sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Flamengo bate o Vasco no Engenhão em clássico eletrizante


Rafinha foi o dono do jogo, participou de tres gols e ainda  marcou um golaço, o primeiro como profissional, logo diante do grande rival do Rubro Negro Quem completava 150 jogos era o "Golias" mas quem fez a festa foi o "Davi".
No número de torcedores, o clássico não foi dos milhões. Mas só mesmo nesse quesito. Jogadas rápidas, belos lances, gols em profusão, torcedores ansiosos na arquibancada. Quem não foi ao Engenhão na noite desta quinta-feira perdeu uma partida digna dos velhos confrontos entre os rivais. Em clássico eletrizante, o Flamengo bateu o Vasco por 4 a 2, assumiu a liderança do Grupo B da Taça Guanabara e fez a festa dos rubro-negros. 
Gazeta Press
Hernane abriu o placar no clássico
Hernane marcou seu quarto gol no Campeonato Carioca


De início, nem mesmo parecia que o jogo teria contornos tão emocionantes. Talvez com receio de se expor tanto logo no primeiro clássico da temporada, as equipes se estudaram um pouco. 

Mas Rafinha logo deu o sinal de que a noite seria sua. Pelo lado esquerdo, o camisa 11 rabiscava para lá e para cá a ponto de deixar até Dedé, zagueiro experiente, tonto. Em uma jogada do atacante rubro-negro aos 13 minutos, ele dribou dois marcadores e rolou para João Paulo. O lateral rolou par trás e Ibson, de frente para o gol, mandou por cima da trave.
 
Logo em seguida, o Vasco respondeu. Em bola lançada na área, Leonardo aproveitou a furada de Renato Santos, mas, na hora da conclusão, González travou. Torcidas inflamadas, provocações na arquibancada. Eram apenas 15 minutos do primeiro tempo e o Clássico dos Milhões fervia. 
 
E esquentou ainda mais quando, em bela jogada de Ibson, Hernane aproveitou o rebote do goleiro Alessandro e tocou para o gol aos 24 minutos. Flamengo 1 a 0. Afoito, o Vasco partiu com tudo para buscar o empate, mas abriu a retaguarda. Muito bem organizado, o Flamengo se postou no 4-3-3 tramado por Dorival Júnior e ampliou em belíssima jogada. Ibson roubou a bola no meio, avançou e esticou Elias no lado direito. O cruzamento foi certeiro e a conclusão de Nixon, debaixo da trave, mais ainda ao colocar o peito na bola. 30 minutos e Flamengo 2 a 0. Nem deu tempo de respirar no Engenhão. 

Gazeta Press
Pedro Ken marcou, mas não evitou a derrota vascaína
Pedro Ken marcou, mas não evitou a derrota vascaína


Na saída de bola, falta para o Vasco pelo lado direito do ataque. Bernardo cobrou com capricho e Pedro Ken, na pequena área, disparou um foguete de cabeça sem chances para Felipe. A torcida vascaína explodiu em alegria. O time estava de volta ao jogo. 

Na base do contra-ataque, os times faziam pulsar a arquibancada do Engenhão. Talvez para poupar cardíacos, o intervalo chegou sem alterar o placar. Pouco sabiam os privilegiados que foram à partida que o segundo tempo prometia ainda mais. 
 
Isto porque, com a vantagem, Dorival Júnior sacou Nixon e colocou CLéber Santana. O Flamengo voltou dos vestiários no 4-4-2. Enganou-se, porém, quem pensou na ideia de administrar a vantagem. Logos aos três minutos, Rafinha, endiabrado, limpou todos os adversários pelo lado esquerdo e tocou para a entrada a área. De primeira, Cléber Santana encheu o pé e marcou um golaço. 3 a 1 Flamengo. Engenhão em delírio.
 
Atônito, o Vasco até havia trocado o inexperessivo John Cley por Dakson. Mas o técnico Gaúcho percebeu que deveria mudar ainda mais. Sacou, então, Leonardo para a entrada de Tenório, O equatoriano deu um gás no ataque e, em cinco minutos, o time perdeu três chances claras de gol. Custou caro. 
Gazeta Press
Dedé foi derrotado no dia em que completou 150 jogos pelo Vasco
Dedé foi derrotado no seu 150º jogo pelo Vasco


Isso porque aos 19 minutos, Rafinha, sempre ele, disparou pelo lado esquerdo rumo ao gol adversários e deixou os marcadores vascaínos na saudade. De leve, o camisa 11 tocou no lado esquerdo de Alessandro. Flamengo 4 a 1. Rafinha ovacionado. Vascaínos desesperados. Olé nas arquibancadas.



O Vasco se encheu de brio e foi para cima. Dakson, aos 31, acertou um chutaço no lado esquerdo de Felipe. Mas o golaço pouco adiantou. Por mais que tentasse, o time vascaíno, até então 100%, mostrou deficiências logo em seu primeiro clássico na temporada. Eder Luis, pela esquerda, jogou a bola nas mãos de Felipe. Bernardo tentou emendar uma patada, mas isolou. Era pouco. Aos 40 minutos, a torcida vascaína, decepcionada, deixou o estádio. Nem viu Abuda, de cabeça, acertar a trave. Os rubro-negros presentes festejaram. Ao menos em termos de espetáculo, Vasco e Flamengo fizeram valer o ingresso no primeiro Clássico dos Milhões em 2013. 

ESPN.com.br

Com assinaturas contra a candidatura de Renan, manifestantes são barrados no Senado


Brasília - Integrantes de organizações não governamentais como Rio de Paz e Instituto de Fiscalização e Controle chegaram cedo ao Senado para entregar aos parlamentares mais de 290 mil assinaturas de uma petição, organizada pela internet, contra a candidatura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência da Casa. O grupo não pode entrar na Casa porque até o fim da sessão o acesso estará restrito a funcionários, pessoas credenciadas ou convidados que tenham um selo holográfico, distribuído pela Secretaria-Geral da mesa.

A petição pede o compromisso dos senadores com a eleição de um presidente ficha limpa. Na última sexta-feira (25), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou Renan Calheiros por uso de notas fiscais frias para pagar pensão alimentícia. Segundo a denúncia, o pagamento era feito por um lobista da empreiteira Mendes Júnior, à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. O escândalo de corrupção fez com que o parlamentar alagoano renunciasse à presidência do Senado em 2007. No Supremo Tribunal Federal (STF), a denúncia vai ser avaliada pelo ministro Ricardo Lewandowski, sem prazo definido.
“Esperamos que os senadores do bem se posicionem como porta-vozes do povo e protestem por um presidente ficha limpa. Vamos acompanhar de perto e, caso contrário, no minuto seguinte [à eleição] expressaremos nosso luto, cobrindo a Esplanada [dos Ministérios] de preto. O Senado não pode ser surdo a esta justa reivindicação do povo, com uma petição que já foi assinada por 220 mil brasileiros”, disse Antônio Carlos Costa, fundador da Rio de Paz.
Além de Renan Calheiros, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disputa o comando do Senado no biênio 2013/2014.
Agência Brasil

Medida que autoriza captura e abate de javalis-europeus está no Diário Oficial


Está autorizada, no Brasil, a perseguição, a captura e o abate de javalis-europeus, da espécie Sus scrofa. A decisão, publicada no Diário Oficial da União de hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), permitirá uma tentativa de controle desses animais que têm forte presença em algumas regiões do país, onde, em grande volume, vêm destruíndo lavouras e deixando a população em alerta.

Nos últimos dias, os produtores da região de Ponta Serrada, no oeste catarinense, registraram perdas até 20% nas plantações, que são invadidas pelos javalis. Pelos números do Sindicato Rural de Ponte Serrada, quase 3 mil animais da espécie circulam pela região, passando de uma lavoura para outra e deixando um rastro de prejuízos, principalmente nas culturas de milho e soja.

“Eles atacam as lavouras, principalmente, de milho e soja, e trocam de lugar muito rapidamente. Os bandos caminham muito durante a noite. Atacam uma lavoura aqui e daqui a pouco estão em outra plantação lá longe”, contou José Forestti, presidente do sindicato. “Eles são capazes de acabar com uma lavoura em uma noite, pisando nas plantações, revirando a terra e se alimentando. Mas, fazem mais estragos do que comem”, acrescentou.

O temor, segundo Forestti, é que a falta de controle sobre o número de animais prejudique alguns produtores a ponto de não terem o que colher na próxima safra. Forestti cercou sua propriedade com material resistente, que mantém os javalis longe das culturas. “Mas eles ficam ali, rodeando. A gente evita andar à noite nas lavouras porque se nos pegam de surpresa, eles avançam. São agressivos e animais difíceis de abater porque são espertos, se escondem”, disse.

Além da agressividade do animal, alguns moradores temem os riscos à saúde, já que os javalis podem transmitir doenças como a peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. No oeste de Santa Catarina, a maior parte dos javalis está no Parque Nacional das Araucárias. Quando falta alimento nessa área, eles seguem para as propriedades rurais em municípios como Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de milho, as hortas e até os criatórios de aves e suínos.

Em 2010, os produtores de Santa Catarina enfrentaram problemas semelhantes e conseguiram levar a Secretaria da Agricultura a declarar que o javali Sus scrofa é nocivo à agricultura e a autorizar o abate do animal por tempo indeterminado.

Pela instrução normativa do Ibama, o controle do javali será realizado por meios físicos. O uso de armadilhas, substâncias químicas e a soltura de animais para rastreamento, com a finalidade de controle, vão depender de autorização de manejo de espécies exóticas invasoras, que deve ser solicitada no site do órgão ambiental.

Só será permitido o uso de armadilhas que capturem e mantenham o animal vivo. Laços e dispositivos que acionam armas de fogo, capazes de matar ou ferir os animais, estão proibidos.

O Ibama destacou que não será permitido o transporte dos animais vivos ou a comercialização de qualquer produto e subproduto obtido por meio do abate de javalis.
Agência Brasil

Chega a 236 número de mortos em incêndio de boate

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou mais uma morte provocada pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria.


O jovem Matheus Rafael Raschen, de 20 anos, estava internado no Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre desde o último domingo (27), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de ontem (31).
Com isso, o total de óbitos em razão do incidente chega a 236. Em todo o estado, 127 vítimas permanecem internadas, sendo 60 em Porto Alegre, 65 em Santa Maria, uma em Ijuí e uma em Caxias do Sul. Entre os pacientes, 70 estão em unidades de terapia intensiva e respiram com a ajuda de aparelhos.
Agência Brasil

Inflação medida pelo IPC-S fica em 1,01% no fechamento de janeiro


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou o mês de janeiro com variação de 1,01%. A taxa é 0,02 ponto percentual menor do que a registrada na apuração anterior. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 5,95%.

Duas das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo nas taxas. A maior redução foi registrada nos preços relacionados à habitação, cujo índice passou de 0,42%, na terceira prévia do mês, para -0,17% nesta divulgação. O destaque nessa categoria foi o custo da tarifa de energia elétrica (de -0,43% para -5,19%).

O grupo saúde e cuidados pessoais também apresentou taxa de variação levemente inferior à da última apuração, passando de 0,47% para 0,40%. O item artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,17% para -0,48%) foi o que teve maior redução.

Entre as classes de despesa que apresentaram acréscimo, o destaque foi o grupo educação, leitura e recreação, com variação de 3,99%, um aumento de 1,19 ponto percentual. A maior alta nesse grupo foi no item cursos formais, de 5,87% para 8,11%. Despesas diversas também tiveram alta, de 0,4 ponto percentual, passando de 3,82% para 4,22%, com destaque para o preço dos cigarros (de 8,35% para 9,31%).

Os grupos vestuário (de 0,17% para 0,29%) e alimentação (de 2,08% para 2,18%) tiveram acréscimos menores. O destaque nessas categorias ficou por conta dos itens roupas (de -0,31% para -0,11%) e hortaliças e legumes (de 16,81% para 20,02%).

A taxa de variação ficou estável nos grupos transportes (0,20%) e comunicação (0,02%).
Agência Brasil

Indústria brasileira fecha 2012 com queda de 2,7% na produção


A produção industrial brasileira fechou 2012 com queda de 2,7%. Em 2011, a indústria havia tido um aumento de 0,4% na produção. O dado faz parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Brasil (PIM-PF), divulgada hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o primeiro resultado negativo desde 2009, quando a indústria ainda sentia os efeitos da crise financeira mundial e teve uma queda de 7,4%.
A maior retração em 2012 foi observada na categoria de bens de capital (máquinas e equipamentos usados pela própria indústria), que teve queda de 11,8%. Os bens intermediários (indústrias que fabricam matéria-prima para outras indústrias) caíram 1,7%. Já os bens de consumo duráveis (bens voltados para o consumidor final que têm grande duração, como veículos) caíram 3,4% e os semi e não duráveis (bens voltados ao consumidor de pequena duração, como alimentos), 0,3%.

Dezessete das 27 atividades industriais pesquisadas tiveram queda, com destaque para veículos automotores (-13,5%), material elétrico e equipamentos de comunicação (-13,5%) e máquinas e equipamentos (-3,6%).

Dez setores tiveram alta e evitaram uma queda maior da indústria brasileira, em especial o refino de petróleo e álcool (4,1%), outros produtos químicos (3,4%) e outros equipamentos de transporte como aviões (8,5%).

Considerando-se apenas o mês de dezembro de 2012, a produção industrial ficou estável na comparação com novembro. Em relação a dezembro de 2011, foi observada uma queda de 3,6%.

Edição: Juliana Andrade // A matéria foi atualizada às 9h28 para acréscimo de informações e correção de dados. Em 2011, a indústria cresceu 0,4% e não 0,3%, como informava o texto. Na passagem de novembro para dezembro de 2012, a produção ficou estável, e não registrou expansão de 0,4%.
Agência Brasil

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi