quinta-feira, 22 de junho de 2017

EUA exigem "ações" na Venezuela perante "trágica situação" no país

A missão dos Estados Unidos perante a ONU exigiu nesta quinta-feira (22) ações das Nações Unidas na Venezuela perante a "trágica situação" do país. "O povo venezuelano está passando fome enquanto o governo pisa na democracia", afirmou em um comunicado a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley. A informação é da agência EFE.

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"A comunidade internacional deve agir, inclusive se o Conselho de Direitos Humanos e a Organização de Estados Americanos (OEA) estiverem bloqueados" nas suas decisões sobre a Venezuela, acrescentou.

A chamada foi feita horas depois do encerramento da Assembleia Geral da OEA em Cancún (México), sem que tenha sido aprovada uma resolução proposta por vários países a favor do cancelamento da convocação e realização da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela.


Na sua mensagem, Nikki Haley destacou "os contínuos esforços" dos Estados comprometidos a manter a democracia no continente.

Irmã de Aécio, Andrea Neves deixa a prisão em Belo Horizonte


Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), deixou o Complexo Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, passando a cumprir prisão domiciliar.

Saiba mais:

Na última terça-feira (20), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu estender a ela e a Frederico Pacheco, primo de Aécio, o benefício concedido no mesmo dia a Mendherson de Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Os três são apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como intermediários no recebimento de propina da JBS por Aécio. Eles foram presos em 18 de maio, na Operação Patmos.

Andrea Neves instalou uma tornozeleira eletrônica ainda antes de sair da prisão, informou o advogado Marcelo Leonardo. Ela não poderá sair de casa sem autorização prévia e está vetada de se comunicar com o irmão.

Ela foi apontada pelos investigadores como sendo responsável por solicitar R$ 2 milhões em propina a Joesley Batista, dono da JBS. O dinheiro seria destinado a pagar advogados.


Outros R$ 40 milhões teriam sido solicitados por Andrea. A defesa alega que a quantia nada tem a ver com vantagens ilícitas, sendo referente à venda de um apartamento da família no Rio de Janeiro.

Acidente envolvendo ônibus e carreta deixa pelo menos 15 mortos no ES


Um acidente no início da manhã de hoje (22) envolvendo um ônibus, uma carreta e duas ambulâncias na BR-101, em Guarapari (ES), deixou pelo menos 15 pessoas mortas. O ônibus fazia o trajeto de São Paulo para Vitória e pegou fogo após o choque com a carreta que transportava pedras. A maioria das vítimas morreu carbonizada.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo, as equipes de socorro estão no local verificando se há mais mortos e feridos.


As ambulâncias envolvidas no acidente são dos municípios de Alfredo Chaves e Jerônimo Monteiro. O ônibus é da empresa Águia Branca.


Bombeiros controlam as chamas em Góis, o último foco do incêndio em Portugal


As autoridades consideram controlado, nesta quinta-feira (22), o incêndio em Góis, o último foco que permanecia ativo das chamas que se propagaram no último sábado (17) na região central de Portugal. O incêndio causou a morte de 64 pessoas e deixou mais de 200 feridas. A informação é da Agência EFE.

Saiba mais:

O comandante Carlos Tavares, da Defesa Civil, disse aos jornalistas em Góis, no distrito de Coimbra, que os mais de 1.200 agentes terrestres que combateram as chamas na região durante a madrugada começarão agora os trabalhos para evitar que o fogo volte.

Junto com eles trabalham 301 bombeiros, acrescentou Tavares,. Ele informou que espera a chegada de quatro aviões pesados e de dois helicópteros à região nas próximas horas para ajudar nos trabalhos e garantir o controle da área.

O fogo em Góis era o último foco que ainda não havia sido controlado do incêndio que começou no último fim de semana em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

As chamas na região foram controladas ontem e agora mais de 1.150 agentes se ocupam das tarefas posteriores, dedicadas a controlar um perímetro com extensão aproximada de 153 quilômetros.

Tavares disse que o incêndio se alastrou com velocidade devido às altas temperaturas e ao forte vento. Acrescentou que esses fatores também foram os principais motivos que fizeram com que os bombeiros levassem cinco dias para controlar o fogo, o que foi dificultado ainda pela geografia do terreno.


Pelo menos 64 pessoas morreram e 204 ficaram feridas no incêndio, considerado o maior da história de Portugal. Começa agora a tarefa de avaliar os danos e continuar a busca por explicações sobre a origem do fogo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

STF: Dois ministros votam contra revisão da delação da JBS


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (21) contra a revisão dos termos do acordo de delação premiada da JBS. Com o voto do ministro, que também é contra a mudança de relator, o placar da votação está em 2 votos a favor da manutenção do acordo. Após o voto de Moraes, a sessão foi suspensa e será retomada amanhã.

Saiba mais:

Moraes acompanhou o voto do relator, Edson Fachin. Para o ministro, na fase de homologação, cabe ao Judiciário verificar somente a legalidade do acordo, sem interferência nos benefícios da delação e nas declarações dos investigados ao Ministério Público.

Na sessão de amanhã, devem votar os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente, Cármen Lúcia.

O julgamento foi motivado por uma questão de ordem apresentada pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos que tiveram origem nas delações da empresa. Os questionamentos sobre a legalidade dos acordos da JBS foram levantados pela defesa do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, um dos citados nos depoimentos dos executivos da empresa. A defesa contesta a remessa do processo a Fachin, além dos benefícios concedidos ao empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS.


Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário explicou como funcionava o esquema de pagamento de propina a políticos e confirmou que foram repassados recentemente cerca de R$ 500 milhões a agentes públicos.

Advocacia-Geral da União pede ao TCU bloqueio de bens da JBS

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou hoje (21) com um pedido junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para solicitar o imediato bloqueio de bens da JBS/S.A. e de seus responsáveis.

A medida tem como objetivo garantir um futuro ressarcimento de prejuízos estimados em cerca de R$ 850 milhões causados aos cofres do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), alvo de apuração do próprio tribunal. "Tal medida, ressalta-se, é imprescindível para a proteção do erário federal, independentemente de eventual ajuste firmado em acordo celebrado pela empresa junto ao Ministério Público Federal", diz a petição.

Saiba mais:

Segundo o órgão, a iniciativa foi tomada após divulgação de notícias de que o grupo estaria em “avançado processo de desfazimento de bens no país”. “Nesse sentido, como eventual ação de ressarcimento dos cofres públicos federais ficará a cargo desta instituição, tais medidas poderão restar frustradas caso não sejam resguardados bens suficientes para a efetiva recomposição do erário”, alerta um dos trechos da petição.

De acordo com o documento, a Advocacia-Geral tomou conhecimento das supostas irregularidades após a realização de audiência pública conjunta de duas comissões da Câmara dos Deputados, a de Fiscalização Financeira e a de Finanças e Tributação, em que o secretário de Controle Externo do TCU no Estado Rio do Janeiro, Carlos Borges Teixeira, apontou indícios do prejuízo em quatro operações entre o banco e o grupo.

“A área técnica dessa Corte de Contas teria apurado a potencial ocorrência de prejuízos aos cofres públicos federais, oriundos de práticas ilícitas efetuadas pela empresa JBS, da ordem de R$ 850 milhões”, diz a petição.


Nas operações, consideradas irregulares pela Corte de Contas, o BNDES financiou a compra de quatro empresas do setor de carnes pela JBS, três delas americanas. Estes casos ainda estão sob análise do tribunal, sem decisão final. Em uma das operações, declarou Carlos Teixeira na audiência da Câmara, o BNDES adquiriu ações por um preço maior que o de mercado.

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