segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PMDB é que mais elege nas regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste


Marcos Chagas  Agência Brasil
Brasília - O primeiro turno das eleições municipais demonstra que o PMDB saiu das urnas, no primeiro turno como o partido de maior representatividades nas regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Com a falta de apenas dez municípios para consolidar os dados na Região Sul, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os peemedebistas detêm 24,4% dos municípios, somando 292 prefeituras. Os números ainda poderão ser alterados com o segundo turno, no dia 28 próximo, e a contabilização das dez cidades restantes.

Nos municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e de Santa Catarina o PP saiu das urnas com 209 prefeitos eleitos e o controle de 17,5% das cidades do Sul. Com isso, o partido representa a segunda maior força na região. O PT ganhou 158 prefeituras (13,2%) e representa a terceira maior força. Já PSDB e PDT fecham os cinco partidos mais votados no sul do país com 120 (10%) e 111 (9,3%) prefeituras, respectivamente.
No Sudeste, o PSDB encerrou o primeiro turno com o maior número de eleitos. Os tucanos controlam 323 prefeituras, ou seja, 19% dos municípios. Na região, o PMDB é o segundo partido mais votado com 241 prefeitos eleitos (14,1%), seguido do PT, com 197 (11,5%) municípios sob sua administração nos próximos quatro anos. O DEM e o PP fecham a lista dos cinco mais votados no Sudeste com 112 (6,5%) e 108 (6,3%) prefeitos eleitos.

No Centro-Oeste, faltando apenas três municípios ainda não totalizados, o PMDB tem sob controle 23% das prefeituras o que soma 109 municípios. O PSDB é a segunda maior força eleitoral com 68 (14,3%) dos municípios sob sua administração. Já o PSD emerge com o controle de 61 (12,8%) cidades a frente do PT, que tem 43 (9%), e o DEM, com 34 (7,1%) dos prefeitos eleitos.

No Nordeste, com 1.883 do total de 1.895 municípios já contabilizados, o PMDB tem o controle de 284 (14,9%) das cidades. O partido é seguido pelo PSB, com 261 (13,7%) das prefeituras; PSD com 207 (10,9%) municípios sob sua gestão; PT que elegeu 201 (10,6%) prefeitos; e o PSDB com 115 (6%) prefeituras.

No Norte, dos 464 municípios, 459 já foram contabilizados pelo TSE e os peemedebistas lideram o ranking com 93 prefeitos já eleitos. O PSDB e o PSD saíram das urnas com o mesmo número de municípios sob controle até 2016. Os dois partidos, até o momento, vão administrar 66 (14,2%) municípios. O PT e o PR consolidam os cinco partidos com maior representatividade na região com 54 (11,6%) e 36 (7,7%) prefeitos eleitos.
Edição: Talita Cavalcante

Mais de 31 milhões de eleitores elegerão prefeitos de 50 cidades no segundo turno


Marcos Chagas  Agência Brasil
Brasília – No dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições municipais, 31,7 milhões de eleitores, residentes em 50 cidades com mais de 200 mil votantes, retornarão às urnas. Estas pessoas residem em 17 capitais e 33 municípios.

O Democratas perdeu espaço nessas eleições. Não fosse a disputa em Salvador (BA), terceiro colégio eleitoral entre as capitais, com 1.881.554 votantes, o DEM teria se igualado a pequenas legendas. Além de Salvador, disputará disputará o segundo turno em Vila Velha (ES) e Londrina (PR). O DEM elegeu, em primeiro turno, o prefeito de Aracaju (SE), João Alves Filho.

PT, PMDB e PSDB demonstraram a força de seus partidos tanto nas capitais quanto nos maiores municípios. O PT vai para o segundo turno em cinco capitais, entre elas Salvador (BA) e 17 outras cidades do interior. O partido disputará em confronto direto com o PSDB o comando de São Paulo, capital com o maior número de eleitores (8.619.170 votantes).

O PSDB, principal partido de oposição, além de ter a oportunidade de eleger o prefeito de São Paulo, disputará em segundo turno o comando de outras 15 prefeituras – seis capitais e nove municípios do interior com mais de 200 mil eleitores.

O PMDB, um dos maiores do país desce sua criação, reelegeu em primeiro turno o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, segundo maior colégio eleitoral com 4.719.607 votantes. Os peemedebistas disputarão o segundo turno em Campo Grande (MS), Natal (RN) e Florianópolis (SC), além de outras 13 grandes cidades do interior.
O PSB, reelegeu Márcio Lacerda para mais quatro anos de administração de Belo Horizonte (MG), quarta capital com maior número de eleitores, com 1.860.172 votantes. Os socialistas disputarão o segundo turno em Fortaleza (CE), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) e em outros três municípios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

O PSD, que participou de seu primeiro teste eleitoral depois da sua criação, vai para o segundo turno em Florianópolis (SC) e outras quatro cidades do interior nas regiões Sul e Sudeste. O partido foi criado em uma articulação que envolveu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e lideranças políticas de diferentes legendas, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, principal expoente do PSB. Para o novo partido migraram políticos com e sem mandatos de várias outras legendas, principalmente do DEM.

O PDT disputará o segundo turno em Curitiba (PR), Natal (RN) e Macapá (AP), além de outros cinco municípios do interior. Desses, três são do Rio de Janeiro, estado onde a legenda tem um forte desempenho. O PP irá concorrer em quatro cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, a capital Campo Grande (MS).

O PTB é outro partido de tradição eleitoral que saiu fraco das urnas. Para o segundo turno, concorrerá apenas em Teresina (PI) e Santo André (SP). O PCdoB terá candidatos em Manaus (AM) e outros três municípios. O PPS e o PR também concorrerão com três candidatos no segundo turno. O PPS disputará a prefeitura de Vitória (ES) e dois municípios e o PR outros três municípios do interior.

O PSOL tem candidatos nas capitais Belém (PA) e Macapá (AP), mas não concorre em cidades do interior. Outros partidos que disputarão o comando de capitais figuram o PSC, em Curitiba (PR); o PTC, em São Luís (MA); o PV em Porto Velho (RO), além do município paulista de Diadema. O PRB pode ganhar em Montes Claros (MG) e o PRTB em Belford Roxo (RJ). (Edição Beto Coura)

Chávez diz que governará com a oposição e pede que adversários contribuam para o diálogo


Confirmada a vitória com 54,42% dos votos, na eleição mais disputada desde que assumiu a Presidência da República da Venezuela há 14 anos, Hugo Chávez disse que vai governar com o apoio da oposição e pediu que seus adversários contribuam para o diálogo. No país em que o voto não é obrigatório, mais de 80% dos 18,8 milhões de eleitores foram à urnas e Chávez agradeceu o apoio obtido. Ele fica no poder até 2019, em seu terceiro mandato.

O presidente foi reeleito com o apoio de 20 dos 24 estados da Venezuela. Chávez venceu as eleições presidenciais ontem (7), conquistando 7,4 milhões de votos, enquanto seu principal opositor, Henrique Capriles Radonski, obteve 6,1 milhões (44,97%). Os demais candidatos Reina Sequera, Luís Alfonso Reyes, Maria Josefina Bolívar e Orlando Chirinos ficaram com menos de 1%.

Após a confirmação dos resultados das eleições pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Capriles telefonou para Chávez, felicitando-o. Na conversa, o opositor pediu ao presidente reeleito que trabalhe em favor da união dos venezuelanos. "Há um país que tem duas visões e ser um bom presidente significa trabalhar pela união de todos os venezuelanos, trabalhar pela solução dos problemas de todos", disse Capriles.

Em meio ao anúncio oficial da vitória, os simpatizantes e correligionários aguardavam Chávez no Palácio Miraflores (sede do governo). No discurso, o presidente reeleito elogiou o comportamento da oposição, reconhecendo sua vitória.

“É um passo muito importante na construção da paz na Venezuela", disse Chávez. "Por isso, começo enviando-lhes esta saudação e estendendo-lhes estas duas mãos e este coração em nome de todos nós, porque somos irmãos na pátria de Bolívar."
Chávez apelou para encerrar o chamou de disseminação do “ódio e veneno social” e convidou todos na Venezuela ao “diálogo”. "Foi uma batalha perfeita. Uma batalha democrática. Graças a Deus e à consciência do nosso povo não houve nenhum acontecimento hoje [ontem] a lamentar. Não houve nada que manchasse a batalha perfeita e a vitória da Venezuela."

Cantando o Hino Nacional, Chávez discursou da varanda do Palácio Miraflores. Uma multidão o acompanhou com as bandeiras da Venezuela e de Cuba. Para a presidenta do CNE, Tibisay Lucena, as eleições registraram um "comportamento cívico e democrático do povo todo da Venezuela": “Foi uma página brilhante dentro da democracia venezuelana".

"Uma vez mais tivemos um processo eleitoral tranquilo, sem sobressaltos, com a alegria do povo que decidiu votar massivamente no dia de hoje [ontem]”, disse a presidenta do CNE, elogiando o apoio das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas e dos homens e mulheres que trabalharam para que as eleições se realizassem.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa e da emissora multiestatal de televisão, Telesur.

Mercado financeiro espera que Copom mantenha Selic em 7,5%


Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (9) e quarta-feira (10). Atualmente, a Selic está em 7,5%, depois de passar por um processo de cortes iniciado em agosto de 2011.
Essa projeção de manutenção da taxa é a mesma há duas semanas. Para o final de 2013, a expectativa para a taxa Selic também foi mantida em 8% ao ano.

No próximo ano, com a economia crescendo em ritmo mais forte, os analistas esperam que o Copom eleve a Selic para conter a inflação.
A estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu pela 13ª semana seguida, ao passar de 5,36% para 5,42%. Para 2013, houve queda na estimativa pela segunda semana seguida, com o ajuste de 5,48% para 5,44%.

As projeções para o IPCA estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Essa meta é perseguida pelo BC.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 4,46% para 4,48%, em 2012, e de 4,9% para 4,91%, em 2013.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi mantida em 8,74%, este ano, em 5,38%, em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção permanece em 8,6%, este ano, e foi ajustada de 5,27% para 5,25%, no próximo ano.
A estimativa dos analistas para os preços administrados foi alterada de 3,45% para 3,5%, neste ano, e mantida em 4%, em 2013.

Brasil oficializa acordo com a União Europeia para isenção de vistos


Renata Giraldi da Agência Brasil
Brasília – Os interessados em fazer viagens curtas, até três meses, para os países da União Europeia ficarão livres da necessidade de visto. Um acordo entre o governo do Brasil e a União Europeia determina a isenção do documento, exceto para o Reino Unido e a Irlanda. A medida vale para 25 países. Porém, unilateralmente, cada país poderá romper o acordo. As negociações já existentes permanecem em vigência.

No acordo, foram incluídos Letônia, Malta, Chipre e Estônia, países que passaram a fazer parte da União Europeia. O texto tem nove artigos que tratam de temas específicos, como a permanência do estrangeiro no país e o intercâmbio de informações entre as autoridades. Também relaciona as situações nas quais haverá isenção do visto. A medida é recíproca, portanto vale também para os europeus que vierem para o Brasil, por até três meses.

O decreto da presidenta Dilma Rousseff  está publicado na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União, Seção 1, páginas 1 e 2. O texto completo pode ser acessado na página da Imprensa Nacional.
A União Europeia é um bloco político e econômico formado por 27 países. São eles a Áustria, Bélgica, Bulgária, o Chipre, a República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, a Lituânia, Luxemburgo, Malta, os Países Baixos, a Polônia, Portugal, a Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e o Reino Unido.

Pelo acordo, a isenção é válida para passaportes comuns e viagens até três meses de duração. Mas o texto permite a prorrogação do período desde que negociado com as autoridades de cada país. O fim do visto vale para quem viajar a turismo, visitar parentes e participar de conferências, reuniões e congressos – exceto quando a pessoa recebe recursos públicos para a participação.

O documento diz ainda que o acordo “não afeta” os já negociados bilateralmente entre o Brasil e um  integrante da União Europeia. Os governos podem suspender a vigência do texto se considerarem necessário. Uma comissão técnica formada por brasileiros e europeus será criada para acompanhar o assunto.

O acordo entre o governo do Brasil e a União Europeia foi negociado em novembro de 2010 ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Edição: Graça Adjuto

Mujica defende “grande guerra” contra a desigualdade e a pobreza


O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, disse hoje (8) que a “grande guerra” que o mundo deve travar é o combate à “desigualdade e pobreza”. Ao discursar na 10ª Conferência dos Ministros da Defesa das Américas, que está sendo realizada na cidade uruguaia de Punta del Este, Mujica ressaltou que a “nova era se globaliza em extensão e cultura”, por isso os esforços devem ser redobrados em busca da inclusão social.

Para o presidente uruguaio, é fundamental mudar a forma de se observar a vida baseando-se no consumismo. Segundo Mujica, a civilização mundial tem de avaliar que há um crescimento permanente no planeta que depende de ações atuais e futuras relativas ao meio ambiente.

Porém, Mujica destacou que, apesar de as Américas terem “grandes recursos naturais e humanos”, ainda mantêm uma "tremenda dívida social". Devido a isso, afirmou, “nossa grande guerra é contra a desigualdade e a pobreza". O discurso de Mujica pode ser lido em espanhol na página da Presidência da República do Uruguai na internet.

Em julho, quando esteve no Brasil para a cerimônia de adesão da Venezuela ao Mercosul, Mujica defendeu a unidade de esforços em torno de ações que levem à inclusão social. “Estamos em outro momento histórico. É agora ou nunca. O desafio é enorme”, ressaltou ele, na solenidade.

Mujica acrescentou ainda que o objetivo dos líderes políticos latino-americanos deve ser os mais pobres. “A nossa verdadeira causa está nestes anônimos, nesta multidão anônima, com a qual temos uma causa e um dever”, destacou. “Tudo isso compõe a esperança, a angústia e a esperança que temos. Por isso, é necessário somar. Precisamos acrescentar os trabalhadores, aqueles que estão andando de chinelos. Os populares precisam estar incluídos.”

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