segunda-feira, 1 de abril de 2013

Manifestação contra o golpe militar pede punição para os responsáveis pelos crimes da ditadura

Uma manifestação contra o golpe militar de 1964, que completa 49 anos hoje (1º), reuniu um grupo de pessoas na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), Juventude Socialista do PSB, Levante Popular da Juventude, do Tortura Nunca Mais e de partidos políticos como o PCdoB, PT e PSTU e da sociedade civil organizada de uma maneira geral pediram punição para os responsáveis pelos crimes cometidos durante a ditadura.



Lideranças estudantis, parentes de vítimas e políticos também cobravam mais empenho nas investigações que estão sendo conduzidas pela Comissão Nacional da Verdade. A jornalista Hildergard Angel, irmão de Stuart Angel e filha de Zuzu Angel, vítimas da ditadura, disse que a Cinelândia, local da manifestação, é um marco da luta pela democracia no país. A Cinelândia, durante o regime militar, foi cenário de vários atos de protesto contra os militares.
O presidente da UNE, Daniel Iliescu, em seu discurso, disse que a manifestação é “um contraponto aos atos de apoio realizados por aqueles que tentam comemorar o período sombrio da história do país, marcado pela ditadura militar”. Ele ressaltou que foi em 1º de abril de 1964 que a ditadura incendiou a sede da UNE na Praia do Flamengo”.

Documentos do Deops de São Paulo já podem ser consultados pela internet


Cerca de 1 milhão de imagens referentes a documentos do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP) foram colocadas hoje (1º) para consulta irrestrita pela internet. Os arquivos podem ser acessados no site http://www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriapolitica. O trabalho de digitalização, que deve continuar, alcançou 10% do total de prontuários preservados.
Apesar de o Arquivo Público paulista já disponibilizar esses documentos para consulta presencial desde 1994, agora a pesquisa pode ser feita de qualquer lugar do país, bastando digitar nomes de pessoas que tenham sido fichadas ou de organizações políticas. O Deops foi um importante órgão de repressão do Estado brasileiro contra grupos de oposição durante o século 20.

Nova York retoma buscas por vítimas dos atentados de 11 de setembro


As autoridades de Nova York retomaram nesta segunda-feira (1º) a busca por restos das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center. Até o momento, 1.634 dos 2.750 mortos no atentado terrorista foram identificados.
Toneladas de destroços coletados na área nos últimos dois anos foram transportados para um local no distrito de Staten Island, no sudoeste de Nova York, onde serão verificados e submetidos a testes de DNA. Desde 2006, as autoridades nova-iorquinas identificaram 34 vítimas dos atentados por meio da verificação dos restos do World Trade Center.
No local das Torres Gêmeas, um novo arranha-céu, chamado One World Trade Center, está sendo construído.Quando o edifício estiver concluído, ele será o mais alto do hemisfério ocidental, com 546,20 metros.
Da BBC Brasil

A educação na sociedade de classes: possibilidades e limites


Por Paulino José Orso*
Muito se tem discutido sobre o papel da educação na so­ciedade, se ela apenas reproduz a sociedade em que está inseri­da ou se ela é ou pode ser revolucionária a ponto de transfor­mar toda a sociedade. Entretanto, muitos, em vez de analisá-la e compreendê-la de acordo com a categoria da totalidade, caem na perspectiva positivista e simplesmente deslocam-na do con­junto das relações sociais de produção, embrenham-se pelo idealismo e apresentam-na como se fosse capaz de promover o desenvolvimento econômico, garantir o bem estar social e conduzir a todos à felicidade; fazem dela a responsável pelo sucesso ou fracasso de cada um.
Foto: site: IE - Instituto Educação
Analisando-a de forma abstrata, deslo­cada das contradições e dos antagonismos de classes, atribuem a ela um caráter redentor. Entretanto, existem "n" formas de educação; não é possí­vel para falar de educação abstratamente, nem desconsiderando a história. Além disso, as finalidades com que se educa também não são as mesmas em todas as épocas, em todos os lugares e em todas as sociedades. Simplificando, poder-se-ia dividir a educação em dois tipos: a formal e a informal. A primeira refere-se àquela ministrada em sala de aula, com professores, programas, conteúdos, objetivos definidos, que é realizada de forma sistemá­tica. A segunda diz respeito à realizada cotidianamente, basea­da nos costumes, nas leis, nas tradições, nas lutas do dia-a-dia, nas mobilizações, na aprendizagem durante a vida. Ambas são formas de educação e variam de acordo com a sociedade, com as relações de força envolvidas, com a época, com o estágio de desenvolvimento e o lugar em que ocorrem. Mas, afinal de con­tas, o que é ou em que consiste a educação? Se pudéssemos abar­cá-las numa mesma definição, poderia se dizer que a educação é a forma como a própria sociedade prepara seus membros para viverem nela mesma.
Foto site: IE - Instituto Educação
Ora, se a educação é a forma como a sociedade educa seus membros para viverem nela mesma, então, para compreender a educação precisamos compreender a sociedade. Assim, na me­dida em que a compreendermos, também entenderemos aquela. Partindo do princípio de que, após o surgimento da propriedade privada dos meios de produção, a história da humanidade tem sido a história das lutas de classes e que atualmente vivemos no modo de produção capitalista, baseado na extração da mais-valia, na exploração, na competição e na concorrência, a educação, submetendo-se às determinações da base material, no geral aca­ba contribuindo para a reprodução desta sociedade. Quanto à educação formal, ela geralmente se parece mais com uma forma de adestramento, disciplinarização, treinamento e docilização dos indivíduos, do que como meio de transforma­ção e de revolução social. Mesmo quando tem a preocupação, de ser crítica, de subverter a ordem acadêmica e de questionar o sistema vigente, o que é um tanto raro e incomum nos tempos atuais, é envolvida por um amplo aparato disciplinar e burocrá­tico deixando pouco espaço para a flexibilidade e para a reali­zação de experiências alternativas. Além disso, na maioria das vezes, os conteúdos estão mais voltados para ensinar que "a Eva viu a uva", ou seja, conteúdos abstratos, do que para compreen­der a vida concreta, isto é, a matemática da fome, o português da violência, a geografia e a história da exploração e dos problemas sociais, a ciência da história da vida real dos homens e voltam-se mais para a adaptação, para a alienação e para o conformismo do aluno ao meio do que para desmistificar, para questionar as condições de vida e o modo de produção capitalista.
 Por Paulino José Orso* (Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná)
Via Instituto de Educação. IE

Número de casamentos de homossexuais aumenta quase quatro vezes após nova norma de cartórios

Desde o início de março os casamentos entre homossexuais passaram a ter igualdade nos procedimentos em relação aos heterossexuais, após a nova regulamentação adotada pelos cartórios paulistas. Com isso, o numero desses casamentos em março foi quase quatro vezes maior do que a média mensal deste ano.
Segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), foram celebrados, no primeiro mês de vigência da norma, 41 casamentos entre homossexuais, enquanto a média era 11 por mês.
O crescimento das uniões era previsto pela Arpen. De acordo com a entidade, existe uma demanda reprimida de pessoas que querem se casar, mas acreditavam que a celebração depende de autorização judicial.
Antes da regulamentação, o casamento entre pessoas do mesmo sexo só era autorizado em alguns cartórios. Em outros era necessário recorrer à Corregedoria-Geral do Estado. Agora, os 832 cartórios de registro civil do estado de São Paulo celebram os casamentos entre homossexuais normalmente.
O primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo em São Paulo foi celebrado em junho de 2011, em Jacareí (SP). Desde 2012, foram celebrados na capital paulista 149 desses casamentos, 86 deles em 2012 e 63 neste ano.

Balança comercial tem superávit de US$ 164 milhões em março


Brasília - A balança comercial brasileira fechou março com superávit de US$ 164 milhões. O saldo foi consequência de exportações de US$ 19,323 bilhões e importações de US$ 19,159 bilhões. Apesar de superavitário, foi o resultado mais fraco para o mês desde março de 2001, quando houve déficit de US$ 274 milhões. Os números foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Tanto as vendas externas quanto as compras cresceram ante março do ano passado. As importações, no entanto, tiveram aumento mais expressivo na comparação anual. Enquanto a média diária das exportações, que ficou em US$ 966,2 milhões,  cresceu 1,6%, a das importações, que alcançou US$ 958 milhões, aumentou 11,6% em relação a março de 2012. Na comparação com fevereiro de 2013, o quadro foi inverso, com elevação de 11,8% das exportações e de 2,5% das importações.

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