terça-feira, 8 de março de 2016

Os brados de justiça são contra a corrupção ou ao PT?




Por Selma R. Furio Vieira* no grupo Consciência Política Razão Social   


Comumente ouvimos as pessoas dizerem que são contra a corrupção. Perfeito! Afinal ela é o câncer que corrói o alicerce do país e das instituições. No entanto, parafraseando Hamlet, percebo que há algo de podre no reino da moralidade.

O discurso anticorrupção da atualidade apresenta um argumento falacioso e prejudicial à verdade; pois se uma pessoa bradar a todos pulmões que é contra a corrupção, mas for seletiva em sua indignação, ela demonstrará que é guiada por sentimentos diversos à repulsa que pronuncia.

Nestes casos, ou a pessoa é hipócrita, ou desconhece fatos (graças à mídia e a seu empenho gigantesco em demonizar um partido e poupar o outro) ou simplesmente odeia o PT.

Se a pessoa disser que deseja a queda do governo por odiar o partido, ela estará sendo sincera em seu sentimento, mas sarcástica em relação à corrupção, pois demonstra que esta nunca foi sua preocupação. Se fosse, certamente bradaria contra todos os escândalos e não apenas contra os escolhidos pela mídia.

A corrupção não é algo novo no Brasil. Livros de história e pesquisas demonstrarão isso. Ela sempre esteve presente e sempre assolou o país. Vale salientar que o que estamos vivenciando hoje não é o auge da sujeira, mas, como dito por Mário Sérgio Cortella, o "começo da limpeza". E é isso que devemos desejar: que TUDO se apure, que tudo se investigue e que tudo se puna, afinal não existem PARTIDOS CORRUPTOS, pois eles não tem vida própria. Partidos são formados por pessoas e essas diferem uma das outras em todos os aspectos e em todos os lugares, desde partidos políticos até a igrejas.

Se somos contra a corrupção, devemos lutar contra ela como um todo e não seletivamente, pois não há repúdio contra corrupção quando o sentimento que o move é o cinismo e a demagogia.





sábado, 5 de março de 2016

Primeiro caso autóctone do vírus Zika é confirmado na cidade de São Paulo



O primeiro caso autóctone (contraído na própria cidade) do vírus Zika foi identificado na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada na noite de ontem (4) pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

O vírus foi detectado em uma mulher, 28 anos, com 30 semanas de gestação. Ela é moradora do bairro Freguesia do Ó, na zona norte da capital. O caso foi notificado no dia 3 de fevereiro. Segundo a secretaria, o exame ultrassom morfológico apresentou normalidade no feto. Mesmo assim, a paciente foi encaminhada para fazer o pré-natal no Hospital Escola e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, por ser referência para gestação de alto risco.

A paciente, cujo nome não foi informado, apresentou os primeiros sintomas no dia 30 de janeiro e disse não ter viajado para fora do estado. No dia 3 de fevereiro, foram coletados urina e sangue da paciente e, no dia 25 de fevereiro, o resultado foi confirmado como positivo para o vírus. No dia seguinte, foi feita uma nova coleta de sangue e novamente o resultado foi positivo.

O local onde vive a gestante e todo o entorno foi visitado para exterminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, informou a secretaria.

Se quiserem me derrotar, vão ter de me enfrentar nas ruas, diz Lula




Em discurso para a militância petista, na quadra do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, o ex-presidente Lula disse na noite desta sexta-feira (4) que não irá se calar mesmo ameaçado por perseguição política e denúncias infundadas. E que para derrotá-lo, os opositores terão de enfrentá-lo nas ruas.

Lula falou em ato organizado pelo PT, sindicatos e movimentos sociais sobre a situação política após ter sido conduzido pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas para depor nas investigações da Operação Lava Jato. 

“Eu vim aqui para dizer o seguinte: eu não sei se vou ser candidato, mas eu queria dizer a todos que me ofenderam hoje pela manhã que foi uma ofensa; um ex-presidente que fez por esse país o que eu fiz, não merecia receber o que eu recebi hoje de manhã. Mas sem mágoa. Quero dizer para você aqui, se eles tiverem que me derrotar, eles vão ter que me enfrentar nas ruas deste país”, disse o ex-presidente.

Instituto Lula rebate acusações de que ex-presidente recebeu vantagens indevidas



Em nota divulgada ontem (4), o Instituto Lula rebateu as acusações de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha recebido vantagens indevidas de empresas investigadas na operação Lava Jato, conforme apontaram integrantes da força-tarefa.

Em entrevista concedida após a deflagração da 24ª fase da Lava Jato, o procurador da República, Carlos Fernando Lima, integrante da operação, disse que Lula recebeu cerca de R$ 20 milhões em doações para o Instituto Lula e cerca de R$ 10 milhões em palestras de empresas investigadas na operação.

O instituto, responsável pela preservação do acervo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, em nota, que o financiamento é semelhante ao de instituições ligadas a outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, "exceto por jamais ter recebido doações de empresas públicas, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com a Fundação FHC", e que todas as doações recebidas foram declaradas às autoridades, desde a criação da instituição, em 2011.

Procurador pede que parentes de Cunha sejam processados por Sérgio Moro



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Cláudia Cruz e Danielle Cunha, mulher e filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sejam processadas pelo juiz federal Sérgio Moro, titular as investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal em Curitiba. O pedido consta da denúncia contra Cunha, apresentada nesta sexta-feira ao Supremo.

De acordo com o procurador, a mulher e a filha de Eduardo Cunha devem responder às acusações na primeira instância da Justiça Federal por não terem foro especial por prerrogativa de função. Segundo a denúncia apresentada contra o presidente da Câmara, Cláudia e Danielle, que também são investigadas com o marido e pai no Supremo, foram beneficiadas pelos recursos que estavam depositados em contas na Suíça atribuídas a Cunha.

Segundo a denúncia, US$ 165 mil foram encontrados em conta na Suíça atribuída à mulher de Cunha. De acordo com as investigações, parte do valor foi usado para pagar despesas do cartão de crédito de Danielle Cunha.

A defesa de Cunha disse que não vai comentar a apresentação da nova denúncia.

Dilma critica vazamentos e rebate suposta delação de Delcídio




A presidenta Dilma Rousseff fez, nesta tarde, um pronunciamento em que se disse inconformada e indignada com a notícia de um suposto acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e contestou as informações sobre o que teria dito o parlamentar nos depoimentos. Dilma afirmou que é "absolutamente subjetiva e insidiosa a fala do senador, se [é que] ela foi feita", e considerou descabidos alguns fatos relatados por Delcídio, segundo a revista IstoÉ.

Dilma convocou a imprensa para fazer uma forte defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos alvos da 24ª etapa da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (4). No pronunciamento, a presidenta reafirmou o teor de nota publicada na tarde de hoje, manifestando "absoluto inconformismo" com a condução coercitiva do ex-presidente e classificando de "desnecessária" a medida.

Pelo menos três citações da revista IstoÉ sobre o suposto depoimento de Delcídio no âmbito da Lava Jato foram contestadas pela presidenta. Dilma negou ter conversado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, na tentativa de "mudar os rumos" da Lava Jato. Disse que os esclarecimentos sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2014, já foram devidamente prestados, embasados em documentação do Conselho de Administração da Petrobras, e que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento da investigação.

A presidenta considerou "lamentável" a ocorrência do vazamento ilegal de uma hipotética delação premiada, que, se foi feita, teve como motivo único a tentativa de atingir sua pessoa e seu governo. "Provavelmente, pelo imoral e mesquinho desejo de vingança e de retaliação de quem não defendeu quem não poderia ser defendido pelos atos que praticou", ressaltou.

Ela disse também que não pediu ao senador petista para conversar com juristas antes de indicá-los ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de convencê-los a votar a favor do governo. Dilma declarou ter nomeado três ministros na turma do STJ a que teria se referido o senador, dos quais apenas um votou favoravelmente a seu governo.

Dilma enfatizou “jamais” ter falado com Delcídio sobre o assunto e negou ter tentado negociar “de forma imoral” a nomeação dos ministros, com o objetivo de conseguir a libertação de investigados da Lava Jato, que na época estavam presos preventivamente.

“O ministro Marcelo Navarro, o presidente do STJ, Francisco Falcão, os desembargadores Newton Trisotto e Nelson Schaefer negaram peremptoriamente a existência de quaisquer tratativas do governo a respeito. A afirmação atribuída ao senador, assim, restou claramente desmentida”, afirmou Dilma.
A presidente fez o pronunciamento ao lado de dez ministros de sua equipe. O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também estava presente na hora do  pronunciamento.

CPI dos Bingos
Dilma negou ainda que o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, no Congresso Nacional, tenha ocorrido para “beneficiar, de alguma forma”, a sua campanha presidencial de 2010. Sobre esse assunto, a presidenta disse que a afirmação “se desmente pela própria temporalidade”.

“A CPI dos Bingos teve início em 29 de junho de 2005 e foi encerrada em 20 de junho de 2006, ou seja, foi aberta praticamente a uma semana da minha posse como ministra-chefe da Casa Civil e distante quatro anos da minha indicação à Presidência da República. Sem dúvida, ninguém, em 2006, tinha a possibilidade de supor que eu seria candidata à Presidência da República, e antever essa situação. É, portanto, descabida, é, portanto, absurda qualquer associação entre o encerramento dessa CPI com a minha campanha eleitoral de 2010”, enfatizou Dilma.

Vídeo
Abaixo, veja trechos do pronunciamento da presidenta Dilma no Palácio do Planalto após o depoimento do ex-presidente Lula à Polícia Federal.


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