Presidente
Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial, com 34,2% das intenções de
voto, aponta pesquisa do instituto MDA divulgada pela Confederação Nacional do
Transporte (CNT) nesta manhã; Marina Silva, candidata pelo PSB, alcançou 28,2%,
doze pontos à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves, que registrou 16%; no
segundo turno, Marina seria eleita com 43,7% dos votos, contra 37,8%
de Dilma; já entre a presidente e o tucano, Dilma seria eleita
com 43% dos votos, dez à frente de Aécio, que teria 33,3%
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Tese de que comoção impulsiona Marina é falsa

Por
Josias de Souza no UOL
Veio
à luz mais uma pesquisa do Ibope, a primeira desse instituto desde que a morte retirou
Eduardo Campos da corrida presidencial. Eis as novidades: Marina Silva (29%)
abriu dez pontos sobre Aécio Neves (19%). E está a cinco pontos dos calcanhares
de Dilma Rousseff (34%). Num eventual segundo turno, Marina prevaleceria sobre
Dilma com uma vantagem de nove pontos: 45% a 36%.
Atônitos,
tucanos e petistas buscam um lenitivo na ilusão. Afirmam que Marina sobe graças
à comoção que a morte de seu ex-companheiro de chapa ateou no eleitorado. Nessa
versão, a candidatura dela murcharia depois que passasse o choque provocado
pela tragédia. A tese é falsa.
Marina
ostenta agora o mesmo tamanho que exibia em outubro de 2013, quando o Datafolha enviou seus pesquisadores às ruas, nas
pegadas do acordo firmado entre Marina e Eduardo Campos. Num cenário em que
Marina encabeçava a chapa do PSB, ela amealhava os mesmos 29% que o Ibope lhe
atribui agora. Estava 12 pontos à frente de Aécio, que tinha 17%. Dilma
aparecia um pouco mais bem posta do que agora: 39%.
Ou
seja: o potencial de votos de Marina esperava desde o ano passado para
acontecer. Foi sufocado pela falta de registro da Rede Sustentabilidade na
Justiça Eleitoral. Sem partido, o fenômeno teve de se contentar com o papel de
coadjuvante de um projeto protaginizado por Eduardo Campos. A morte de Campos
como que ressuscitou Marina. De volta ao jogo, ela dá um nó na língua de João
Santana.
Também
em outubro de 2013, poucos dias antes da veiculação do Datafolha que atribuía a
Marina 29% das intenções de voto, o marqueteiro do PT dissera o seguinte ao
repórter Luiz Maklouf Carvalho: “A Dilma vai ganhar no primeiro turno, em 2014,
porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles vão se comer, lá embaixo,
e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo.”
João
Santana incluía no rol dos “anões” Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Numa entrevista ao blog, Marina comentou na época:
“Quando a gente olha de baixo pra cima, a gente vê o que está acima de nós. E o
que está acima de nós é o Brasil. Esta é a posição dos anões, pelo menos a
minha. Olhar de baixo pra cima pra ver o que está acima de mim. E o que está
acima de mim é o Brasil.”
Três
meses antes, em julho de 2013, o Datafolha detectara os primeiros efeitos
políticos do ronco das ruas de junho. A popularidade de Dilma despencara 21
pontos. E o segundo turno em 2014, antes improvável, ganhara impulso. Só João
Santana não acreditava: “Essa pesquisa tem o valor de uma vaia em estádio. Não
passa de catarse temporária. Redobro a aposta: Dilma ganha no primeiro turno.”,
disse ao Painel na ocasião..
A
40 dias da eleição, é mais fácil enxergar a empáfia de João Santana do que
distinguir Davi de Golias. Sob ameaça de cair do Olimpo, Dilma já não está em
posição tão sobranceira. Talvez tenha de se envolver na antropofagia de anões.
Veja deverá deixar de ser panfleto para ser uma revista propriamente dita
O
colunista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, acredita que, após
mudanças na Abril, a revista Veja terá nova linha editorial sob o comando de
Fabio Barbosa – pela primeira vez sem um Civita.
O
derramamento de sangue nos altos escalões da Abril na ÚLTIMA segunda-feira não
surpreendeu.
O
novo presidente executivo da editora Abril, Alexandre Caldini, foi para lá para
comandar o desmantelamento da divisão de revistas.
Sobrarão,
com o massacre da internet, quatro ou cinco títulos, e bem diminuídas, num
espaço de poucos anos.
E
a Abril tem ainda uma estrutura feita para produzir dezenas de revistas que
quase ninguém mais quer ler e nas quais cada vez menos anunciantes estão
dispostos a anunciar.
Demissões,
fechamento de revistas, cortes de custos desesperados – este é o futuro da
Abril.
Então,
não há surpresa nas dispensas de hoje.
O
que chama a atenção é que, pelo comunicado interno da Abril, pela primeira vez
a redação da Veja vai responder a alguém que não seja um Civita.
Ao
executivo Fabio Barbosa, presidente da Abril Mídia, responderá o diretor de
redação da Veja, Eurípides Alcântara.
O
fundador da Abril, Victor Civita, controlou a Veja nos primórdios, ao lado do
filho Roberto. Depois, ainda vivo, o patriarca entregou tudo a Roberto.
Morto
Roberto, num primeiro momento a Veja esteve sob a supervisão do filho caçula de
Roberto, Victor Civita Neto.
São
previsíveis duas coisas sob Barbosa.
Primeiro,
um forte ajuste nas despesas da revista. Sob a proteção de Roberto, um
apaixonado sem limites pela Veja, a revista virtualmente passou ao largo das
demissões ocorridas nos demais títulos da Abril.
A
Veja tem cinco redatores-chefes, uma extravagância que nem a Time nos anos de
ouro das revistas semanais de informações ousou cometer.
Barbosa
chega sem os compromissos de Roberto Civita – herdados pelos filhos – com as
pessoas-chave da Veja.
Não
deve estar nada fácil o clima na revista. Na realidade de hoje – publicidade e
circulação em queda livre – uma redação do porte da Veja não se sustenta.
A
segunda mudança previsível é na linha editorial da revista.
Fábio
Barbosa, ao longo de sua carreira, se caracterizou por posições muito mais
progressistas – ou menos radicais no campo da direita — do que o que se lê na
Veja.
Era
conhecido por suas posições a favor da sustentabilidade, por exemplo – coisa
que para a Veja é bobagem de esquerdistas interessados em atrapalhar o
capitalismo.
A
Veja acabou se transformando num depósito do pensamento ultradireitista de
Olavo de Carvalho, nela representado por nomes como Reinaldo Azevedo, Rodrigo
Constantino, Felipe Moura Brasil e Lobão, para citar uns poucos entre tantos.
Barbosa,
pode-se imaginar, tentará reconduzir a Veja para o terreno que ela ocupou nos
anos 1980, quando era considerada a melhor escola de jornalismo do Brasil.
Isso
significa dar a ela feições liberais, pró-livre iniciativa, ao estilo americano
– mas sem babar.
Significa
também deixar de ser panfleto para ser uma revista propriamente dita.
No
mundo, há um exemplo que pode servir de modelo: a inglesa Economist. É uma
revista de centro-direita que faz um jornalismo sério, de alto nível.
Modelo,
há.
O
que é difícil é recuperar a credibilidade destruída nos últimos anos por um
jornalismo panfletário, manipulador e inconsequente.
De
toda forma, vai ser interessante observar o comportamento da revista nas
próximas semanas.
Sobre
o Autor
O
jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e
análises Diário do Centro do Mundo.
sábado, 23 de agosto de 2014
Especialistas veem avião que transportava Campos 'invertido' em vídeo
O
avião que transportava o candidato à presidência Eduardo Campos, quatro
assessores e dois tripulantes, pode ter voado “invertido”, ou seja, com a
barriga para cima antes de sofrer a queda. A avaliação é de especialistas
ouvidos pela BBC na França e nos Estados Unidos.
A aeronave Cessna Citation 560 XL caiu nos fundos de um imóvel no Boqueirão, em Santos, no último dia 13. O acidente deixou onze pessoas feridas em solo e atingiu pelo menos 13 imóveis. Dois deles, uma academia e um prédio com quatro apartamentos, localizados no perímetro entre as ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano, seguem interditados.
Imagens da queda do avião, gravadas por câmeras de monitoramento de um empreendimento imobiliário, na Avenida Francisco Glicério, mostra a rota da aeronave.
Até onde Marina pode ir?
Em 2010, ela
era uma candidata de protesto. Agora, tem chance de ganhar a eleição. Precisa,
no entanto, mostrar ao eleitor que tem propostas sólidas e sabe fazer política
Aline Ribeiro
e Alberto Bombig*
>> Trecho
da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
Na madrugada
do dia 30 de agosto de 2009, Marina Silva despertou num quarto de hotel em São
Paulo e não dormiu mais. Ela acabara de romper com o PT – e seus pensamentos
foram tomados por rostos e lembranças de bons amigos com quem, nos últimos 30
anos, dividira uma vida de militância política, lutas e sonhos. Chorou até o
amanhecer. O descontrole era tanto que uma de suas filhas saltou da cama e
seguiu em sua direção. “Mamãe, estou preocupada com você”, disse. Na tentativa
de se recompor, Marina levantou, tomou um banho e fez uma oração. Em algumas
horas, num bufê sofisticado, uma grande festa a esperava para consagrar sua
filiação ao Partido Verde. Marina foi aplaudida de pé por mais de 1.500 pessoas
quando chegou. Ao olhar ao redor, numa busca por feições familiares, sentiu-se
sozinha em meio a uma multidão de desconhecidos.
Na quarta-feira passada, uma semana depois da súbita morte de Eduardo Campos,
Marina se viu em situação semelhante, ao recomeçar em território estranho. Seu
desafio agora é maior, por várias razões. A primeira é que, além de construir
relações fluidas e de confiança dentro de um partido em que nem bem ingressou,
Marina terá de fazê-lo em meio à recente perda do amigo e aliado político.
Pior: sem contar com a proteção dele. Até a tragédia que interrompeu seus
planos políticos, era Campos o maior conciliador dos conflitos (e eles não são
poucos) entre os caciques do PSB e Marina, sua então vice. Sem Campos para
pacificar visões políticas e de mundo tão divergentes, Marina precisará domar suas
convicções para não se tornar vítima delas.
Na quarta-feira passada, uma semana depois da súbita morte de Eduardo Campos, Marina se viu em situação semelhante, ao recomeçar em território estranho. Seu desafio agora é maior, por várias razões. A primeira é que, além de construir relações fluidas e de confiança dentro de um partido em que nem bem ingressou, Marina terá de fazê-lo em meio à recente perda do amigo e aliado político. Pior: sem contar com a proteção dele. Até a tragédia que interrompeu seus planos políticos, era Campos o maior conciliador dos conflitos (e eles não são poucos) entre os caciques do PSB e Marina, sua então vice. Sem Campos para pacificar visões políticas e de mundo tão divergentes, Marina precisará domar suas convicções para não se tornar vítima delas.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Veja o que o Sol faz com você ... E porque você deve sempre usar protetor solar.
É isso que o Sol faz com você ... E porque você deve sempre usar protetor solar.
As pessoas que participaram do vídeo que você verá abaixo, provavelmente, desejo que eles nunca concordaram com isso. As coisas que eles aprenderam sobre si mesmos, e sua pele em particular, são verdadeiramente perturbador.
O vídeo foi filmado pelo artista Thomas Leveritt que recentemente criou um especial ultravioleta (UV) de movimento de câmera no Prospect Park, em Brooklyn e começou a pedir transeuntes se eles queriam ser filmados.
A luz UV pode ser usada para revelar alterações para a pele humana, que não são ainda visíveis, tais como sardas. O fato é que a câmera do Leveritt tende a ver um pouco demasiado muitas dessas coisas, transformando até mesmo o mais perfeito de rostos para aqueles cobertos com pontos escuros.
Leveritt colocado um monitor sobre a câmera de modo que as pessoas pudessem ver os resultados em tempo real e, em seguida, para o efeito adicionado, deu-lhes protetor solar para demonstrar por que eles nunca devem voltar a sair sem ele.
Esta é uma maneira poderosa para explicar a uma pessoa por que ele ou ela realmente precisa fazer alguma coisa. Como se costuma dizer, é ver para crer, e eu tenho quase certeza que Thomas Leveritt convertido algumas pessoas em crentes protetor solar naquele dia.
Esta é uma maneira poderosa para explicar a uma pessoa por que ele ou ela realmente precisa fazer alguma coisa. Como se costuma dizer, é ver para crer, e eu tenho quase certeza que Thomas Leveritt convertido algumas pessoas em crentes protetor solar naquele dia.
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