segunda-feira, 15 de maio de 2017

Funcionários do BNDES fazem novo protesto no Rio contra operação da PF

Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fizeram hoje (15) um novo protesto contra a condução coercitiva de 37 empregados da instituição durante a Operação Bullish, da Polícia Federal, deflagrada na última sexta-feira (12) para investigar a concessão de créditos ao Grupo JBS.

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Cerca de 50 pessoas participaram do protesto, organizado pela associação dos funcionários, na sede do banco, no Rio de Janeiro.

“A Associação de Funcionários do BNDES manifesta plena solidariedade e se coloca à disposição dos colegas que sofreram essas arbitrariedades – levados de forma ilegal e violenta e expostos em rede nacional com danos às suas imagens e reputações. Testemunhamos serem profissionais honestos e competentes que sempre cumpriram rigorosamente suas obrigações pensando no interesse público e no desenvolvimento econômico e social do país”, destacam os funcionários em certa aberta à diretoria do banco.

A Operação Bullish investiga se o BNDES favoreceu a JBS, da qual a BNDESPar detém 21%, com aportes efetuados no período de 2007 a 2011, que somaram R$ 8,1 bilhões, para compra de empresas do setor frigorífico.


Em nota divulgada na última sexta, o BNDES informou que está dando apoio a seus trabalhadores. A presidente do banco, Maria Silvia Bastos, também se pronunciou e disse que tem confiança em seus empregados.

Plenário do STF vai julgar imunidade criminal de presidente da República

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se presidente da República pode ser investigado por acusações ocorridas antes de assumir o mandato. A questão foi definida após decisão do ministro Luiz Fux, que enviou para a deliberação do colegiado uma ação na qual o PDT pede que a Corte diminua a imunidade ao chefe do Executivo. Ainda não há data para o julgamento.

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Na ação, o PDT defende que o Supremo deve dar interpretação à Constituição para garantir que o presidente da República pode ser investigado durante o mandato, mas não pode ser alvo de ação penal por crime comum.

De acordo com o Artigo 86 da Constituição, “o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. 

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR) a norma impede a investigação do chefe do Executivo. No entanto, advogados do partido sustentam que a investigação feita pela polícia não pode ser considerada como responsabilização.

“Na verdade, é somente com a adoção de providências investigatórias que será possível preservar eventuais elementos de prova indispensáveis à comprovação de delitos comuns, sem relação com o mandato presidencial, inclusive anteriores, mas que só poderão ser processados no futuro”, argumenta o PDT.


O próximo passo do processo serão as manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da PGR. Os órgãos deverão enviar ao STF as informações no prazo de cinco dias.

Estudo diz que ataques a defensores de direitos humanos atingiram nível crítico


No ano passado, 281 defensores de direitos humanos foram mortos em pelo menos 22 países. Os dados são da organização não governamental (ONG) Front Line Defenders e estão no estudo Defensores e defensoras dos direitos humanos sob ameaça - a redução do espaço para a sociedade civil, divulgado hoje (15) pela Anistia Internacional.

Em 2015, foram 156 mortes. Os perigos enfrentados pelos defensores chegaram a um nível sem precedentes, avalia o documento que dá suporte à campanha global “Coragem”, também lançada hoje, que pede providências contra o crescimento desse tipo de ataque.

Mais de 75% das mortes ocorridas em 2016 foram no continente americano, contra 50% registradas no ano anterior. Quase metade dos mortos defendia direitos relacionados a questões ambientais e indígenas e relacionadas à terra. O estudo destaca que, somente em janeiro deste ano, 10 defensores de direitos humanos foram mortos na Colômbia.

De acordo com a pesquisadora da Anistia Internacional Ariadna Tovar, a estigmatização dos defensores na América Latina e a impunidade são os principais motivos para esse recorde de violações. “Os defensores são chamados de radicais, são acusadas de manchar a imagem do país, de inventar mentiras sobre o país, o que acaba legitimando a violência contra eles”, disse Ariadna, que foi uma das coordenadoras da pesquisa. “Outro fator é a falta de investigação sobre as mortes, o que favorece que haja mais ataques a defensores.”

Impunidade
Entre os casos destacados pela pesquisa está o do defensor de direitos humanos Abdul Basit Abu-Dahab, que foi morto em março do ano passado em um atentado à bomba em Derna, Líbia. Em julho do mesmo ano, Gloria Capitan, uma ambientalista e ativista contra a expansão de minas de carvão em sua comunidade, foi morta a tiros em casa, em Mariveles, nas Filipinas. Em ambos os espisódios, ninguém foi preso.

O documento diz que amorte desses defensores tem como consequência uma série de outras ameaças a grupos e pessoas relacionadas às vítimas. “Geralmente, as ameaças continuam contra as pessoas que tomam as bandeiras da causa e dos colegas desses defensores”, disse a pesquisadora.

Lideranças comunitárias, advogados e jornalistas são as principais vítimas de violência, mas a lista que engloba outros ativistas é extensa. O documento cita o caso de uma prostituta moradora do Rio de Janeiro que denunciou assédios, estupros e extorsão policial entre outras violações contra profissionais do sexo em 2014. Semanas depois, ela foi sequestrada por quatro homens em um carro. Eles a feriram nos braços com lâmina de barbear, mostraram uma foto do filho entrando na escola e mandaram que ela parasse de falar com jornalistas e de denunciar policiais. Depois do episódio, temendo pela segurança da família, ela parou de fazer denúncias.

Violações
Em 63 países, defensores de direitos humanos sofreram campanhas difamatórias. Prisão e detenção de pessoas que reivindicam direitos pacificamente foram registradas em 68 países e em 94 nações houve ameaças ou ataques. De acordo com o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, governos também estão oprimindo ativistas.

“Líderes autoritários e populistas querem nos fazer crer que desejam o melhor para nós, mas não é assim. De fato, os que defendem os direitos humanos são os que lutam por nós – e enfrentam a perseguição por se atreverem a fazê-lo. Agora em 2017, a difícil situação dos defensores e defensoras dos direitos humanos chegou a um ponto crítico devido às medidas adotadas por Estados abusivos”, acrescentou. Entre os líderes que estão "desmantelando progressivamente as bases necessárias para uma sociedade livre", Shetty cita Vladimir Putin (Rússia),  Xi Jinping (China) e Abdel Fatah el-Sisi (Egito).

A Anistia Internacional destaca que, além dos modelos antigos de repressão e intimidação, as novas tecnologias também estão sendo usadas para ameaçar ativistas. “Em vários países, a internet é usada para atacar e desmoralizar defensores. Aqui no México, por exemplo, os trolls (comentários anônimos ofensivos) diariamente divulgam informações falsas sobre defensores, incluindo jornalistas”, afirmou Ariadna.

Segundo o estudo, no Bahrein, o governo vigia ativistas exilados utilizando programas espiões. Em todo o mundo empresas são obrigadas a revelar chaves de criptografia e a decifrar comunicações pessoais online para as autoridades. No Reino Unido, a polícia colocou jornalistas sob vigilância com a finalidade de identificar suas fontes, destaca a pesquisa.

Coragem
O principal objetivo da campanha "Coragem" é pressionar os governos para que reconheçam a importância dos defensores dos direitos humanos e  estabeleçam medidas eficazes para protegê-los, como determina a Declaração sobre os Defensores dos Direitos Humanos, de 1998, assinada pelos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Desde Frederick Douglass até Pankhurst, passando por Rosa Parks, B. R. Ambedkar e Nelson Mandela, a história está repleta de pessoas comuns que se negaram a aceitar a situação estabelecida e deram a cara a tapa pelo que era justo”, lembrou Salil Shetty. “Sem sua coragem, nosso mundo seria menos justo e menos igualitário. Por esta razão pedimos a todos – não somente aos líderes mundiais – que apoiem os que defendem os direitos humanos e os protejam.”

Brasil
Em março, o governo divulgou relatório sobre situação dos direitos humanos no Brasil. O documento cita profissionais de comunicação, líderes rurais, indígenas, quilombolas e ambientalistas como as principais vítima de violações no país.


Na última Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no início do mês, o governo brasileiro recebeu centenas de recomendações para garantir a proteção dos defensores que atuam no Brasil.

Ministro do TSE libera ação contra chapa Dilma-Temer para julgamento

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin liberou hoje (15) para julgamento a ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Com a decisão, a ação voltará a ser julgada a partir da semana que vem. Caberá ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, marcar a data da sessão.

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A liberação para julgamento ocorreu após a chegada da manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e das alegações finais das defesas do presidente Michel Temer e da ex-presidenta Dilma Rousseff. O novo parecer, feito pelo vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino, repete o posicionamento enviado ao TSE em março, antes da interrupção do julgamento. De acordo com o procurador, além da cassação da chapa, o tribunal também deve considerar a ex-presidenta inelegível por oito anos.

Processo
Após o resultado das eleições de 2014, o PSDB entrou com a ação, e o TSE começou a julgar suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral de Dilma e Temer. Recentemente, Herman Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação, por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma, que teria recebido recursos do esquema de corrupção investigado na Lava Jato. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.


A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer sustenta que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

Lula vai recorrer de decisão que negou arrolar novas testemunhas no caso triplex

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram hoje (15) que vão recorrer da decisão do juiz federal Sergio Moro, que indeferiu o pedido da defesa de arrolar novas testemunhas e realizar provas periciais no processo que investiga suposta ligação de Lula com um apartamento triplex da OAS Empreendimentos.

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Segundo nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, a decisão de Moro contém erros factuais, "pois todos os endereços das testemunhas complementares [...] estão em um rol que pode ser encontrado nas duas últimas folhas da petição". Moro havia citado a falta dos endereços das testemunhas como uma das razões para a negativa.

A defesa também criticou o indeferimento da realização de perícia para apurar de quem seria o imóvel 164-A, do Condomínio Solaris, e se a OAS usou o apartamento como garantia em operações financeiras da empreiteira. "Se o Ministério Público Federal (MPF) imputa — ainda que sem qualquer razão — crime que deixa vestígio material, a realização da prova pericial é obrigatória", diz a nota, que faz referência ao Artigo 158 do Código de Processo Penal.

Martins também afirmou que os depoimentos das 73 testemunhas ouvidas no caso do triplex comprovam a inocência do ex-presidente: "Ao arrolar novas testemunhas, o MPF reconheceu que não dispõe de prova da acusação formulada contra Lula". O pedido dos procuradores para ouvir novas testemunhas também foi negado por Moro.


A nota dos advogados encerra afirmando que "serão tomadas todas as medidas necessárias para afastar as ilegalidades presentes" na decisão do juiz federal.

Putin diz que a fonte primária do vírus do ciberataque global foi a CIA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assegurou nesta segunda-feira (15) que a Rússia não tem nada a ver com o ciberataque global que já afetou mais 200 mil computadores em pelo menos 150 países. E acusou o serviço secreto dos Estados Unidos (CIA) de ser "a fonte primária do vírus".

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"Acredito que a direção da Microsoft já indicou a CIA como a fonte primária do vírus. A Rússia não tem nada a ver com isso", disse Putin, em entrevista coletiva em Pequim, onde participou do Fórum da Nova Rota da Seda. Segundo ele, as instituições públicas russas "não sofreram danos importantes, nem os bancos, nem o sistema de saúde, nem outros, mas, em geral, não há nada de bom nisto e é preocupante".

WikiLeaks vazou
O presidente da Microsoft, Brad Smith, advertiu ontem que a compilação de vulnerabilidades cibernéticas por parte dos governos se converteu em um padrão emergente que causa danos generalizados quando estas informações são vazadas.

“Vimos aparecer no WikiLeaks vulnerabilidades armazenadas pela CIA, e agora estas vulnerabilidades roubadas da NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA) afetaram clientes em todo o mundo", criticou Smith, ao se pronunciar sobre a origem do erro no sistema operacional Windows que possibilitou a ação do ciberataque com o software maligno WannaCry.


O 'ransomware'  (tipo de ciberataque que infecta os computadores e depois cobra um resgate) WannaCry, que exigiu um pagamento na moeda digital 'bitcoin' para que o acesso aos computadores fosse recuperado, infectou sistemas de informática em todo o mundo, inclusive no Brasil.

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