terça-feira, 16 de maio de 2017
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segunda-feira, 25 de abril de 2016
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
A falta de coerência prejudica a consistência da atual oposição brasileira

Autor do texto original: Wanderson R. Monteiro — Jornal das Montanhas
Nota editorial: Texto de autoria de Wanderson R. Monteiro, publicado originalmente em Jornal das Montanhas, reproduzido no Blog Dag Vulpi por sua relevância para o debate público e por representar uma contribuição ao processo de conscientização coletiva. Sua publicação reflete o compromisso do blog com a circulação de ideias, a pluralidade de perspectivas e o estímulo ao pensamento crítico. A apresentação foi reconfigurada em HTML e submetida a ajustes de revisão e organização textual, quando necessários, para proporcionar maior controle editorial, uniformidade visual e padronização das publicações do blog, preservando-se o sentido e os argumentos essenciais do conteúdo original..
Esta postagem não tem por objetivo desmerecer qualquer partido ou militância política, mas questionar a maneira como a oposição ao governo da época vinha sendo conduzida e, sobretudo, sua eficiência. Sua atuação mostrava-se pouco eficaz tanto na influência colaborativa sobre os rumos da política nacional quanto na capacidade de apresentar alternativas capazes de conquistar a confiança do eleitorado.
Os sinais dessa ineficiência não se limitavam aos resultados dos quatro últimos pleitos eleitorais presidenciais, mas também podiam ser observados na maneira como o governo petista conduzia a administração do país. Em outras palavras, a oposição não conseguia influenciar significativamente as decisões do governo do PT, tampouco convencer o eleitorado de que poderia representar uma alternativa melhor.
Alguns aspectos daquele momento político vivido pela oposição brasileira mereciam, a meu ver, atenção especial.
Enquanto setores da militância ligada ao PSDB, logo após a divulgação do resultado das urnas, passaram a disseminar manifestações de inconformismo e contestação nas redes sociais e nas ruas, algumas reivindicações ganharam destaque:
- O impeachment da presidenta reeleita;
- A intervenção dos Estados Unidos no Brasil;
- Uma intervenção militar;
- Uma auditoria nas urnas eletrônicas.
Em contrapartida, o candidato da oposição derrotado nas urnas, mas politicamente fortalecido pelo expressivo resultado eleitoral, fez um pronunciamento oficial no qual declarou:
"Olha, eu não sou golpista, sou filho da democracia. (…) Não acho que exista nenhum fato específico que leve a impeachment. Essas manifestações que se misturam nas manifestações democráticas têm nosso repúdio mais veemente."
Assim se manifestou o senador Aécio Neves.
Em seu pronunciamento oficial após as eleições, o senador reconheceu a derrota, parabenizou a candidata reeleita e lhe desejou sucesso. Também se posicionou contra qualquer iniciativa de impeachment sem fundamento específico, assim como contra uma intervenção militar ou estrangeira no país.
Diante dessas contradições entre as manifestações de setores da militância e a posição pública de sua principal liderança eleitoral, uma questão se impunha: até que ponto existia unidade de pensamento e de estratégia dentro da oposição?
O que se podia deduzir, ao menos naquele momento, era que faltava coesão entre parte da militância e a direção partidária. E essa divergência de posicionamentos representava um problema sério para a sustentação de qualquer projeto de oposição, em qualquer democracia.
Imaginemos, então, as consequências desse cenário em nosso querido Brasil varonil.
Reflexão complementar
O episódio retratado neste texto, em novembro de 2014, oferece uma oportunidade para refletirmos sobre uma questão essencial à democracia: qual é o verdadeiro papel de uma oposição política?
Em uma democracia consolidada, a oposição não existe simplesmente para impedir que o adversário governe. Sua função é fiscalizar, questionar, denunciar irregularidades, apresentar propostas e oferecer alternativas consistentes à sociedade. O direito de protestar e contestar resultados eleitorais não deve ser confundido com a legitimidade de desrespeitar as regras institucionais.
Também é importante distinguir a liberdade de manifestação da responsabilidade das lideranças políticas. Um partido não precisa concordar com todas as manifestações de seus simpatizantes, mas suas lideranças devem assumir uma posição clara diante de reivindicações que possam ameaçar a ordem democrática.
A experiência daquele período nos lembra que a democracia não depende apenas da qualidade de quem governa. Depende igualmente da maturidade de quem faz oposição, do compromisso de suas lideranças com as instituições e da capacidade dos cidadãos de distinguir o legítimo inconformismo político das iniciativas que colocam em risco as próprias regras do jogo democrático.
Crédito do texto original: Wanderson R. Monteiro — Jornal das Montanhas.
domingo, 5 de outubro de 2014
A Revolução Cubana e o Saci Pererê
Por Marco Lisboa no Consciência Política
Mais tarde, quando começou minha militância política, tomei uma posição mais crítica. O voluntarismo das organizações revolucionárias, que queriam criar vários Vietnãs na América Latina, copiando o que achavam ser o modelo cubano, não me atraia.
Na década de 70, Cuba se tornou um aliado incondicional da União Soviética e com a derrota da luta armada em praticamente toda a América Latina, perdeu seu poder de atração.
Em 90, com a queda do bloco soviético, a ilha ficou por conta própria. Foi o chamado período especial. Em 97 visitei Cuba. Encontrei um país vivendo quase todo de cesta básica, uma falta de absurda de itens básicos e um povo extremamente caloroso e hospitaleiro. Havia um corte claro de gerações. Os mais novos, que não conheceram o regime de Batista e os avanços espetaculares dos primeiros anos, só tinham como referência o retrocesso e a queda do padrão de vida. Eram frequentes às reclamações sobre a falta de liberdade.
Recentemente, com a doença de Fidel e o anúncio das reformas, comecei a me interessar mais de perto por Cuba. Vejo nela sinais preocupantes, que podem levar à uma implosão no estilo soviético. Durante anos, havia reunido uma pequena biblioteca sobre a Revolução Cubana e comecei a estudá-la, além de pesquisar na Internet.
Gosto muito deste trabalho de confrontar várias fontes e informações conflitantes. Vários conceitos prévios tiveram que ser modificados e aos poucos vai surgindo uma imagem mais coerente.
Quando li as memórias de Gregório Bezerra, deparei com uma imagem muito poderosa, que era uma constante na defesa que ele fazia dos desvios e deformações da Revolução Russa: um sexto do mundo estava construindo o socialismo e aos capitalistas interessava desmoralizar esta experiência, para continuarem dominando a classe operária. Por isso, ele defendia incondicionalmente os dirigentes soviéticos.
Em relação à Cuba, criou-se a imagem das 90 milhas, ou dos 120 Km de distância, que a separam dos Estados Unidos. O embargo, além da ameaça constante de uma intervenção, somados a presença americana em Guantánamo, são um atenuante à qualquer crítica mais contundente.
Entretanto, há uma face oculta da Revolução que não admite nem remotamente a desculpa das 90 milhas: a repressão aos homossexuais e o seu confinamento em campos de concentração.
Logo nos primeiros anos da revolução, no seu período romântico, os dirigentes adotaram a ideia de que era preciso construir um novo homem. Neste modelo, o puritanismo, o tradicional machismo cubano e o realismo socialista soviético se fundiram para decretar que os homossexuais eram covardes por natureza, sujeitos à chantagem, potencialmente inimigos da revolução e perigosos por sua influência sobre a juventude.
Foram criados os campos de concentração intitulados de UMAP. Unidades Militares de Ajuda a Produção. Para eles foram enviados os homossexuais, os afeminados, os jovens que usavam calças justas e cabelos compridos, os hippies, os crentes e uma série de indesejáveis. Pablo Milanés foi um destes.
Além dos maus tratos que sofreram nos campos, que incluíam maus tratos físicos e péssima alimentação, os homossexuais foram, em muitos casos, proibidos de exercerem suas profissões. O surrealismo chegou ao ponto de um cidadão ser proibido de trabalhar e ser perseguido por ser um parasita, já que não trabalhava.
Fidel Castro, pessoalmente, assumiu esta campanha. Faz pouco tempo, ele admitiu que errou. A sua sobrinha, Mariela, atualmente a frente do CENESEX, Centro Nacional de Educação Sexual, por ironia da história, é lésbica. Hoje em Cuba, já se realizam operações de mudanças de sexo. Há uma piada que diz que em Cuba é mais fácil mudar de sexo do que mudar de partido.
Ela declarou sobre as UMAP e às perseguições sofridas pelos indesejáveis:
Governar é nunca ter que pedir perdão.
terça-feira, 13 de maio de 2014
O que foi dito bêbado foi pensado sóbrio
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