sábado, 6 de julho de 2013

Marina cresce, Joaquim aparece

Duas incógnitas. Ou cartas fora do baralho?

Por Mauricio Dias, no site da Carta Capital 
Joaquim barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, entrou em férias com um grilo na cuca. Alcançou 15% das intenções de voto para presidente da República. Sem gastar um só centavo, bastou, para ele, soltar o verbo. Foi ele o maior beneficiado com a queda das intenções de voto na presidenta Dilma Rousseff. Marina Silva herdou menos votos, embora se tenha mantido na segunda posição, em alternância com o tucano Aécio Neves. Dilma ainda mantém uma boa distância de Marina. Esta, engalfinhada na tarefa de construir um partido, beneficia-se da memória do eleitor. Em 2010, conseguiu quase 20 milhões de votos no primeiro turno.

Joaquim e Marina são as duas incógnitas da pesquisa do Datafolha, feita no calor da hora das manifestações de rua. Um movimento cujo lema assim pode ser resumido: contra tudo e contra todos. É mais ou menos, também, a expressão substancial do discurso de Marina e Joaquim.

Espanha diz não ter proibido sobrevoo de Morales

O governo espanhol disse ontem (5) que não proibiu o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, de sobrevoar ou aterrissar em seu território. “O governo da Espanha nunca negou nem demorou a conceder permissão de sobrevoo ou escala em seu território nacional por ocasião da viagem de regresso a seu país do Exmo. Sr. Dr. Evo Morales, presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, realizada nos dias 2 e 3 de julho”, diz comunicado divulgado pelo Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha.
Segundo as autoridades espanholas, "tais permissões foram concedidas com diligência e celeridade, como os próprios representantes bolivianos reconheceram".

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Politizar o debate sobre a reforma política e lutar pela realização da assembleia constituinte exclusiva

"A realização de uma assembleia constituinte exclusiva com representantes externos ao Congresso Nacional poderia abrir precedentes para uma maior politização do debate acerca da reforma política, algo muito inconveniente para o governo, a oposição de direita e a imprensa"

Por Danilo Enrico Martuscelli, no site Barsil de Fato

Os protestos recentes, que tomaram as ruas de várias cidades do país, podem ser caracterizados como uma combinação de espontaneísmo com movimento organizado. O espontaneísmo tem se manifestado por meio de pautas difusas que questionam a malversação das verbas públicas, a corrupção no sistema político, a legitimidade dos partidos políticos, entre outros pontos. Trata-se de pautas com conteúdo progressista, mas facilmente apropriadas pelas forças conservadoras, justamente por se fixarem no plano das denúncias, sem apresentarem medidas concretas para solucionar as mazelas apontadas. Já o movimento organizado tem se valido da reivindicação de pautas concretas, frutos, na maioria das vezes, da experiência de lutas travadas por diversos grupos políticos e movimentos sociais ao longo das últimas décadas. Queremos ressaltar, com isso, que as lutas pelo passe livre, por mais verbas para a educação e para a saúde, pela tributação das grandes fortunas, pela redução da jornada de trabalho, pela democratização da mídia, não surgiram em junho de 2013, mas são resultantes de muitos debates e embates realizados nas ruas e nos mais variados espaços sociais. São exatamente as pautas concretas, construídas nas lutas, que têm sido até agora vitoriosas, o que nos leva a salientar a importância da mobilização e da organização na luta por direitos e pela ampliação de conquistas democráticas.

Líder do governo no Senado nega redução de repasses de royalties para educação e saúde

Em meio às negociações que ainda dividem deputados e senadores sobre a destinação dos recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), tentou esclarecer hoje (5) pontos que considerou “premissas equivocadas”, que acabaram levando técnicos a diferentes cálculos sobre o volume de recursos. Mais de três estimativas sobre quanto significariam as reservas foram divulgadas desde a aprovação do substitutivo ao projeto de lei que destina 75% dos recursos dos royalties e dos rendimentos do Fundo Social à educação e 25% à saúde.

Protestos e Copa das Confederações atenuaram inflação

A Copa das Confederações e as manifestações em várias cidades brasileiras no mês de junho tiveram impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. No mês passado, a taxa chegou a 0,26%, 0,11 ponto percentual menor que a de maio.

"Além de o comércio ter sido fechado por muitos dias por causa dos protestos, o clima da Copa modifica hábitos de consumo, como comer mais fora, ou direciona para determinados bens de consumo. Houve um junho atípico", avaliou a coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

Comunicação é pauta de protestos, mas não do governo

Nesta quarta-feira, manifestantes foram à porta da TV Globo em 3 capitais; apesar das críticas, não há proposta do governo para a democratização das comunicações

Por Helena Martins*
Nesta quarta-feira (3), em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, centenas de pessoas foram às ruas protestar contra a Rede Globo. Movidas inicialmente pela crítica à cobertura da mídia acerca das manifestações de junho, elas cobraram mais diversidade e a efetivação de políticas que ampliem as vozes que circulam na esfera pública midiática.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi