terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diminuem as desigualdades entre negros e não negros no mercado de trabalho



São Paulo - Embora os trabalhadores negros ainda tenham, na média, salários mais baixos do que os da população não negra, as diferenças, tanto de rendimento quanto de participação no mercado de trabalho, estão diminuindo, segundo levantamento apresentado hoje (13) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

O estudo foi feito com base na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da própria fundação e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Em 2011 o rendimento dos negros correspondia a 61% do valor recebido pelos brancos, nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Em 2002, essa proporção era inferior, 54,6%. Enquanto os negros ganhavam, em 2011, o valor médio de R$ 6,28 por hora, os não negros recebiam R$ 10,30.
A diferença entre as taxas de desemprego de negros e não negros diminuiu nos últimos anos, embora a do primeiro segmento ainda supere a do segundo, em 2011 (12,2% e 9,6%, respectivamente). Essa diferença, de 2,6 pontos percentuais, correspondia a 7,2 pontos percentuais, em 2002.
Marli Moreira - Agência Brasil - Edição: Lílian Beraldo

Barbosa diz que gestão no STF será marcada pela transparência e simplicidade

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Brasília - O futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (13), no Congresso Nacional, que sua gestão será marcada pela clareza, a simplicidade e a transparência. O relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão, que assume a presidência do STF interinamente a partir de segunda-feira (19), esteve na Câmara e no Senado para convidar os presidentes das duas casas à cerimônia de posse no dia 22.
Antes da posse, Barbosa assume interinamente a função devido à aposentadoria do atual presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, que completa 70 anos.
Perguntado sobre a popularidade que tem conquistado devido à relatoria do processo do mensalão, Barbosa agradeceu o carinho e a compreensão da população. "Agradeço muitíssimo os gestos de carinho e compreensão pelo trabalho que está sendo feito não só por mim, mas pela Corte.
Ele disse ainda que o fato de ser o primeiro negro a ocupar a presidência da mais alta Corte é uma honra para ele e para mais de 80 milhões de brasileiros. 
Ontem (12), o ministro foi ao Palácio do Planalto convidar pessoalmente a presidenta Dilma Rousseff para a cerimônia de posse. A assessoria de imprensa da Presidência informou que Dilma comparecerá à solenidade.
Ivan Richard* - Agência Brasil - *Colaboraram Yara Aquino e Renata Giraldi - Edição: Graça Adjuto

A Influência da Ideologia politica na atenuação da razão e sua conseqüente potencialização da emoção.



Com o tempo, e uma assídua participação nos mais variados fóruns de debate da rede social facebook, pude observar um interessante fenômeno, fenômeno esse, aliás, de fácil constatação.

Gostaria que os amigos do facebook tivessem a visão imparcial que felizmente eu consigo ter nos assuntos pertinentes a nossa política partidária. E que, como eu passarinhassem pelos mais diversos grupos existentes naquela rede social fazendo uma leitura sem vícios, dos diversos comentários, feitos por pessoas diversas, porém sobre assuntos assemelhados.

É incrível como o cérebro da grande maioria está condicionado a responder de forma taxativa de acordo com sua preferência (ideologia) partidária. Seus instintos não lhes permitem uma segunda possibilidade, é aquilo e ponto, e não haverá argumentos, por mais fundamentados que sejam que conseguirão reverter o ponto defendido por aqueles. Outro fato interessante a ser percebido, é o imediato apoio mútuo, entre participantes de um mesmo grupo que se encontram emotivamente ligados numa mesma linha ideológica. A reação em cadeia é automática, e pobre daquele que estiver defendendo uma posição contrária a da maioria, o infeliz será taxado dos mais variados adjetivos, e antes que perceba já estará sendo ameaçado de exclusão daquele grupo. Passará o infeliz, de amigo virtual a um inimigo mortal. 

Kassab: maioria do PSD é favorável à reeleição de Dilma


Após duas horas de reunião com a presidente, prefeito diz que partido pode ter ministério


BRASÍLIA - Depois de duas horas de reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira, o prefeito de São Paulo e presidente do PSD Gilberto Kassab disse que sua simpatia pelo apoio da reeleição da presidente é majoritária no partido, mas ainda não houve deliberação sobre isso. Ele negou que tenha sido tratado no encontro sua ida para um ministério. Mas admite que, se no futuro o partido passar a integrar a base do governo, seria natural que a presidente Dilma acomodasse o PSD no governo federal.

- Um partido para ser respeitado precisa ter conduta. No início de 2013 vamos planejar o caminho para 2014 - afirmou Kassab.

O prefeito disse que tomou iniciativa de abordar a questão política no encontro com a presidente depois de tratarem de questões administrativas de São Paulo. Eles teriam conversado sobre a dívida de R$ 60 bilhões da prefeitura da cidade que, para Kassab, seria impagável. O prefeito disse para presidente que tem enorme simpatia pela reeleição dela. Mas isso, por enquanto, é apenas uma vontade pessoal dele. O que prevalece é a decisão formal do partido, o que ainda não aconteceu.

- Pode até haver um ministério se o partido decidir que vai caminhar com a presidente. Pode ser que ela ofereça um espaço para o PSD - afirmou o prefeito pouco antes de embarcar de volta para São Paulo.

Venezuela entra no Conselho de Direitos Humanos da ONU


O CDH, com sede em Genebra, conta com 47 cadeiras, das quais 18 foram renovadas na votação 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, faz um anúncio em Caraca em 13 de outubro: Organizações como a Human Rights Fundation e a UN Watch criticaram a entrada de Venezuela
Nações Unidas - A Venezuela conseguiu nesta segunda-feira o respaldo majoritário da Assembleia Geral das Nações Unidas para entrar no Conselho de Direitos Humanos (CDH), apesar das críticas de organizações internacionais, em uma eleição na qual também foram escolhidos Brasil e Argentina pela América Latina, para o lugar de Cuba, México e Uruguai.

''É uma vitória arrasadora e sem precedentes da revolução bolivariana que demonstra o apoio da comunidade internacional a nossas políticas e que põe em evidência que na Venezuela estão sendo cumpridos de maneira escrupulosa os direitos fundamentais'', disse à Agência Efe o embaixador venezuelano, Jorge Valero.

A votação foi ''lamentável e terrível'' para os direitos humanos, comentou à Efe o presidente da Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, prevendo que os representantes da Venezuela se dedicarão a bloquear com ''procedimentos técnicos e artimanhas'' qualquer tentativa de denunciar violações ''em seu país ou de seus aliados''.
O CDH, com sede em Genebra, conta com 47 cadeiras, das quais 18 foram renovadas na votação de hoje, que foram ocupadas por Brasil, Venezuela, Alemanha, Argentina, Coreia, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Estônia, Etiópia, Gabão, Irlanda, Japão, Cazaquistão, Quênia, Montenegro, Paquistão, Serra Leoa e Estados Unidos, este último reeleito para um segundo mandato de três anos.

Organizações como a Human Rights Fundation e a UN Watch criticaram a entrada de Venezuela, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Etiópia, Gabão, Cazaquistão e Paquistão.
O embaixador venezuelano assegurou à Efe que seu governo não se preocupa com a opinião de organizações que, segundo disse, ''são instrumentos de potências estrangeiras que financiam a subversão'' em seu país, por trás das quais, acrescentou, há pessoas que ''não têm credenciais democráticas''.

''A Venezuela não se prestará jamais a que os direitos humanos sejam usados como pretexto para deslegitimar países soberanos'', ressaltou o diplomata, defendendo o fim de uma ''visão reducionista'' das garantias fundamentais que deixa em um segundo plano os direitos econômicos, sociais e culturais frente aos civis.
Para Halvorssen, a votação prejudica a credibilidade do Conselho, pois abriu as portas a países com um histórico que, segundo sua opinião, ''deixa muito a desejar''.

''Como é possível? Não é uma questão do norte ou sul. Aqui se debate entre o que está certo e o que está errado, entre direitos humanos e violadores de direitos humanos'', declarou Halvorssen, para quem a única coisa que resta a fazer é ''seguir expondo'' à opinião pública os países que violam os direitos humanos.

Pela Ásia, Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Cazaquistão e Paquistão substituirão Arábia Saudita, Bangladesh, China, Jordânia e Quirguistão; pelo Leste Europeu, Estônia e Montenegro sucederão Hungria e Rússia; e, pela África, Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa entraram no lugar de Camarões, Djibuti, Mauritânia, Mauricio e Nigéria.

Por parte do bloco de países ocidentais, os EUA conseguiram manter seu posto no Conselho de Direitos Humanos, enquanto Bélgica e Noruega serão substituídos por Alemanha e Irlanda, após uma votação na qual ficaram de fora a Grécia e a Suécia.
Os EUA, através de sua secretária de Estado, Hillary Clinton, agradeceram o apoio que permitiu que seu país permaneça mais três anos no Conselho, após o que qualificou como uma disputa ''muito concorrida'' com outros países ocidentais que são ''todos campeões de direitos humanos''.

Em comunicado, a chefe da diplomacia americana destacou que a Casa Branca seguirá trabalhando com a comunidade internacional para enfrentar as preocupações ''urgentes e sérias'' em matéria de direitos humanos no mundo, ''fortalecer'' o Conselho e equilibrar a ''desproporcional'' fixação desse organismo com Israel.

O Conselho de Direitos Humanos foi criado no dia 15 de março de 2006 pela Assembleia Geral para substituir a Comissão de Direitos Humanos, suprimida após 60 anos de trabalhos pela crise de legitimidade na qual tinha caído por decisões vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.

Trata-se de um órgão intergovernamental da ONU responsável de fortalecer a promoção e proteção dos direitos humanos no mundo, entre cujas obrigações está realizar um exame periódico universal em cada um dos países-membros da ONU e celebrar sessões ordinárias e extraordinárias sobre temas concretos.

Por Emilio López Romero Via EXAME

Gerdau emplaca executivo no secretariado de Haddad


Quem é Marcos Cruz, novo secretário de Finanças de Haddad

O novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad: primeira leva de secretários já foi anunciada
Fernando Haddad anunciou hoje um dos principais atores do seu mandato, o secretário de Finanças. Conheça melhor o secretário Marcos Cruz

São Paulo – O engenheiro Marcos Cruz foi o escolhido para ser o homem que vai cuidar do caixa da cidade com o maior orçamento do país. O secretário de Finanças durante o governo de Fernando Haddad (PT) na prefeitura de São Paulo veio da iniciativa privada e terá como uma das suas principais responsabilidades a renegociação da dívida da cidade.

O executivo de 37 anos é uma indicação de Jorge Gerdau, presidente do conselho administrativo do Grupo Gerdau e do Movimento Brasil Competitivo, com quem trabalhou em diferentes projetos da área de Educação através da empresa de consultoria da qual é sócio, a McKinsey & Company. Cruz, que atua na McKinsey desde que tinha 23 anos, já deixou de ser sócio da empresa.

Marcos Cruz tem seu currículo voltado ao planejamento com foco em resultado, o que representa já uma grande diferença do secretário de Finanças da gestão Kassab, Mauro Ricardo Costa, que priorizou o aumento da arrecadação. Para Cruz, que atuou em projetos estratégicos para clientes públicos e privados, o gestor precisa ter um número limitado de prioridades para se concentrar nelas.

O consultor é graduado em engenharia eletrônica na Unicamp e possui um MBA do Insead, na França. Cruz vem de fora do ambiente político, mas sua família não é estranha ao meio: seu pai é Paulo Cruz, professor aposentado da Unicamp e petista ferrenho, e ele é sobrinho dos irmãos José Roberto e Luiz Carlos Mendonça de Barros, economistas e, respectivamente, ex-secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda e ex-presidente do BNDES, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Fernando Haddad ainda anunciou hoje outros cinco quatro secretários, dentre eles o vereador Antonio Donato (Governo), a economista Leda Paulani, o advogado Luís Fernando Massonetto (Negócios jurídicos) e o arquiteto Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento urbano).

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