terça-feira, 28 de março de 2017

Frigorífico Peccin Agro Industrial demite todos os funcionários após investigação na Carne Fraca


Ao todo, quase 700 pessoas foram dispensadas. Empresa mantém unidades em Curitiba e Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Por G1 PR, Curitiba

Todos os funcionários da unidade curitibana do frigorífico Peccin Agro Industrial foram demitidos nesta terça-feira (28), de acordo com o sindicato que representa os trabalhadores na cidade.

Cerca de 300 pessoas foram dispensadas apenas nesta tarde. Ao todo, contando com a unidade de Jaraguá do Sul, no norte catarinense, são quase 700 demitidos, ainda conforme o sindicato. A empresa não confirma o número e diz que não vai se manifestar.

O frigorífico é investigado na Operação Carne Fraca por "armazenamento em temperaturas absolutamente inadequadas, aproveitamento de partes do corpo de animais proibidas pela legislação, utilização de produtos químicos cancerígenos, produção de derivados com o uso de carnes contaminadas por bactérias e, até, putrefatas". A empresa nega.

Perícia
Um laudo da Polícia Federal aponta excesso de amido em quatro amostras de salsicha e em duas amostras de linguiça calabresa produzidas pela Peccin Agro Industrial. Todos os produtos analisados foram considerados “desconformes” pelos peritos, de acordo com o que diz a legislação brasileira vigente.

No caso da salsicha, o amido é permitido, mas extrapolava a quantidade máxima estabelecida. Já no caso da linguiça calabresa, não há indicação do uso previsto.

De acordo com Ana Maria Bridi, engenheira agrônoma e coordenadora do Grupo de Pesquisa e Análise de Carne da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, o amido é um componente que não faz mal à saúde. Para a professora, o problema está em uma fraude que atinge o consumidor.

“[A empresa] está vendendo proteína, se você coloca amido, que é um produto mais barato, é uma fraude na composição do produto”, explica.

Região metropolitana de Vitória registra primeira morte por febre amarela

Agência Brasil
A região metropolitana de Vitória registrou a primeira morte por febre amarela. De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, o óbito foi identificado no município de Cariacica.

Este ano, até a última sexta-feira (24), a secretaria recebeu 344 notificações de suspeita da doença, das quais 73 foram descartadas. Do total de 271 casos, 115 foram confirmados para febre amarela silvestre. Desses, 37 evoluíram para morte – cinco em Muniz Freire, quatro em Brejetuba, quatro em Colatina, três em Irupi, dois em Ibatiba, dois em Itarana, dois em Laranja da Terra, dois em Pancas, dois em Afonso Cláudio, dois em Conceição do Castelo, dois em Domingos Martins, dois em Santa Maria de Jetibá, um em São Roque do Canaã, um em Vargem Alta, um em Conceição da Barra, um em Cariacica e um em Aracruz.

“Os óbitos atualizados são de casos anteriores, que tiveram a investigação concluída nessa data”, informou a secretaria.

Ainda de acordo com o boletim, os 115 casos confirmados são dos prováveis municípios: Ibatiba (19), Colatina (16), Brejetuba (9), Conceição do Castelo (8), Muniz Freire (7), Pancas (5), Laranja da Terra (5), Afonso Cláudio (5), Baixo Guandu (4), Itarana (4), São Roque do Canaã (4), Castelo (3), Irupi (3), Itaguaçu (3), Domingos Martins (3), Cachoeiro de Itapemirim (2), Santa Maria de Jetibá (2), Iúna (1), Marilândia (1), Fundão (1), Ibiraçu (1), Aracruz (1), Serra (1), Santa Leopoldina (1), Vargem Alta (1), Santa Teresa (1), Ibitirama (1), Alfredo Chaves (1), Cariacica (1) e Conceição da Barra (1).

“Com isso, há 156 casos em investigação com quadro indicativo também de leptospirose, febre maculosa, dengue e outras doenças com sintomas semelhantes”, concluiu o órgão, em nota.

Cobertura Vacinal
Segundo informações enviadas pelos municípios, 2.596.368 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela em todo o Espírito Santo. O número representa uma cobertura vacinal de 72,56% da população do estado. Foram distribuídas, até o momento, 3.332.030 doses.

Macacos
A secretaria informou ter recebido a notificação de mortes de macacos em um total de 52 municípios, dos quais 21 tiveram amostras confirmadas para febre amarela: Afonso Cláudio, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Guarapari, Ibatiba, Irupi, Itaguaçu, Itarana, Iúna, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Pancas, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana e Vitória.

Dívida Pública Federal aumenta 2,66% em fevereiro

Agência Brasil
A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo, registrou aumento em fevereiro. O saldo da dívida subiu 2,66%, em termos nominais, passando de R$ 3,053 trilhões em janeiro para R$ 3,134 trilhões em fevereiro. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, o aumento no estoque da dívida ocorreu porque houve emissão líquida, ou seja, mais emissões de títulos públicos, cerca de R$ 75 bilhões, do que vencimentos (R$ 16,7 bilhões), além de pagamentos de juros de R$ 23,4 bilhões.

OIT afirma que desemprego seguirá crescendo no mundo todo


“Vamos obstruir todos os trabalhos legislativos até o país ‘quebrar’ e a presidente Dilma ficar incapacitada de governar. Sem o poder legislativo (deputados e senadores), ela não consegue aprovar nada contra a crise e o desemprego e fica muito mais fácil de derrubá-la.” - Aecio neves

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Não foi apenas a obstrução nas atividades do Poder Legislativo feita pela oposição contra o governo petista no segundo mandato de Dilma, reeleita em 2014, conforme prometido pelo adversário derrotado, Aécio Neves. Já no seu primeiro discurso proferido logo após a confirmação da sua derrota nas urnas, que causou a estagnação e queda no número de vagas de emprego no Brasil. O problema é bem mais complexo e atinge todo o mundo.

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, questionou nesta terça-feira (28) a forma como o mundo todo administrou a crise econômica e advertiu que o desemprego seguirá crescendo. As informações são da Agência EFE.

"A cada ano há e haverá mais desempregados no mundo e isso tem consequências dramáticas", afirmou Ryder, em um café da manhã informativo, em Madri.

O dirigente da OIT defendeu o diálogo social e que os governantes coloquem o emprego no centro das políticas públicas, pois, segundo ele, isso representa muito mais do que uma forma de ganhar dinheiro; trata-se de "dar sentido à experiência humana".

Sobre o futuro, encorajou os países a não cair no "determinismo tecnológico" e a pensar no emprego de outra forma, respeitando as relações criadas.

Ryder observou que é preciso criar 40 milhões de postos de trabalho a cada ano no mundo, mas reconheceu que "isso não é possível".

Observou que outras opções para o problema do desemprego incluem compartilhar o trabalho ou apostar em  garantias de ingressos universais.

Ryder também insistiu na necessidade de reduzir a lacuna salarial entre homens e mulheres, que em nível global é de 23%. "As mulheres trabalham às sextas-feiras de graça", disse ao tentar explicar que a diferença salarial equivale a um dia da semana sem remuneração para as mulheres.

Já em relação à situação política global, insistiu que o Brexit "foi um erro" e pediu atenção às decisões dos Estados Unidos.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Lei da terceirização vai precarizar trabalho, diz presidente do TRT-2

Agência Brasil
Com a aprovação do projeto de lei que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, haverá uma grande precarização do trabalho, avaliou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região - São Paulo (TRT-2), Wilson Fernandes.

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“Se a empresa terceiriza um trabalho, ela dispensa dez trabalhadores e contrata [por meio de uma empresa terceirizada] outros dez para fazer o trabalho daqueles, e por que ela faz isto? Porque vai sair mais barato para ela. Se vai sair mais barato para ela, de onde sai a diminuição de custo? Do salário do trabalhador, obviamente”, disse.

Projeto da terceirização divide patrões e trabalhadores; veja repercussão


Agência Brasil

A aprovação do projeto que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, na noite de ontem (22), pela Câmara dos Deputados, dividiu as opiniões de entidades patronais, centrais sindicais e representantes das Justiça trabalhista. O projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República Michel Temer para valer.

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Para as entidades patronais, a aprovação dá mais segurança jurídica, o que significará mais abertura de vagas. Já os representantes dos trabalhadores e da Justiça trabalhista afirmam que a proposta representa a redução dos direitos dos trabalhadores e redução dos salários.

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