segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Tombini: caixa não fez confisco de poupadores


"No caso específico da Caixa Econômica Federal, não há qualquer prejuízo para correntistas e poupadores da instituição e, portanto, não há que se falar em 'confisco', termo usado indevidamente", diz, em nota, o Banco Central, comandado por Alexandre Tombini, sobre medidas contábeis tomadas pela instituição financeira; senador Aécio Neves (PSDB) disse que a denúncia sobre a contabilidade do banco é "estarrecedora" e anunciou eventual processo judicial contra o banco

A polêmica sobre práticas contábeis da Caixa Econômica Federal, que motivarão uma possível ação do PSDB contra instituição financeira (leia mais AQUI), chegaram ao Banco Central.

Em nota, a autoridade monetária afirma que não houve confisco algum. "No caso específico da Caixa Econômica Federal, não há qualquer prejuízo para correntistas e poupadores da instituição e, portanto, não há que se falar em "confisco", termo usado indevidamente pela publicação", diz o texto.

Marina vence e Campos rompe aliança com Alckmin


Interlocutores do governador de Pernambuco garantem que o grupo formado por PSB, PPS e Rede Sustentabilidade não vai participar do palanque tucano, apesar das pressões do PSB em São Paulo, e deverá lançar candidatura própria

A pressão de Marina Silva falou mais alto para Eduardo Campos do que a exercida pelo PSB em São Paulo pelo apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Interlocutores do governador de Pernambuco garantem que o grupo formado por PSB, PPS e Rede Sustentabilidade não vai participar do palanque tucano no maior colégio eleitoral do país e deverá lançar candidatura própria.

Ataque do PT a Eduardo vira arma para oposição


Como líder maior do PT na Bahia, o governador Jaques Wagner é cobrado pelas ofensas ao colega pernambucano e atrai artilharia pesada da oposição; "O governador Jaques Wagner é lobo em pele de cordeiro. Na conveniência, repreende seus correligionários petistas porque chamaram Eduardo Campos de tolo e playboy. Mas se esquece dos ataques que ele, Wagner, fez a oposicionistas, chamando deputados de imbecis e prefeitos de birutas, quando eles foram de encontro ao seu interesse", diz o deputado estadual Sandro Régis, do DEM

Ainda repercute (e muito mal) postagem atribuída à 'militância do PT' no Facebook na qual o partido se refere ao governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos, entre outros adjetivos, como "tolo" e "playboy".

Como líder maior do PT na Bahia, o governador Jaques Wagner é cobrado pelas ofensas ao colega pernambucano e atrai artilharia pesada da oposição.

Campos avisa: "Não temos medo de partido nenhum"


A guerra entre PT e PSB ganhou mais um capítulo quando o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou “não ter medo do PT”, diante da pergunta de um internauta sobre uma suposta censura aos seus comentários na página de Campos no Facebook; “É medo do PT?”; a resposta veio cerca de 30 minutos depois: “Não temos medo de partido nenhum porque quem tem argumentos, propostas e apoio da população - 66% do Brasil quer mudanças – não deve ter medo”; para ele, "quem tem medo é quem não quer que as coisas mudem"

Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa


O motivo é uma reportagem da revista IstoÉ (leia a matéria AQUI), que acusou o banco de "confiscar" recursos de poupadores; "Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país", disse Aécio em seu Facebook; em resposta, a Caixa informou que adotou procedimentos contábeis previstos em lei e normatizados pelo Banco Central

A contabilidade da Caixa Econômica Federal é a nova pauta da disputa política de 2014. Em seu Facebook, o presidenciável tucano Aécio Neves anuncia que o PSDB estuda medidas judiciais contra a Caixa Econômica Federal. O motivo é uma reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, que aponta suposto "confisco" nas contas de poupadores – o banco alega que foram encerradas apenas contas inativas.

Debate: para não esquecer a democratização da comunicação

MARCELO DÉDA (1960-2013)

Por Fernando Fagundes em 10/12/2013 na edição 776

A tristeza em relação ao falecimento de Marcelo Déda é intensa. O povo sergipano o reelegeu pelo mérito da competência administrativa, não há dúvida. Mas há um outro legado importante que Marcelo Déda deixa, mas desta vez para todo o Brasil e o governo do PT: Déda encarou de frente a questão da democratização da comunicação. Desde a sua primeira administração como governante, ele buscou desenvolver um modelo de comunicação capaz de fortalecer a imagem do governo, evitando o quanto pôde se render aos assédios e também às extorsões tácitas que especialistas do setor chamam de “jogo da imprensa”.

Como jornalista e consultor de comunicação de órgãos de cooperação internacional, como o Banco Mundial e o PNUD, no final de 2007 participei de uma seleção pública da Unesco para a realização do documento de projeto (“Prodoc – Project document”) que visava a dar à comunicação pública de Sergipe um planejamento estratégico coerente à proposta do governo de Sergipe em “dialogar com o povo”. O objetivo era construir um modelo pioneiro de comunicação democrática. Eliana Aquino, esposa de Déda, havia narrado ao então representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, um diagnóstico sombrio em relação às dificuldades de comunicação do governo sergipano com o povo devido aos meios de comunicação estarem em mãos de famílias de políticos locais e regionais ávidos para retomarem o poder. Um diagnóstico que se repete até hoje em todo o Brasil.

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