quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brasil preocupado com assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém


Subsecretário mostra em conversa com embaixador de Israel no Brasil preocupação com assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém



Por cerca de uma hora, o subsecretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, conversou ontem (4) com o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad. Cordeiro destacou a preocupação do Brasil com a expansão dos assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, mas lembrou também que brasileiros e israelenses têm uma relação construída desde 1947 com a criação do Estado de Israel.
À Agência Brasil, Cordeiro disse que ressaltou no diálogo o respeito mútuo que há entre Israel e Brasil, mas também a necessidade de buscar um acordo de paz estabelecendo a criação do Estado da Palestina. “Foi uma conversa produtiva e cordial, mas firme”, definiu Cordeiro. Eldad foi chamado ontem ao Itamaraty e a reunião ocorreu por volta das 11h30. “Foi reiterada a posição do Brasil em defesa do reconhecimento do Estado da Palestina em pleno convívio com o de Israel.”
Na semana passada, após a aprovação na Assembleia Geral da ONU do status de Estado observador para a Palestina no órgão, o governo de Israel retomou a construção de 3 mil casas na região denominada E1 – na Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Os assentamentos no setor transformam a região em área contínua israelense, sendo que os palestinos reivindicam o espaço.
Nos últimos dois dias, governos europeus e asiáticos chamaram os embaixadores de Israel para também protestar sobre os assentamentos israelenses em territórios palestinos. Além disso, as autoridades palestinas apelaram à comunidade internacional para que tome providências em relação à expansão dos colonos israelenses.
“O tema Palestina e Israel é constante na política externa. Só acreditamos em um acordo de paz, se houver nos dois Estados [Israel e Palestina], integração econômica e segurança”, ressaltou à Agência Brasil o subsecretário de África e Oriente Médio do Brasil.
No dia 1º, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversou com o comissário-geral do Fatah para Relações Exteriores, Nabil Shaath. Na conversa, Patriota expressou a satisfação do governo brasileiro com o resultado da votação na Assembleia Geral de ONU que concedeu à Palestina o status de Estado observador.

(Agência Brasil)

Petrobras faz descoberta de petróleo leve na Bacia de Sergipe-Alagoas


Rio de Janeiro – A Petrobras descobriu uma acumulação de petróleo leve em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas, no litoral nordeste brasileiro. O novo poço se localiza no Bloco Seal-M-424, em que a estatal petrolífera tem 100% de participação.
Desde agosto, a Petrobras já fez quatro descobertas na bacia. Em três poços perfurados entre agosto e outubro, foram descobertas acumulações de petróleo. O novo poço, chamado de Muriú, está localizado a uma profundidade de água de 2.583 metros.
Muriú fica a 85 quilômetros da capital sergipana, Aracaju. A Petrobras informou que continuará fazendo pesquisas e coletas de dados da rocha e do óleo encontrado no poço. Em seguida, será apresentado um plano de avaliação e descoberta para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
(Agência Brasil)

Brasil ocupa 69ª posição em ranking de corrupção, mostra estudo



A organização não governamental (ONG) Transparência Internacional (Tranparency Internacional) divulgou hoje (5) o estudo Percepções da Corrupção Index 2012, no qual analisa a situação em 176 países. O Brasil aparece em 69ª posição no ranking. Na América Latina, o país fica atrás apenas do Chile e do Uruguai, que estão na 20ª posição. Compartilham o topo da lista, com menos casos de corrupção, a Dinamarca, a Suécia e a Nova Zelândia.
As piores posições no ranking da ONG são ocupadas pelo Afeganistão, pela Coreia do Norte e pela Somália. Nas Américas e no Caribe, as posições mais negativas são as do Haiti, em 165º lugar, e do Paraguai, em 150º.
Em nota, a Transparência Internacional diz que os níveis de corrupção no mundo ainda são elevados, assim como casos de “abuso de poder e relações sigilosas”. Para a organização, é necessário intensificar as ações em busca da transparência de dados e informações referentes aos órgãos públicos e sua atuação.
A presidenta da Transparency Internacional, Huguette Labelle, defendeu a integração de ações governamentais em busca do combate à corrupção além da concessão de mais espaço para a sociedade  participar dos debates. Segundo ela, é fundamental estabelecer regras para o lobby e o financiamento para campanhas políticas, além da definição de normas transparentes para a contratação de serviços públicos.
Labelle disse ainda que a intenção do estudo é incentivar os governos a tomar uma decisão “mais dura contra o abuso de poder”. De acordo com ela, os casos considerados mais graves estão no Oriente Médio e na África, pois, em geral, os números indicam que houve uma estagnação e até  retrocesso em algumas situações.
No caso dos países que ocupam a primeira posição, destacando-se em relação aos demais, como Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, a organização considera o esforço público – associado ao acesso aos sistemas de informação e à definição de regras claras, que regem o comportamento dos que ocupam cargos públicos – preponderante para evitar casos de corrupção.
Nas piores posições, nas quais estão Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, a ONG diz que faltam  líderes responsáveis e instituições públicas eficientes. Também estão em posições consideradas negativas alguns países da zona do euro (17 países que adotam a moeda única), como Grécia, em 94ª posição, e Itália, em 72ª, regiões que sofrem os impactos intensos da crise econômica internacional.
O diretor da Transparência Internacional, Corbus de Swardt, disse que as principais economias do mundo devem dar exemplo de lisura, verificando a atuação das instituições públicas e cobrando responsabilidade dos gestores e líderes. “Isso é crucial. As instituições têm um papel significativo na prevenção da corrupção", disse.
Os países que estão em confrontos internos, como a Síria e o Egito, também aparecem entre os apontados com graves problemas de corrupção. A Síria ocupa a posição de 144 e o Egito a de 118. O estudo completo está disponível no site da Transparência Internacional.
(Agência Brasil)

Governo reduz prazo de empréstimos sujeitos à IOF. Mantega nega que objetivo seja inflação


Para ministro, com juros menores não há mais atração de capital especulativo
O governo federal reduziu nesta quarta-feira para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Até hoje, a alíquota valia para as captações no exterior com prazo de até dois anos. As mudanças foram realizadas por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou nesta quarta-feira que a mudança permite a captação num período mais curto sem o pagamento do IOF de 6%.
- Nós achamos que, com a taxa de juros mais baixa aqui no Brasil, não existe mais aquela atração de capital especulativo e de arbitragem. Então, aquilo que é captado lá fora hoje é para capital de giro e pra investimento - considerou.
- Então, nós estamos facilitando para que os bancos e as empresas possam captar recursos lá fora sem IOF acima de 360 dias - acrescentou.
Ele avaliou que, com a redução das taxas de juros, o dinheiro que entra no país é voltado para a atividade produtiva.
- Então, você pode liberar mais porque o mercado se equilibra melhor - afirmou.
Ele negou que a medida vise a conter a inflação. Mas admitiu que pressão sobre os preços é uma “preocupação permanente”.
- É para permitir uma captação maior para investimento e capital de giro. Facilitar a vida das empresas e dos bancos num momento em que diminui o apetite por fazer arbitragem. Porque, antes, você trazia recurso para poder fazer aplicação e ganhar nos juros. Agora, é trazer recursos para aplicação produtiva - reiterou.
Sobre as críticas dos analistas do mercado a respeito da tentativa do governo de manter uma banda informal para o dólar, entre R$ 2 e R$ 2,10, Mantega voltou a dizer que o câmbio é “flutuante”.
- O câmbio é flutuante, não tem limite. Mas eu acredito que, como nós temos uma situação de taxas de juros mais equilibradas, dá menos volatilidade ao câmbio, o câmbio se estabiliza numa situação melhor, mais real, e precisa de menos intervenção do governo - disse.
A medida foi anunciada um dia depois de o Banco Central flexibilizar a regra para o chamado pagamento antecipado a exportadores. Desde março, os que quisessem receber antecipadamente por suas vendas tinham de enviar os produtos para o exterior em até um ano. Agora, esse prazo passou para cinco anos, a fim de estimular a entrada de mais dólares no Brasil. Essa mudanças estimulam a entrada de dólares no Brasil, o que favorece a queda da moeda.

Dilma diz que governo não vai recuar em reduzir conta de energia


A presidente lamentou a 'insensibilidade' de quem optou em não aderir ao plano


presidente Dilma Rousseff reafirmou seu compromisso com a redução das tarifas de energia elétrica. Ela disse que o governo federal arcará com uma parcela maior do que o programado porque algumas estatais de energia não fecharam o acordo que derrubaria as tarifas em 20,2% no ano que vem. Com o boicote, a queda garantida até agora é de 16,7%. Dilma ressaltou que o governo federal será onerado pela "insensibilidade" daqueles que não viram a importância disso para crescimento, ao se referir estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, cujas empresas optaram por não aderir ao plano do executivo.

- O governo federal não recuará da decisão (de reduzir as tarifas de energia), apesar de lamentar a imensa insensibilidade daqueles que não souberam ver a importância disso para o crescimento sustentável. Isso vai onerar bastante o governo federal - disse.
Segundo a presidente, quando perguntarem para onde vai o dinheiro do governo, a resposta é que parte irá para compensar a industria e população, o que " que outros não tiveram sensibilidade para fazer".
-Reitero meu compromisso a partir do inicio de 2013 de buscar reforço do governo federal para reduzir o preço das tarifas de energia. Isso é tão importante quanto juros, câmbio e respeito a contratos.
Durante seu discurso no Encontro Nacional da Indústria, ela afirmou que as medidas de estímulo à produção tomadas durante este ano ainda nao tiveram todo o impacto e deve ser sentido nos próximos meses.
- A busca da competitividade: esse é o meu desafio. Defesa de uma industria forte uma questão central.



Senador diz que vigência obrigatória do acordo ortográfico será


A princípio, mudança valeria a partir de 1º de janeiro de 2013


O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse nesta terça-feira (4) que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa deverá ter vigência obrigatória só a partir de 31 de dezembro de 2015.

O acordo, assinado em 2008 por sete países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, e que pretende simplificar as regras ortográficas e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional, valeria a partir de 1º de janeiro de 2013 no Brasil. No entanto, de acordo com Cyro Miranda, a presidente Dilma Rousseff declarou que vai emitir um decreto adiando a data.
O senador diz que havia entrado com uma proposta de resolução para o adiamento, mas que a presidenta a dispensou, já que o processo de aprovação desse tipo de norma é mais demorado.
Miranda acredita que o ideal seria adiar a vigência para 2018 e sugere que seria necessário a elaboração de outro acordo, que tenha a contribuição de mais setores da sociedade.
— Além do novo acordo ter sido muito mal feito, os professores ficaram de fora — disse. — Precisamos rever tudo. Temos que descomplicar a língua, se não vai ser só retórica... temos que aprovar um formato com lógica. [O novo acordo] tem tanta exceção que os professores não sabem o que vão ensinar.
O senador também disse que o governo indicou que vai sugerir aos outros países que adiem a vigência do novo acordo para que todos possam fazer uma total reformulação. Ele diz que em Portugal o acordo só vai valer a partir de 31 de dezembro 2015. Em Cabo Verde a vigência do acordo está programada para 2016.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi