quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Serra admite sobre caminhoneiro ter catarata também


Depois que a imprensa divulgou que cidadão sofre de catarata, tucano disse que PT mentiu sobre a doença

Por Bruno Boghossian,
O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o caminhoneiro José Machado, que apareceu no programa do PT criticando o sistema público de saúde, "provavelmente tem catarata também". Em entrevista à TV Estadão no dia 31 de agosto, o tucano havia dito que Machado não tinha catarata. Nesta quarta-feira, 12, o Estado mostrou que um laudo do Instituto Cema, conveniado à Prefeitura, divulgado pela campanha petista, constata que Machado sofre de catarata.

Serra, no entanto, afirmou que a questão é a "mentira" que o PT levou ao ar, ao dizer que Machado estava há dois anos esperando uma cirurgia para curar a doença. "A grande mentira foi dizer que ele estava há dois anos esperando uma cirurgia de catarata. Segundo: ele tem outro problema na vista. Provavelmente tem catarata também, mas o problema era o outro, que estava segurando", disse, em referência ao pterígio, doença que provoca o crescimento da pele sobre a pálpebra. "O laudo prova que ele estava há dois anos na fila? Não", completou Serra.

O caso do caminhoneiro José Machado gerou polêmica depois que as informações de seu prontuário médico foram divulgadas pela Prefeitura para desmentir uma propaganda eleitoral do PT.

Mensalão
O tucano voltou a relacionar o escândalo mensalão ao PT e a Fernando Haddad, seu adversário na disputa. Depois de levar à televisão peças publicitárias em que exibe fotos do candidato petista ao lado de réus no processo do Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano negou que tenha atacado o rival, mas destacou que os acusados de integrar o esquema "são do partido do Haddad".
"O José Dirceu, o Delúbio Soares e o João Paulo (Cunha) são do partido do Haddad e estão apoiando ele. Se eles têm problemas com a Justiça, o problema é deles, não é nosso. Eles são companheiros de partido e de jornada. Isso não é agressão", disse Serra.
O tucano afirmou que não houve um endurecimento de sua campanha contra o petista e que há um "excesso de suscetibilidade" por parte de Haddad - que chamou a propaganda do PSDB de "lastimável". "É uma coisa um pouco 'fazendo gênero'", disse o candidato tucano.
O tucano disse que não fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff, que entrou na campanha de Haddad esta semana. Na quarta-feira, 12, Serra havia dito que Dilma "mal conhece São Paulo" e que "vem meter o bico" na eleição da capital paulista. "Eu não fiz duras críticas. Eu disse que ela tem todo direito de ter candidatos aqui. Outra coisa é vir aqui querer monitorar o voto", afirmou.

Russomanno sobe e vai a 35%; Serra e Haddad continuam empatados


Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, candidato do PRB venceria tanto o tucano quanto o petista se a eleição fosse hoje
Por Daniel Bramatti,
O candidato Celso Russomanno (PRB) ampliou sua vantagem sobre os adversários na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Em duas semanas, ele passou de 31% para 35%, enquanto José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) oscilaram um ponto porcentual para baixo e mantiveram o empate técnico na segunda colocação, com 19% e 15%, respectivamente.

Em eventual segundo turno entre Russomanno e Serra, o primeiro venceria por 52% a 25% se a eleição fosse hoje. Se o adversário do líder fosse Haddad, o placar seria 50% a 25%. O representante do PT venceria o do PSDB por 37% a 33% no confronto direto.
O candidato do PRB está em ascensão desde a pesquisa Ibope feita na primeira quinzena de agosto, às vésperas do início da propaganda eleitoral de rádio e TV, quando obteve 26% e apareceu empatado com Serra.

Ele conseguiu crescer 9 pontos porcentuais em um mês mesmo tendo aproximadamente um quarto do tempo dos adversários no horário eleitoral.

Já o tucano está em trajetória de queda desde antes do início da campanha na TV, mas conseguiu evitar ser ultrapassado pelo adversário do PT, a quem escolheu como alvo preferencial de ataques. Haddad havia subido cinco pontos entre a metade e o fim de agosto, impulsionado por sua estreia na TV, mas perdeu fôlego nos últimos 15 dias.

Por regiões. A pesquisa mais recente revela que, nas regiões da cidade nas quais candidatos do PT venceram nas últimas três eleições majoritárias (para presidente, governador e prefeito), nada menos que 40% dos eleitores indicam Russomanno como seu preferido. É o dobro da taxa obtida por Haddad. Nas mesmas áreas, Serra tem apenas 10%.

Nas zonas antipetistas, onde o partido perdeu nas últimas três eleições, o candidato do PRB também está na frente, mas com índice menor: 31%. O tucano vem em seguida, com 25%, e Haddad aparece com 12%.
Entre os protagonistas da campanha, o candidato do PT é ainda o mais desconhecido. Apenas 52% dos entrevistados afirmam conhecê-lo ou ter alguma informação sobre ele. No caso de Serra e Russomanno, esses índices chegam a 75% e 70%.

Haddad é mais conhecido nas zonas anti-PT (55%) do que nas zonas pró-PT (48%). A desinformação sobre ele é maior entre os eleitores mais pobres – dos que ganham até dois salários mínimos, apenas 42% afirmam conhecê-lo.
Novato em eleições, o petista é o que mais depende do horário eleitoral para conquistar simpatizantes. Mas o universo que consegue atingir ainda é limitado: 57% dos ouvidos pelo Ibope afirmaram que ainda não assistiram às propagandas de campanha.

Governo Dilma aplica 70% da verba publicitária na imprensa conservadora e veta jornal independente



Por Paulo Roberto de Souza
Dados divulgados pela Presidência da República, nesta quinta-feira, mostram que apenas 10 empresas de comunicação concentram mais de 70% da verba federal para publicidade, em especial a TV Globo, à qual cabe a parte do leão no butim midiático do Planalto. O argumento da ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação, não variou desde o início do governo de Dilma Rousseff. Na opinião dela, “é inevitável que o maior volume de pagamentos seja dirigido a meios e veículos de maior audiência, que atingem um maior público, como é o caso da televisão”. Mas há quem discorde.

O desequilíbrio na distribuição das verbas públicas, no entanto, ocorre no momento em que os dados mostram a discrepância entre o que é pago aos mais de 3 mil veículos cadastrados no Núcleo de Mídia da Secom. Do total de R$ 161 milhões pagos aos meios de comunicação, durante o governo Dilma, com base nos cálculos da audiência a que se refere a ministra Chagas, R$ 112,7 milhões couberam a apenas 10 empresas, enquanto as demais 2.990 dividiram os R$ 48,3 milhões restantes. O Correio do Brasil, embora apresente níveis de audiência e de leitura superiores à maioria dos veículos de comunicação, inclusive no “Grupo dos 10“, segundo auditorias internacionais, foi marcado por sua independência editorial e não integra sequer a lista dos 3 mil veículos de comunicação beneficiados com os recursos públicos.

Levantamento publicado nesta quinta-feira, no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, um dos 10 maiores receptáculos das verbas do governo, mostra que, desde o início da gestão Dilma Rousseff, um volume ainda não revelado; além dos R$ 161 milhões repassados para emissoras de TV, jornais, revistas, rádios, sites e blogs, saiu dos cofres das empresas estatais controladas pela União.

A Globo Comunicação e Participações S.A., responsável pela TV Globo e sites ligados à emissora, abocanhou quase um terço da verba aplicada pela Presidência da República entre janeiro de 2011 e julho deste ano: R$ 52 milhões. A segunda colocada é a Record, com R$ 24 milhões. A Empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha, recebeu R$ 661 mil. A Infoglobo, que edita o jornal O Globo, R$ 927 mil. Outro diário conservador paulistano, O Estado de S. Paulo, arrecadou R$ 994 mil. O portal UOL, controlado pelo Grupo Folha, recebeu outros R$ 893 mil.

Vetado
Enquanto permanece o jogo agradável entre o governo federal e as 10 maiores empresas de comunicação do país, que concentram o poder de fogo da mídia conservadora, para os veículos independentes de comunicação o tratamento é o oposto. Para anunciar em jornais, impressos e digitais, a exemplo do Correio do Brasil, o Núcleo de Mídia da Presidência da República exigiu um desconto de 92% na tabela de preços, algo inimaginável no grupo dos 10 beneficiários da mídia estatal. Para se manter, ainda que nas fraldas dos recursos, a maioria dos demais veículos de comunicação, em níveis nacional, regional ou mesmo local, submeteu-se ao critério coordenado pela diretora do Núcleo de Mídia, Dalva Barbosa.

Procurada pelo CdB, Barbosa não atendeu às ligações, mas um de seus assessores revelou que “a política de descontos da Secom é confidencial”. Alertada pela reportagem de que, segundo a legislação em vigor, não há confidencialidade em negócios públicos, a ligação foi direcionada para a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, que não conseguiu as informações requisitadas pelo jornal, até o fechamento desta matéria. Embora a maioria dos veículos de comunicação tenha aceitado as pesadas negociações do Núcleo de Mídia, com a desvalorização de suas tabelas em mais de 90%, este não foi o caso do Correio do Brasil.

– Rejeitamos, de pronto, esse tipo de exigência por considerá-la abusiva, desproporcional e uma completa falta de respeito aos nossos critérios comerciais. Caso concedêssemos um volume tão grande de descontos ao governo, seria óbvio que a tabela de preços praticada pelo Correio do Brasil não passaria de uma fraude. O CdB circula há mais de uma década diariamente, de forma ininterrupta, e não pode admitir sequer uma ilação neste sentido. Se ao Núcleo de Mídia, baseado em um critério sigiloso, coube graduar o custo do espaço publicitário no jornal, é de competência do CdB discordar, às claras, de tal avaliação e não vender os anúncios a um preço aviltado – afirmou a diretora Comercial do CdB, Suzana David.

Desde fevereiro deste ano, ao final do prazo estipulado para aceitar, ou recusar-se às exigências ditadas pelo Núcleo de Mídia, diante da resistência do CdB em não se submeter à exigência da Secom, o jornal foi marcado com um “Não” no banco de dados. Ao ser assinalado com a negativa, segundo correspondência oficial, passou a vigorar o veto, a total “impossibilidade do recebimento de mídias do Governo Federal”. O Correio do Brasil, que mantém um extenso elenco de colaboradores, repórteres e correspondentes nas principais capitais brasileiras, na Europa, EUA e Japão, por assegurar sua política de independência, patrocinada pela venda de assinaturas diretamente aos leitores, mantêm-se firme na decisão de apontar as falhas na política de comunicação da Presidência da República.

Marco zero
Mas o que ocorreu com o CdB não foi um fato isolado. Em sua página na internet, o jornalista Paulo Henrique Amorim também constatou que “sem incluir os investimentos das estatais, como a Caixa, o BB, os Correios e a Petrobrás, por exemplo – chegará à conclusão de que o Governo Federal põe R$ 55 milhões na Globo, por ano. Dá para sustentar 420 mil pessoas no Bolsa Família, num mês. O benefício médio mensal é de R$ 134, incluído o Brasil Carinhoso. Vezes 4 pessoas por família, 1 milhão e 700 mil pessoas”.
“Quando o ansioso blogueiro fala em Globo, fala na Rede Globo de TV,Globo Participações, Globosat Programadora, Radio Globo São Paulo, Infoglobo (jornal O Globo), jornal Valor (de que a Globo é sócia), Globo Comunicação (internet), e Editora Globo (revista Época). Tudo somado, o Governo trabalhista da Presidenta Dilma ‘aplica’ no centro do Partido da Imprensa Golpista (PIG), ou seja, no marco zero do Golpe, R$ 55 milhões por ano. O Bolsa Família, com o Brasil Carinhoso e o Brasil sem Miséria – tudo somado dá R$ 20 bilhões por ano, ou seja, 0,4% do PIB”, acrescentou.

“A TV lidera o recebimento (sic) de publicidade federal, diz a Folha, com uma verba anual de R$ 115 milhões. A Globo toda somada fica com a metade de toda a verba de publicidade em tevê. E a Globo é 2/3 de toda a publicidade gasta em outras mídias – rádios, jornais, internet e revistas. Para que? Com que retorno? Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra na tabela de publicidade? A Globo cobra R$ 100 para entregar 50% de audiência. Quem diz que ela entrega 50% da audiência – e por isso merece os R$ 100? Quem diz que a Globo entrega a audiência por que cobra é o Globope” desvenda o jornalista, que coloca em cheque aqueles critérios de audiência aventados pela ministra Helena Chagas, junto com as normativas sigilosas adotadas para a exigência de descontos no Núcleo de Mídia.

Em outra página da internet, ainda nesta quinta-feira, o jornalista, escritor e editor do blog O Cafezinho, Miguel do Rosário, em artigo intitulado Secom abre caixa preta da publicidade, segue adiante nas informações quanto à aplicação da verba pública na mídia conservadora nacional.
“Eu venho fuçando o site da Secom há um tempo e não havia encontrado os valores por veículos. Fiz até um pedido, usando a lei da informação, o qual foi devidamente respondido, com dados e indicações, mas informando que ainda não abriam o gasto por veículo. Como o governo só faz publicidade através das agências licitadas, só aparecia o volume de recursos destinado às estas, e não por veículo. Agora o governo resolveu divulgar o quanto cada veículo de mídia ganha. Eu voltei lá, pesquisei, compilei, sintetizei e preparei uma tabela, com os gastos do governo com publicidade institucional desde o início da atual gestão até o primeiro semestre de 2012″, afirma o jornalista.

“Caras de pau”
Rosário não se surpreendeu, após consultar às informações liberadas pela Secom, “que os grandes grupos de mídia ganham enormes volumes de dinheiro”.
“Pena que a Secom só informa a partir de 2011. Analisando as informações, constata-se que, de fato, o governo ampliou barbaramente o número de veículos que recebem publicidade institucional: eram meia dúzia, agora são mais de oito mil”.
“Mesmo assim, eles (os grandes) não tem do que reclamar, sobretudo as organizações Globo. Esta semana, o blogueiro e colunista Noblat fez seu enésimo ataque à blogosfera, insinuando que blogs recebem dinheiro para defender o governo. O Merval (Pereira, colunista de O Globo) volta e meia fala a mesma coisa: já chegou a mencionar teorias conspiratórias sobre “rede de blogs” montada pelo PT ou governo para atacar a mídia”.

O editor de O Cafezinho concorda, então, que estes representantes da mídia conservadora “são uns delirantes e uns caras de pau”.
“Recebem milhões do governo e vem atacar blogueiros que não ganham um tostão, ou se ganham, como é o caso de dois ou três mais famosos, são valores pequeninos, modestos, irrisórios se comparados aos valores destinados aos veículos tradicionais. Na minha opinião, o governo tinha obrigação democrática de investir mais na blogosfera, fazendo publicidade institucional em centenas de blogs, que é pra fazer os mervais surtarem de vez”.
“Um dia desses eu gostaria de saber quanto dinheiro, exatamente, a Globo ganhou de governos desde que a empresa foi fundada, aí incluindo todos os financiamentos de bancos públicos. Em valores atualizados. Seria uma informação bem interessante. É muito fácil posar de independente depois de ganhar uns R$ 10 bilhões do Estado. Enquanto a Globo recebeu, por exemplo, R$ 68 milhões do governo Dilma, de 2011 até junho deste ano, via publicidade institucional, o blog do Nassif recebeu R$ 22 mil. A Agência Carta Maior, que emprega uma equipe numerosa de colunistas e alguns repórteres, recebeu R$ 39 mil. O grupo Abril recebeu R$ 2 milhões”.

Outra constatação relevante de Miguel do Rosário é a de que “os barões da mídia recebem ainda muita publicidade institucional de governos estaduais e prefeituras, não contabilizada pela Secom. Esperemos que todas as esferas de poder respeitem a lei da informação e publiquem o quanto gastam e onde gastam a verba de publicidade institucional.”

Reginaldo Quinta volta a ser candidato em Kennedy


O advogado do prefeito cassado, Marcelo Nunes, sustenta que "qualquer questionamento só pode ser feito após as eleições"

Por Ednalva Andrade
Cassado pela Câmara de Presidente Kennedy no último dia 5 e barrado da disputa pela Prefeitura de Kennedy pela Justiça Eleitoral da cidade, Reginaldo Quinta (PTB) obteve decisão liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem, para se manter na corrida pela reeleição.

Autor da decisão, o juiz do TRE Marcus Botelho suspendeu os efeitos da decisão do juiz eleitoral de Kennedy, Ronaldo Domingues, que cancelou o registro de candidatura do petebista no último dia 6. O magistrado o considerou inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, por ele ter sido cassado pela Câmara, e notificou a coligação dele para que apresentasse substituto em 10 dias.

Para Botelho, "a determinação para que se exclua o candidato, retirando seu nome das urnas, poderá trazer problemas irreparáveis ao pleito eleitoral, e até mesmo ensejar a anulação das eleições no município de Kennedy", caso a decisão seja revertida, pois o sistema de registro será fechado na próxima segunda-feira.

Análise
Ao conceder a liminar ao petebista, Botelho ressalta que não analisou a possibilidade da cassação do mandato pelo Legislativo ser suficiente para cancelar o registro de candidatura ou não. Para ele, essa discussão será feita ao julgar o mérito do pedido ou numa eventual ação contra a expedição de diploma. Antes da votação no plenário do TRE, o procurador regional eleitoral, Carlos Mazzoco, irá se manifestar.

Acusado de comandar esquema de desvios e fraudes em Kennedy, Reginaldo foi cassado pela Câmara, mas a decisão não prevê suspensão dos direitos políticos. Pela Lei da Ficha Limpa, prefeito cassado fica inelegível oito anos após o término do mandato. Mas há divergências sobre o efeito da inelegibilidade após ter obtido o registro. 

O advogado do prefeito cassado, Marcelo Nunes, sustenta que "qualquer questionamento só pode ser feito após as eleições". Ele alega que o processo na Câmara tem várias irregularidades e vai pedir sua anulação na Justiça.

"Em hipótese alguma o PTB cogita trocar de candidato. Ele vai ser candidato, vai ser eleito e diplomado. Não existe prova de que ele cometeu irregularidade. O Judiciário não pode se basear em notícias de jornais. Está havendo prejulgamento", afirma o advogado.

Fonte: A Gazeta

Mantega anuncia mais 25 setores em lista de desoneração

Segundo o governo, as medidas irão reduzir os custos das empresas e as tornar mais competitivas, além de contribuir para uma inflação menor

Brasília - O governo anunciou nesta quinta-feira mais um conjunto de medidas para estimular a economia brasileira, com a redução dos encargos na folha de pagamento atingindo mais 25 setores, incluindo papel e celulose, transportes, aves e suínos, e vantagens fiscais para a compra de bens de capitais.

As medidas irão reduzir os custos das empresas e as tornar mais competitivas, além de contribuir para uma inflação menor, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Apenas a desoneração da folha de pagamento implica em renúncia fiscal de 13 bilhões de reais no próximo ano.

Mantega disse ainda que o governo está prevendo que a economia brasileira crescerá este ano cerca de 2 por cento, ante uma previsão anterior 3 por cento, mas que chegará no quarto trimestre com uma taxa de crescimento anualizada de 4 por cento.

Marta assume o Ministério Cultura com orçamento 65% maior em 2013


Petista substitui a cantora Ana de Hollanda, demitida pela presidente Dilma Rousseff
Denise Madueño,
BRASÍLIA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) assumiu nesta quinta-feira, 13, o comando do Ministério da Cultura, pasta que teve 65% de aumento nos recursos do orçamento para 2013 na comparação com o deste ano. O número foi citado pela presidente Dilma Rousseff na cerimônia em que Ana de Hollanda deixou o cargo e Marta tomou posse. A presidente afirmou que serão R$ 3 bilhões no próximo ano para a pasta da Cultura, que poderão ser somados a outros R$ 2,1 bilhões que podem ser mobilizados pelas leis de incentivo à cultura. "Trata-se de um aumento de 65% em relação a 2012, um legado importante que Ana de Hollanda deixou para Marta Suplicy", disse a presidente.

Dilma afirmou no discurso que todos os gestores querem mais recursos e que ela não tem dúvidas de que merecem mais, mas que o governo já tem feito muito. Ana de Hollanda deixou o cargo dias depois do vazamento de uma carta enviada ao Ministério do Planejamento em que cobrava mais recursos. A presidente lembrou ainda que serão investidos R$ 1 bilhão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

A cerimônia, realizada nesta manhã no Palácio do Planalto, foi cheia de troca de elogios entre a presidente, Marta Suplicy e a ex-ministra Ana de Hollanda. A presidente chegou a citar música do grupo de rock nacional Titãs, ao lembrar a importância da cultura para um País. "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte." Dilma lembrou ainda dos produtores independentes e foi bastante aplaudida ao citá-los. "Um produtor cultural independente pode ser uma grande indústria sofisticada", disse.

Ao se referir a Marta Suplicy, Dilma disse que a nova ministra da Cultura, com seu "olhar não preconceituoso", será capaz de acolher diferentes manifestações na sociedade e levar à frente a área cultural. Ela encerrou o discurso em uma referência indireta às declarações da ministra sobre a campanha do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Peço a Deus e peço a você que coordene a área da cultura, trabalhe por ela e leve ela à frente", disse Dilma. Nessa quarta, 12, ao falar sobre o engajamento na campanha eleitoral de Haddad, Marta disse que o trio formado pelo ex-presidente Lula, pela presidente Dilma e por ela será invencível. "O trio Lula, Dilma, Marta é muito forte. O Lula é um deus! Dilma é bem avaliada e eu tenho o apelo de quem fez. Então, com a entrada desse trio, vai dar certo. Eu combinei que ia entrar na hora e agora estou entrando", afirmou Marta.

Nesta quinta, durante a cerimônia de posse, Marta Suplicy disse que se orgulhava em trabalhar "com uma mulher forte, arretada e competente a quem tanto admiro", em referência à presidente Dilma Rousseff. Marta disse que deixará uma marca em sua gestão no Ministério da Cultura e que tem experiências na implementação de iniciativas culturais quando foi prefeita de São Paulo. "Não podemos aceitar a lógica devastadora do mercado e não podemos aceitar a pasteurização", disse.

Ao agradecer a ministra que deixou nesta quinta o cargo, a presidente Dilma reconheceu o trabalho de Ana de Hollanda e o sacrifício da vida pessoal, lembrando que a gestão da ex-ministra foi alvo de pressões. "Agradeço a lealdade, o sacrifício da vida pessoal e a maneira histórica como enfrentou as pressões, muitas vezes injustas e excessivas", disse a presidente.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi