quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cerca de 80 ônibus são depredados e um é incendiado na zona sul de SP

Na noite de terça-feira, manifestantes saíram da praça da Sé e marcharam até a prefeitura de São Paulo
Foto: Fernando Borges / Terra
Cerca de 80 ônibus da Viação Cidade Dutra foram depredados e um foi incendiado na noite desta terça-feira na região da avenida Belmira Marin, zona sul de São Paulo. Segundo informações da empresa, os veículos foram atacados por manifestantes que participavam dos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. 

De acordo com a companhia, o fogo destruiu completamente o veículo. Não há informações de feridos ou de prisões. Apesar dos ataques, os ônibus da Viação Cidade Dutra circulam normalmente na manhã desta quarta-feira. 

Atualmente, a empresa possui uma frota com mais de 540 veículos. Destes, 460 circulam diariamente e transportam cerca de 9 milhões de passageiros.

Terra 

Brasileiros fazem passeata no México em apoio aos protestos no Brasil

Cidadãos brasileiros residentes no México e alguns que estão viajando no país a turismo fizeram uma manifestação nesta terça-feira na capital mexicana em apoio às manifestações que estão ocorrendo em várias cidades do Brasil.

"Somos brasileiros residentes no México e também turistas. Tem gente que veio de todas as partes do país para participar", disse Marcela Braz, uma participante da mobilização, em uma conversa telefônica com a agência EFE.

Pesquisa preocupa autoridades: 15 mil adolescentes fumam crack

Aproximadamente 75 mil alunos do último ano do ensino fundamental nas escolas brasileiras fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação serve de alerta para as autoridades e a sociedade como um todo, de acordo com o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.

Pelo segundo dia consecutivo, jornais estrangeiros destacam manifestações do Brasil

Pelo segundo dia consecutivo, os principais jornais internacionais destacaram, nas publicações impressas e online, as manifestações ocorridas em várias cidades do Brasil. O jornal francês Le Mondepromoveu um debate com especialistas em Brasil sobre o que está por trás dos protestos. O espanhol El Paísmanteve, na primeira página, uma reportagem sobre a violência registrada em São Paulo.

A reportagem do El País diz que a manifestação, em São Paulo, demonstrou no geral “um exemplo de maturidade cívica”, mas informa também que houve momentos de violência. O texto menciona a manifestação da presidenta Dilma Rousseff em “repúdio à corrupção e uso indevido do dinheiro público”. Há uma galeria de fotos com imagens de manifestantes em várias cidades do país.


O jornal britânico The Guardian relata em detalhes o protesto em São Paulo, mas menciona que houve manifestações em mais, pelo menos, 12 cidades brasileiras. O texto ressalta o respeito do governo brasileiro aos protestos, mas indica que houve “confrontos sangrentos”. A reportagem também inclui análises de especialistas, como Lúcio Flavio Rodrigues de Almeida, professor de sociologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 






No jornal francês Le Monde, foi promovido um debate sobre os episódios ocorridos no Brasil com a seguinte pergunta: Como explicar os eventos no Brasil?. Participam das discussões Jean Hebrard e Claudia Fonseca Damasceno, diretores do Centro de Investigação sobre Contemporânea e Brasil Colonial.
Agencia brasil




ONG defende investigações sobre denúncias de abusos cometidos por policiais no Brasil

A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) pediu às autoridades brasileiras que promovam uma "investigação imparcial" da repressão aos protestos nos últimos dias em São Paulo e outras cidades do Brasil. Em comunicado, a entidade defende a garantia do direito dos manifestantes de protestar. A  Human Rights Watch e a Anistia Internacional foram algumas das organizações que se posicionaram contra a repressão policial.

Militares punidos na ditadura militar criticam anistia

Em sessão conjunta, a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro ouviram hoje (18) cinco militares da reserva que foram perseguidos, presos e torturados por resistir ao golpe de 1964.
O comandante da Marinha, Ferro Costa - que participou do gabinete do almirante Paulo Mário, o último Ministro da Marinha do governo de João Goulart - foi preso e cassado após o golpe. Ele contou que a resistência à ditadura militar já ocorria antes do Ato Institucional 5 (AI-5), de 1968.
“Ficou cristalizada a ideia de que esse golpe foi uma salvação da democracia. Nunca se salva uma democracia com um golpe, é uma contradição. Além disso, [diziam] que nós éramos inimigos do Brasil, que os inimigos eram os comunistas, os legalistas, quando o verdadeiro inimigo do Brasil, que eles [governo militar] não combateram e que nós queríamos combater, era a miséria, o atraso e a desigualdade que grande parte do povo brasileiro estava mergulhada”.

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