoras decidir se, depois da mensagem, a ligação será completada ou interrompida. Depois do dia 15 de janeiro de 2013, nenhuma ligação sem o dígito 9 será completada.
A agenda com os contatos terá que ser alterada pelos próprios usuários, mas já existem aplicativos que podem ser usados em smpartphones (celular que recebe sinal 3D) para fazer a mudança. Os novos números habilitados a partir de amanhã já virão com o nono dígito, assim como nos pedidos de portabilidade numérica.
A inclusão de mais um dígito vai permitir o uso de numerações atualmente iniciadas por 2, 3, 4 e 5, que hoje só são utilizadas na telefonia fixa. Nos últimos 12 meses houve um crescimento de 17% no número de telefones móveis na região, com a habilitação de cerca de 5 milhões de novas linhas.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), todo o custo da mudança está sendo arcado pelas prestadoras e não implicará em nenhuma cobrança para o cliente. A entidade garante que as empresas estão trabalhando desde o ano passado na adequação de sistemas e redes e nos últimos meses têm realizado uma série de testes do novo formato.
Por enquanto, o nono dígito será implementado apenas no estado de São Paulo, nos municípios com a Discagem Direta a Distância (DDD) 11. A Anatel estima que o nono dígito deverá ser adotado em todo o país, mas ainda não há prazo definido.

Conselho Federal de Medicina vai à Justiça para reverter decisão que libera venda de medicamentos em gôndolas


O Conselho Federal de Medicina (CFM) pretende recorrer à Justiça para tentar reverter decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que liberou a venda de medicamentos isentos de receita médica em gôndolas das farmácias. Para o presidente da entidade, Roberto Luiz d'Avila, a medida é “irresponsável” porque estimula a automedicação e coloca a população em risco.
“É um retrocesso depois de todos os argumentos que a gente tem defendido ao longo dos últimos anos sobre o uso racional dos medicamentos, essa notícia derruba todos os esforços”, disse.
O presidente do CFM argumenta que todos os tipos de medicamento trazem algum risco, mesmo aqueles que são vendidos sem exigência de receita médica. Por isso, o conselho alerta para a necessidade de haver sempre uma orientação e prescrição para a venda. Caso contrário,. “a farmácia vira um supermercado de remédios”.
A decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União (27/07) , tomou por base um estudo da equipe técnica do órgão que concluiu que a proibição da venda de remédios nas gôndolas não contribuiu para diminuir o número de intoxicações no Brasil. O levantamento constatou também uma maior concentração de mercado e prejuízo ao direito de escolha do consumidor. Para o CFM, o estudo é pouco consistente e considerou um curto período de tempo para a análise dos resultados.
“A revogação pode induzir à automedicação e ao uso irracional de medicamentos, onerar o SUS [Sistema Único de Saúde] com o aumento de internações hospitalares evitáveis, aumentar o número de casos de intoxicações medicamentosas e banalizar o consumo de medicamentos por meio de estratégias mercadológicas de ampliação de vendas”, diz a nota divulgada pela entidade, em conjunto com o Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Unidades de saúde vão ter incentivo financeiro para atender a dependentes químicos e pessoas com transtorno mental


O Ministério da Saúde fixou a quantia de R$ 4 mil, por leito, como incentivo financeiro para a implantação do Sistema Hospitalar de Referência para Atenção a Pessoas com Sofrimento ou Transtorno Mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas.
O dinheiro será investido na aquisição e nas instalações de equipamentos para a adequação de espaço, capacitação e atualização das equipes em temas relativos aos cuidados dos dependentes químicos, além da implantação de um ponto de telessaúde – programa que tem por objetivo integrar as equipes de saúde da família com os centros universitários de referência, para melhorar a qualidade dos serviços prestados em atenção primária.
O número de leitos de atenção aos dependentes não deverá exceder 15% do número total de leitos do hospital geral. Para receber o incentivo, é necessário que cada estabelecimento de saúde tenha um mínimo de quatro leitos e máximo de 25.
O Ministério da Saúde só vai liberar o incentivo após aprovar os projetos encaminhados pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde à área técnica de saúde mental, álcool e outras drogas. Depois da aprovação dos projetos, o incentivo financeiro será repassado em parcela única aos fundos de saúde e serão distribuídos aos estabelecimentos de saúde, que terão o prazo de 180 dias para implantação dos programas.

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