sexta-feira, 8 de abril de 2011

STF ENCURRALADO

Por Mauricio Dias
Postado por Dag Vulpi 08/04/2011 hs

Ao dar o voto de desempate no caso da Lei da Ficha Limpa, o ministro Luiz Fux já tinha sobre a mesa a petição da Ordem dos Advogados do Brasil, assinada pelo advogado Fábio Konder Comparato, datada de 21 de março, na qual é solicitada ao Supremo Tribunal Federal uma definição expressa quanto ao dever de o Brasil cumprir ou não a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos quanto ao parecer sobre a Lei da Anistia.

Fux tornou-se o relator dos embargos em torno dessa lei em razão de ser herdeiro dos processos do ministro Eros Grau.

Na prática, apoiado em argumentos jurídicos, Comparato encurralou o STF. O Estado brasileiro, no exercício de sua soberania internacional, aderiu à Convenção Americana de Direitos Humanos em 1992. Em 1998, aceitou a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. O STF terá condições de desconhecer isso?

Caso isso ocorra, em razão de histórica tradição de indisciplina nesse campo, esse aprazível país tropical vai se tornar um Estado fora da lei no plano internacional.

Quem pensa que a referência é brincadeira deve ter-se esquecido que, no século XIX, em 1845 precisamente, para forçar o fim da escravidão, a Inglaterra, mesmo que movida para a modernidade por interesses econômicos, decidiu, com o poder arbitrário de grande potência que era, proibir o tráfico entre a África e a América. O Brasil ficou cinco anos ludibriando a decisão. Enfim, em 1850, promulgou a Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico negreiro.

Agora, no século XXI, exatamente em novembro de 2010, sob a proteção de decisões democráticas apoiadas nas convenções internacionais, a Corte Interamericana, julgando o caso da Guerrilha do Araguaia, decidiu por unanimidade pela “incompatibilidade das anistias, relativas a graves violações de direitos humanos, com o Direito Internacional”. Ou seja, a Lei da Anistia, aprovada em 1979, “afetou o dever internacional do Estado de investigar e punir (…) ao impedir que os familiares das vítimas”, naquele caso, “fossem ouvidos por um juiz”.

Mas não foi só isso. Nesse caso, o prontuário do Brasil, guardadas as diferenças, é tão sujo quanto o do traficante Fernandinho Beira-Mar. Ou, talvez, ainda mais sujo.

O Brasil violou “o direito à proteção judicial” adotado pela Convenção de 1992 e, ainda, descumpriu a obrigação de adequar seu direito interno, consagrado no artigo 2 da Convenção, conforme aponta a petição da OAB.

A conclusão é destacada na petição: a Lei de Anistia, que impede a investigação de graves violações de direitos humanos, carece de efeitos jurídicos e, em consequência, não pode continuar a representar um obstáculo para isso ou mesmo “para a identificação e punição dos responsáveis”.

O Brasil terá de apresentar um relatório sobre a decisão da Corte Interamericana em dezembro.

Recentemente, o governo brasileiro, alinhado com o governo dos Estados Unidos, apoiou a apuração da violação dos direitos humanos no Irã. Essa decisão, chancelada pela ONU, deixa o País sem condições legais de recusar obediência às decisões daquela corte de Justiça em relação às violações aos direitos humanos ocorridas na ditadura.

Nesse tabuleiro, teria Dilma executado o movimento certo no momento exato ao apoiar a apuração internacional da violações ocorridas no Irã?

Fonte: Carta Capital

CANDIDATURA DE PESSOAS SEM VÍNCULO PARTIDÁRIO

Publicação e Postagem
Dag Vulpi 08/04/2011 13:05
"Comissão aprova candidatura de pessoas sem vínculo partidário"

Brasília - A Comissão da Reforma Política aprovou que pessoas sem vínculos partidários possam registrar candidatura a prefeito e vereador. De acordo com a proposta, a pessoa que desejar se candidatar de forma avulsa terá que comprovar junto à Justiça Eleitoral ter apoio de pelo menos 10% dos eleitores do município.

Além disso, a Comissão decidiu manter a regra em vigor sobre fidelidade partidária. Com esta regra, o mandato permanece sendo do partido, e não, do candidato. Desta forma, o partido pode requerer o mandato caso o político troque de sigla ao longo dele.

A Comissão fará um relatório que será levado em votação no Plenário do Senado. Em seguida, o texto deve ser aprovado pela Câmara para a Reforma Política entrar em vigor.

Fernanda Tardin virou foi bagunça mesmo..... putz grila. Lista Fechada, Partido cada vez mais sem compromisso com seus filiados..... Viramos boi. muuuuuuuuuuuuuuuuuuuu Eita vida de gado, povo marcado, povo feliz. Dominaram.....tá vendo, o GOLPE pintou de novo, desta vez nem precisou da 'contra revolução sanguinária'.

Dagmar Vulpi Nanda, voce observou o detalhe de que o candidato avulso tem que comprovar que tem o apoio de 10% dos moradores do município? Como seria esta comprovação? hahahaha é uma piada atrás da outra, todas de mau gosto.

Fernanda Tardin e a fidelidade partidaria? e o financiamento publico de campanha? como seria financiado este candidato? E o tempo de propaganda eleitoral gratuita? aiaiaia demag
...e a formação partidária?

Marcos Rebello Primeira proposta decente que fizeram! Mas e a cláusula de barreira??? Como esse candidato poderá ser aprovado? Quais serão as regras? 

Lelo Coimbra O candidato avulso - por fora dos partidos - foi tentado na Constituinte de 1988, pelos segmentos que representavam a militância dentro do espaço da Igreja Católica, e foi rejeitado. Suas possibilidades de aprovação são muito remotas. A comissão do Senado, pela desenvoltura, será a que evoluirá no tema Reforma Política. Na Camara as convergências estão muito escassas. Temos financiamento publico, que precisa de lista partidária,como um ponto de interesse mais comum. Mas a lista ganha resistências, inclusive a minha, na forma como pode vir a ser proposta. Mas, o interessante e que cresce na Camara a proposta de plebiscito, o que tenho achado ótimo. Independente do resultado, democratizar e popularizar esse tema se torna muito importante. Vamos ver o que resultara! Na contraposicao ao Distritao, estamos construindo possibilidade de Distrital Misto.

Marcos Rebello Salve, Lelo. Estás vivo! Nesses últimos dias tenho pensado muito sobre essa Reforma, e não me dá nenhum alento pelo que tenho visto em termos de propostas. A cultura social, ou melhor, o consciente coletivo, aquele que tínhamos nos anos 60 e 70 simplesmente fizeram com que evaporasse. Sim, isso não foi por acaso, como nada na política é por acaso. Então temos hoje o tramite dessa Reforma que teria o propósito de democratizar esse sistema político - que deveria ser o produto de como a sociedade no seu intercurso trataria de modificar como ela se governa. Mas não é isso que estamos presenciando - uns pouquíssimos que se interessam e que vem a saber que isto está ocorrendo. 

Porque não há absolutamente NADA na mídia para alertar a sociedade disso que ela estaria sabendo se houvesse uma fração de democracia nesse país. Essa mesma mídia que durante as eleições é determinante no resultado. Então, resulta que essa Reforma Política está sento feita por interesses políticos já estabelecidos e muito entrincheirados nas instituições do governo longe do conhecimento e do consentimento popular. E perguntamos, para que isso? Qual o propósito de um faz de contas? Está tudo muito claro.

As listas fechadas! Essa é a única razão pela qual tudo isso está acontecendo porque interesses muito bem arrazoados entre si já decidiram que para conduzir o Brasil e coloca-lo no eixo dos grandes interesses internacionais é constituir uma classe política SEPARADA da sociedade como é o resto dos outros países chave nesse processo de globalização. 

Esse é o desenho daqueles que comandam a Nova Ordem Mundial. Portanto, já vimos essa Comissão do Senado passar a proposta mesmo sabendo que não há a aceitação da maioria dos que se ocupam de pensar essa Reforma com um mínimo de consideração para com a democracia e a sociedade. 

O projeto das Listas Fechadas deverá ser levado a cabo custe o que custar, porque nessa Comissão irão fazer com que fique a impressão que no frigir dos ovos fez-se um acordo político, um misto quente, com as propostas da sociedade - que nem serão estudadas - e será como a proposta mais votada para enfiarem pela garganta do povo. Ficaremos sabendo o que já sabemos desde o princípio: que o Financiamento de Campanha só poderá ser feito se for com as Listas Fechadas. Isso será a fraude maior que esse país jamais sofrerá na sua historia, porque isso será o ultimo prego no caixão dessa democracia! Perguntamos então: por que não fazem um Plebiscito como é o correto? Muito simples, porque é muito perigoso para os grandes interesses - as coisas saem dos trilhos. Então por que apenas cogitam em um Referendo? Porque tudo já estará feito e podem controlar o resultado. Isso, meu caro, não é nem de longe uma democracia, e nunca será. Muito menos depois dessa Reforma vergonhosa.

...Adiciono isso: Essa do candidato avulso foi para não dizerem que nada que vem do povo foi aceito. É aquele grão de milho atirado no galinheiro de quatrocentas galinhas. Rs ... agora, se as galinhas fossem inteligentes elas não comeriam aquele único grão, nem brigariam por ele. Mas deixariam de comê-lo para coloca-lo em um altar como símbolo daquilo que elas realmente querem!

Dagmar Vulpi Salve Lelo, estávamos com saudades e preocupados, mas o importante é que voltou amigo.



A proposta do candidato avulso é apenas uma “Firula” (te copiei), pois é completamente incabível, pelo menos com o atual, e o sistema eleitoral até então proposto pela comissão. 

Quanto ao financiamento publico que a comissão faz questão de condicioná-lo ao sistema de lista fechada, considero como um desafio da comissão à capacidade do povo pensar.

Nada poderá diferenciar e nem pode, no caso de financiamento público a distribuição destes recursos entre os candidatos daquele partido, seja por lista fechada ou aberta.

Subentende-se que, caso o sistema seja por listas fechadas, o partido investirá todos os recursos em si próprio e não nos candidatos, pois os votos serão na legenda. Podemos imaginar uma campanha onde os debates não mais serão entre os candidatos, pois não fará diferença se o candidato a ou b tenha melhores propostas e tenha a preferência do eleitor, afinal por se tratar de lista fechada o eleitor não terá nenhuma garantia de que aquele candidato que tem a sua aprovação será o mesmo escolhido pelo partido. 

Teremos uma campanha eleitoral restrita às legendas, onde ao invés do eleitor ouvir os candidatos, terá que se contentar em ouvir os dirigentes dos partidos vendendo os seus peixes. 

E depois das eleições caso o candidato indicado pelo partido cometa improbidade, quem será responsabilizado? O partido sairá desta impune? Afinal o responsável por aquele político se encontrar no poder já não será mais o povo, mas única e exclusivamente do partido, vejo que haverá a necessidade de uma nova lei, com o intuito de punir os dirigentes responsáveis por colocarem políticos desonestos no poder.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cientista político vê com ceticismo a reforma política e reafirma risco de caixa 2 nas campanhas

Publicação Maiá Menezes
Postagem Dag Vulpi 06/04/2011 20:33 
 
RIO - O cientista político Amaury de Souza, doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e autor, com o cientista político Bolivar Lamounier, do livro “O futuro da democracia: cenários político-institucionais até 2022” vê com ceticismo a reforma política.

Acredita que o corporativismo é um obstáculo à aprovação das medidas propostas e reafirma o risco de caixa 2, mesmo com o financiamento público, em discussão pela Comissão de Reforma Política do Senado.

O GLOBO: O senhor acredita que as mudanças estudadas e até agora aprovadas ainda preliminarmente podem de fato evitar o caixa 2? Não seriam uma forma de enxugar o gelo?

AMAURY DE SOUZA: Com a possível exceção da proibição de coligações em eleições legislativas, nenhuma mudança até agora aprovada pela Comissão de Reforma Política do Senado evita o “caixa 2”. Tampouco haverá redução do “caixa 2” caso o financiamento público de campanhas eleitorais venha a ser aprovado. O caminho mais eficaz para a eliminação do “caixa 2” é aprofundar a prestação conjunta de contas de campanhas eleitorais à Justiça Eleitoral e à Secretaria da Receita Federal, como previsto na Portaria Conjunta Nº 74, de 2006.

O GLOBO: O senhor acredita que o voto em lista fechada, aprovado em relatório da Comissão de Reforma Política no Senado, evita de fato distorções como os fenômenos de mídia que acabam "elegendo" outros deputados sem representatividade popular?

AMAURY: Por não serem secretos os nomes dos candidatos escolhidos pelos partidos, o voto em lista fechada em nada desencoraja a busca de fenômenos de mídia para alavancar a eleição de um número maior de parlamentares. Ao invés de evitar distorções, a lista fechada as agrava pois as oligarquias partidárias e o poder econômico exercerão influência decisiva na seleção dos nomes que comporão as listas partidárias.

O GLOBO: Qual sua posição em relação ao chamado "distritão", descartado nessa etapa inicial de discussão da comissão no Senado?

AMAURY: Trata-se de proposta que provoca distorções tão ou mais graves do que a lista fechada. Como a eleição de parlamentares se daria por maioria simples, com votos computados em todo o Estado, no caso de deputados federais e estaduais, ou em todo um município, no caso de vereadores, cada partido teria forte incentivo para escolher candidatos “tiririca”, isto é, fenômenos de mídia sem maiores vínculos com os eleitores.

O GLOBO: O senhor considera factível o governo Dilma conseguir negociar com o Congresso a aprovação de medidas que podem cortar na própria carne dos parlamentares?

AMAURY: Depende das medidas em tela. Daquelas que foram aprovadas pela Comissão de Reforma Política do Senado, a que mais afetaria os interesses de parte importante dos parlamentares seria a proibição de coligações em eleições legislativas. Pode-se prever que para os pequenos partidos, com menos de 20 deputados, e para os partidos muito pequenos, ou “nanicos”, o fim das coligações significaria, via de regra, seu desaparecimento da Câmara dos Deputados e de várias Assembléias Legislativas. Daí a dificuldade de aprová-la.

O GLOBO: Logo na escolha dos integrantes da Comissão de Reforma Política da Câmara, um retrato da complexidade do nosso sistema político. Parte dos deputados escolhidos para integrar o grupo tem ou tiveram problemas com a Justiça. Entre eles, Paulo Maluf e Jaqueline Roriz (que acabou pedindo afastamento, depois do posicionamento do seu partido, o PMN, diante das denúncias de envolvimento com corrupção, no DF). O senhor acredita que deputados tão diretamente ligados às distorções que a reforma procura evitar estão aptos a formatar essas mudanças?

AMAURY: O problema não são apenas os parlamentares passíveis de punição pelo Ficha Limpa. Boa parte dos deputados estão, de uma forma ou de outra, ligados às distorções que a reforma procura sanar. Por exemplo, apenas 36 deputados federais foram eleitos em 2010 com votação própria; os demais se beneficiaram das “sobras” de votos nos respectivos partidos ou de coligações com outros partidos, desfigurando as escolhas dos eleitores. Quem deveria formatar essas mudanças são os verdadeiros interessados, isto é, os eleitores.

O GLOBO: Qual será, na sua avaliação, o principal ganho de uma reforma política?

AMAURY: A reforma política que realmente interessa aos eleitores é a mudança para um sistema eleitoral distrital, com a divisão prévia dos Estados, capitais e grandes municípios em distritos eleitorais com, no máximo, 500 mil habitantes, e a eleição em cada distrito de um só parlamentar (federal, estadual ou municipal) pelo voto majoritário em dois turnos. Nesse sistema, os eleitores sabem claramente quem são seus representantes e podem fiscalizar o comportamento deles na Câmara de Deputados, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, punindo-os de forma eficaz caso ocorram desvios de conduta.

O GLOBO: O senhor acredita que o fim da reeleição, aprovado pela Comissão de Reforma Política do Senado, passa no Congresso?

AMAURY: Se a entrada em vigor do fim da reeleição for postergada para 2018, aumenta a probabilidade de sua aprovação pelo Congresso. Questão bem mais séria do que o fim da reeleição é a proposta de tornar os mandatos de 5 anos coincidentes em todos os níveis da federação. Eleger na mesma data o Presidente da República, senadores e deputados federais, governadores e deputados estaduais e os prefeitos e vereadores é uma fórmula que pode desembocar numa crise política caso um mesmo partido ou coalizão de partidos conquiste o apoio de uma maioria eventual.

O GLOBO: Qual a sua avaliação sobre a reeleição? Ela cria de fato distorções?

AMAURY: Não necessariamente. Pelo lado positivo, o direito à reeleição deu aos governantes brasileiros uma visão de continuidade da política pública no médio prazo. Esse efeito foi reforçado pela constatação de que presidentes, governadores e prefeitos cujo desempenho no governo é avaliado favoravelmente pelos eleitores quase invariavelmente ganham um segundo mandato. Pelo lado negativo, há o uso abusivo da máquina pública propiciado pelo direito de disputar o segundo mandato no cargo. Para evitar a corrupção e o abuso do poder, o ideal é que os governantes se licenciassem do cargo durante a campanha eleitoral.

O GLOBO: Como o senhor avalia as condições de governabilidade da presidente Dilma? No início do governo, havia dúvidas sobre sua capacidade de negociação com o Congresso.

AMAURY: O primeiro embate da presidente Dilma Rousseff com o Congresso foi o valor do salário mínimo e ela demonstrou firmeza na negociação com os parlamentares. O problema é que as coalizões parlamentares no Brasil exigem novas negociações para cada projeto de lei apresentado pelo Executivo.

sábado, 2 de abril de 2011

A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta.

O 47º aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964 é uma boa oportunidade para refletirmos sobre uma grande mancha, uma nódoa moral que mancha a alma brasileira. O golpe militar violentou o Estado de direito, derrubou um presidente constitucional, desrespeitou as liberdades individuais e coletivas e, sobretudo, submeteu o país aos interesses do grande capital nacional e internacional, capital que se acumpliciou inteiramente com o golpe. Os responsáveis pelo golpe militar cometeram um crime de lesa-pátria. E com o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, os militares radicalizaram a ditadura, institucionalizando o terror de Estado, acabando com quaisquer vestígios de legalidade, e atentando, a partir daí de modo cotidiano, contra os direitos humanos.

Alguns historiadores concluíram, numa explicação rasa, simplista, que a anarquia militar deu origem à ditadura e ao terrorismo de Estado. Penso que não. A ditadura militar e o terrorismo de Estado foram resultado de um planejamento na Escola Superior de Guerra (ESG) que reproduziu pensamentos de guerra de escolas norte-americanas, que não admitiam um governo democrático reformista, progressista, porque era essa a natureza do governo Goulart. Todos os generais-presidentes eram foras-da-lei. Cúmplices na derrubada de um governo constitucional, e também na criação de um ordenamento jurídico autoritário e espúrio.

Esses generais-presidentes, por mais de 20 anos, comandaram o martírio imposto aos jovens estudantes, aos operários, a todos os que se opuseram ao regime militar das mais variadas maneiras e adotando as mais diversas formas de luta. Os generais-presidentes são criminosos. Não podemos, a Nação não pode, eximi-los da responsabilidade dos crimes de prisão, tortura, assassinato, desaparecimento de opositores ocorridos dentro das instituições das forças armadas e nas ações chamadas de combate.

Lamentavelmente, temos que dizer que as forças armadas brasileiras, as daquele período histórico, têm as mãos sujas de sangue. Essa gente tem nome e sobrenome. Daí a importância do resgate da verdade. Se ainda estão vivos, torturadores e assassinos precisam ser punidos, e o primeiro passo é o conhecimento da verdade. Não há prescrição para esse tipo de crime. Não pode haver. À luz do direito internacional, do nosso direito e à luz dos direitos humanos.

Esclareço, embora me pareça óbviom, que ao fazer isso ninguém está pretendendo julgar os militares brasileiros de hoje, que se encontram cumprindo suas funções constitucionais. Mais: creio que às Forças Armadas atuais deveria interessar que toda a verdade viesse à tona, que se desse nome aos torturadores publicamente, de modo a separar o joio do trigo, a enterrar de vez aquele período, e a não permitir de modo nenhum que tais Forças Armadas voltassem a se envolver em políticas terroristas, como ocorreu durante a vigência da ditadura militar inaugurada em 1964.

Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso.

Direito à verdade. Direito à memória. Temos que reconhecer que lamentavelmente grande parte de nossa juventude de hoje não tem a menor idéia do que aconteceu nos porões da ditadura. É preciso que a sociedade medite sobre o que aconteceu, sobre a covardia que é submeter à tortura prisioneiros de qualquer natureza. É curioso assinalar que nem mesmo a legislação da ditadura, nem mesmo ela, admitia que a tortura fosse admissível. Eles não quiseram passar recibo. Mas, não adianta: a história registra as coisas. Na pele, no corpo, na alma de milhares de brasileiros ficaram gravadas as garras dos assassinos da ditadura. Não é panfletarismo gratuito: é que eram assassinos, e da pior espécie, e além de tudo covardes. A tortura é um ato de covardia, para além de monstruoso.

Do ponto de vista jurídico não há impedimento para o julgamento dessas pessoas, militares e civis. Pelo sistema de direitos humanos sacramentado pela ONU, pela OEA, não há prescrição para crimes deste tipo. Não é objetivo da Comissão da Verdade, sei, até porque impossível, até porque fora de suas atribuições, promover quaisquer espécies de julgamento. Ela quer apenas e tão-somente conhecer, garantir que a sociedade brasileira conheça a verdade. Saiba sua própria história.

Quando o General De Gaulle assumiu o governo provisório, após a libertação da França na Segunda Guerra Mundial, fez uma declaração singular: sua primeira medida seria instituir tribunais regulares para julgar os colaboracionistas, porque a França jamais poderia encarar o futuro com confiança se não liquidasse as contas do passado. Poderíamos acusá-lo de revanchista? Certamente não. Em nosso caso, não liquidamos as contas do passado e isso prolonga a nódoa moral criada pelo terrorismo de Estado.

Não apenas não liquidamos as contas, como o fizeram tantos países latino-americanos, como o Argentina, o Chile, o Uruguai, que viveram ditaduras também. Na Argentina, os carrascos, maiores e menores, amargam prisões, depois de julgamentos regulares, sob um Estado democrático. Jorge Videla está na prisão. Nós, nem ainda conhecemos toda a verdade.

Essa impunidade histórica alimenta um vício secular na política brasileira. O vício de um sentimento de imunidade do poder. No poder, os autoritários, fardados ou não, se julgam inatingíveis, se corrompem, traem os interesses nacionais, entregam as riquezas do país, relativizam atrocidades cometidas, como se os fins justificassem os meios. Creio que estamos mudando. Que no governo Lula, houve prisão de gente de colarinho branco, embora sob protestos de parte de nossa elite. Mas, ainda temos muito que avançar para acabar com quaisquer imunidades ou impunidades. Todos estão ou devem estar submetidos à lei. Ninguém tem o direito de torturar ninguém, e quem o fizer nunca deixará de estar ao alcance da lei.

A mídia anunciou que o Exército Brasileiro retirou da agenda a “comemoração” do 31 de março. Se corresponde aos fatos, ainda há esperança. Só temos a saudar tão sábia decisão. Chega a ser trágico que os novos militares cultuem com ordem unida e desfile público os crimes cometidos pelos generais do passado. Não dá para construir uma verdadeira democracia com esse tipo de tradição. O 31 de março só merece repúdio. Nunca comemoração. Ao fazer isso, creio, se de fato o fizeram, se acabaram com tais celebrações, as Forças Armadas atuais se incorporam definitivamente ao ideário democrático, se adequam aos novos tempos do Estado democrático.

A Comissão da Verdade quer apenas a verdade, o exercío do direito à verdade, à memória. O direito que tem qualquer pai, qualquer mãe de família, qualquer parente de saber o que ocorreu com seus entes queridos, muitos deles desaparecidos, milhares torturados pelos criminosos fardados ou não sob as ordens dos generais-presidentes entre 1964 e 1985.
Porta-vozes dos criminosos do passado tentam carimbar a Comissão da Verdade como revanchismo. Ela não tem esse caráter. Ela segue o caminho de todos os países que enfrentaram regimes genocidas, ditaduras terroristas, como foi o nosso caso. Queremos justiça, apenas justiça. Quer resgate de uma dívida do Estado brasileiro, na letra e no espírito da Constituição Federal. Quer o direito coletivo à verdade, um direito das vítimas da ditadura, um direito dos brasileiros.

Aqui, minha saudação aos bravos militantes brasileiros que tombaram na luta contra a ditadura de 31 de março de 1964. Minha saudação aos que lutaram e sobreviveram. E que não querem se esquecer do que houve. E ao manter na memória aqueles tempos não o fazem por qualquer espírito revanchista. Agem assim primeiro porque quem passa pela tortura, pela prisão, e sobrevive, nunca mais se esquece. E segundo, ao não se esquecerem e ao lembrarem publicamente dos crimes da ditadura, advertem as novas gerações que devem prezar muito as liberdades democráticas, valorizar a democracia, firmar a convicção de que ditadura nunca mais.

(*) Jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA), e ex-preso político.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

BRASIL 1964 DITADURA NUNCA MAIS (BATE PAPOQUE ORIGINOU O GRUPO DOCUMENTO DITADURA)


Postagem Dag Vulpi 01/04/2011
Publicação Wagner Marins 

No dia 31/03/2011 o Sr. Wagner Marins Publicou uma foto (esta a esquerda) na page do grupo "Consciência Política Razão Social" no facebook. De imediato ela gerou (como não poderia ser diferente) reações e imediatos comentários dos participantes do grupo. A primeira a se manifestar foi a Sônia Godoy, em seguida houve uma sucessão de publicações. Participaram do bate papo: 

1 - Sônia Godoy;
2 - Rodrigo Tomé;
3 - Wagner Marins;
4 - Wilmar Oliveira Carpter;
5- Gerry Confort;
6 - Dagmar Vulpi;
7 - Joelson Mdz;
8 - Carlos Vecchio.

Conforme o bate papo foi evoluindo e as manifestações eram unânimes, eu sugeri fazer um documento baseando-se no que estava sendo debatido e convocaria todos os participantes do grupo e a comunidade do facebook em geral para um amplo debate, onde a partir deste debate seria elaborado um documento cobrando das autoridades que se faça justiça a todos que de alguma forma sofreram com a maldita ditadura. De imediato houve a aprovação de todos que estavam participando do bate papo, neste momento o Sr. Joelson também entrou no papo e sugeriu que o documento, e tudo mais que pudesse ser levantado sobre o assunto fosse divulgado em 31 03 2014, data em que o inicio do regime estará completando 50 anos.  

O Wagner Marins sugeriu que poderíamos fazer o debate via eventos, fizemos um pequeno teste e chegamos à conclusão da viabilidade de usar tal ferramenta para o debate. O evento foi criado com a data 07/04/2011 das 21:00 às 22:00 hs., os convites foram enviados. 

 SEGUE ABAIXO O BATE PAPO QUE ORIGINOU A IDÉIA "NA ÍNTEGRA"

Sônia Godoy : Muito triste ditadura opressão policial e militar parte suja de nossa história anos "de chumbo", onde Democracia era apenas um nome e um sonho, juntamente com os direitos constitucionais.   
Rodrigo Tomé : Esse tempo não pode voltar 
Wagner Marins : Jamais!!! 
Sônia Godoy :  Jamais mesmo o povo agora está forte!!!!   
Wagner Marins : Mas há muito o que conscientizar ainda. As gerações atuais!Há  
Sônia Godoy : com certeza......  
Vilmar Oliveira Carpter : Agradeço a inclusão Wagner. Este foi o pior tempo que a minha geração viveu neste país...  
Gerry Confort : Valeu Wagner, minha geração, ainda ontem visando este 31/03, perguntava em uma publicação que assinei - Onde você estava em 64?  
Dagmar Vulpi : Neste dia 31 de março no ano de 1964 deu-se inicio a uma lamentável forma de governar um país. A amiga Sônia fez um comentário que sintetiza muito bem o seu significado. Porém, apesar de tantas coisas ruins que ocorreram neste ano, neste mês e neste dia 31/03/1964, sou obrigado a comemorá-lo, explico: Nasci exatamente nesta data. Trazendo felicidade para os meus pais.Começavam aí a sentir na pele o que representava aquele golpe, triste golpe que coincide com o inicio da minha estória. Felizmente faz parte de um passado, passado este que não pode ficar esquecido. Os que sofreram e pereceram lutando contra esta estupidez merecem reconhecimento, a exemplo de outros mártires, aqueles que ao menos tem um dia no calendário para serem lembrados. Os mártires modernos, os da ditadura militar, merecem ser reconhecidos como heróis, espero sinceramente que um dia isso aconteça. 
Vilmar Oliveira Carpter : Eu estudava numa Escola Técnica e sofremos pressões terríveis. Meu pai foi preso, amigos dele também enfim, talvez aí se explique porque eu sou dos que quer que os torturadores e assassinos sejam identificados publicamente e punidos...  
Vilmar Oliveira Carpter : E mais, não aceito 31 de março, mas 01 de abril como a data do início da ditadura no Brasil! 
Vilmar Oliveira Carpter : Wagner, para se conscientizar, temos que apurar e punir os culpados...  
Gerry Confort : Infelizmente ou felizmente eu estava lá, muitos de nossos amigos não podem comentar aqui por ausência de força vital, mas, meu amigo, muitos estão ai e traíram o ideal que movia aquela juventude, hoje repetem absolutamente aquilo que era combatido, estão no poder repetindo o que na época era uma ignomínia. A história se repete só que viu pode dizer, os demais vivem da propaganda infelizmente, teria muito a dizer, mas certamente este não é o espaço necessário.  
Wagner Marins : Eu tinha 6 anos de idade, mal sabia o que estava acontecendo, embora via quadros de generais na escola, não sabia o que era aquilo. Alguns anos mais tarde, 1970, eu corria pelas ruas com amigos comemorando os gols da seleção brasileira no México e não sabia que a cada rojão comemorativo de um gol, um brasileiro sumia ou estava levando PORRADA!!!! Com o passar do tempo, depois de ter que engolir "cavalos" mais valiosos que cidadãos, constatei de fato o que foi tudo aquilo. O que fizeram com as nossas raízes, nossa dignidade. Cumpre-nos, agora e sempre, conscientizar as gerações de hoje para que entendam o custo da democracia e o valor da cidadania.  
Wagner Marins : Sim, Vilmar, o dia 01 de Abril é o início tenebroso de 20 longos tenebrosos anos.  
Dagmar Vulpi : Vilmar tens meu apoio incondicional, gostaria muito de ver os torturadores identificados, publicamente humilhados e exemplarmente punidos. Quanto ao dia primeiro de abril para o inicio seria ótimo, eu poderia comemorar o meu aniversário sem remorsos. Grande abraço.  
Vilmar Oliveira Carpter : Em busca do meu pai, enfrentei na força dos meus vinte anos, os comandantes militares. Até hoje, não entendo o porquê de não terem me prendido mas disse coisas na cara, ofendi sem medo... Hoje uso este espaço na busca de que as pessoas se conscientizem que há necessidade de punir os torturadores e assassinos daquela época em que foram violados todos os direitos humanos que se pudesse imaginar...  
Vilmar Oliveira Carpter : Daquela data em diante, nunca mais torci pela seleção brasileira de futebol...Copa de 1970 e os milicos aproveitaram para tirar proveito da imagem dos jogadores e da euforia do povo, para mais se perpetuarem no poder...  
Vilmar Oliveira Carpter : Dagmar, nós temos obrigação de dar uma explicação para a gerações que não viveram isto e que com toda certeza devem nos chamar de covardes por não punir quem deve ser punido!  
Dagmar Vulpi : Vilmar vou preparar um documento baseado nos comentários feitos neste espaço e convocar todos os participantes do grupo "Consciência Política Razão Social" e todos os demais para um debate sobre o assunto. Com o apoio e participação de todos poderemos elaborar um documento (MAIS UM) e juntos cobrarmos as devidas providencias das autoridades que estão representando este povo. Conto com o apoio de todos os amigos que deram seus brilhantes depoimentos nesta bela iniciativa do Wagner Marins. Parabéns a todos.  
Wagner Marins : Perfeito! Dagmar. Conte com nosso apoio.  
Joelson Mdz : Dagmar, primeiro parabéns pelo seu aniversário, segundo: eu também estou com uma ideia parecida com a sua de fazer um documento sobre a ditadura militar no Brasil, com a participação das pessoas que eu conheço no facebook, tanto amigos quanto integrantes de grupos que eu faço parte. Porém, esse documento que eu quero fazer com a ajuda de todos é para ser criado, elaborado e primeiro divulgado no facebook e, quem sabe, publicar todo o material, que envolve fotos, vídeos da época, depoimentos de pessoas ainda vivas ou de quem deixou o seu antes de morrer como a Vera Silvia Magalhães. Mais ainda: seria uma pesquisa compartilhada na qual todas as pessoas que se comprometeram a ajudar no trabalho, pesquisariam pessoas ainda vivas que foram atuantes contra a ditadura e recolher seus depoimentos gravados com áudio e vídeo. E o principal é que este documento com tudo que nós reunimos ser publicado definitivamente no dia 31 de março de 2014, quando faz 50 anos do golpe militar. Esse, para mim, é o ponto de excelência de fechamento de trabalho coletivo. Ao fim, poderíamos sugerir ao Brasil que grupos se reunam e façam uma vigília do dia 31 para o dia 1º de abril como forma de afastar da cabeça de quem for, o desejo de que um período como aquele volte; talvez nem o desejo mas para mostrar para nossos "representantes" no poder nunca pensem em apoiar tamanho absurdo. Gerry Confort : Faltou sensibilidade minha na empolgação e me esqueci do Aniversário do Dagmar, e lendo o Joelson me dei conta. Parabéns Dagmar, saiba que o dia 31 é apenas uma convenção criada pela propaganda, aquilo tudo começou muito antes, Aproveito e dou meu reconhecimento a todos pelo entusiasmo demonstrado.   
Vilmar Oliveira Carpter : Boa idéia Dagmar. Sempre estarei à disposição para qualquer coisa que eu possa colaborar!   
Dagmar Vulpi : Agradeço ao amigo Gerry Confort pelo carinho! É muito bom participar desta integração de gerações, onde, UNS sentiram na carne o peso da maldita ditadura, sofreram toda sorte nas mãos de seus algozes, não suportaram e pereceram hoje ESTES n...ão passam de lembranças, OUTROS sofredores do terror nazista nacional sobreviveram, porém a dor e o trauma foi tal que perambulam por aí sem se atreverem a exigir do Estado o respeito e o reparo, por certo a violação foi tal que não haverá representação de valor que cobrirá o sofrimento daqueles. ALGUNS eram ainda muito jovens e perderam o que tinham de referencia, viram seus pais saírem e nunca mais retornaram aos seus lares. TODOS foram vitimas de alguma forma, agora temos como obrigação lutar, luta armada, armada com palavras, palavras de brasileiros que nunca esqueceram, e irão colaborar para que os jovens de um futuro próximo possam ler nas salas de aula, em seus livros didáticos a verdadeira história de um passado recente e vergonhoso, deste maravilhoso Brasil.  
Vilmar Oliveira Carpter : É como digo Dagmar, esta é uma luta de todos nós, de mostrar aos que não viveram este período tenebroso da nossa história a verdade dos fatos, e a punição dos torturadores e assassinos...  
Joelson Mdz : ninguém falou sobre minha ideia...eu querendo preservar a memória daquele tempo, tentando fazer um trabalho coletivo, no qual muitas pessoas vão ficar conhecidas pelo trabalho e ninguém diz se vai ajudar ou dá uma sugestão, faz alguma crítica...  
Vilmar Oliveira Carpter : Joelson, quando apresentastes a idéia, assim como o Wagner, eu me prontifiquei a colaborar, dentro do que eu possa. Agora se não apareceu o meu comentário, a culpa deve ter sido dessas coisas que vem acontecendo aqui no Facebook que os comentários desaparecem sem nenhuma razão!  
Dagmar Vulpi : Joelson com certeza a sua idéia está contemplada entre os comentários de todos, por tratar-se de consenso não foi dada atenção especial a pontos específicos, saiba que a sua participação será tão importante quanto a de qualquer um outro. Você tem ainda a seu favor a juventude, estou certo que ela será fundamental para podermos seguir em frente. Não sabemos ainda quanto tempo levaremos para conseguir nossos objetivos, espero que não, mas talvez só você terá o privilégio de saborear o feliz desfecho de tudo isto. Grande abraço Joelson contamos com você, esteja certo disso.  
Gerry Confort : Joelson, temos vivo na memória, uma parte desta historia, e tenho informações que podem ajudar qualquer projeto de resgate, se quiser estou por aqui  
Joelson Mdz : COMO DISSE GERRY, É TRABALHO COLETIVO. 
Wagner Marins : Podemos ordenar as idéias, planejar as tarefas, mas num espaço único, onde reuniremos todo material possível e executando de forma organizada, para não nos perdermos. 
Joelson Mdz : O Q ACHAM DE CRIAR UM GRUPO COM NOME: "DOCUMENTO DITADURA"  
Joelson Mdz : LÁ DEVERAM SER PUBLICADAS AS ATIVIDADES DE CADA UM COMO DEPOIMENTOS EM FORMA DE documento no grupo, fotos, vídeos 
Wagner Marins : Acho uma boa idéia. Mas não podemos nos perder em outros grupos, ou seja, não fragmentarmos o trabalho. Tudo nesse ínico espaço e, inicialmente, só os 4.  
Joelson Mdz : e no fim de cada mês organizaremos juntos a ordem das publicações  
Joelson Mdz : sim    
Dagmar Vulpi : Wagner felizmente temos ótimas ferramentas para isso, o face é meio instável, parece não ser muito seguro mas trata-se de uma ferramenta de resultados rápido, haja visto esta troca de idéias fita aqui. Precisamos usar o face mas em conjunto com um blog, para podermos salvar tudo nele, é mais seguro. Faço isso em parceria com a Fernanda Tardim com o grupo "Consciência Política Razão Social", estamos conseguindo um bom resultado.   
Wagner Marins : Podemos viabilizar dessa forma sim. Só reafirmando a questão de não tornarmos um "grupo" com várias pessoas para não nos perdermos. Será um espaço inicial apenas para irmos trabalhando no DOCUMENTO e ao final, divulgaremos de todas as formas.  
Joelson Mdz : mas devemos chamar pessoas dos grupos 'Esquerda unida e forte", "Union de los pueblos de nuestra America", do grupo de Dagmar: "Consciência..."; 
Wagner Marins : Dagmar, a idéia do Blog é excelente. Concordo plenamente.  
Wagner Marins : Joelson, a idéia do Blog (Dagmar) é bem satisfatória   
Dagmar Vulpi : Já temos algumas publicações a respeito da Ditadura em nosso grupo e no blog, poderemos continuar por lá, criar mais grupo poderá dispersar o 
Joelson Mdz : mas como disse, tudo que fizermos devemos a publicar definitivamente no ano de 2014, no dia 31 de março.  
Wagner Marins : Concordo com sua proposta, Dagmar. Criar mais um grupo vai dispersar mesmo.  
Joelson Mdz : GENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!  
Joelson Mdz :  OLHAAAAAAAAAAAA  
Joelson Mdz : Os nossos trabalhos devem ser publicados no aniversário de 50 anos do golpe militar, eu acho assim melhor, por isso dei a idéia do grupo  
Joelson Mdz : um grupo com a participação de Dagmar, Fernanda Tardin, Fernando, Wagner, Vilmar, Gerry, e talvez mais pessoas que sofreram tortura ou foram diretamente atingidos.  
Dagmar Vulpi : Tudo bem Joelson, concordo com voce, a não ser que apareça uma ótima oportunidade de chegarmos ao nosso objetivo antes de 2014, de qualquer forma os 50 anos serão uma data especial, tenha certeza.   
Joelson Mdz : por ser uma data especial q dei a ideia de publicar no ano de 2014  
Wagner Marins : Sou da mesma opinião. Agora vamos organizar as idéias na questão do nosso BLOG 
Gerry Confort : Vou dar um pitaco na conversa, alias muito boa, com boas intenções, na minha "organização", fazemos um apanhado geral das idéias primeiro, Por que? Para que?, Segundo, Onde? - Sugestão :- Quem tem o que? existem centenas de documentos públicos, e estes já estão divulgados, fazer a diferença é o que não foi dito ainda?  
Joelson Mdz : mas se fizermos blog todos vão saber antes, a não ser q o Blog sirva para chamar pessoas e publicar apenas depoimentos em vídeo  
Dagmar Vulpi : Podemos criar um novo, ou usar um dos que já existem, coloco o meu a disposição. http://dagmarvulpi.blogspot.com/   
Joelson Mdz : Excelente Gerry, era um pouco assim q eu pensei, não totalmente igual 
Gerry Confort : Alguem leu o que escrevi? 
Dagmar Vulpi : Joelson a intenção é fazer de forma que todos tenham acesso mesmo, quanto maior a participação maior será o acumulo de opiniões e material. o que acha?
Joelson Mdz : sim Gerry, eu li e concordei.  
Wagner Marins : É isso, Dagmar.  
Wagner Marins : Gerry, entendi seu "pitaco" e concordo que deva ser organizado nessa linha mesmo. Primeiro indentificar.  
Joelson Mdz : ENTÃO... CRIAMOS UM GRUPO OU UM BLOG?   
Dagmar Vulpi : Gerry estou certo que todos leram, voce será peça fundamental nesta empreitada. Você já tem algum material postado ou está guardado na sua memória amigo? 
Wagner Marins : Joelson, um Blog, que aliás o Dagmar já colocou o dele à disposição.  
Joelson Mdz : Gente, uma ideia para começar: criar um blog, dizer neste qualo seu intuito e começar com os primeiros depoimentos os de vocês   
Joelson Mdz : Os seus depoimentos abrirão as postagens no blog.  
Gerry Confort : Dagmar tenho na memória e tenho amigos que comigo viveram aquele momento, sugiro que façamos um apanhado do que nunca foi dito, e isto sim fará a diferença.  
Wagner Marins : Perfeito, Gerry  
Joelson Mdz : isso mesmo Gerry  
Joelson Mdz : mas ainda acho que vcs deveriam relatar primeiro no blog os seus depoimentos.  
Gerry Confort : Seria bom marcarmos por aqui uma reunião virtual, e conversarmos entre nós e lapidarmos a pedra antes de mostra-la  
Dagmar Vulpi : Perfeito, Gerry. Precisamos fazer algo novo, mostrar outras faces, isto criará um interesse maior.  
Wagner Marins : Sim, Gerry. Inteiramente de acordo. Uma reunião virtual naquele recurso EVENTOS, certo?  
Dagmar Vulpi : A idéia da reunião virtual é excelente, estou de acordo. Vamos estipular dia e horário que possa contemplar a todos. 
Joelson Mdz : Convidados(as): Vera, Fernanda, Fernando  
Wagner Marins : Joelson, primeiro vamos criar o EVENTO, ver como se comportará a nossa reunião virtual, nós 3 e o Vilmar. Em seguida começamos a selecionar as pessoas já indicadas por vc. 
Gerry Confort : Como fazer por aqui deixo a vosso critério, não sei, confesso, por aqui qual o melhor recurso 
Wagner Marins : Vou ver, fazer um teste em EVENTOS  
Gerry Confort : Evento? como funciona Wagner   
Wagner Marins : Gerry, veja no lado esquerdo superior de sua página inicial, lá tem o ícone EVENTOS. Ao clicar, terá um botão CRIAR EVENTO. Acho que aquele recurso permitirá agendarmos nossas reuniões virtuais. Vou criar, fazer um teste. Espera....  
Wagner Marins : Criei. Vejam se receberam um convite.  
Joelson Mdz : recebi 
Wagner Marins : Convidei Vilmar, Joelson, Dagmar e Gerry
Dagmar Vulpi : Já recebi e confirmei presença, aparentemente funciona muito bem para ajuntar a equipe, precisamos ver como funciona as ferramentas para o bate papo. 
Gerry Confort : já estou lá e perguntei algo, vamos prá lá?, receberemos aviso de postagens lá ou não 
Dagmar Vulpi : Sim já te respondi Gerry.  
Carlos Vecchio : Que esta data seja tristemente lembrada todos os anos. E que um golpe asqueroso como o de 64 nunca mais volte a acontecer.

Confira as decisões da Comissão de Reforma Política já aprovadas 31/03/2011.


O relatório final da Comissão de Reforma Política terá que tramitar normalmente, na forma de um projeto, pelas outras instâncias do Senado

O relatório final da Comissão de Reforma Política terá que tramitar normalmente, na forma de um projeto, pelas outras instâncias do Senado. E, se for aprovado pelas comissões e pelo Plenário, esse projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.

As mudanças propostas até agora pela Comissão de Reforma Política modificam bastante as regras do sistema político brasileiro e certamente. Veja abaixo quais são elas:

1. Regras para escolha de suplentes de senador:
Aprovada proposta prevendo que um senador teria apenas um suplente, que não poderá ser cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até segundo grau ou por afinidade, do titular.

O suplente assumiria apenas para substituir temporariamente o titular. Em caso de afastamento permanente, por renúncia ou morte, haveria eleição no pleito seguinte, sendo geral ou municipal.

2. Mudança na data de posse de presidente, governadores e prefeitos:
Posse de prefeitos e governadores seria no dia 10 de janeiro;
Posse de presidente passaria para o dia 15 de janeiro;
Todas essas mudanças só valeriam a partir de 2014.

3. Voto
O voto do eleitor será facultativo e não mais obrigatório.

4. Reeleição
Fim da reeleição, com mandato de cinco anos para os executivos municipais, estaduais e federal.

5. Coligações
Aprovado fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais, nas quais são eleitos deputados federais, estaduais e distritais e vereadores.

6. Sistemas eleitorais
Aprovado o sistema proporcional com lista partidária. Nessa modalidade de voto proporcional, cada partido apresentaria uma lista com os nomes de seus candidatos por ordem de prioridade. Essa variante é usada na maior parte dos países que adotam o sistema proporcional.

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