segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Projeção para crescimento econômico em 2013 diminui e fica em 3,26%


Brasília - A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – este ano passou de 3,30% para 3,26%. Para 2012, a projeção foi mantida em 0,98%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar o PIB do ano passado em março.

A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 3,5% para 3%. Para 2012, a projeção de queda na produção industrial foi ajustada de 2,31% para 2,36%.
A estimativa para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34%, este ano. A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano caiu de R$ 2,09 para R$ 2,08. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 15,22 bilhões para US$ 15 bilhões, em 2013.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 63 bilhões para US$ 62,1 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões, neste ano.
Agência Brasil

Analistas de mercado elevam para 5,49% estimativa de inflação oficial em 2013


Brasília - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5,49%, este ano, segundo estimativa de analistas do mercado financeiro consultados todas as semanas pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos do país. A projeção anterior para 2013 era 5,47%.
Para 2012, a expectativa para o IPCA passou de 5,71% para 5,73%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará a variação do IPCA no ano passado na próxima quinta-feira (10).
As projeções para a inflação em 2012 e neste ano estão acima do centro da meta de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir essa meta e um dos principais instrumentos para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. A projeção para a taxa básica é a manutenção do atual patamar de 7,25% ao ano, em 2013.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi mantida em 4,88%, neste ano.
Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) foi mantida a projeção de 5,31%, em 2013.
A estimativa dos analistas para os preços administrados passou de 3,35% para 3,30%, neste ano. Para 2012, foi mantida em 3,50% Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.
Agência Brasil

IGP-DI fecha o ano de 2012 com inflação de 8,1%


Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou 2012 com taxa de 8,1%. O índice é superior aos 5% registrados em 2011, de acordo com dados divulgados hoje (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre os três subíndices que compõem o IGP-DI, a principal alta foi observada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços no atacado. Em 2012, o subíndice registrou inflação de 9,13%, mais do que o dobro registrado em 2011 (4,12%).
Já os outros dois subíndices, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registraram, em 2012, taxas inferiores às observadas em 2011. O IPC, que havia tido uma inflação de 6,36% em 2011, fechou o ano passado com taxa de 5,74%. Já o INCC passou de 7,49% para 7,12% no período.
Em dezembro, o IGP-DI registrou inflação de 0,66%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.
Agência Brasil

Dilma: precisamos, mais do que nunca, investir na ampliação e na modernização dos aeroportos


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (7) que o país precisa investir “mais do que nunca” na ampliação e na modernização de seus aeroportos. Ao comentar os investimentos no setor anunciados em dezembro, ela destacou que o movimento de passageiros mais que dobrou nos últimos dez anos, chegando a 180 milhões no ano passado.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que o pacote anunciado pelo governo federal prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais. “Um país do tamanho do Brasil precisa ter bons e modernos aeroportos nas grandes metrópoles, mas também precisa de uma rede de aeroportos que atenda bem as cidades do interior, as pequenas e as médias”, avaliou.
De acordo com a presidenta, o objetivo do governo é aumentar o número de rotas entre as cidades e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos passageiros, garantindo o desenvolvimento regional e a mobilidade de populações, como a da Amazônia Legal.
“Decidimos que os aeroportos que estão fora das capitais e que movimentem até 1 milhão de passageiros por ano não vão mais cobrar as tarifas aeroportuárias, que são as chamadas tarifas de embarque”, destacou.
Outra medida avaliada por Dilma como importante trata do subsídio a ser pago pelo governo federal para a implantação e a manutenção das rotas regionais. “O governo vai pagar até a metade dos assentos vazios, limitado a 60 assentos por aeronave. E quanto mais aquela linha crescer, menos ela dependerá da ajuda do governo”, explicou.
Ao final do programa, a presidenta voltou a afirmar que os aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ) serão concedidos à iniciativa privada. A previsão do governo federal é que o edital de licitação seja publicado em agosto de 2013 e que o leilão ocorra em setembro. As empresas vencedoras deverão investir em torno de R$ 11 bilhões em ambos os terminais.
Agência Brasil

Reino Unidos insistirá na soberania sobre as Ilhas Malvinas


O governo do Reino Unido insistirá na manutenção do controle sobre as Ilhas Malvinas, mesmo com a cobrança da Argentina de retomar as negociações sobre o tema. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que vai  "lutar" para manter a autoridade do Reino Unido na região. A reação ocorre uma semana depois de a presidenta argentina, Cristina Kirchner, ter enviado carta a Cameron, publicada nos principais jornais dos dois países.
Na carta, Cristina Kirchner cobrou do Reino Unido o fim do colonialismo e a devolução das Ilhas Malvinas aos argentinos. Cameron reagiu dizendo que "é absolutamente claro" que o Reino Unido "defenderá" as ilhas. Ele lembrou que o Reino Unido tem um dos cinco maiores orçamentos de Defesa do mundo, apesar dos recentes cortes aplicados às Forças Armadas nacionais.
"Temos fortes defesas nas Ilhas Malvinas. É absolutamente essencial que tenhamos aviões rápidos e tropas estacionados ali", ressaltou Cameron, apelando para que o governo argentino respeito o resultado do plebiscito que ocorrerá no próximo mês nas ilhas para definir o futuro da região.
O plebiscito deve estabelecer o status político desejado pelos quase 3 mil habitantes das Ilhas Malvinas. Desde o ano passado, quando houve o
aniversário de 30 anos da guerra pela posse das ilhas, que as relações entre os dois países estão mais tensas. A guerra começou em 2
de abril de 1982, quando os militares argentinos ocuparam as Malvinas, e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com a vitória dos britânicos.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

Clima é de incerteza na Venezuela a três dias da posse de Chávez


Brasília – A três dias da cerimônia de posse do presidente reeleito da Venezuela, Hugo Chávez, marcada para o dia 10, o país vive em clima de incerteza e dúvidas. O presidente interino, Nicolás Maduro, e o presidente reeleito da Assembleia Nacional (Parlamento), Diodato Cabello, sinalizaram que a data da posse pode ser alterada, mas não definiram quando. Há ainda a possibilidade de empossar Chávez em Havana, capital cubana, onde ele se encontra há quase um mês.
Hospitalizado para um tratamento de combate ao câncer, Chávez não aparece em público desde o começo do mês passado. No dia 11, ele foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno na região pélvica. Durante a cirurgia, teve hemorragia e, depois, complicações respiratórias. A informação mais recente é do dia 4 deste mês, quando autoridades informaram que ele estava com uma infecção respiratória grave.
Pela Constituição da Venezuela, na ausência do presidente eleito é empossado interinamente o presidente da Assembleia Nacional, no caso Cabello. Uma vez no poder, Cabello deve promover eleições presidenciais em até 30 dias. Porém, em meio ao agravamento do estado de saúde de Chávez, seus aliados articulam para adaptar as atuais circunstâncias às possíveis brechas existentes na legislação do país.
A decisão sobre o adiamento da cerimônia de posse, segundo especialistas, está sob responsabilidade da Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça (Suprema Corte). A presidenta do órgão é Luiza Estella Moralles.

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