quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Brasil cai para 5º maior juro real



Taxa de juro real do país está abaixo de 2% após a redução de 0,5 ponto percentual na Selic anunciada 

Com a queda na Selic de 0,5 ponto percentual, o Brasil caiu de 3º para o 5º lugar entre os maiores pagadores de juros reais no mundo, segundo levantamento do estrategista-sênior da corretora do Banco Cruzeiro do Sul, Jason Vieira.

Com a Selic anunciada, a taxa brasileira, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, é de 1,8%. A média dos 40 países pesquisados é de 0,3% negativo. 
O quinto lugar é inédito para o Brasil, segundo o relatório da Cruzeiro do Sul Corretora. Ele é conseqüência de alguns movimentos consecutivos, como a redução paulatina de juros, a elevação das medidas locais de inflação e a menor medida inflacionária em diversos países do mundo, resultado da demanda agregada menos pressionada, segundo a Corretora. 

 “Com a continuidade do processo de cortes de juros e a pressão de alimentos nos índices de preços, a tendência do Brasil é se afastar cada vez mais das primeiras posições como país mais atraente aos investimentos em renda fixa no mundo, o que tende a se intensificar com as medidas e taxações do governo ao capital estrangeiro”, afirma relatório da Cruzeiro do Sul Corretora. O país conseguiu sair do primeiro lugar do ranking em abril, quando a Rússia passou a ter o maior juro real. 

Veja a tabela com os juros reais nos 40 países com o corte de 0,50 pontos percentual na Selic:

Paístaxa real
1China4,1%
2Chile2,4%
3Austrália2,3%
4Rússia2,3%
5Brasil1,8%
6Colômbia1,7%
7Malásia1,6%
8Coréia do Sul1,5%
9Indonésia1,1%
10Hungria0,9%
11Israel0,9%
12Suécia0,8%
13Polônia0,7%
14Suíça0,7%
15Filipinas0,5%
16Japão0,3%
17Tailândia0,3%
18África do Sul0,1%
19México0,1%
20Canadá-0,3%
21Grécia-0,5%
22Taiwan-0,6%
23Argentina-0,8%
24Alemanha-0,9%
25Hong Kong-1,1%
26França-1,1%
27Estados Unidos-1,1%
28Áustria-1,3%
29Espanha-1,4%
30Holanda-1,5%
31Bélgica-1,5%
32Portugal-2,0%
33Inglaterra-2,0%
34Dinamarca-2,2%
35Itália-2,3%
36República Tcheca-2,6%
37Índia-2,8%
38Turquia-3,0%
39Venezuela-3,5%
40Cingapura-3,8%
média dos 40 países-0,3%

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dilma sanciona nova lei das cotas nas federais


Reserva de 120.000 vagas em universidades a oriundos de escolas públicas não aprimora educação básica, oferecida a 40 milhões de brasileiros

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira a Lei das Cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a alunos oriundos de escolas públicas. A distribuição das 120.000 vagas a serem ocupadas dessa forma deverá observar ainda a cor da pele dos candidatos – sempre haverá, portanto, vagas reservadas a negros, pardos e índios na proporção dessas populações em cada estado. Metade dessas cotas é voltada a estudantes de famílias de baixa renda. Aprovada no Senado no dia 7 de agosto, a lei foi sancionada sem alterações importantes. Dilma vetou apenas o 2º artigo, que determinava a seleção de alunos do sistema público por meio de um Coeficiente de Rendimento (CR), ou seja, a média de suas notas no ensino médio. Com o veto, passa a ser usado o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na prática, a lei estabelece que metade das 240.000 vagas mantidas nas federais não serão mais ocupadas segundo o mérito acadêmico dos candidatos. A própria presidente deixou isso claro no evento em que sancionou a lei, no Palácio do Planalto: "Nada adianta eu manter uma universidade fechada e manter a população afastada em nome da meritocracia", disse. A disposição, portanto, se choca frontalmente com um pilar do ensino superior de qualidade: a manutenção da excelência em todos os níveis – discente e docente –, com o objetivo de fazer avançar o conhecimento, rendendo frutos para toda a sociedade. Ao invés disso, busca pretensamente corrigir uma distorção de fato existente – o escasso acesso de estudantes de escolas públicas à educação superior pública. A lei, porém, não atua de forma alguma na razão do problema: a péssima qualidade (com raras exceções) da formação básica oferecida por governos das três esferas. Dessa forma, não está claro qual problema pretende combater.

Do ponto da qualidade da produção acadêmica, a lei pode ter consequências jamais desejadas para quem busca a excelência. Ao lado de suas congêneres estaduais, as 59 universidades federais são, em conjunto, responsáveis pela parcela mais importante da produção de pesquisa e conhecimento do Brasil. Respondem por 86% dos artigos científicos publicados internacionalmente, como mostrou a reportagem de VEJA desta semana "O grande erro das cotas". Atingir esse nível só é possível quando as instituições atraem para si os professores e os alunos mais bem preparados. Agora, a lei coloca nesse seleto grupo cotistas vindos do deficiente ensino público.

A culpa de tal desnível não é, evidentemente, dos cotistas, mas das escolas. Segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) relativos ao ensino médio, ciclo imediatamente anterior ao superior, as escolas públicas obtiveram média de 3,4 numa escala de 0 a 10 – as privadas participantes da avaliação ficaram com nota 5,7. A lei agora sancionada não traz nenhum mecanismo para reverter tal fracasso. Pode até ajudar a mascará-lo ao reservar vagas para estudantes que, de outra forma, não teriam acesso às federais.

O próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante, entusiasta das cotas, reconhece que os oriundos do sistema público de ensino brasileiros estão muito defasados. Na semana passada, ao comentar a lei, disse que as universidades federais "terão que se preparar” para receber os novos alunos. "Onde necessitar um nivelamento, terá de ser feito um nivelamento. Vai ter que ter um período de adaptação para os alunos, inclusive nas férias." É como se as universidades, ao invés de primar pela excelência, assumissem o papel de "escola de reforço", preocupada em ensinar a quem não aprendeu o que deveria nos anos precedentes.

É justamente no ciclo básico, formado pelas etapas fundamental e média, que deveriam estar concentrados os esforços do governo. Pois ali está a massa de alunos brasileiros. Em 2010, foram registradas 31.005.341 matrículas no ensino fundamental (1º ao 9º ano), 8.357.675 no médio e 5.449.120 no superior, segundo dados do Censo Escolar. Se governo e patrocinadores da lei das cotas investissem sua inteligência e marketing no aprimoramento da educação básica ajudariam, ao ano, quase 40 milhões de brasileiros – e não apenas 120.000 cotistas. Mas as cotas, digamos, fazem mais barulho. Por isso, sintetiza Gustavo Ioschpe, economista e colunista de VEJA: "A Lei das Cotas não passa de migalha (...) A maneira de tirar milhões de negros da privação é melhorando a qualidade do ensino básico." 

Além de todas as limitações e equívocos da lei, o desacerto mais gritante é a eleição do critério de raça para beneficiar os estudantes. Para combater o mal da desigualdade de oportunidades entre estudantes provenientes das redes privada e pública, que deve ser combatido, melhor seria ampliar-se a reserva garantida a alunos oriundos de famílias pobres. Isso estabeleceria um critério mais objetivo e, segundo estudos recentes, mais produtivo. Como mostrou a reportagem de VEJA desta semana "Em busca do melhor", após décadas de experiência, os Estados Unidos começam a definir uma nova política de cotas apoiada no critério econômico. É o ataque a esse problema que produz os melhores resultados.

Minha sugestão de leitura:
* LEI DE COTAS RACIAIS – UM EQUIVOCO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS (com vídeo de um especialista Americano)

OGX cai forte na bolsa após anúncio de novo diretor


Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 9,62%,


São Paulo - As ações da OGX (OGXP3),do bilionário Eike Batista, caem forte hoje na Bovespa com o anúncio da nomeação de Paulo de Tarso Martins Guimarães para o cargo de diretor de exploração. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 9,62%, negociados a 5,92 reais.

Paulo de Tarso ocupava o cargo de gerente executivo de exploração desde abril deste ano. O executivo ingressou na OGX em 2010, como gerente executivo de novas áreas. Ele entra na vaga deixada por Paulo Ricardo dos Santos. Segundo comunicado publicado na página da OGX, o executivo deixa o cargo para ocupar outra posição dentro da holding do grupo EBX.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim de Veja, a OGX registrou outras baixas nos últimos dias: os gerentes executivos Edmundo Marques e Luiz Reis deixaram a empresa, além do ex-presidente da OGX, Paulo Mendonça, que já havia deixado seu cargo em junho e agora sai de vez do grupo EBX. 

Na segunda-feira, o UBS reduziu suas previsões para a OGX. Na nova projeção, o preço-alvo para as ações passou de 7,50 reais para 7,20 reais - queda de 4%. A analista Lilyanna Yang decidiu rever as estimativas por conta dos atrasos nas explorações de petróleo e na entrega da plataforma WHP. A expectativa de produção também foi cortada. A recomendação segue neutra. 

Como o Itaú já fez mais de 500 funcionários pararem de fumar


Programa interno oferece tratamento por um ano, além de acompanhamento posterior

No dia 30 de agosto, é promovido o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O vício é uma das preocupações das empresas, já que pode causar uma série de problemas de saúde aos funcionários. E o Itaú Unibanco aproveitou para fazer um balanço de seu programa interno antitabagismo.

Criado em 2006, o programa do Itaú já atendeu cerca de 1.200 funcionários. Destes, cerca de 550 efetivamente largaram o cigarro. O programa é oferecido para os funcionários administrativos e da rede de agências bancárias da Grande São Paulo.
As inscrições são abertas duas vezes por ano, e devem ser feitas por meio da intranet do banco. Não há limite de vagas, mas os inscritos são divididos em grupos de 12 pessoas, para participar das atividades.

Dinâmica
Os participantes passam por palestras, dinâmicas de grupo, técnicas de respiração, orientação nutricional e apoio psicológico. No total, o tratamento dura um ano, com uma sessão por mês, além de três consultas médicas.

Mais um grupo de 40 funcionários deve começar o programa em setembro. A adesão é voluntária, e não há punições para quem desiste no meio do caminho – ou não consegue parar de fumar. No total, o Itaú Unibanco conta mais quase 105.000 funcionários, de acordo com a edição especial Melhores e Maiores de EXAME 2012.

Apple vale mais do que Microsoft, Google, Amazon e Facebook

Juntos, os valores das empresas atingiriam a marca de US$ 630,9 bi, inferior aos US$ 632,5 bi da Apple


A Apple realizou uma façanha poucas vezes ocorrida no mercado de tecnologia: superou o valor de mercado das principais companhias americanas do segmento somadas.

Juntos, os valores de mercado da Microsoft (256,7 bi de dólares), Google (221,4 bi de dólares), Amazon (111,2 bi de dólares) e Facebook (41,3 bi de dólares) atingiriam a marca de US$ 630,9 bi.

Sozinha, com seus papéis negociados a 676 dólares, a Apple tem valor de mercado superior a 632,5 bi de dólares.
A observação foi primeira notada pelo designer e analista americano Kontra e divulgada no Twitter.

A Apple atingiu novo valor de mercado recorde na segunda-feira, primeiro dia útil após a sentença que condenou a Samsung a pagar 1 bilhão de dólares à empresa cofundada por Steve Jobs. Na ocasião, cada ação da Apple chegou a ser negociada por 680,87 dólares.

A notícia também derrubou as ações do Google, detentor do sistema operacional Android, utilizado nos smartphones da Samsung, que recuou 1,4%.
Ao mesmo tempo, a desvalorização das ações do Facebook, em quase 50% em relação ao valor de oferta inicial ao mercado, corrobora o cenário favorável à Apple.

Justiça proibe Hartung de aparecer em programa eleitoral do PPS



A justiça eleitoral de Guarapari proibiu ontem que o ex-governador Paulo Hartung, filiado ao PMDB, e outros peemedebistas como o senador Ricardo Ferraço e o deputado Lelo Coimbra, continuem a aparecer no programa eleitoral do PPS. 

Na cidade o PMDB está coligado com o PSB do candidato Ricardo Conde. No município todo o partido apóia a candidatura do ex-vereador Conde. 
No programa eleitoral na TV, o candidato do PPS, Edson Magalhães (PPS), vinha exibindo imagens do ex-governador, do senador e do deputado, dizendo que ele (Edson) é o melhor. 

O programa foi ao ar, a tarde, mas suspenso no mesmo dia. Não reprisou à noite por decisão judicial.
O programa de Edson Magalhães que foi ao ar na segunda feira as 13:00 horas não voltou a ser exibido no horário das 20:30. 

Tudo por causa de imagens e depoimentos que foram veiculados com membros do PMDB, partido que está coligado com o PSB. 
A decisão abre um precedente perigoso, pois juízes de Vitória, Vila Velha e outros municípios, podem determinar a mesma proibição. 

Em Vitória, por exemplo, Paulo Hartung apóia o candidato do PSDB, ex-prefeito Luiz Paulo.

Em Vila Velha Hartung apóia o candidato do DEM, seu ex-secretário de Segurança Rodney Miranda. 

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