sexta-feira, 4 de maio de 2012

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 04/05/2012

Delegado responsável pela Operação Vegas depõe terça na CPMI do Cachoeira

A CPMI do Cachoeira ouve na próxima terça-feira o depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela Operação Vegas.

Dois dias depois, em nova audiência pública, serão ouvidos o delegado federal Matheus Mela Rodrigues e os procuradores da República Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira, responsáveis pela Operação Monte Carlo.


A Comissão marcou o depoimento do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para o dia 15. A CPMI aprovou nesta semana seu plano de trabalho, apresentado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que prevê para 31 de maio o depoimento do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), flagrado pelas investigações em quase 300 conversas telefônicas com Cachoeira.


O Senado começou nesta sexta-feira a instalação da sala de acesso aos dados sigilosos compartilhados pelo Supremo Tribunal Federal.


De acordo com a CPI, apenas os parlamentares que fazem parte dessa comissão poderão ter acesso aos dados.


A previsão é de que a sala, que possui cerca de 15 metros quadrados, esteja disponível a partir da próxima segunda-feira (7). As consultas serão feitas por computador e apenas três parlamentares poderão entrar a cada vez.


Haverá três computadores disponíveis. Para evitar cópias dos dados, a comissão informou que os deputados e senadores com acesso a sala não poderão entrar com celulares, máquinas fotográficas ou filmadoras. Além disso, terão de assinar um termo de responsabilidade para preservar o sigilo das informações, que são provenientes das operações “Vegas” e “Monte Carlo”, promovidas pela Polícia Federal.


Haverá pelo menos duas câmeras de monitoramento: uma dentro da sala e outra do lado de fora. As consultas poderão ser feitas entre 9h e 20h.


Ao justificar esses procedimentos, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou em nota que isso é necessário tanto para atender a exigências regimentais como para respeitar as determinações do ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal. A sala está localizada no subsolo da Ala Alexandre Costa.


Foto: Ag.Senado / O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), guardam cópias dos documentos da Comissão

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Justiça coloca sob suspeita construção de presídios durante governo Hartung

O relatório assinado pelo presidente do TJES, Pedro Valls Feu Rosa, sobre a operação "Lee Oswald" da Polícia Federal aponta um esquema "de lavagem de dinheiro, desvios de recursos e favorecimentos a amigos na construção de presídios, com licitações dirigidas", revela o documento, se referindo ao governo anterior.

De acordo com o relatório, a "Moeda de Troca funcionava bem no ES. Enquanto o estado detém índices de criminalidade entre os maiores do país, verbas que deveriam ser destinadas para resolver esta importante função são desviadas imoralmente".

"Foram construídos 23 presídios no estado, geralmente em locais ermos, em terrenos sem nenhuma infra-estrutura, pagos a valores superfaturados". 

A empresa DM Construções ganhou a maior parte das licitações, cada presídio custou em média R$ 22 milhões. De acordo com a denúncia "o estado fez um contrato obscuro com o Inap (Instituto Nacional de Administração Prisional), empresa paranaense, pioneira na terceirização de presídios. 

O homem forte desse esquema é o coronel José Nivaldo Campos Vieira, sócio do também coronel Pedro Delfino da SEI - Segurança e Inteligência, que oferece consultoria ao Inap." 

"Outro personagem é o coronel do Exército, José Otávio Gonçalves, que foi Subsecretário da Assuntos do Sistema Penal até maio de 2010, saiu e foi ser consultor da Reviver, que ganhou licitação para a Penitenciária de São Mateus. A reviver tem processo de tortura e maus tratos a presos e foi denunciada por corrupção em Serrinha, no interior da Bahia".

De acordo com o documento "relatórios técnicos internos denunciando que as terceirizadas não estão cumprindo os seus contratos são desconsideradas pela Secretaria de Justiça" 

De acordo com a PF, "a licitação para Penitenciária de São Mateus, aberta em maio de 2010, contém elementos estranhos. 

O contrato deveria ter valor máximo mensal de R$ 1,4 milhão, apenas a Monte Sinos, o Inap e a Reviver participaram da licitação. A Reviver apresentou proposta de R$ 1,139 milhão, pouco mais de R$ 1 mil abaixo do teto. 

Curiosamente, a Monte Sinos e o Inap apresentaram propostas acima do teto. Foram desclassificadas e a Reviver levou o contrato de mais de R$ 13 milhões anuais". 

O Inap inaugurou a modalidade de terceirização dos presídios em 2005, com dispensa de licitação. De prorrogações em prorrogações, licitações dirigidas, o Inap tem os presídios garantidos até 2012. 

Outra curiosidade apontada "no vídeo promocional do Inap, em 2007, participam o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, o deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, Josias da Vitória, e até a juíza de Execuções Penais de Colatina, Simone Spalenza. Relatórios apontam que os contratos não são cumpridos com regularidade".
Todas as informações constam no documento de 201 páginas do TJES 

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Delta faturou mais R$ 33 milhões em obras de pavimentação no Espírito Santo 
Dois dias após prometer divulgar os dados sobre contratos vencidos pela Delta Construções dentro do “Caminhos do Campo” na Secretaria de Agricultura (Seag), o senador e ex-titular da pasta, Ricardo Ferraço (PMDB), divulgou uma planilha com a lista de obras concluídas no programa de asfaltamento de rodovias vicinais no Estado. Das 92 obras licitadas, a empresa carioca faturou treze contratos no total de R$ 33,19 milhões, quase um sexto do total previsto pelo programa.

Um dos dois membros da bancada capixaba que compõem a CPI do Cachoeira no Congresso Nacional, que tem como um dos principais alvo o tráfico de influência da Delta junto a políticos, Ferraço foi o primeiro responsável pelo programa de asfaltamento executado em 50 municípios. 

Na mesma época, a empresa carioca foi uma das principais contempladas dentro do programa, onde participou de empreitadas entre 2005 e 2007 – sendo que a última obra foi entregue em 21 de julho daquele ano.

Em seu blog, o senador capixaba afirma que o custo médio por quilometro das obras vencidas pela Delta ficou abaixo até mesmo da média global do programa “Caminhos do Campo”. De acordo com a planilha, o valor dos acordos com a empresa carioca foi de R$ 238.058,98 por quilômetro, enquanto a média do programa foi de R$ R$ 311.962,05 – uma diferença de pouco mais de 23%.

O levantamento indica que a Delta foi responsável por 140,26 quilômetros de asfaltamento em obras nos trechos de rodovias que cortam os municípios de Alegre, Apiacá, Cariacica, Conceição do Castelo, Guaçuí, Ibitirama, Jaguaré, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Mucuricí, Santa Teresa e Vila Valério.

Apesar das informações prestadas, como a relação de todas as 36 empresas que participaram do programa, valores e trechos das obras, a planilha divulgada pelo senador não faz qualquer menção aos termos aditivos firmados durante as obras. A extensão dos contratos por meio de aditivos e as obras de qualidade duvidosa foram dois pontos levantados durante a fase inicial das obras da Delta no “Caminhos do Campo” e que também devem chegar às investigações na CPI.

Outro membro da bancada capixaba na Comissão, o deputado federal Paulo Foletto (PSB), anunciou que vai pedir a inclusão dos contratos da empresa carioca no Espírito Santo na mira das apurações. Além das obras do “Caminhos do Campo”, a Delta mantém contratos com o Departamento de Estradas e Rodagens do Espírito Santo (DER-ES) e com a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan).

O socialista também cogita a convocação do gestor comercial da Delta Incorporação (um dos braços do grupo), José Maria de Oliveira, irmão do ex-secretário da Fazenda e atual sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), José Teófilo de Oliveira.  Nerter Samora - Foto capa: Gustavo Louzada – Via SD

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Para evitar confronto, Paulo Hartung quer tirar Iriny da disputa em Vitória

Para os meios políticos, mais do que fechar um acordo que fortaleça seu palanque na Vitória, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) estaria tentando esvaziar a candidatura do PT para evitar o confronto com a deputada federal Iriny Lopes. A parlamentar não tem o vínculo que o prefeito João Coser tem com Hartung e não evitaria o embate, muito pelo contrário.

Dificilmente o ex-governador conseguirá demover a deputada da disputa, afinal, apesar de o grupo do prefeito tentar convencer as lideranças nacionais do partido de que o PT não teria chances contra Hartung, o restante da militância estadual e também a Nacional acreditam na capilaridade da candidatura de Iriny.

Além disso, o ex-governador encontra-se em um momento de vulnerabilidade, devido às denúncias de favorecimento de empresas em seu governo, o que o torna um candidato com peso político parecido com os dos demais. Mesmo que Hartung tenha uma competitividade grande, Iriny tem condições e munição para enfrentar Hartung na disputa. 

Outro fator que vem sendo considerado é que a postura de Iriny de enfrentamento contamina as demais candidaturas. Afinal, quem estiver ao lado de Hartung pode sofrer o desgaste dos respingos por conta das denúncias. 

É justamente para tentar evitar as críticas, que o ex-governador está tentando retirar a candidatura de Iriny. Hartung tem tentado reatar sua aliança com os desafetos que colecionou durante o seu governo. É o caso do ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), candidato no município.

Max Filho é outro nome que poderia enfrentar Hartung reforçando as críticas ao ex-governador, mas as manobras com o PSDB para que o candidato tucano em Vitória, o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, retire a candidatura em favor de Hartung incluem o apoio ao tucano na disputa canela-verde, o que impede o discurso contrário à Hartung.

Para os meios políticos, a situação de Hartung é grave. Tanto que algumas lideranças já começam a tentar descolar sua imagem do ex-governador, temendo que em ano eleitoral posar ao lado dele seja mais prejudicial do que benéfico, até porque o potencial de captação de votos de Hartung já não era o mesmo de quando ele era governador, por isso, deixou de ser o cabo eleitoral mais requisitado da eleição. Renata Oliveira - Foto capa: Gustavo Louzada ____________________________________________________________________________________ 
Executores do “Crime da Ilha” vão a júri popular na próxima terça-feira

O júri popular dos executores de Cláudia Soneghete e Mauricéia Rodrigues, os irmãos Cristiano dos Santos Rodrigues e Renato dos Santos Rodrigues está marcado para a próxima terça-feira (8). O crime executado pelos dois irmãos ficou conhecido como “Crime da Ilha”, ocorrido em 2003 e tem o prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado), Jorge Donati (PSDB), indiciado como mandante. Claudia Soneghete era mulher do prefeito na época do crime. Mauricéia Rodrigues era a arrumadeira da mansão do casal, localizada na Ilha do Frade, em Vitória. 

Donati permanece preso no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe, acusado de envolvimento na morte Mateus Ribeiro dos Santos, principal testemunha do assassinato do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, crime no qual o prefeito também é indiciado pelo mando. 

Embora os executores estejam prestes a ser julgados, o julgamento do prefeito – enquanto ele permanecer nessa condição – pode demorar ainda mais para ser realizado, já que o processo corre em segunda instância. Pelo andamento processual, o processo encontra-se no gabinete da desembargada substituta Eliana Junqueira Munhós Ferreira, que vai relatar o caso. Ela substitui o desembargador Alemer Ferraz Moulin, que se aposentou. 

Até que chegasse de volta ao gabinete da desembargadora, o processo ficou mais de 90 dias na Procuradoria Geral de Justiça, aguardando decisão do Ministério Público do Estado (MPES), concordando ou não com a decisão anterior das Câmaras Criminais Reunidas do TJES, que passou a relatoria do caso do desembargador Alemer para a desembargadora Eliana. 

O processo do prefeito corria em primeira instância até que ele foi eleito, em 2008. Antes da eleição, em 2006 o julgamento pelo crime chegou a ser marcado para 27 de outubro daquele ano, mas foi cancelado. Além disso, o processo chegou a “sumir” do Tribunal de Justiça, mas foi localizado e posteriormente despachado para julgamento dos réus.

Cassação   

Os vereadores de Conceição da Barra devem se reunir na sessão de terça-feira (8) da Câmara Municipal para decidir sobre a abertura do processo de cassação do prefeito Jorge Donati, que está preso desde o dia 13 de abril em Vitória. Esta é a segunda prisão de Donati neste ano, nas duas ocasiões por conta de interferências no processo que apura as circunstâncias do assassinato do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, ocorrido em julho de 2010.

A segunda prisão se deu depois da execução da testemunha Mateus Ribeiro dos Santos, conhecido como Mateusão, ocorrida no dia 5 de abril. Ele havia declarado na Presidência do TJES, 23 dias antes da execução, que estava ameaçado de morte por Jorge Donati. 

Os vereadores já solicitaram à Procuradoria da Câmara um parecer sobre a ausência do prefeito das atividades, mas ainda não tiveram resposta. Pela Lei Orgânica do município, o prefeito só pode se afastar do município por até 15 dias sem a autorização da Câmara Municipal. Donati já está preso há quase um mês. Lívia Francez  - Foto capa: Jorge Alex  - Via SD

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Psol aposta na juventude como protagonista das eleições municipais
Com uma forte inserção nos movimentos sociais, o Psol aposta nessas ações para driblar a estrutura disponível aos demais candidatos e emplacar uma candidatura a prefeito de Vitória. O partido lançou o nome do militante do movimento estudantil Gustavo De Biase e agora parte para a construção do projeto de governo para a disputa.

Em entrevista a Século Diário, para a edição que vai ao ar neste fim de semana, o pré-candidato psolista fala dos problemas da cidade e da necessidade de ampliar o debate para que a população possa ser ouvida e se sentir representada na eleição e posteriormente ao processo.
A aposta principal do partido é a de trazer para dentro do debate político a juventude. Entendendo que metade do eleitorado da Capital é jovem, o partido prepara uma estratégia de inclusão desse segmento no processo político. Segundo Biase, o jovem não se sente representado pelos nomes que estão colocados no cenário de Vitória.

Integrante do movimento passe livre, que promoveu uma série de protestos na Capital no ano passado, Gustavo De Biase não tem medo do tratamento que a chamada “mídia corporativa”, que criou uma imagem negativa do movimento.

Ele acredita que a comunicação que se faz pelas redes sociais desmistificou a imagem colocada pelos jornais e ampliou a participação da juventude no movimento. A entrevista com Gustavo De Biase vai ao ar neste sábado (5), a partir das 16 horas. Renata Oliveira - Foto capa: Gustavo Louzada – Via SD

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Justiça Eleitoral do ES recebe a denúncia em tempo real

Tribunal de Justiça do estado lança sistema eletrônico.
O "Pardal Eleitoral" foi idealizado pelo TRE-ES.

Uma ferramenta inédita na Justiça Eleitoral será lançada nesta sexta-feira (4) no Espírito Santo. É o "Pardal Eleitoral", um sistema de recebimento de denúncias eleitorais, que vai permitir aos cidadãos enviar para o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES), inclusive via celular, fotos, vídeos ou qualquer outro documento em formato eletrônico de propaganda eleitoral irregular.
Dessa forma, a Justiça Eleitoral capixaba recebe a denúncia em tempo real e pode atuar rapidamente na fiscalização. O "Pardal Eleitoral" foi idealizado pelo TRE-ES e o sistema foi totalmente desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia da Informação do tribunal.
Nesta primeira etapa, a ferramenta começa a operar apenas na recepção online das denúncias, via portal do TRE-ES, que terá um link com a logo do Pardal para receber as denúncias, ou via e-mail no seguinte endereço: denuncia-pardal@tre-es.jus.br. Via G1
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Prefeito de Nova Venécia, no ES, é condenado por doar terreno público

Justiça diz que ele doou terreno sem autorização legal.
A lei permite que ele continue no cargo até esgotar todos os recursos.

O atual prefeito de Nova Venécia, Espírito Santo, Wilson Japonês, foi condenado pela Justiça por improbidade administrativa. Ele doou um terreno público para uma empresa de mineração sem qualquer autorização legal.

Segundo a Justiça do estado, o prefeito foi condenado à perda do cargo, à suspensão dos direitos políticos por cinco anos e ao pagamento de uma multa de 40 vezes do salário que recebe, o que dá um total de R$ 380 mil.
A lei permite que ele continue no cargo até esgotar todos os recursos. Lembrando que o mandato do atual prefeito termina no final do ano. Via G1
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Banho suspenso 

Um clarão de bom senso refulgiu nos corações e mentes e o governador Renato Casagrande decidiu voltar atrás e abortar a idéia de comprar o “mangueirão”. Veículo robusto, preto e blindado, ele seria usado no combate a manifestações de rua. Foi o governo anunciar a abertura de licitação para o fato repercutir instantaneamente. E de forma negativa. Nas redes  sociais, tanto quanto condenações inflamadas, o governo foi alvejado por ridicularizações impiedosas: houve até quem visse no mangueirão um novo carro-pipa para refrescar o carnaval da galera. Depois do recuo, o governo vai ter de reaprender a contornar problemas via diálogo. E não pelo banho. Via SD
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"Com mais dois meses de seca passo à frente nas pesquisas", diz prefeito

O Candidato à reeleição, o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), afirmou que não existe a possibilidade dele não concorrer às eleições municipais deste ano.
Ausente da cidade em função de viagens ao exterior, Fraga negou que "tivesse jogado a toalha"

Ele citou números de uma pesquisa de opinião realizada em março, em que aparece na terceira posição, com 21% das intenções de voto.

O deputado estadual Hércules Silveira (PMDB), estaria com 27%, e o ex-prefeito, Max Filho (PSDB) na segunda colocação, com 24%. Mas não revelou quem mandou fazer a pesquisa.


Os números, segundo Fraga, são de uma amostra colhida em março, que teria ouvido 1.200 pessoas no centro da cidade, que é o maior colégio eleitoral do ES, com mais de 280 mil eleitores.

"Com mais dois meses de seca, passo à frente de todo mundo", disse o prefeito que atribui o seu baixo desempenho nas pesquisas às constantes chuvas que acarretam alagamentos e transtornos no município.
fonte www.agenciacongresso.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

EU, BIPOLAR - Transtorno Afetivo Bipolar - TAB


Tinha tomado a decisão, algum tempo atrás em minha vida, que evitaria falar, no que pudesse e, muito menos escrever, sobre o TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB), antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, e sobre seus ciclos (crises) alternadas de depressão e euforia. Doença mental da qual padeço.
Porém, os comentários (muitos maldosos e até preconceituosos) acerca do meu comportamento, para alguns “estranho” “maluco” e “excêntrico”, me fez pensar que seria necessário esclarecer, de alguma forma, alguns aspectos do tal transtorno afetivo bipolar.
Vamos lá. Se você, caro leitor, embarcar comigo nesta jornada, faz-se necessário uma advertência: O transtorno afetivo bipolar não é uma viagem segura. É uma viagem caótica e imprevisível. Nunca se sabe qual é a próxima etapa.
Desvairado? Deprimido? Eufórico? Suicida? A vida de um BIPOLAR não é definida pelo tempo, mas pelo estado de espírito do momento. A bipolaridade cria nos seus portadores, sua própria realidade, vibrante e não convincente, a tal ponto que se torna quase impossível descobrir o que é ou não é realidade.
O transtorno afetivo bipolar não é uma doença como qualquer outra, mas, claro que ela precisa ser corretamente diagnosticada e tratada com medicamentos. É uma doença mental: sim é uma doença mental.
O cérebro produz de forma atípica alguns neurotransmissores fundamentais para nossa saúde mental. O motivo? Ainda não se sabe com precisão. É genético? Os estudiosos entendem que sim. Pode incapacitar a pessoa de exercer suas atividades rotineiras? Depende da marcha do processo doentio em curso.
Quem sofre de TAB é retardado? Não, muito pelo contrário, Napoleão Bonaparte, Virginia Wolf , Faukner, Hemingway, Marilyn Monroe, Cássia Kiss e Catarina Zeta Jones... foram e são pessoas acometidos pelo TAB, em variadas épocas.
Mas o pior de tudo é que: não há cura para o TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB), apenas controle. Tal qual uma diabete, que precisa ser controlada com injeções de insulina.
Por outro lado, existe ainda um grande preconceito - ou uma total ignorância - sobre o que é o TAB e seus efeitos e sintomas, os quais são devastadores.
Para se ter uma ideia, o portador de TAB pode torrar todo o seu patrimônio em incríveis três semanas, trabalhar por 48 horas seguidas sem se cansar, emprestar as cuecas para o pior dos amigos, ou, no outro extremo, ficar impossibilitado de trabalhar, parar de comer por dias e dias, não tomar banho por semanas, não falar com absolutamente ninguém, chorar até cansar e, falando um português bem claro, o paciente de TAB pode cometer suicídio. São altíssimos os cometimentos de suicídio por parte de indivíduos portadores do TAB.
Eu sofro de transtorno afetivo bipolar, desde muito tempo. Sou TAB, com ciclagens ultra rápidas (meu humor oscila (gira) sem descanso, como uma roda gigante, com breves intervalos de tempo.
O tratamento convencional nunca funcionou comigo. Tentei algumas combinações de medicamentos, e não foram poucos, mas foram pífios os resultados. Na maioria das vezes esses medicamentos me deixaram apenas grogue, zonzo... e mais nada. Isso sem falar nos terríveis efeitos colaterais de tratamentos médicos incorretos que não se adéquam à minha doença mental.
Mas, continuo vivendo, pesar de tudo, na labuta, no batente do dia – a - dia. Matando um leão por dia, porque é FODA sentir-se cansado e gordo, fazer terapia, bancar tudo isso que custa tão caro, não ter a  compreensão de vários “amigos” e familiares que acham que o transtorno bipolar inexiste, que o TAB não passa de mera frescura ou um capricho meu.
É FODA também sentir a solidão diária de quem precisa acordar forte todos os dias, porque uma crise pode me tirar o emprego. É FODA o desalento de perceber que só eu, e mais ninguém, realmente sabe o que é uma crise de depressão severa, quando a dor de um corte profundo não é nada comparada ao desespero de querer sair daquela crise, da desesperança e da vontade de pular do 10º andar.
Será isso tudo condição para escrever como Faulkners, Hemingways, sem falar de Virginia Woolf, Tolstoy, Graham Greene, Ana Cristina Cesar? Não, definitivamente não. Todos eles e gênios como Van Gogh e Mozart sofriam de TAB. Não: é necessário sentir uma profunda angústia por estar vivo para escrever sobre as dores de viver.
Mas, me recuso a viver escravo das minhas oscilações bruscas de humor, ou da minha estranha produção de neurotransmissores, para ver beleza no que é incerto e querer, sempre, dias mais densos.
E não me rendo. Prefiro tomar minhas aulas de otimismo todos os dias. Prefiro trabalhar no que eu gosto. Prefiro, mil vezes, amar as pessoas sem chocá-las com idas aos hospitais, com palavras mordazes e injustas típicas da fase maníaca.
Prefiro lutar e não morrer como Faulkner (que morreu bêbado) ou Hemingway e Virginia Woolf (que cometeram suicídio).
Continuo minha via crucis, mas aquela da coragem, para dizer “você não sabe nada, meu caro”. E nem por isso eu sinto rancor de você e de tantas outras pessoas que, ao ouvirem de minha boca "sou bipolar e não vivo sem medicação”, franzem a testa. Controlar o que é aparentemente incontrolável exige uma luta implacável e constante que, ao final, vale muito à pena. Posso dizer que entre mortos e feridos, aqui ainda estou, de pé, falando para vocês.

Dr. Fernando Enéas de Souza - Defensor Público

Nossas assombrações são melhores



Diante da realidade que vivemos onde mais e mais o potencialismo europeu e estadunidense rouba a cultura latina de nossa América, é preciso falar daquilo que povoa o imaginário popular e enriquece nosso folclore. Segue alguns nomes de assombração “existentes” no Brasil que de fato é de uma preciosidade cultural extraordinária.


Boto-rosa – Diz os crédulos que se trata de um demônio que vive nas águas da amazonia, durante a noite se transforma um rapaz bonito de vestes brancas, ele é um sedutor de moças donzelas, elas, encantadas pela beleza inebriante do boto, sedem-lhe a honra, e fatalmente saem grávidas após contato com este ser sobrenatural.

Mula-sem-cabeça – Vira mula-sem-cabeça, mulher que se deita com padre ou ainda aquela que trai o marido com o compadre. Quando morrem, elas ficam vagando pelos sertões assustando aos vivos, se a mesma aparece para alguém, é bom esconder unhas e dentes para livrar-se do

Direita censura e esconde fatos

Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato:

A prática da mídia da direita do sequestro da informação foi escancarada nestes dias. Em abril, muitos ficaram chocados com a notícia dada por Carta Capital que mostra que os amigos do Demóstenes, Cachoeira e outros tucanos mandaram sequestrar aquela revista que trazia, na capa, informações absolutamente verdadeiras sobre a maneira de agir da “Quadrilha de Goiánia”. A famosa Veja estava em causa na reportagem da Carta Capital.

Toda a mídia empresarial/patronal estava sendo questionada. A direitona também estava em maus lençois. E ai? O que fazer? Simples. Simplíssimo. É só mandar comprar (vejam, não é sequestrar!!) todos os números da dita revista logo que aparecessem nas bancas e o problema estaria resolvido. Ou seja, sequestrar a informação, manter o povo na ignorância. Nem censura precisa mais!

Dias antes, a mesma Veja de sempre, mandou fazer uma capa para a edição de um dia desses de abril, com uma manchete maravilhosa para censurar qualquer notícia sobre a Quadrilha de Goiania e seu diretor da sucursal naquela capital, o sr. Policarpo Junior. Normal. Normalíssimo.

Em 1964, em Roma, durante o Concílio Vaticano II, o Economist fez uma longa reportagem sobre as finanças do Vaticano. Tratou o Estado do Papa como uma Sociedade Anônima qualquer, uma SA, uma empresa financeira como as outras. Uma reportagem inteligente. Inteligente demais. O Vaticano não gostou de ser tratado como qualquer SA. E ai? Simples. Quando as 5 mil revistas chegaram às bancas da capital italiana todas foram rapidissimamente compradas por padres, freiras e funcionários do Vaticano. Sequestro da informação? Sim, censura.

No Brasil isso é comum. No Maranhão, em 2002, antes da eleição presidencial, os anjos do céu retiraram de circulação das bancas uma revista com reportagem desabonadora da candidata à presidência Roseana Sarney. De novo, como no Vaticano, censura. E na Bahia de Antônio Carlos Magalhães, ministro das Informações? Comum sequestrar publicações que informassem demais o povão. Melhor esconder.

Outra forma de censurar, que a direita usa e abusa, é esconder a notícia. É só conferir as capas da revista Veja dos vários Fóruns Sociais Mundiais. Ela usou uma tática genial para encobrir uma notícia incômoda à sua política: colocar na capa da revista uma manchete despistante ao extremo. A fórmula é elementar: um ano trata de saúde, outro de sexo, outro de saúde, outro de sexo, outro de saúde e outro de sexo. E o FSM? Qual Fórum? O leitor ficou a ver navios. Essa é outra forma de censura que se junta à atual de Goiânia: sequestro da edição, ou sequestro da informação. A capa do Santo Sudário se encaixa maravilhosamente bem neste tipo de jornalismo.

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 03/05/2012


"Memórias de uma Guerra Suja": Cláudio Guerra aumenta mas não inventa

O livro "Memórias de uma Guerra Suja", lançado pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros traz
uma coletânea de depoimentos do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra.

Entre as revelações, o delegado diz que corpos de militantes políticos mortos pela ditadura militar em São Paulo e no Rio de Janeiro foram incinerados em uma usina de cana em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nos anos 1970 e 1980.

Segundo Guerra, dez corpos de militantes que atuaram nos anos de chumbo foram levados para a Usina Cambahyba, que pertencia ao ex-vice governador do Rio, Heli Ribeiro Gomes.

A ministra-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria, que a Comissão da Verdade deverá apurar o relato.

De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o Ministério Público Federal já investiga quatro das mortes relatadas no livro por Cláudio Guerra. Segundo o ex-delegado do DOPS, o líder comunista David Capistrano foi um dos militantes incinerados na usina de Heli. As informações de Guerra batem com as do MPF.
‘Memórias de uma Guerra Suja’ (Editora Topbooks) chega às livrarias neste sábado. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff recebeu um exemplar e já teria lido a obra. O livro é escrito com base em uma série de entrevistas feitas pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros com o ex-delegado Cláudio Guerra, figura conhecida do crime organizado capixaba.

Os autores usaram notas de rodapé para esclarecer citações feitas pelo delegado. Guerra relata, por exemplo, ter participado da Chacina da Lapa, em São Paulo, em 1976, quando dirigentes do PC do B foram executados.
Afirma também que sua "comunidade" pôs panfletos da campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva no local em que o empresário Abílio Diniz foi sequestrado, em São Paulo.

Com informações da Veja / O Globo - Foto: Andressa Cardoso / A Tribuna
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Prefeito interino de Kennedy mantém aliados de Quinta e pressiona gestão
Apesar da repercussão em torno dos episódios de corrupção flagrados durante a “Operação Lee Oswald”, o prefeito interino de Presidente Kennedy, Jardeci de Oliveira Terra (PMDB) manteve aliados do prefeito afastado Reginaldo Quinta (PTB) – preso desde o último dia 19 sob acusação de chefiar a quadrilha instalada do município – em posições estratégicas. Todos os sete novos secretários nomeados têm relação direta com a administração e com o sistema político do petebista.

Os nomes confirmados nessa quarta-feira (2) reforçam as conversas nos bastidores que relacionam a passagem de Jardeci Terra – vereador mais antigo – à continuidade do arranjo político de Quinta. Foram escolhidas pessoas que atuavam diretamente na administração ou faziam parte do arranjo político do petebista, além de parentes de um vereador do município apontada como cúmplice do esquema de Quinta, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES).

Foram mantidos no primeiro escalão da prefeitura, Valdinei Costalonga (atuava na Agricultura e agora passa a acumular as pastas de Pesca e Desenvolvimento Rural), Leandro da Costa Rainha (ex-Esporte e Lazer e agora acumula Turismo, Arte e Cultura e Lazer) e Rossana Silly Jorge Costalonga (ex-Pesca e atualmente Meio Ambiente, cargo que ocupou durante a gestão do ex-prefeito Aloísio Corrêa, do PR).

Entre os novos secretários municipais está Ana Lúcia Maitã Cruz que assume a pasta de Fazenda e Planejamento. Ela estava lotada no gabinete de Quinta e atuava na parte administrativa. Enquanto o novo secretário de Obras e Serviços Públicos, Walmir Mendes Aguiar, já atuava como o subsecretário da pasta.

Já as nomeações de Maiara Fernandes Batista (Desenvolvimento Econômico) e Jaciro Marvila Batista (Transportes e Frota) indicam a manutenção do sistema político do prefeito preso. Os dois novos secretários municipais são, respectivamente, filha e irmão do vereador Jacimar Marvila Batista (PTB), apontado pelo Ministério Público como cúmplice do correligionário petebista em razão de benefícios eleitoreiros.

O prefeito interino de Presidente Kennedy tomou posse, em sessão secreta, no último dia 26 – após o município ficar sem comando após quase uma semana após a prisão do prefeito Reginaldo Quinta e a cassação do vice-prefeito Edson Nogueira (PSD). Além do petebista, foram presas outras 27 pessoas – entre secretários municipais, empresários e militares – durante a “Operação Lee Oswald”, deflagrada no dia 19. As investigações apontaram indícios de fraudes em 21 contratos que somam R$ 55 milhões.
Via SD - Nerter Samora
Foto capa: Divulgação/CMPK
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Iriny tenta manter candidatura, mas grupo de Coser pressiona diretório municipal
O grupo que apoia a candidatura da deputada federal Iriny Lopes à prefeitura de Vitória tenta um contra-ataque à investida do grupo do prefeito João Coser, que tenta, mais uma vez, forçar o recuo do palanque petista em apoio ao nome do ex-governador Paulo Hartung. O grupo quer que seja marcado o encontro do regional para pôr um ponto final na história.

A reação do grupo, porém, encontra dificuldade na mudança de postura de um dos principais aliados da candidatura própria: o diretório municipal.  Desde o início do processo eleitoral na Capital, o PT de Vitória foi um dos pontos fortes da candidatura da deputada, contra os caciques do partido que tentam levar o PT para o palanque ainda não confirmado do ex-governador Paulo Hartung.

Mas, os últimos movimentos mostram que o diretório estaria fraquejando nessa posição, devido à pressão do grupo do prefeito João Coser. O secretário de Turismo do Estado Alexandre Passos – que apesar de ser de uma corrente diferente de Coser, também faz parte do grupo do prefeito – seria o novo agente designado para fomentar a ideia de que o partido deve recuar da candidatura própria. A justificativa apresentada pelo grupo para tentar desestimular a candidatura de Iriny é, no mínimo, imprecisa.

Os apoiadores do palanque de consenso de Hartung tentam disseminar para dentro do partido a ideia de que, com um recuou em Vitória, o ex-governador pode apoiar o nome da deputada estadual Lúcia Dornellas, em Cariacica, para a sucessão do prefeito Helder Salomão. Para alguns petistas, a proposta é inviável. Afinal, o principal adversário de Lúcia Dornellas é o deputado Marcelo Santos que, além de ser favorito com uma distância segura da petista, é aliado e correligionário de Hartung, no PMDB.

A primeira investida do grupo do prefeito foi com a Executiva Nacional do partido. Mas, informações de bastidores dão conta de que o grupo do prefeito não conseguiu convencer o PT da necessidade do recuo, já que o PT tem interesse na disputa em Vitória, por ser uma das cidades estratégicas para o projeto nacional do partido.

Daí o movimento se voltou para o diretório de Vitória, já que é essa instância partidária que decide sobre a eleição no município. A pressão sobre o presidente do diretório, Cacau Merçon, aumentou.

Para os meios políticos, o recuo do PT em Vitória será um erro grave para o futuro do partido. Ao apostar em uma possível aliança em outros municípios com o ex-governador Paulo Hartung em detrimento da candidatura em Vitória, o partido pode estar correndo o risco de sair da eleição deste ano com um retrospecto muito ruim, se comparado a 2008, quando elegeu os prefeitos de seis municípios: Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Mantenópolis e Castelo.

Além disso, apostar em um possível apoio para o prefeito João Coser ao Senado em 2014, sendo que várias lideranças estão ganhando capilaridade e podem chegar em condições de disputar a vaga até com mais chances que ele, seria uma aposta às cegas.
Via SD - Renata Oliveira
Foto capa: Gustavo Louzada
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Novo procurador de Justiça elege atuação finalística como prioridade da gestão
Os primeiros atos do novo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, empossado no cargo nessa quarta-feira (2), priorizaram a atuação finalística do Ministério Público Estadual (MPES). Ainda sob reflexos das recentes operações policiais de combate à corrupção que tiveram a participação da instituição, Pontes formalizou a criação de grupos de trabalhos para o combate ao crime organizado e de persecução penal nos crimes contra a vida.

De acordo com os atos normativos publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (3), o Ministério Público capixaba ganhará dois novos grupos especiais – o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já anunciado anteriormente, e o Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri (Getpej).

As duas iniciativas vão ao encontro das promessas feitas pelo novo chefe da instituição que pretende iniciar uma “nova trajetória de compromisso institucional e social”. Os dois novos grupos serão vinculados à Procuradoria Geral de Justiça e atuam de forma autônoma entre si. A única exceção serão os casos de crimes contra a vida que necessitaram do apoio operacional do Gaeco.

O novo grupo de combate ao crime organizado (“em caráter residual”, como destacou Pontes) e de colarinho branco nascerá da fusão do Geti/ Getpot e funcionará como a “tropa da elite” do Ministério Público. O Gaeco será dividido em três coordenadorias: Assessoria Militar e Inteligência; Ordem Tributária e Lavagem de Dinheiro; e de Proteção ao Patrimônio Público e Probidade Administrativa. As coordenadorias terão estruturas independentes com três servidores, além do apoio da assessoria militar.

Entre as atribuições do grupo listadas por Pontes estão a instauração de procedimentos investigatórios, coordenação de forças-tarefas e ajuizamento de processos – atuando na assessoria do procurador-geral nos casos envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Já a atuação do Getpej mira a prevenção e repressão aos crimes de homicídio no Estado. Entre as considerações para a criação do grupo, Eder Pontes destaca o elevado número de inquéritos policiais relativos a crimes contra a vida em aberto (em torno de 18 mil casos) e o aumento da demanda dos julgamentos de competência do Tribunal Júri – sobretudo, após a meta de zerar a agenda de júris anunciada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa.

Segundo a publicação, o grupo atuará nos casos com multiplicidade de réus ou ilícitos, periculosidade dos agentes envolvidos, complexidade do fato, repercussão social do julgamento e também nos casos onde há suspeição ou impedimento do membro com atribuição para atuar no feito. O grupo também vai receber denúncias até mesmo anônimas que deverão ser relatadas pelo destinatário.
Via SD _ Nerter Samora
Foto capa: Divulgação/MPES
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‘Memórias de uma Guerra suja’ reabre porões dos crimes da ditadura militar
É grande a repercussão do livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto. Nas últimas 24 horas, as revelações do ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra, foram tema das principais publicações do País e já começaram a gerar polêmica. A edição do jornal O Globo, desta quinta-feira (3), traz uma matéria de meia página sobre o livro.

O jornal carioca dá destaque à informação revelada pelo ex-delegado, hoje pastor da Assembleia de Deus, que afirma ter utilizado os fornos da Usina Cambahyba, em Campos, Rio de Janeiro, para incinerar corpos de militantes de esquerda. A usina, à época, era do ex-deputado federal e ex-vice-governador do Rio Heli Ribeiro Gomes, que morreu em 1992, antes de a usina ser fechada.

Nas instalações de Heli, que era amigo de Cláudio Guerra, teriam sido incinerados pelo menos 10 corpos de militantes políticos de esquerda. Guerra afirma no livro que não tomou a decisão e usar os fornos da usina sozinho. Ele conta que antes levou ao local o coronel da Cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informação (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava que atuava no Centro de Informação da Marinha (Cenimar). Os dois aprovaram a ideia e passaram a usar o local para “sumir com os corpos”, uma vez que os “cemitérios” utilizados até então começavam a levantar suspeitas.

No livro, Guerra faz questão de frisar que levou os corpos para o local, mas que não teve participação nestes crimes. Ele não sabe quantos corpos foram queimados nos fornos da usina. “Perdigão também usou, por conta própria, a usina para esse fim, em ações das quais não participei. Não sei precisar quantos corpos nem quem eram as pessoas que foram jogadas nos fornos. Soube que outros políticos desaparecidos foram queimados lá”, assegura Guerra.

Repercussão

De acordo com informações publicadas no jornal O Globo, o Ministério Público Federal já investiga quatro das mortes relatadas no livro por Cláudio Guerra. Segundo o ex-delegado do DOPS, o líder comunista David Capistrano foi um dos militantes incinerados na usina de Heli. As informações de Guerra batem com as do MPF. A procuradora da República Eugênia Gonzaga confirma que a mão direita de Capistrano foi arrancada, conforme relato de Guerra.

“As informações são consistentes. Vamos reunir as informações e seguir para a usina de Campos em busca de depoimentos”, disse o deputado estadual Adriano Diogo, que preside a Comissão da Verdade em São Paulo.

Diogo adiantou que a Comissão deve intimar o Cláudio Guerra para depor sobre os casos dos militantes políticos mortos e também sobre a morte do delegado Sergio Paranhos Fleury, que não teria morrido acidentalmente ao cair de uma lancha em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo. Guerra sustenta no livro que a morte de Paranhos foi planejada pelos oficiais Freddie Perdigão e Ênio Pimentel (já mortos), Juarez de Deus Gomes da Silva, Antônio Vieira e Carlos Alberto Brilhante Ustra.

O livro

Há mais de três décadas, o jornalista Rogério Medeiros, então repórter do Jornal do Brasil, desvelou em uma reportagem a verdade sobre o ex-delegado Cláudio Guerra. Medeiros esclareceu que Guerra não era combatente da criminalidade no Espírito Santo, mas sim o autor de pelo menos 35 execuções sequenciadas de queima de arquivo. “A reportagem causou um efeito devastador à imagem de Guerra. Ele passou da condição de defensor da sociedade capixaba a chefe do crime organizado”, afirma Medeiros.

Embora a reportagem tenha ajudado a pôr o temido delegado atrás das grades, o jornalista foi surpreendido com um convite inusitado. “Em 2009, a advogada de Guerra me procurou para dizer que o cliente dela queria falar muito comigo. Estranhei, mas fui ao local na certeza de que assunto seria a antiga reportagem que implicara sua prisão”, recorda Medeiros.

Surpreendentemente, Cláudio Guerra, que na época estava muito doente, queria confiar ao jornalista os detalhes da sua longa jornada de crimes, como uma espécie de transposição de seu passado em favor da dedicação a uma vida religiosa que havia iniciado na prisão. “Durante os quase dois anos em que, com Marcelo Netto, o ouvi exaustivamente para esse livro, percebi seu incômodo com a possibilidade de que suas confissões fossem entendidas como a busca de um perdão ou um explícito arrependimento”, destaca Medeiros.

Cláudio Guerra por ele mesmo

Sou um homem de 71 anos, mudado pela vida. Não posso dizer que não me arrependo. As tarefas que cumpri me trouxeram dores dos ossos à  alma, os rostos nunca se apagaram da minha  memória.

Enquanto servi ao regime militar, lhe fui absolutamente leal, a ponto de aceitar a autoria de um crime que não era meu.

Na cadeia eu conheci Jesus e ao me aprofundar no conhecimento da Bíblia, vi a necessidade de caminhar para além do perdão. Era preciso me confessar aos homens. E resolvi revelar os meus atos na defesa daquele regime.

Encaro como positiva e acertada  a decisão da presidente Dilma Rousseff de criar a Comissão da Verdade, e estou à disposição das autoridades para ajudar.

Não quero mais carregar segredos, não há perdão, mas posso buscar contrição daquilo que fiz. Para tentar ajudar as famílias das vítimas resolvi dizer o que sei. Estou sereno, não podia deixar de fazer o que estou fazendo. Sofro e lamento por tudo o que aconteceu e sinto como se estivesse falando de um Claudio que não existe mais, daquele Cláudio, Deus já me libertou.
Via SD
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Novo ministro do Trabalho de Dilma é casado com uma capixaba

Os três deputados federais do PDT capixaba, Sueli Vidigal, Carlos Manato e Dr. Jorge Silva, acompanharam na manhã desta quinta-feira a posse do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT).

Em seu discurso, Brizola Neto fez elogios ao governo da presidenta Dilma e de seu antecessor, o ex-presidente Lula. Ele também lembrou a memória do avô, o pedetista Leonel Brizola.

A deputada Sueli Vidigal PDT-ES) destacou a juventude, e a militância política do novo ministro.
"A minha expectativa é a melhor possível. O nosso colega Brizola Neto, apesar de ser jovem na idade é um militante da política, que já tem uma bela história. O PDT aplaude a escolha da nossa presidenta", disse a deputada.

Manato disse que Brizola Neto, apesar da pouca idade, possui uma história de sucesso na política. "Tenho uma boa relação com o ministro, ele é meu amigo. É uma pessoa que conhece os movimentos sindicais. Essa escolha é boa para o país, o Brasil ganha muito com Brizola Neto no Trabalho".

A expectativa do deputado Dr. Jorge Silva também é positiva. Ele espera que o ministro possibilite a geração de empregos no Brasil.
"Essa foi uma indicação acertada da presidenta Dilma, um ministro jovem, que tem DNA da política no sangue. É muito positivo, pois é a juventude acompanhada da história voltada para construção do trabalho. O que desejamos é que consiga conduzir o ministério para o aumento do emprego no país", disse o deputado.
Via Agência Congresso
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Iriny tenta manter candidatura, mas grupo de Coser pressiona diretório municipal 


O grupo que apóia a candidatura da deputada federal Iriny Lopes à prefeitura de Vitória tenta um contra-ataque à investida do grupo do prefeito João Coser, que tenta, mais uma vez, forçar o recuo do palanque petista em apoio ao nome do ex-governador Paulo Hartung. O grupo quer que seja marcado o encontro do regional para pôr um ponto final na história.

A reação do grupo, porém, encontra dificuldade na mudança de postura de um dos principais aliados da candidatura própria: o diretório municipal.  Desde o início do processo eleitoral na Capital, o PT de Vitória foi um dos pontos fortes da candidatura da deputada, contra os caciques do partido que tentam levar o PT para o palanque ainda não confirmado do ex-governador Paulo Hartung.


Mas, os últimos movimentos mostram que o diretório estaria fraquejando nessa posição, devido à pressão do grupo do prefeito João Coser. O secretário de Turismo do Estado Alexandre Passos – que apesar de ser de uma corrente diferente de Coser, também faz parte do grupo do prefeito – seria o novo agente designado para fomentar a ideia de que o partido deve recuar da candidatura própria. A justificativa apresentada pelo grupo para tentar desestimular a candidatura de Iriny é, no mínimo, imprecisa.


Os apoiadores do palanque de consenso de Hartung tentam disseminar para dentro do partido a ideia de que, com um recuou em Vitória, o ex-governador pode apoiar o nome da deputada estadual Lúcia Dornellas, em Cariacica, para a sucessão do prefeito Helder Salomão. Para alguns petistas, a proposta é inviável. Afinal, o principal adversário de Lúcia Dornellas é o deputado Marcelo Santos que, além de ser favorito com uma distância segura da petista, é aliado e correligionário de Hartung, no PMDB.


A primeira investida do grupo do prefeito foi com a Executiva Nacional do partido. Mas, informações de bastidores dão conta de que o grupo do prefeito não conseguiu convencer o PT da necessidade do recuo, já que o PT tem interesse na disputa em Vitória, por ser uma das cidades estratégicas para o projeto nacional do partido.


Daí o movimento se voltou para o diretório de Vitória, já que é essa instância partidária que decide sobre a eleição no município. A pressão sobre o presidente do diretório, Cacau Merçon, aumentou.


Para os meios políticos, o recuo do PT em Vitória será um erro grave para o futuro do partido. Ao apostar em uma possível aliança em outros municípios com o ex-governador Paulo Hartung em detrimento da candidatura em Vitória, o partido pode estar correndo o risco de sair da eleição deste ano com um retrospecto muito ruim, se comparado a 2008, quando elegeu os prefeitos de seis municípios: Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Mantenópolis e Castelo.


Além disso, apostar em um possível apoio para o prefeito João Coser ao Senado em 2014, sendo que várias lideranças estão ganhando capilaridade e podem chegar em condições de disputar a vaga até com mais chances que ele, seria uma aposta às cegas -
Renata Oliveira  - Renata Oliveira ia SD
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Senador disponibiliza em seu site contratos firmados pela Delta


O Governo do Estado do Espírito Santo promoveu, entre 2004 e 2011, um total de 92 obras de melhorias de infra-estrutura em 50 municípios capixabas, dentro do Programa Caminhos do Campo, da Secretaria de Agricultura.
Na época o titular da pasta era o vice governador, Ricardo Ferraço, hoje senador, e membro da CPMI que investiga operações da Delta no país.
Todos os contratos dos trechos licitados, na modalidade concorrência pública, foram realizados por empresas que apresentaram menor preço, segundo informa a assessoria do senador.
Foram 664,071 quilômetros licitados e concluídos, por um valor total de R$ 207.164.053,41. Participaram das licitações 36 empresas, a um custo médio de R$ 311.962,05 por quilômetro.
De acordo com dados do Governo do Estado, a Delta Construções S/A ganhou, pelo menor preço, treze das 92 concorrências a um custo médio de R$ 238.058,98 por quilômetro.
"Com a participação da Delta, portanto, o preço médio por quilômetro foi inferior ao do total do Programa.", diz o texto do blog do senador.

O blog publicou a planilha com a relação das 92 obras executadas dentro do Programa Caminhos do Campo, relação das empresas participantes, a descrição dos 50 municípios e dos trechos onde foram realizadas, extensões e valores dos contratos. Via Agencia Congresso
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Câmara vai manter receita de R$ 1.8 bi/ano do ES

O ES fechou ontem na Câmara Federal um acordo importante para garantir sua receita de royalties.
O total de R$ 1.8 bilhão que o ES tem hoje com o pagamento de royalties pela exploração de petróleo em seu território foram mantidos no relatório do deputado federal Carlos Zaratini (PT-SP).

Ele se reuniu ontem com a bancada capixaba no gabinete da deputada Rose de Freitas (PMDB) e confirmou a boa notícia. Restará ao plenário aprovar o parecer dele, que mantém ao ES a mesma receita obtida em 2011.

"Foi uma conquista excelente. Se o Rio de Janeiro não apóia, não nos interessa. O que interessa é que o relatório que vai a votação garante a receita do estado e evita perdas", disse a deputada Rose de Freitas (PMDB).

Após a reunião Zaratini também falou sobre o acordo firmado:

"Essa foi uma reunião esclarecedora do texto que apresentei na última reunião. O ES estava preocupado em reduzir sua arrecadação. Mas mostrei a eles a emenda onde garanto que nenhum estado ou município vai receber menos do que recebeu em 2011. Com isso, todos ficaram tranqüilos. Segunda-feira entrego meu relatório para eles discutirem com o governador Casagrande. Na terça a gente volta a conversar. A expectativa é muito boa", disse.


O deputado coordena um grupo de 11 parlamentares designados pelo presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS) para buscar um acordo sobre a divisão dos royalties, tema em debate no Congresso desde 2010.

Para Rose de Freitas, a garantia dada pelo relator de manter a arrecadação de 2011 foi uma vitória.

"Foi uma notícia excelente, é uma vitória para o estado que agora começa a receber o tratamento ideal. Garantimos hoje a arrecadação de 2011 corrigida anualmente pela IPCA. Segunda feira vamos receber do relator a proposta final que será discutida com o governador", disse a deputada.


O deputado Lelo Coimbra (PMDB) disse que foi dado um passo importante para se fechar um acordo. O deputado espera agora que Zarattini acolha também o pedido do ES de garantia dessa arrecadação além de 2023. Pela proposta do relator a arrecadação de 2011 só é garantida até 2023.

"Nossa conversa foi muito positiva, conseguimos hoje garantir duas das três principais questões que pleiteamos. A primeira foi a garantia da arrecadação de 2011, a segunda é a correção anual dessa arrecadação e o próximo passo, que ainda está em aberto, é a manutenção dessa garantia além de 2023. A proposta de Zarattini só garante até 2023, queremos que essa garantia continue além disso", disse o deputado.


A Comissão dos Royalties se reúne na próxima terça-feira, 8 de maio, às 14h, para aprovar o relatório final de Zarattini.
Via Agencia Congresso

Gurgel vai a sessão secreta e Serra aparece como suspeito na CPMI do Cachoeira

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel acerta os últimos detalhes de sua presença no Congresso com o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rego (PMDB-PB) e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Gurgel foi convidado a depor em uma sessão secreta da comissão. O mesmo expediente será usado para ouvir delegados da Polícia Federal (PF), que têm dados sigilosos sobre as operações Monte Carlo e Las Vegas, ambas em que estão envolvidos o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), governadores, empresários, parlamentares e agora o candidato tucano a prefeitura de São Paulo, José Serra. Este último teria contribuído para o faturamento da Delta Construções, em obras durante sua gestão, de perto de R$ 1 bilhão.
O comando da CPMI também enviou ofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que libere os delegados da operação a dar explicações aos congressistas sobre o caso. Vital disse que a sessão secreta está prevista no regimento e que é até uma forma de preservar os investigadores. Ele disse que se não tiver entendimento sobre o convite para Gurgel e delegados, eles poderão ser convocados pela CPMI, quando tem a obrigação de comparecer.
Ainda durante as investigações da PF, em uma escuta telefônica autorizada pela Justiça, o senador Demóstenes Torres chamou o procurador-geral, Roberto Gurgel, de “sem vergonha”. O fato ocorreu durante o escândalo do caso Palocci, em 2011. Áudios vazados para a imprensa, na época, mostram que, em conversa com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o parlamentar afirmou que tinha de “bater” em Gurgel para ele não se animar a investigá-lo.
Segundo a Polícia Federal, a interceptação foi feita na manhã seguinte a um pronunciamento no Senado em que Demóstenes criticava a atuação do procurador-geral, que arquivou a investigação contra o ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci, por enriquecimento ilícito a partir de consultorias supostamente prestadas por sua empresa, a Projeto. A representação foi feita pelos partidos de oposição. Na ocasião, o senador foi um dos maiores críticos à postura de Gurgel.
– Se não der nele, ele (Gurgel) começa a pegar a gente também, você entendeu? Agora, se ele está cumprindo obrigação do governo, agora ele inocenta o governo e depois pega um da oposição. Isso é sem vergonha. Se não bater nele, ele anima – disse Demóstenes, em conversa às 10h06 do dia 7 de junho de 2011. O bicheiro elogiou a iniciativa do senador e sugeriu que o procurador estaria “desmoralizado” após o discurso do senador.
A gravação ocorreu no mesmo período em que a PF enviou ao procurador peças do inquérito da Operação Vegas, que demonstravam a proximidade entre o senador e Cachoeira. Nos grampos, o parlamentar pede dinheiro ao contraventor para pagar suas despesas. Contudo, mesmo de posse do material desde 2009, o procurador só pediu autorização ao STF para investigá-lo em 2012, após a crise provocada pela Operação Monte Carlo.
Serra suspeito
Nesta semana, quando começam efetivamente os trabalhos da CPI que investigará as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários, um dos primeiros suspeitos a ser convocado será o dono da Delta Construções, o empresário Fernando Cavendish. Suspeita-se, com base em informações da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal (PF), do envolvimento da empresa com Cachoeira.
Além de negócios suspeitos realizados nos Estados de Goiás e do Rio de Janeiro, Cavendish também se transformou em alvo de investigações nas gestões dos tucanos José Serra, quando na prefeitura de São Paulo, e na atual administração do Estado, com Geraldo Alkmin. Assim que a CPMI foi instalada, no dia 19 de abril, Alckmin, ao ser questionado sobre os contratos da Delta com o Estado de São Paulo, disse não estar preocupado com eles.
– Nem sei se tem [contratos], se tem são ínfimos – disse ele ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.
Mas a realidade é outra. Segundo levantamento feito pelo blog Transparência SP entre 2002 a 2011 a Delta fechou pelo menos 27 contratos (incluindo participação em consórcios) com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo, numa quantia que beira R$ 1 bilhão. Entre os contratantes estão a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), comandada por Paulo Vieira de Souza, engenheiro e integrante da cúpula tucana na campanha de Serra, afastado após ser acusado de desviar R$ 4 milhões em fundos políticos destinados ao então candidato à Presidência da República. Os fundos teriam sido captados de forma ilegal, segundo denúncias publicadas em uma revista de circulação nacional.
O montante recebido pela Delta foram pagos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Somam cerca de R$ 800 milhões em valores nominais. Em valores corrigidos (considerando a inflação do período) chegam a R$ 943,2 milhões. Via Correio do Brasil

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