quinta-feira, 26 de abril de 2012

Para ONGs, Brasil perde liderança ambiental ao mudar Código Florestal

Organizações ambientalistas internacionais afirmam que o Brasil pode estar perdendo a liderança no movimento ecológico global, depois que a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira um novo texto que altera o Código Florestal brasileiro.
Representantes da WWF e do Greenpeace em Londres disseram que o Brasil sempre foi visto como um dos países mais ativos na promoção de ideias ambientais em fóruns internacionais, como as reuniões sobre mudanças climáticas da ONU. Mas, a aprovação do texto do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) pode provocar uma mudança nessa percepção.

O texto ainda precisa ser apreciado pela presidente Dilma Rousseff, que pode vetá-lo na íntegra ou parcialmente. Neste caso, a proposta volta para o Congresso, que pode fazer alterações ou derrubar o veto.

'Choque'

Entre os pontos mais polêmicos do parecer de Piau está a questão da anistia a produtores que desmataram florestas nas proximidades de rios.
O texto afeta os proprietários de terra que desmataram os 30 metros das Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens de rios de até 10 metros de largura, segundo as normas estabelecidas em 1989. Eles ficam liberados da obrigação de recuperar totalmente a área degradada. De acordo com o texto aprovado por 274 votos a 189, os proprietários que infringiram tais regras terão de replantar apenas 15 metros.
"É um choque estarem alterando o Código Florestal que protege a floresta amazônica. Com a proximidade da Rio+20, isso bota muita pressão sobre a presidente Dilma Rousseff. Será muito difícil para ela se apresentar como defensora do ambiente" - Sarah Shoraka, ativista especialista em florestas do Greenpeace do Reino Unido.
"Durante a campanha ela [Dilma Rousseff] havia dito que não apoiaria nenhuma legislação que aumentasse o desmatamento e que desse anistia a criminosos, mas a proposta atual faz exatamente essas duas coisas. Agora é tudo uma questão da credibilidade dela, e o quanto ela está disposta a mudar", disse.

Para a diretora de Florestas da WWF no Reino Unido, Sandra Charity, a comunidade internacional está "perplexa" com a votação da quarta-feira no Congresso brasileiro.
"O Brasil tem uma trajetória de país moderno, que sempre esteve na liderança dos compromissos ambientais tendo em vista a sua posição na Conferência de Mudanças Climáticas de Copenhague [2009]. O país sempre esteve na frente e puxando os outros países. A aprovação deste texto é um retrocesso", disse ela.
A representante da WWF ressalvou que o texto foi aprovado no Congresso, e não pela Presidência, mas que mesmo assim a medida tende a respingar na imagem do governo e do país como um todo.

“Agora é tudo uma questão da credibilidade dela [Dilma],  o quanto ela está disposta a mudar” Sarah Shoraka, do Greenpeace em Londres

'Legado de Lula'

Tanto a WWF e o Greenpeace dizem que o governo de Dilma Rousseff parece estar menos comprometido com ideias ambientalistas do que o do ex-presidente Lula.
"Nós estávamos acostumados com um Brasil que era líder no front ambiental. O ex-presidente Lula anunciou metas ambiciosas de redução de CO2 na em Copenhague", disse Shoraka.

"Existe um descompasso entre o que a sociedade como um todo está esperando e pedindo e o que os dirigentes que fazem as leis estão decidindo." - Sandra Charity, da WWF em Londres

Questionada se Dilma é menos preocupada com o ambiente do que Lula, afirmou: "Esta começando a dar essa impressão. O Código Florestal é o primeiro teste, mas se você olhar para outras tendências, como a aprovação de grandes hidrelétricas ou estradas sem os estudos de impacto ambiental corretos. É possível notar um padrão de valores ambientais se degradando no Brasil. Internacionalmente as pessoas estão de olho na Dilma agora. É o momento para ela provar que vai levar adiante o legado de Lula."
Durante as discussões do Código Florestal, Dilma deu indicações de que vai vetar os pontos mais polêmicos da nova legislação, como a chamada "anistia" ao desmatamento às margens dos rios.
As duas entidades acreditam que a votação não reflete necessariamente uma derrota do movimento ambientalista no Brasil. Para a WWF e o Greenpeace, a aprovação do texto é mais um reflexo de que o Congresso não estaria acompanhando a opinião pública.
"Vai pegar muito mal nessas grandes conferências internacionais que o Congresso brasileiro acaba de aprovar uma lei que é quase mais permissiva do que o primeiro Código Brasileiro, de 1934", disse Charity.

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 26/04/2012

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Desembargador diz que é proibido por lei de comentar processos

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O presidente do TJES, Pedro Valls Feu Rosa, não quis se manifestar em Brasília, a respeito do inquérito 100120002314, que resultou na “Operação Lee Oswald” e desarticulou uma quadrilha acusada de diversas fraudes no ES.

A denúncia levou a prisão 27 pessoas, entre elas o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB). E envolvem também o governo Paulo Hartung, citado diversas vezes no documento do presidente do TJES.

"Sou proibido por lei de comentar sobre qualquer processo que esteja em meu poder, se eu comentar não poderei julgá-lo lá na frente. O processo é publico, todas as decisões são públicas, estão abertas a consulta popular, só não posso comentá-lo, o processo é absolutamente público", disse Feu Rosa.

Ele estava em Brasília por ocasião de homenagem prestada a seu pai, ex-deputado e desembargador, Antonio José Miguel Feu Rosa, que passou a emprestar o nome ao plenário 8 da Câmara dos Deputados.

No documento o desembargador cita como principais áreas de atuação da quadrilha 15 municípios, Presidente Kennedy, Cariacica, Vila Velha, Serra, Viana, Guarapari, Aracruz, Fundão, Linhares, Sooretama, Anchieta, Apiacá, Montanha, Mantenópolis e Santa Leopoldina.

De acordo com o relatório do TJES (página 139), o delegado da PF responsável pelo caso fala da atuação do grupo em esquema de compra de terrenos em Presidente Kennedy.

E concessão de benefícios fiscais, "todos os indícios são de lavagem de dinheiro, com danos ao erário, com evidências de um esquema montado na Secretaria da Fazenda, através do ex-secretário José Teófilo de Oliveira, a sr. Mônica Bragatto e do governador da época, Paulo Hartung, dando celeridade e sigilo nos deferimentos aos incentivos fiscais aos negócios da Ferrous Resources do Brasil S/A".

No inquérito, Feu Rosa, destaca que o esquema passava informações privilegiadas para empresas que compravam terras a preço de mercado para, depois do anúncio de intenções de compra, venderem as mesmas terras com lucros estratosféricos - de mais de três mil por cento -em alguns casos, numa evidente "moeda de troca" pelos benefícios concedidos.

O desembargador solicitou à Secretaria da Fazenda do ES que informe em até 20 dias a relação de benefícios fiscais concedidos nos últimos 10 anos a empresas instaladas no estado e o valor de eventual dívida do estado em decorrência de possíveis benefícios fiscais concedidos a empresas instaladas no estado capixaba.

Ao Tribunal de Contas do ES, Feu Rosa solicitou a disponibilização de equipe técnica para auxiliar na análise da documentação dos autos.

Foto M.Rosetti/Feu Rosa com a deputada Rose em Brasília -
Via Agência Congresso
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Parlamentares temem pela vida de Feu Rosa
BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O relatório do TJES (Tribunal de Justiça do ES), assinado por Pedro Feu Rosa, baseado no inquérito 100120002314 da Polícia Federal, está circulando por alguns gabinetes de parlamentares capixabas e gerando temor pela vida do desembargador.

O documento aponta o envolvimento de dezenas de agentes públicos, o que levou no dia 19 de abril à prisão de 27 pessoas, estre elas o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB).

Além do prefeito, foram presos seis secretários, quatro servidores municipais, doze empresários, três pessoas ligadas a empresas laranja e um soldado da Polícia Militar.

O grupo é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. A denúncia da PF liga o grupo ao ex-governador do ES, Paulo Hartung, a esquema de lavagem de dinheiro, compra de terrenos em Kennedy, e concessão de benefícios fiscais às empresas.

Entre elas a Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.

O inquérito aponta o envolvimento do ex-secretário de Fazenda do ES, José Teófilo de Oliveira, que "fez uma série de concessões a empresa Ferrous, e se tornou, encerrando o governo, sócio do ex-governador Paulo Hartung na consultoria Econos.

Num curto intervalo de tempo o grupo negociou 29 áreas em Presidente Kennedy, totalizando 18 milhões de metros quadrados., diz o documento.

Todas a informações deste texto constam do inquérito da PF sobre corrupção no ES -
Via Agência Congresso
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Justiça envolve ex-governador em esquema de corrupção no ES

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - A operação "Lee Oswald" da Polícia Federal aponta o envolvimento do ex-governador do ES, Paulo Hartung, e do seu ex- secretário de Fazenda, José Teófilo de Oliveira.

Os dois são acusados de lavagem de dinheiro e compra de terrenos no município de Presidente Kennedy, concessão de benefícios fiscais às empresas Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.

No inquérito, o delegado da PF responsável pela investigação, Dr. Álvaro Rogério Duboc Fajardo, destaca que "o esquema passava informações privilegiadas para empresas que compravam terras a preço de mercado para, depois do anúncio de intenções de compra, venderem as mesmas terras com lucros estratosféricos de mais de três mil por cento em alguns casos, numa evidente "moeda de troca" pelos benefícios concedidos".

O ex-secretário de Fazenda do ES, de acordo com o inquérito, "fez uma série de concessões a empresa Ferrous, e se tornou, encerrando o governo, sócio do ex-governador Paulo Hartung na consultoria Econos.

Num curto intervalo de tempo o grupo negociou 29 áreas em Presidente Kennedy, totalizando 18 milhões de metros quadrados."

No esquema, a empresa ZMM fazia a venda e transmissão das terras, a BK dava suporte com a presença do advogado Fabrício Cardoso e do corretor Paulo Sardemberg, enquanto José Teófilo cuidava das questões tributárias.

O delegado mostra a cronologia de um dos casos, onde, "no Cartório de Registro Geral de Imóveis de Presidente Kennedy, em 09 de julho de 2008, uma área de 61,9 alqueires foi avaliada por R$ 180 mil.

No dia 16 de julho de 2008, a área foi comprada pela empresa paulista Tríade Importação por R$ 600 mil. No dia 25 de julho de 2008 a mesma área foi comprada pela ZMM por R$ 12 milhões, no dia 04 de agosto de 2008, quatro dias depois do protocolo de intensões selado em Palácio, a ZMM vendeu a área para a Ferrous por R$ 27,9 milhões.

O terreno teve uma valorização de de 150 vezes do seu valor inicial em apenas 25 dias".

De acordo com o inquérito, "todas as operações realizadas, em um período de 90 dias, pela "Conexão Presidente Kennedy", resultaram, estimadamente, em um lucro de R$ 50 milhões para os envolvidos".

Para o delegado, "a Ferrous, ao que parece, nada mais é do que uma empresa de fachada da Conexão Presidente Kennedy, que ganhou valorização artificial no mercado pela concessão da privilegiada área do Sul do estado, para instalar uma pelotizadora e um porto de águas profundas".

E completa: "todos os indícios são de lavagem de dinheiro, com danos ao erário, com evidências de um esquema montado na Secretaria da Fazenda, através do ex-secretário José Teófilo de Oliveira, a sr. Mônica Bragatto e do governador da época, Paulo Hartung, dando celeridade e sigilo nos deferimentos aos incentivos fiscais aos negócios da Ferrous Resources do Brasil S/A".

SISTEMA PRISIONAL

Outra denúncia do esquema mostra indícios "de lavagem de dinheiro, desvios de recursos e favorecimentos a amigos na construção de presídios, com licitações dirigidas.

Foram construídos 23 presídios no estado, geralmente em locais ermos, em terrenos sem nenhuma infra-estrutura, pagos a valores superfaturados".

A empresa DM Construções ganhou a maior parte das licitações, cada presídio custou em média R$ 22 milhões. De acordo com a denúncia "o estado fez um contrato obscuro com o Inap (Instituto Nacional de Administração Prisional), empresa paranaense, pioneira na terceirização de presídios.

O homem forte desse esquema é o coronel José Nivaldo campos Vieira, sócio do também coronel Pedro Delfino da SEI - Segurança e Inteligência, que oferece consultoria ao Inap."

"Outro personagem é o coronel do Exército, José Otávio Gonçalves, que foi Subsecretário da assuntos do sistema Penal até maio de 2010, saiu e foi ser consultor da Reviver, que ganhou licitação para a Penitenciária de são mateus".

De acordo com a PF, "a licitação para Penitenciária de São mateus, aberta em maio de 2010, contém elementos estranhos.

O contrato deveria ter valor máximo mensal de R$ 1,4 milhão, apenas a Monte Sinos, o Inap e a Reviver participaram da licitação. a Reviver apresentou proposta de R$ 1,139 milhão, pouco mais de R# 1 mil abaixo do teto.

Curiosamente, a Monte Sinos e o Inap apresentaram propostas acima do teto. Foram desclassificadas e a Reviver levou o contrato de mais de R$ 13 milhões anuais".

O Inap inaugurou a modalidade de terceirização dos presídios em 2005, com dispensa de licitação. De prorrogações em prorrogações, licitações dirigidas, o Inap tem os presídios garantidos até 2012.

Outra curiosidade apontada "no vídeo promocional do Inap, em 2007, participam o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, o deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança da assembléia Legislativa, Josias da Vitória, e até a juíza de Execuções Penais de Colatina, Simone Spalenza. Relatórios apontam que os contratos não são cumpridos com regularidade".

Todas a informações usadas neste texto constam da decisão do TJES publicada dia 17 de abril. Via Agência Congresso _________________________________________________________________________________

Vereadores de Guarapari “reduzem” o aumento dos próprios salários, no ES

Elevado para R$ 8,9 mil em dezembro, salário é aprovado em R$ 6,9 mil.
Além dos salários, número de parlamentares foi reduzido de 17 para 15.

Os vereadores de Guarapari, na região metropolitana, se reuniram na manhã desta quinta-feira (26), em sessão extraordinária no plenário da Câmara, e decidiram reduzir o aumento dos próprios salários de R$ 8,9 mil para R$ 6,9 mil. No dia 20 de dezembro de 2011, os parlamentares haviam elevado os subsídios em 148%, determinação considerada um abuso por populares, que chegaram a realizar um protesto. Na mesma sessão, o número de vereadores também foi reduzido. As novas decisões passam a valer a partir de 2013.
Mesmo com a redução, o subsídio aprovado pelos parlamentares nesta quinta-feira é quase o dobro do que eles ganham atualmente, R$ 3,6 mil. O presidente da Câmara vai passar a ganhar R$ 7,9 mil. A partir de 2013, Guarapari vai passar a contar com 15 vereadores e não mais 17. Apenas três parlamentares votaram contra a última decisão.
De acordo com o presidente da Câmara, José Raimundo Dantas, as decisões tomadas foram em benefício ao Estado. “O valor aprovado anteriormente era legal, mas a Câmara se preocupou com os rumos do Espírito Santo em relação a perda do Fundap. Revisamos esse subsídio para adequar os gastos à nova realidade do estado”, disse.
Aumento
De onze vereadores, oito votaram a favor e apenas três contra o aumento de salário, que foi de R$ 3,6 mil para mais de R$ 8 mil. Após a votação, que ocorreu por volta das 8h, no dia 20 de dezembro, os parlamentares entraram em período de férias e só retomarão as atividades em fevereiro deste ano.

Moradores de Guarapari consideram a decisão tomada pelos parlamentares um abuso. "A gente se esforça tanto e eles ficam aí sem fazer nada e ganhando esse absurdo", disse um dos residentes da cidade.
Protesto
Moradores de Guarapari fizeram uma manifestação no último sábado (21), contra o aumento dos salários dos vereadores. Eles fincaram 148 cruzes na areia da Praia do Morro, para simbolizar o percentual de 148% de aumento, e colheram assinaturas da população.

Um dos organizadores da manifestação, Rafael Vaillant, informou que o abaixo-assinado deve ser encaminhado ao Ministério Público. "O próximo passo que a gente deve dar com as assinaturas é ir até o Ministério Público. Outro objetivo nosso é criar um projeto de lei para regulamentarmos os salários desses vereadores", comentou.
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Governo vai adequar orçamento e cobrar compensação pelo Fundap

O governo do Estado deve anunciar novas diretrizes para tentar amenizar a queda na receita que ocorrerá a partir de janeiro do próximo ano, quando o Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás não contarão mais com os recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap).

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, nesta quinta-feira (26), o secretário da Fazenda, Maurício Duque, disse que a perda vai além da simples arrecadação direta do ICMS. Haverá, segundo ele, uma queda de atividade econômica que resultará em perda no recolhimento de impostos em outros segmentos.

De acordo com o governo do Estado, a previsão de perda de receita com o fim do Fundap é de R$ 425 milhões para o governo do Estado e de outros R$ 600 milhões para os municípios, o que deixará em situação complicada cerca de 40 prefeituras capixabas.

Em sua prestação de contas na Assembleia Legislativa, nessa quarta-feira (25), o secretário informou que, só em 2011, o ICMS do Fundap arrecadou R$ 2,4 bilhões.

Além das novas diretrizes, o governo mantém o pleito em Brasília de medidas de compensação para o Estado. Esse pedido, segundo declarou o secretário ao Valor, segue duas linhas: a primeira para que o governo federal desate o nó dos investimentos em infraestrutura no Estado, sobretudo, em relação ao aeroporto de Vitória e ao porto

O segundo pleito é relativo ao aumento das transferências de recursos voluntários da União, que em 2009 totalizaram R$ 30 milhões e, em 2010, bateram o número de R$ 40 milhões.

O Estado também quer viabilizar empréstimos em condições diferenciadas. O governo capixaba pleiteia um financiamento de R$ 3 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo federal parece simpático às reivindicações capixabas, tanto que designou o economista e diretor do Banco, Guilherme Lacerda, para coordenar os levantamentos para viabilizar as transações.
Por Renata Oliveira | Via SD
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PSB e Casagrande se afinam e Foletto deve disputar eleição em Colatina

A direção do PSB e o governador Renato Casagrande, que nem sempre falam a mesma língua, quando o assunto é eleição 2012, chegaram a um acordo sobre a disputa em Colatina, no noroeste do Estado. Embora o PT local pressione o governador a influir na disputa em favor da reeleição do prefeito Leonardo Deptulski, o que significa tirar o deputado federal Paulo Foletto (PSB) do páreo, isso não deve acontecer.

O favoritismo do deputado na disputa pesou na decisão. Desde a eleição de 2010, quando saiu do município com uma votação expressiva, Foletto vem sendo cobrado a disputar a eleição à prefeitura de Colatina. Paralelamente, o prefeito sofreu um desgaste político, comprometendo seu projeto de reeleição.

No ano passado começou a pressão do PT sobre o governador Renato Casagrande, para que em nome da harmonia dos partidos da base, influa no pleito, retirando a candidatura do correligionário no município. Já o deputado, embora se movimente no município, mergulhou, deixando a decisão para a cúpula do partido.

Foletto é o nome mais forte de um grupo de partidos que constrói um palanque de oposição em Colatina. Além do deputado federal, outro nome colocado é o do deputado estadual Josias Da Vitória (PDT), que inclusive, já lançou a pré-candidatura.

O pedetista não tem, porém, a mesma capilaridade de Foletto para enfrentar o prefeito, que tem trabalhado intensamente na recuperação de seu capital para a disputa.

Dentro do PSB, o entendimento foi de que a disputa em Colatina é de fundamental importância para o partido. Também é corrente a ideia de que se Casagrande tem o discurso de não influir nas disputas eleitorais deste ano, não deverá fazer isso também em relação aos seus correligionários.

Além de Colatina, o partido aposta suas fichas na disputa no município da Serra, onde a eleição estará polarizada entre o atual prefeito Sérgio Vidigal, do PDT, que também integra a base governista, e o deputado federal Audifax Barcelos (PSB).
Renata Oliveira | Via SD
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Expectativa dos capixabas que integram CPMI é de que denúncias sejam apuradas

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - Os dois únicos representantes do ES na CPMI do Cachoeira participaram ontem da instalação da Comissão que vai investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e o deputado Paulo Foletto (PSB-ES) votaram pela aprovação do requerimento que solicita os inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria Geral da República e à PF.

Os dois parlamentares esperam que o grupo consiga reunir o maior número possível de documentos e provas que possibilitem uma conclusão séria e isenta.

"Minha expectativa é de que a Comissão possa investigar os fatos relacionados pelas operações Vegas e Monte Carlo que nos levem a apuração da verdade", disse o senador Ricardo Ferraço.

Para o deputado Foletto, a Comissão é uma oportunidade do Congresso dar exemplo à sociedade em apurar as denúncias feitas pela Polícia Federal. O deputado espera que o grupo consiga se organizar com seriedade para poder contribuir de forma concreta com as investigações.

"Acho que é um belo momento do Congresso dar exemplo à população em relação às denúncias que já mostram que os agentes envolvidos nas estão comprometidos, uma vez que o principal envolvido está preso e temos um político com dificuldades de explicar as evidências. Espero que possamos nos organizar para contribuir com as investigações e recuperar os recursos públicos desviados", disse o deputado.

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o deputado federal Odair Cunha (PT-MG) foram eleitos, respectivamente, como presidente e relator, quase por aclamação. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) foi o único a se opor, ele cobrou mais equilíbrio ao comando da CPMI.

Até a próxima quarta-feira (2), o relator disse que trabalhará somente para traçar uma estratégia para a CPMI e que as definições sobre convocações serão discutidas após a análise dos documentos. "Faremos uma análise prévia dos documentos e, a partir dessa análise, é que nós vamos decidir sobre as pessoas a serem convocadas", enfatizou.

Odair Cunha apresentará à comissão uma proposta de plano de trabalho em reunião na próxima quarta-feira (2), às 14h30. A reunião também escolherá o vice-presidente do colegiado.                  
Via Agência Congresso

Ex-diretor da Delta e vereador são presos por elo com Cachoeira

O ex-diretor da Delta Construção Cláudio Abreu, que foi afastado de seu cargo após revelação de ligação com o bicheiro Carlos Cachoeira, está entre os presos na Operação Saint-Michel, segundo informações do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). A operação, realizada em parceria entre MP e Polícia Civil do DF, é desdobramento da Operação Monte Carlo, na qual Cachoeira foi preso e acusado de exploração de jogo ilegal.
Também foi preso o vereador de Anápolis Wesley Silva, do PMDB. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara de Anápolis (GO), a Polícia Civil chegou por volta das 7h para cumprir o mandado e o vereador foi transferido para Brasília.
A Polícia do DF cumpriu nesta quarta-feira (25) mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Brasília, São Paulo, Anápolis e Goiânia. Um dos mandados foi cumprido em um anexo do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Segundo a assessoria do governo, foi cumprido um mandado de apreensão de documentos relacionado a um servidor exonerado em 2012. Também foram cumpridos mandados no DFTrans - Transporte Urbano do Distrito Federal.

Foto Natalia Godoy - G1
Segundo o Ministério Público de Goiás, foram cumpridos no estado quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis. O delegado da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) Henry Lopes disse que já haviam sido cumpridos oito mandados de prisão até as 10h50 – três em Brasília, quatro em Goiás e um em São Paulo.
Gravações telefônicas feitas pela PF durante a Operação Monte Carlo revelaram o envolvimento de parlamentares, políticos e empresários com o grupo de Cachoeira. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito mista de deputados e senadores foi aberta no Congresso Nacional para investigar o tema.
Entre as suspeitas está a de favorecimento à Delta Construções, empreiteira que mantém diversos contratos com o governo federal. Cláudio Abreu, diretor da Delta afastado, aparece em gravações com Cachoeira discutindo contratos e benefícios ao grupo do contraventor.
Conforme o Ministério Público do DF, os "fatos criminosos" investigados na Operação Saint-Michel foram encaminhados pelo Ministério Público Federal "em razão de os crimes investigados serem da competência local". Os mandados foram concedidos pela 5ª Vara Criminal de Brasília.
Via G1

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O PREÇO DOS POLÍTICOS NO JOGO DA DELTA

O que parecia ser uma operação para a prisão de um contraventor do jogo clandestino (leia-se máquinas de caça níqueis) e vincular o crime a políticos de oposição, trouxe à luz um dos maiores lobistas e empresários atuante nos Governos Federal, Estaduais e municipais. Seu nome Carlos de Almeida Ramos: o Carlinhos Cachoeira. O que será o maior escândalo dentro da Operação Monte Carlo.
O presidente do grupo Delta, o maior fornecedor do Governo Federal e detentor de quase todas as obras do PAC, Fernando Cavendish, é flagrado como sócio oculto de Carlos Cachoeira, através do presidente executivo do grupo Carlos Pacheco. Há algum tempo Carlinhos era o responsável pelas operações da Delta no Centro-Oeste. E na tentativa de flagrar o contraventor do jogo, a Operação Monte Carlo acabou desmontando um esquema muito maior, envolvendo políticos de todos os escalões dos Governos Federal e Estaduais.
Carlinhos Cachoeira começou sua parceria com a Delta no Governo de Goiás, através de Marconi Perillo (PSDB). O governador estava entregando para Carlinhos concessões em todo o Estado até vir à tona a Operação Monte Carlo. No Distrito Federal o esquema não era diferente. Pelas mãos de Agnelo Queiroz a Delta desbravou Brasília e entorno “cuidando” do lixo e fazendo manobras em todas as áreas, como por exemplo na Saúde, com o laboratório de genéricos; e na Segurança; com as máquinas de caça níqueis.
Mas a Delta tem mesmo um grande aliado é no Rio de Janeiro: o governador Sérgio Cabral. Há indícios que Cabral teria colocado nas mãos de Cavendish grande parte das obras sem licitações, além de ter feito a ponte com o presidente Lula tornando a Delta a maior fornecedora do Governo Federal.
Cavendish em reunião de diretoria da empresa fala abertamente como age para conseguir negócios nos governos comprando políticos e recrutando agentes ( leia-se arapongas) para se municiar de informações para facilitar a corrupção a preços mais baixos.
Cavendish e Cachoeira costumam usar a mesma linguagem com seus interlocutores. São simpáticos, solícitos, patrocinadores de orgias com mulheres e bebidas requintadas, viagens ao exterior para políticos e familiares. Com as informações da rede de arapongagem descobrem os “pontos fracos” de cada pessoa alvo, para serem utilizados na hora certa e no momento exato.
Até agora, a Operação Monte Carlo não apresentou o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O que realmente aparece é o lobista e mega empresário corrompendo políticos, autoridades, polícia, funcionários públicos de alto e baixo escalão, jornalistas... e, em menor grau, surge o empresário do jogo com máquinas de caça-níqueis.
Recentemente acompanhamos projeto em votação na Câmara dos Deputados com um forte lobby em quase todos os partidos, principalmente os da base aliada do Governo, para aprovar a liberação dos caça-níqueis e bingos. À frente do lobby o vice-presidente da República Michel Temer, que fala até hoje com o presidente da Abrabin ( Associação Brasileira do s Bingos) Olavo Sales da Silveira. O vice-presidente tinha até pouco tempo o jornalista Gustavo Krigger, seu assessor direto, fazendo a interface entre a Câmara dos Deputados e Abrabin, através da agência de publicidade FSB. Hoje a FSB atende não só a Abrabin como também a Delta e a Michel Temer como vice-presidente.
Veja abaixo o vídeo que revela a conversa gravada numa reunião da Delta,  quando Fernando Cavendish fala com os sócios entre eles Carlos Pacheco, também sócio de Cachoeira,  “discutia o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse ainda que com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”
Por Mino Pedrosa -  Via quidnovi.com

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 25/04/2012

"Rodovias matam por falta de investimentos federais", acusa tucano
O deputado federal Cesar Colnago (PSDB-ES) fará um pronunciamento nesta quinta-feira para criticar a falta de investimentos do governo federal nas rodovias do país.

O deputado vai lamentar as mortes dos cinco jovens capixabas em acidente na Bahia, que comoveu o ES

"Já se tornou lugar comum dizer que o trânsito é uma sangrenta guerra diária no Brasil, e muito pouco tem sido feito para estancá-la. As rodovias federais são mal conservadas e fiscalizadas", afirma o deputado.

De acordo com Colnago, o Brasil ocupa a quinta posição no mundo em quantidade absoluta de mortes no trânsito, depois de Índia, China, EUA e Rússia. Em diversos estados, mais pessoas morrem vítimas de acidentes automobilísticos do que de homicídios.

"Por ano, nossas rodovias vitimam 36 mil pessoas e deixam 500 mil feridas. São cerca de 100 óbitos diários. É como se, a cada dois dias, caísse um Boeing. No país, a cada 100 mil habitantes, 20 morrem em acidentes de trânsito. Há uma meta oficial para reduzir a média para 14, mas os esforços estão bem aquém do necessário", critica o deputado.

Para ele, as piores “rodovias da morte” são, sem exceção, da alçada federal, como é o caso da BR 101, especialmente no trecho da divisa entre o Espírito Santo e a Bahia, onde aconteceu a tragédia envolvendo os cinco jovens mortos.

"As estradas federais no ES cortam mais de 650 km do estado, e no todo ou em parte apresentam problemas de conservação, excesso de vegetação nas laterais e acostamentos, falta de sinalização, desgaste na pavimentação, necessidade de adequação de traçado devido ao aumento do fluxo de veículos", afirma Colnago.

O deputado fala ainda da falta de investimentos na manutenção das estradas brasileiras, que recebem um fluxo muito maior do que quando foram construídas. Ele critica ainda o descaso do governo federal com o ES.

"A BR 101 do ES foi asfaltada em 1970, quando passavam 150 veículos por dia. Hoje passam mais de 80 mil e a estrada é a mesma. Não podemos deixar de discutir isso, o descaso é tanto que dos R$ 830 milhões para a manutenção das estradas federais do ES, não chegou a 10%, durante o governo Lula", afirma.

Colnago faz um apelo para que mais mortes nas estradas sejam evitadas. "Apelo para que o governo federal olhe pela infraestrutura de nossas estradas para minorar as tragédias que ocorrem dia a dia. É preciso retomar com seriedade o investimento nas rodovias, que matam mais do que muitas doenças. As estradas estão cheias de buracos, sem manutenção, sem fiscalização e nada se faz", diz o deputado. 
Via Agencia Congresso

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 Justiça do ES condena ex-prefeito de Viana a 15 anos de prisão.

Advogada do ex-prefeito disse que seu cliente não está envolvido no caso.
Segundo Tribunal de Justiça, ex-prefeito não pode mais recorrer da decisão.
 
O ex-prefeito de Viana, na Grande Vitória, José Luiz Balestrero, foi preso na manhã desta quarta-feira (25), em Cariacica, também município da região metropolitana. Ele foi condenado pela Justiça do Espírito Santo a 15 anos de prisão. Balestrero é acusado de mandar matar um servidor da prefeitura que ele administrava, há 14 anos. A advogada do ex-prefeito disse que seu cliente não está envolvido no caso. Ele foi levado para a triagem do Complexo Penitenciário de Viana.
Além de já ter ocupado cargo de prefeito, Balestrero já foi deputado estadual três vezes e é médico. “Eu sou um homem que só dou a vida, sou um médico, e não um homem que tira vidas", disse o condenado.
De acordo com o Tribunal de Justiça, o ex-prefeito está condenado a 15 anos de prisão em regime fechado e não pode mais recorrer. A prisão de Balestrero ocorreu uma semana depois em que ele foi condenado – em outra sentença, junto com mais 11 pessoas – à suspensão dos seus direitos políticos por oito anos, pela 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Vitória.
A ordem de prisão contra o ex-prefeito Balestrero foi assinada pelo juiz Alexandre Pacheco, da 4ª Vara Criminal de Cariacica. Balestrero havia sido condenado desde 2004. Ele recorreu junto ao Tribunal de Justiça, onde a condenação foi mantida. Recorreu, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, onde a condenação transitou em julgado. Agora, não cabe mais recurso. Por isso, ele agora terá que cumprir a pena na prisão.
A advogada de Balestrero, Izabel Borlott, disse que seu cliente é inocente. “Nós pegamos o processo há pouco tempo e eu não tenho conhecimento dos fatos verdadeiros. Só sei dizer que, com base no que ele me relatou, meu cliente não tem nada a ver com os fatos alegados", explicou Borlott.

Entenda o caso
O crime aconteceu há 14 anos, no bairro Dom Bosco, em Cariacica, na Grande Vitória. Balestrero teria mandado matar um servidor da prefeitura de Viana após um desentendimento entre os dois. A vítima foi morta em um sinal de trânsito. Via G1
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25.04.2012
PSB do Senado nega que tenha abandonado o ES na votação do Fundap

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - A assessoria de imprensa da liderança do PSB negou na tarde de hoje a informação dada pela Agência Congresso de que o senador Antônio Carlos Valadares (SE) não se manifestou em nenhum momento da votação do PRS 72 no plenário.

O PSB apresentou as notas taquigráficas da sessão de ontem que mostram a participação do senador na votação do projeto aprovado. Valadares votou pela aprovação da matéria que tirou do ES o seu principal fundo, o Fundap (Fundo de Desenvolvimento das atividades portuárias), mas fez uma ressalva de apoio aos estados prejudicados pela proposta GO, ES e SC.

O senador defendeu uma regra de transição de quatro anos, proposta pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que não foi aprovada pelos senadores.

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25.04.2012
Manato sugere indicação de capixaba para ministro do STJ
BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O deputado federal Carlos Manato (PDT-ES) sugeriu ao governador Renato Casagrande e a bancada capixaba a indicação do presidente do TJES, Pedro Feu Rosa, para o cargo de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A sugestão foi feita durante a homenagem na Câmara ao pai de Pedro Feu Rosa, o ex deputado e desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa e agradou aos parlamentares e aos representantes do ES presentes no evento.

"Tenho muito respeito pelo nosso ilustre presidente do TJES, Pedro Feu Rosa, que com seu trabalho vem dando transparência ao Judiciário capixaba. Convoco o governador, os senadores, e deputados aqui presentes para indicarmos Feu Rosa para ocupar uma vaga de ministro do STJ", disse Manato, arrancando palmas dos presentes.

Manato diz que a sugestão é uma oportunidade do ES ter pela primeira vez um representante do estado no STJ.

"Podemos fazer a qualquer momento a indicação, mas o nome de Feu Rosa é sem dúvida uma grande representação para o ES, que nunca teve um ministro no STJ. A indicação dele é pelo mérito do trabalho que desempenha no TJES. Convoco a bancada para fazermos a indicação assim que surgir uma vaga no STJ", disse Manato.

O STJ é composto por, no mínimo, 33 ministros nomeados pelo presidente da República, após aprovação do Senado. De acordo com a Constituição, um terço dos ministros do STJ deve ser escolhido entre juízes dos tribunais regionais federais, um terço entre os desembargadores dos tribunais de justiça dos estados e um terço, em partes iguais, entre os advogados e integrantes do Ministério Público.

A indicação dos nomes a serem escolhidos é feita pelo Plenário do STJ, em sistema de lista tríplice que apresenta os candidatos de acordo com a ordem decrescente dos votos obtidos em sessão pública do Tribunal. Em qualquer escolha, o representante deve ter mais de dez anos de efetiva atividade profissional.

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Deputado culpa governo federal pela morte dos cinco jovens na Bahia

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O deputado federal Dr. Jorge Silva (PDT-ES) lamentou na manhã de hoje a confirmação da morte dos cinco jovens capixabas, que estavam desaparecidos desde a última sexta-feira.

O deputado cobrou do governo federal mais investimentos nas rodovias federais. Para ele, a falta de conservação, duplicação e sinalização das rodivias são o reflexo do descaso do governo.

"A falta de investimentos do governo federal na sinalização, duplicação e conservação das estradas do país mostram o descaso com o nosso estado, e com a população. Esse é um problema sério que tira a vida de milhares de pessoas todos anos", afirmou.

Dr. Jorge Silva, que é de São Mateus, município onde moravam os jovens, se solidarizou com as famílias e com o Centro Universitário Norte do Espírito Santo – CEUNES, onde quatro dos cinco jovens mortos estudavam.

"Essa tragédia afeta o nosso município, nosso Centro Universitário, é um momento de muita dor. Transmito aos familiares neste momento tão difícil minha mensagem de conforto", disse o deputado.

OUTRO CRIME

Dr. Jorge aproveitou para cobrar da Secretaria de Segurança Pública do ES empenho na elucidação do assassinato do ex-diretor do Hospital Roberto Arnizaut Silvares, Valdenir José Belinelo, encontrado morto em uma estrada em Linhares, no dia 21 de março deste ano.

VÍTIMAS DO DESCASO

Ontem foi confirmada a morte dos cinco jovens, desaparecidos desde a última sexta-feira. Os corpos foram encontrados no Rio Mucuri, Sul da Bahia, distante cerca de 12 km da divisa com o Espírito Santo.

Os estudantes saíram às 19 horas da última sexta-feira (20) de São Mateus, no Norte do Estado, rumo a Prado, na Bahia, mas não chegaram ao destino.

Izadora Ribeiro, Rosaflor Oliveira, Amanda Oliveira e Marllonn Amaral, estudantes do Ceunes de São Mateus, e André Galão, ex-universitário da Unesc de Colatina.

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"Proposta de Zarattini sobre royalties não é boa para ninguém", diz secretário do ES

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O secretário de Desenvolvimento do ES, Márcio Félix, afirmou ontem, que a proposta do relator da Comissão dos Royalties, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), não é boa para nenhum estado da federação e que o ES vai apresentar uma contra-proposta para o projeto.

Para Félix, a proposta de Zarattini traz fatores novos que não haviam sido discutidos pela Comissão e pode prejudicar o ES, já que não garante uma arrecadação em relação a 2011, por exemplo.

"Sei que intenção é a melhor, mas traz novos fatores que não tinham sido avaliados. Muda a distribuição, causa desequilíbrio desnecessário. Ao não colocar 2011 e sim um índice de crescimento da produção ou da arrecadação vai gerar a uma coisa imponderável", disse Félix.

O secretário afirma que a proposta do relator não agrada a produtores e não produtores. "Dificilmente essa proposta terá acordo, com a possibilidade de levar para votação uma proposta que nenhum dos dois lados aprova".

Para ele "a melhor forma é criar uma transição com 2011 de referência. As outras discussões serão usadas como compensação, como FPE, aí vamos ajustando, equilibrando".

De acordo com Márcio Félix a proposta do estado será muito simples, e pretende garantir a arrecadação do ES em 2011.

"A gente vai preparar uma proposta que pode ser muito simples, queremos garantir o que foi arrecadado em 2011. A proposta aprovada no Senado, com a garantia de 2011 é a melhor no momento", disse o secretário.

Márcio Félix diz que a proposta do ES será amplamente discutida com Zarattini e com todos os membros da Comissão antes do dia 8 de maio, próxima reunião do grupo.

"Vamos debater com todos os membros. O que não pode é os estados ficarem sem saber qual será sua arrecadação, é como numa família você ter 27 irmãos e deixar um só abandonado", disse.

O relator da Comissão afirmou que pretende apresentar a proposta final até o dia 20 de maio. De acordo com Zarattini, o projeto dos royalties deve ser votado em junho, mesmo sem acordo entre os membros.

"Acho difícil encontrar acordo porque a maioria dos deputados do Rio e ES têm uma posição de principio. Não acham justo mudança na legislação atual de distribuição. Estou convicto que fiz justiça para todos os estados, os municípios vão garantir e tocar seus compromissos financeiros. Espero entregar o relatório final no dia 20 de maio e a partir daí buscar uma janela para votar em plenário, o que deve acontecer até 20 de junho", disse o relator. 

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Foletto não vai concorrer em Colatina e PT deve reeleger prefeito

BRASÍLIA - AGENCIA CONGRESSO - Está praticamente certa a permanência do deputado federal Paulo Foletto (PSB) na Câmara Federal. Ele não será candidato a prefeito.

Seus colegas de bancada dizem que "ele gostou daqui e vai ficar". Favorito para suceder o prefeito do PT, Leonardo Deptulski, Foletto vai deixar o cavalo passar celado.

Sem Foletto, Deptulski que faz um governo medíocre em Colatina, deve se reeleger. Os dois se encontraram ontem no Senado e conversaram amistosamente.

Outro concorrente, o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) poderia disputar, mas apesar de ter aumentado seu capital desde a primeira eleição, seu nome aparece em relatório da PF, o que deve imobilizá-lo.

Ainda no grupo estão o ex-deputado federal Marcelino Fraga (PMDB), que pode entrar na disputa devido a falta de concorrentes.

Leonardo Deptulski chegou à prefeitura com o apoio de seu antecessor, Guerino Balestrassi, de quem era vice-prefeito.

Em 2008, Balestrassi tinha duas administrações em Colatina muito bem avaliadas, o que lhe deu condições de eleger o sucessor.

Hoje, a situação se inverteu, Foletto saiu da eleição de deputado federal com um capital muito grande, enquanto o prefeito Leonardo Deptulski amargou um desgaste político desde a eleição passada.

Em parte, atribuído às escolhas políticas erradas de Balestrassi. Complicações na administração só contribuíram para a queda de capital.

Do início do ano para cá, porém, houve uma recuperação da capilaridade política de Deptulski, o que garante sua participação competitiva na eleição.


Com informações do Século Diário/Renata Oliveira/ Foto N.Fraga - Via Agencia Congresso

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 24/04/2012

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24.04.2012
PSB do Senado muda discurso e não defende Fundap capixaba

Por Humberto Azevedo

BRASÍLIA AGENCIA CONGRESSO - 58 senadores disseram sim, em primeiro turno, na votação do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 72/10 que uniformiza em 4% a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os produtos importados.

A votação em segundo turno, devido à saída de muitos senadores, decretou por 52 a 12, a nova regra de cobrança do ICMS sobre os importados.

A votação em primeiro turno da matéria se deu após um clima acalorado e de mais de três horas de extenuantes debates entre os senadores favoráveis e os senadores capixabas, catarinenses e goianos contrários a matéria.

Apenas dez senadores, no primeiro turno, todos dos três Estados e mais o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) votaram contra a proposta.

O senador petista pelo Estado do Rio, apesar de natural de João Pessoa (PB), quando da votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), devido a sua postura de independência com relação à matéria, se envolveu numa situação conflituosa com o senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso.

Pimentel falou na oportunidade que que não cabia ao senador Lindbergh nenhuma consideração com o intuito de que a matéria fosse adiada.

A resposta do senador fluminense veio naquele mesmo dia, 18 de abril, onde ele subiu à tribuna do plenário do Senado e afirmou que não devia satisfação ao petista cearense.

Lindbergh Farias falou ainda que não cabia ao senador Pimentel “atuar como bedel”.

O PRS é de autoria do ex-líder do governo no Senado, o pernambucano Romero Jucá (PMDB-RR) e o substitutivo, é de autoria do atual líder do governo naquela Casa, senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Pelo texto, a nova regra passa a vigorar a partir de janeiro de 2013. O objetivo da proposta é acabar com a chamada “guerra dos portos”.

Atualmente, a alíquota praticada nas operações interestaduais é diferenciada. Alguns governos estaduais oferecem incentivo fiscal, por meio da redução da alíquota, para atrair mercadorias importadas para os seus portos.

A proposta de alíquota única de 4% foi apresentada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) por meio do substitutivo apresentado pelo relator e líder do governo do Senado.

Antes, a proposta já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta original do senador Jucá previa alíquota zero.

“Lancei exatamente esta matéria para não incentivar o produto importado sobre o nacional. Sem dúvida a matéria foi ampliada”, disse Jucá.

O PSB que tinha escalado o senador Antônio Carlos Valadares (SE) para atuar em defesa do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, do partido, não se manifestou em nenhum momento da votação do PRS 72 no plenário.

A única intervenção dos socialistas na sessão de hoje que decretou o fim da “guerra dos portos” foi a do senador sergipano que subiu a tribuna para destacar a posse do “ministro Carlos Ayres Britto, sergipano de nascimento, honra e glória do nosso Estado”, como o o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Valadares, “pela primeira vez, um sergipano ocupa a cadeira mais importante do Judiciário brasileiro, o comando da mais alta Corte do País e também do Conselho Nacional de Justiça. Sua história de vida e sua trajetória profissional honram o trabalho e a inteligência do povo de Sergipe”. 

Foto Valadares - 
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24.04.2012
Último tiro: Governo liquida de vez o Fundap sem transição

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O Senado aprovou há pouco, com 52 votos a favor, 12 contrários e 3 abstenções o PRS 72/10, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que unifica em 4% a alíquota do ICMS para produtos importados.

Com esse resultado o ES perde o seu principal programa de incentivo, Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias), - criado há 41 anos - que permitiu ao estado sair de uma crise econômica causada pela erradicação dos cafezais.

A emenda do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que propunha uma regra de transição de quatro anos para a nova lei entrar em vigor, nem chegou a ser apresentada porque o parlamentar não conseguiu as assinaturas necessárias de apoiamento, como prevê o regimento interno da Casa.

O governador Renato Casagrande acompanhou a derrota do estado no Senado. Ele esteve nas últimas semanas buscando apoio para a inclusão de um período de transição, mas a proposta não é aceita pelo governo federal.

Com o fim do Fundap, o estado perde cerca de R$ 1 bi de sua arrecadação. O projeto aprovado estabelece que a nova alíquota entra em vigor em janeiro de 2013.

O Plenário do Senado iniciou por volta das 16h30 a discussão, em primeiro turno, do PRS 72/2010. A proposta, já havia sido aprovada na semana passada nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Como é um projeto de resolução de competência exclusiva do Senado, o PRS 72/2010, apresentado originalmente pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) e aprovado nas comissões na forma de substitutivo do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), pôde ser votado independentemente da liberação da pauta.

Agora, a matéria será encaminhada para promulgação no "Diário Oficial da União". A nova regra passa a vigorar a partir de janeiro de 2013.

Os parlamentares representantes do Espírito Santo e de Santa Catarina alegam perdas e criticam a aprovação da proposta sem uma regra de transição.

Para a senadora Ana Rita (PT-ES) a transição permitiria ao ES uma reestruturação antes de perder as receitas do Fundap.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) criticou o governo federal que parou de negociar com o estado uma transição e não aceitou um acordo com o ES.

"A profecia se materializou. O governo sinalizou há duas semanas que passaria o rodo e passou. Não nos reconheceu, não valorizou o esforço que o ES tem feito para o desenvolvimento nacional, não valorizou o esforço que fizermos nos últimos anos", disse o senador.

Ferraço disse que o próximo passo é o governo do estado buscar no STF a manutenção do Fundap.

"Agora nos resta só um caminho: o STF. Nós vamos nos valer evidentemente de todos os nossos estudos, elementos, para garantir no Supremo os nossos direitos", disse o senador.

“A perpetuação desse mecanismo criou uma dependência estrutural no orçamento dos municípios em relação à receita gerada por esse sistema”, disse a senadora. 

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24.04.2012
ES e Rio rejeitam relatório de Zarattini
BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - Os estados produtores de petróleo, Rio e ES, rejeitaram a proposta apresentada na tarde desta terça-feira pelo relator da Comissão dos Royalties, Carlos Zarattini (PT-SP).

Uma nova reunião foi marcada para o dia 8 de maio, até lá o ES apresenta uma contra-proposta que será discutida pela Comissão.

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) lamentou o relatório de Zarattini, que se baseou no projeto do senador Vital do Rego (PMDB-PB), onde estados não produtores passam a receber uma fatia maior de recursos (reunidos em um fundo especial) a partir de 2013.

O dinheiro a eles destinados - não produtores - hoje de R$ 1,2 bilhão (arrecadados com royalties), passará para quase R$ 8 bilhões no primeiro ano: R$ 4,4 bilhões de royalties e R$ 3,5 bilhões de participação especial.

"A proposta é muito ruim, houve um retrocesso no debate. O ES perde bastante com a proposta. Nossos debates e os cálculos feitos aqui sempre foram referentes a produção de 2011 e hoje foi proposto 2013. Precisamos refazer os cálculos, vamos apresentar uma contra-proposta para ser discutida na próxima reunião do grupo", disse a deputada Rose de Freitas.

Nos critérios de repartição dos recursos proposto por Zarattini, os entes permanecem os mesmos previstos no projeto do Senado, ou seja, os do rateio dos fundos de participação dos Estados (FPE) e dos municípios (FPM).

A tabela com os percentuais é decrescente para estados e municípios produtores e crescente para os demais.

Zarattini propôs ainda uma mudança na distribuição de poço de petróleo por campo, o que não havia sido discutido pela Comissão e tira ainda mais recursos do Rio e ES.

Para o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) a proposta de Zarattini beneficia São Paulo, estado do relator, e Santa Catarina, estado da ministra Idelli Salvati. Para o deputado, o relatório é um golpe ao ES e ao Rio.

"Estávamos discutindo na Comissão a minha proposta que foi adulterada pelo relator, me parece um golpe aos estados produtores que beneficia o seu estado e o estado da ministra Idelli. Ele propôs uma coisa que não foi discutida na Comissão. Essa discussão havia sido retirada do projeto já pelo Senado. Não entendi porque ele apresentou essa mudança hoje sem antes termos debatido", disse Garotinho.
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24.04.2012
Só dois parlamentares do ES participam da CPMI de Cachoeira
BRASÍLIA AGENCIA CONGRESSO - Somente dois capixabas integram a CPMI de Carlos Cachoeira, que deve cassar de imediato o mandato do senador Demóstenes Torres (GO).

O senador Ricardo Ferraço foi indicado hoje pelo líder do seu partido, Renan Calheiros (PMDB-AL), que indicou também Vital do Rego (PB) para presidir a Comissão. O relator será o deputado Odair Cunha (PT-MG).

O deputado Paulo Foletto (PSB) já havia sido indicado desde a semana passada. A CPMI terá 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes. Os trabalhos devem durar até 180 dias, podendo prorrogar o prazo para a conclusão da investigação.

A presidenta interina do Congresso Nacional, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), leu os nomes dos 32 parlamentares indicados para compor a CPMI.

Veja abaixo os indicados pelos partidos:

Senadores da base aliada:

Pedro Taques (PDT-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Sérgio Souza (PMDB-PR)
Paulo Davim (PV-RN)
Humberto Costa (PT-PE)
Lídice da da Mata (PSB-BA)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
José Pimentel (PT-CE)
Fernando Collor (PTB-AL)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Kátia Abreu (PSD-TO)

Senadores da oposição:

Álvaro Dias (PSDB-PR)
Jayme Campos (DEM-MT)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Deputados da base aliada:

Paulo Teixeira (PT-SP)
Candido Vaccarezza (PT-SP)
Íris de Araújo (PMDB-GO)
Luiz Pitiman (PMDB-DF)
Maurício Quintella Lessa (PR-AL)
Paulo Foletto (PSB-ES)
Miro Teixeira (PDT-RJ)
Filipe Pereira (PSC-RJ)
Protógenes Queiroz (PCdoB-SP)
Silvio Costa (PTB-PE)

Deputados da oposição:

Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Fernando Francischini (PSDB-PR)
Gladson Cameli (PP-AC)
Onix Lorenzoni (DEM-RS)
Rubens Bueno (PPS-PR)
 

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24.04.2012
Governador e bancada participam de homenagem a Feu Rosa

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O governador do ES, Renato Casagrande, e a bancada capixaba participaram na manhã desta terça-feira da inauguração na Câmara Federal, da sala desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa, uma homenagem ao jurista que foi deputado federal e ex-presidente do TJES.

A nova denominação do plenário 8 da Câmara foi sugerida pelo líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), a pedido da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES).

A família do homenageado esteve presente, ao lado do presidente do TJES, Pedro Feu Rosa, filho do homenageado. A partir de hoje o plenário oito passa a ter o nome do desembargador-deputado.

Casagrande elogiou a atuação de Pedro Feu Rosa, que "é também, assim como o seu pai, uma referência do profissionalismo e de família tão importante para o estado".

O governador fez ainda um agradecimento a família de Antônio Miguel Feu Rosa que "é uma referência do ES para todo o país. Temos o orgulho de hoje termos um nome tão importante representando o nosso estado aqui na Casa", disse Casagrande.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) destacou a trajetória política do desembargador "que foi devotada em busca de uma sociedade mais digna, marcada pelo enfrentamento, quando disse não a ditadura em 1968".

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), vice presidente da Câmara, lembrou a atuação do ex deputado na Casa e da sua "capacidade de nos lembrar o que não havíamos refletido".

Ela agradeceu o trabalho realizado por Pedro Feu Rosa "obrigada por deixar esse fruto tão importante para a nossa sociedade, que tanto quer fazer e que tanto faz pelo nosso povo. É um orgulho tê-lo na presidência do TJES", disse a deputada.

O presidente da OAB-ES, Homero Mafra elogiou a luta de Feu Rosa pela democracia. "Feu Rosa foi um deputado que dignificou o Parlamento, uma pessoa que contribuiu imensamente parra a democracia do país".

Participaram da homenagem a ministra do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, o presidente da Amunes, Elieser Rabello, prefeitos e autoridades do estado, oito dos dez deputados federais e os três senadores do ES. 

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24.04.2012
Deputado nega que vá fazer oposição ao PT na CPMI do Cachoeira

BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - O deputado federal Paulo Foletto (ES), único indicado pelo PSB para compor a CPMI do Cachoeira, nega que tenha sido indicado para a comissão para fazer oposição ao PT.

Nota da revista Veja desta semana informa que a indicação do parlamentar capixaba ocorreu devido à sua ferrenha oposição aos petistas.

"Nada disso é verdade. Quem me conhece sabe que atuo de forma independente", disse Foletto.

A nota diz que a indicação de Foletto foi uma vingança dos socialistas, que não ficaram satisfeitos com o governo federal que havia prometido ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB), carta branca para indicar o comando da Companhia de Desenvolvimento do São Francisco.

O ministro teria reservado o cargo para o irmão do governador do Piauí, Wilson Martins. A nomeação ficou congelada e o governo prometeu o mesmo cargo para o governador da Bahia, o petista Jaques Wagner.

De acordo com a VEJA, a indicação de Foletto para a CPMI seria uma represália do PSB, já que o deputado é tido como o mais ferrenho adversário do PT na bancada socialista.

Foletto nega e diz que sua postura na Comissão será independente. O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), deve indicar hoje o ex-líder do partido na Casa, Paulo Teixiera (SP), para ser o relator da Comissão .

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente interina do Congresso, abre nesta terça-feira uma sessão às 19h30 com o objetivo de designar os integrantes da Comissão.

A CPMI terá 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes. Os trabalhos devem durar até 180 dias, podendo prorrogar o prazo para a conclusão da investigação.
Via agenciacongresso

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