terça-feira, 13 de março de 2012

Política nula e drasticamente redimensionada

Assim o indivíduo sem sociedade anulou a política. Há cada vez menos lugares de formação das demandas coletivas e cada vez mais interesses privados. Por que as democracias estão perdendo força? E como eles podem reencontrá-la? Há a necessidade de superar a ideia de que só a afirmação do indivíduo é o que importa. A irresponsabilidade do capital financeiro tornou-se indecente, e a timidez com que ela é enfrentada  pelos governos é cada vez menos aceitável.


O artigo é de Franco Cassano (*)

Supersalários e mais cargos: a farra no Senado

Passou despercebida no meio do noticiário sobre as lambanças no novo concurso promovido pelo Senado, no último final de semana, a informação sobre os supersalários oferecidos aos felizardos que forem aprovados.
São de dar água na boca: os salários iniciais variam de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil para funções como analista de informática, analista de suporte e enfermeiro. Só isso pode explicar que 157 mil pessoas tenham se inscrito no concurso para disputar as 246 vagas. Passar neste concurso é como ganhar na loteria todo mês para o resto da vida.
Conheço pessoas que trabalham nestas funções e nenhuma tem salário que chega sequer perto destes valores. No mercado dos simples mortais, de acordo com pesquisa que fiz na internet, os salários mais altos oferecidos variam  de R$ 5 mil a R$ 9 mil para quem tem formação superior.
O concurso foi organizado pela Fundação Getúlio Vargas, a respeitável FGV, mesma instituição responsável pelo projeto de reforma administrativa do Senado que deverá ser votada nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça, depois de se arrastar por mais de dois anos e receber várias modificações.
É uma farra: pela proposta original, o número de cargos comissionados para o gabinete de cada um dos 81 senadores passaria dos atuais 12 para 25. Os senadores acharam pouco: agora, o projeto que será votado prevê que cada um poderá empregar 55 servidores.
Como quem paga somos nós, eles não estão preocupados com as despesas. No ano passado, o Congresso Nacional custou aos brasileiros R$ 6,2 bilhões (um terço desta bolada foi para o Senado).
Com as novas contratações previstas, os gastos devem aumentar bastante este ano. Até o dia 2 de março, segundo a última informação oficial divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, trabalhavam lá 8.905 funcionários. Como o novo trem da alegria prevê a criação de mais 246 vagas este número passará de 9 mil.
Trabalhar, claro, é modo de dizer, porque boa parte deles não precisa bater ponto, fica à disposição dos senadores em seus Estados de origem, faz cursos no exterior ou trabalha full-time em empresas privadas.
Para quem se assustou com os salários oferecidos, é bom saber: tem gente lá ganhando bem mais. Auditoria do Tribunal de Contas da União mostrou que 464 servidores ganham desde 2009 acima do teto do funcionalismo (R$ 24,5 mil). Tem funcionário que chega a ganhar R$ 46 mil, segundo o TCU.
O site Congresso em Foco chegou a publicar a relação completa destes marajás e agora seus jornalistas estão sendo processados pelos ditos cujos.Por falar em marajás, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) abriga em seu gabinete 54 funcionários comissionados.
É como se o Senado Federal fosse um mundo à parte do resto do Brasil e a nós só cabe pagar as contas. No momento em que milhões de brasileiros preparam suas declarações de imposto de renda e descobrem quanto do que ganham vai para os cofres públicos, é duro ficar sabendo como o dinheiro sai de lá sem controle para bolsos privados.
Parece que as excelências e seus exércitos de funcionários bem remunerados não aprenderam nada com a crise institucional de 2009, quando foram denunciados os atos secretos que camuflavam a nomeação de parentes dos senadores e escondiam os fantasmas nos armários do Senado.
É nestas horas que a gente se pergunta: para que serve mesmo o Senado Federal? Para que quase 9 mil funcionários "trabalhando" para 81 senadores (dá mais de 100 por cabeça)? Até quando vamos ficar bancando esta farra com o dinheiro público, quer dizer, com o nosso dinheiro?
Calma, pessoal, que ninguém está propondo o fechamento de uma das casas do Congresso Nacional. Queremos apenas que eles trabalhem mais e gastem menos. Chega de farra. A democracia não pode virar uma festa do caqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Autor de Privataria Tucana vai em cana em MT


Autor de um dos livros mais vendidos no Brasil recentemente, “A Privataria Tucana”, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. alcançou fama instantânea ao denunciar um esquema ocorrido durante o processo de privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. Em seu trabalho seguinte, no entanto, Ribeiro Jr. passou por uma situação um tanto diferente, que pode ser definida como humilhante ou simplesmente constrangedora.
Na noite do último sábado, 10, o jornalista foi detido pela Polícia Militar na região de Rondonópolis, no Mato Grosso, e confundido por um “ladrão de gado” enquanto fazia levantamentos sobre propriedades rurais da Igreja Mundial do Poder de Deus para uma reportagem para a TV Record. Tanto ele quanto seu colega, identificado apenas como “Leandro”, mostraram credenciais da emissora do bispo Edir Macedo.
Os jornalistas foram escoltados até um posto da Polícia Rodoviária Federal na rodovia BR-163 e de lá levados para a capital, Cuiabá. Os dois informaram no dia que seguiriam para São Paulo ainda na manhã de domingo. A denúncia foi feita formalmente por dois gerentes de fazendas da região de Mineirinho (a 70km de Rondonópolis), que informaram haver dois homens “suspeitos” em uma caminhonete, que rondava o local desde à tarde. Segundo a polícia, não foi registrado Boletim de Ocorrência por não haver delito.
Amaury Ribeiro Jr. não apenas causou um grande furor com o lançamento do livro “A Privataria Tucana”, no início de dezembro, chegando a esgotar estoques em pouquíssimo tempo, como continua recebendo homenagens até hoje. À época do lançamento, houve a suspeita de que até o ex-governador José Serra, envolvido nas denúncias de Amaury, teria tentando comprar todo o estoque da obra na Livraria Cultura, em São Paulo.

VINHOS E ACOMPANHAMENTOS


Vinhos & Acompanhamentos:

Vinho tinto seco leve :
Carnes vermelhas fritas ou grelhadas; Frango assado e cozido; Pizzas; Carpaccio de carne, Salgadinhos assados ou fritos; Bacalhau temperado acompanhado com legumes, batatas e molho; Paella.
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Vinho tinto seco encorpado:
Carnes assadas; Carnes de caça assadas, Queijos de mofo branco, como o brie, camembert ou caprice des dieux.
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Vinho tinto leve:
Massas com molho alho e óleo.
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Vinho tinto encorpado:
Queijos de massa dura, como provolone.
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Vinho tinto seco:
Massas com molho de tomates temperado; Massas com molho de ervas aromáticas; Massas com molho condimentado; Frios em geral; Queijos amarelos como edam, estepe, parmesão, gouda, gruyère.
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Vinho branco seco:
Massas com molho branco; Saladas em geral (também podem acompanhar vinho branco semi-seco ou vinho rosé refrescado); Entradas; Antepastos; Sardinhas; Queijos cremosos como Rambol; Sushi e sashimi (o vinho tem que ser frutado).
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Vinho branco seco leve:
Peixes em geral, sejam em postas ou filé; Fondues.
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Vinho branco seco encorpado:
Ostras e mariscos.
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Vinho branco doce: Fígado de ganso; Morangos; Bolos de natal ou panetones (acompanham também vinho tinto); Truta.
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Vinho Verde Branco:
Bacalhau grelhado ou assado.
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Vinho do Porto:
Frutas secas (podem acompanhar também o vinho Madeira); Bolos (acompanham também Jerez e Madeira); Queijos azuis como o roquefort; Sorvetes.
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Jerez:
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Jerez:
Sopas. 


Veja também:

Em referendo, suíços rejeitam férias de 6 semanas.

Só os suíços, mesmos!!! Abs.
Em referendo realizado neste domingo (11/03), os eleitores da Suíça rejeitaram o aumento das férias anuais pagas de quatro para seis semanas, padrão usado em países como Alemanha e Itália. "Ao rejeitar essa iniciativa, os cidadãos mantiveram o senso de realidade", disse Hans-Ulrich Bigler, diretor da União de Manufatura da Suíça, que reúne 300 mil empresas. A entidade estima que o custo da mão de obra teria uma elevação de 6 bilhões de francos suíços (US$ 6,52 bilhões) caso a medida fosse aprovada.
Outra medida submetida a referendo foi aprovada: a exigência de que não mais de 20% dos imóveis residenciais de qualquer cidade ou vila possam ser vendidos para ser casas de temporada. A medida visa a preservar recursos naturais e evitar uma alta dos preços dos imóveis residenciais e deverá afetar principalmente estrangeiros ricos, que costumam comprar chalés na Suíça para usar durante férias e feriados. Em toda a Suíça, cerca de 500 mil imóveis residenciais, ou 12% do total, têm ocupação apenas temporária.
A ministra do Meio Ambiente, Doris Leuthard, disse que o governo compartilha a preocupação quanto à dificuldade que muitos suíços enfrentam para encontrar moradias a preços acessíveis, enquanto "a taxa de ocupação das casas usadas como segundo imóvel" são baixas demais em várias regiões do país.
Por ampla maioria (87% a favor), os eleitores suíços também aprovaram uma emenda à Constituição para determinar que todos os lucros de loterias e atividades que envolvam apostas sejam destinados a esportes, cultura, meio ambiente e projetos sociais que beneficiem o público.
Vários dos referendos realizados neste domingo dizem respeito a questões locais. Em Genebra, sede de vários órgãos da ONU, os eleitores aprovaram restrições mais duras à realização de manifestações, que incluem uma multa de até 100 mil francos suíços para os participantes de protestos que não tiverem obtido permissão prévia da polícia.
Em Zurique, os eleitores aprovaram uma resolução que determina a remoção das casas de prostituição dos bairros residenciais e a construção de uma área própria para essa atividade, que na Suíça é legalizada e regulamentada. As informações são da Associated Press

sábado, 10 de março de 2012

O POBRE, O NEGRO, O GORDO E O MONGOLÓIDE.

 

Aqui no Brasil, sempre houve o mito de que não há preconceito. Afinal, todos convivem harmonicamente e não existem conflitos raciais em nosso país, não é? E eu concordo. Em nosso país,o que existe é o preconceito de aparência e classe social. Duvida? Eu te provo:

Durante a noite numa rua escura, um homem branco e bem vestido se aproxima sorrateiramente de você. Certamente você estranhará, mas pensará que é uma cantada, uma pessoa que trabalhou num escritório durante todo o dia e está cansada indo para casa ou milhares de outras coisas. Em última análise, você achará que é um ladrão.

Agora, se o mesmo homem branco apresentar-se vestindo um bermudão meio largo, uma toquinha, andando com um gingado estranho ou mal vestido. A primeira coisa que você pensará é: “Dancei”.
Se um negro aparece na televisão, dirige um carrão e mostra que é bem de vida é recebido alegremente em qualquer rodinha. Pois, com certeza, é “aquele” sambista ou pagodeiro de sucesso. Mas, se o mesmo negro aparecer na naquela rua escura a pé e mal vestido, seja você branco, negro, mulato ou oriental, você também (mesmo que lá no íntimo) vai se preocupar.

Se você vê um gordo na televisão, com dinheiro, falando vários idiomas e estourando de sucesso em várias mídias; você pensa: “Ele é fofo, charmoso e inteligente”. Agora se esse mesmo gordo, passa por você na rua e é mais um anônimo. Mesmo que ele seja gordo por uma doença ou distúrbio qualquer, você pensa: “Que feio! Ta assim porque é preguiçoso ou esganado”. Faça o teste, vá até uma lanchonete e observe. Se um magrelo comer seis “sandubas” seguidos, você se pegará pensando: “Tadinho, deve estar faminto”. Mas se um obeso pedir um segundo sanduíche… lá vem aquela vozinha: “É por isso que é uma baleia. Come pra caramba!”

Se a filha do Romário ou a atriz mirim da antiga novela da oito aparece, todos dizemos: “Nossa! Que lindinha!” Na realidade, quantos de nós gostaríamos de ter um filho com síndrome de Down? Tenho certeza de que ninguém. Mas se esse mesmo portador dessa Síndrome nascesse numa favela de pais pobres, seria ”aquele mongolóide“.

Inúmeros exemplos vivos estão a nossa frente todos os dias. Ou você acha que se o Ronaldo “O Fenômeno” morasse em Bento Ribeiro e trabalhasse de boy num escritório, mulheres lindíssimas cairiam aos seus pés. Ou o Ronaldinho Gaúcho, seria aclamado por milhares de mulheres nos estádios: “Lindo! Lindo! Lindo!” Jô Soares, se fosse pobre e mal falasse o português, seria endeusado por várias mulheres?
Há em nosso país uma grande hipocrisia. Importaram dos E.U.A. o termo “Afro-Americano” e lançaram o “Afro-Brasileiro” como uma condição de afirmação racial. Penso que esse termo é muito mais uma afirmação de segregação. Ninguém é “Afro-Isso”, “Ítalo-Aquilo”, “Luso-Aquilo Outro”, ou “Nipo-Sei Lá Das Contas”. Todos somos BRASILEIROS. Negros, brancos, amarelos, vermelhos, altos, baixos, gordos, magros, carecas, cabeludos ou de qualquer outra etnia ou aparência física.

A ciência, recentemente, jogou por terra todas essas definições estúpidas de raça. O D.N.A. não mente, somos todos iguais. Oriundos do mesmo “caldo” evolutivo e iremos para o mesmo buraco, onde apodreceremos e seremos digeridos e defecados por vermes e insetos.

O preconceito, qualquer que seja, é antes de tudo uma estupidez. Há negros de bom caráter, há negros de mau caráter, há brancos honestos, há brancos corruptos e ladrões, bem como ricos e pobres que são boas e más pessoas. O que deve prevalecer são os atos e os exemplos pelos quais se vive; e não sua aparência, classe social, cor da pele, religião, etc…

Preconceito = Pré–Conceito = Antes de ter um conceito = Antes de conhecer = Pura Burrice.

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