terça-feira, 25 de setembro de 2012

Inflação da cesta alimentar em Vitória chegou a 8,5% em um ano, de acordo com pesquisa da Fucape


O estudo da Fucape apontou inflação acumulada de 8,5%, de agosto de 2011 a agosto de 2012, para a cesta alimentar padrão na capital capixaba


A cesta alimentar padrão dos capixabas ficou 8,5% mais cara de agosto de 2011 a agosto de 2012. É o que aponta a pesquisa de índice de inflação das cestas alimentares de Vitória, desenvolvida pelo Centro de Estudos e Análises Econômicas (CEAE) da Fucape Business School.

Mensalmente, são coletados os valores de cestas alimentares especiais desenvolvidas pela instituição. Além da cesta padrão, foram registradas a inflação acumulada da cesta alimentar Light em 5,95%, da cesta Vegan em 9,82% e da cesta Top, que possui produtos de maior valor agregado, em 9,89%. Ou seja, todos os grupos de cesta alimentar coletados registraram alta em um ano.

De acordo com o economista, professor da Fucape e também coordenador das pesquisas desenvolvidas pelo CEAE, Cristiano Costa, “A tendência para os próximos 12 meses é de uma elevação menor no segundo semestre, visto que parte desse aumento se deveu as mudanças climáticas que afetaram a produção de grãos nos EUA e a seca no sul do país”, afirmou o economista.
Considerando apenas os meses de 2012, as quatro cestas apresentaram elevação de preços e a maior delas foi a vegetariana com 10,33% de elevação até agosto. A cesta padrão subiu 5,27%.

Os principais fatores relacionados com os registros inflacionários, segundo o economista, são a seca, que afetou o tomate, por exemplo. “A seca afetou também a batata neste mês que, inclusive, sofreu um aumento de imposto de importação no início de setembro e não deve baixar de preço. Já no período abril/maio a causa é generalizada. Foi quando o dólar começou a subir mais fortemente e as exportações aumentaram, puxando os preços internos”, explicou Cristiano.

A cesta alimentar vegan, composta por produtos vegetarianos, foi a que apresentou maior inflação no período. A alta está relacionada com o aumento de preço dos derivados de soja. “A cesta vegetariana é composta por muitos derivados de soja e todos esses produtos tiveram seus preços elevados ao longo do ano. Em compensação, a carne e o frango tiveram preços estáveis ou subiram menos. Por isso a diferença. Mas os primeiros sinais de retomada dos preços da carne e frango já aparecem”, ressalta Cristiano.

Dilma critica os Estados Unidos e nega protecionismo brasileiro


A presidenta Dilma Rousseff reagiu hoje (25), em Nova York, na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no seu discurso, a acusação do governo dos Estados Unidos que o Brasil adotou medidas protecionistas para garantir mercado aos seus produtos. Dilma ressaltou que todas as decisões, adotadas no Brasil, são respaldadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela negou irregularidades ou desvios de conduta.
Assim como na carta enviada semana passada ao representante do Comércio Internacional dos Estados Unidos, Ron Kirk, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma condenou a valorização artificial da moeda norte-americana, que afeta os países em desenvolvimento, principalmente o Brasil.
“O protecionismo deve ser combatido, pois confere maior competitividade de maneira espúria”, disse a presidenta, que abriu a Assembleia Geral das Nações Unidas. “[Nossas medidas foram] injustamente classificadas como protecionismo.”
Para a presidenta, é fundamental que os órgãos internacionais, como o G20 (países mais desenvolvidos do mundo), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), passem a atuar no controle da guerra cambial e do estímulo do crescimento econômico. Dilma chamou esses órgãos de “mecanismos multilaterais” e alertou sobre as ameaças ao mundo atual.
“A recessão só agudiza os acontecimentos. [É necessário] um amplo pacto contra a desesperança que provoca o desemprego e a falta de oportunidades”, disse a presidenta em referência às medidas de contenção adotadas por alguns países em busca de soluções para impedir o agravamento causado pela crise econômica internacional.
Dilma reiterou que as dificuldades, que citou há um ano, quando abriu a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda permanecem apenas com alguns “novos contornos”. “Constato a permanência de muitos problemas que nos afligia cuja solução é cada vez mais urgente”, advertiu ela. “A crise econômica ganhou novos retornos, a opção por políticas ortodoxas agrava gerando reflexos em países emergentes.”
Em uma crítica aos líderes políticos dos países europeus e dos Estados Unidos, a presidenta disse que “as principais lideranças ainda não encontraram o caminho” para articular alternativas para a economia associadas à inclusão social. Segundo ela, essa ausência de alternativas “afeta as camadas mais vulneráveis da população” causando a fome, o desemprego e a desilusão.
“A história revela que a austeridade quando exagerada e isolada do crescimento derrota a si mesma. [No Brasil nós] aumentamos nossos investimentos em infraestrutura e combate à inflação, de inclusão social e combate à pobreza. Reduzimos a carga tributária e o custo da energia”, disse Dilma, informando que mais de 40 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza nos últimos anos.

Atestado de óbito de Herzog dirá que ele morreu por maus-tratos

O juiz Márcio Martins Bonilha Filho, da 2ª Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou ontem (24) a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, que morreu em 1975 na capital paulista. O atestado, emitido no período da ditadura, indicava que sua morte foi  consequência de suicídio. Porém, por ordem da Justiça o atestado de óbito informará que a morte dele foi causada por maus-tratos.
O juiz determinou que, a partir de agora, passe a constar no documento a seguinte informação:  “A morte [de Herzog] decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do 2º Exército – SP (DOI-Codi)”. O DOI-Codi era a sigla conhecida do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna subordinado ao Exército, que atuava como órgão de inteligência e repressão do governo.
A retificação foi um pedido da Comissão Nacional da Verdade, representada pelo coordenador, ministro Gilson Dipp. A solicitação foi encaminhada a pedido da viúva Clarice Herzog. Na decisão, o juiz Bonillha Filho elogiou a atuação da comissão.
“[A comissão] conta com respaldo legal para exercer diversos poderes administrativos e praticar atos compatíveis com suas atribuições legais, entre as quais recomendações de ‘adoção de medidas destinadas à efetiva reconciliação nacional, promovendo a reconstrução da história’”, disse o magistrado na sua decisão.
Nascido na Croácia, Vlado Herzog passou a assinar Vladimir por considerar seu nome exótico. Naturalizado brasileiro, ele se tornou um dos destaques do movimento pela restauração da democracia no Brasil, depois do golpe militar de 1964. Era militante do Partido Comunista e sofreu torturas em São Paulo.
Em 25 de outubro, Vladimir foi encontrado morto. Segundo informações fornecidas na época, o jornalista foi localizado enforcado com o cinto que usava. Porém, a família e os amigos jamais aceitaram essa versão sobre a morte dele. Nas fotos divulgadas, o jornalista estava com as pernas dobradas e  no pescoço havia duas marcas de enforcamento, indicando estrangulamento. No período da ditadura, eram comuns as versões de morte associadas a suicídio.

Brasileiros estão gastando mais em viagens internacionais


Os gastos de brasileiros no exterior chegaram, em agosto, a US$ 1,923 bilhão, maior do que o resultado de igual mês do ano passado (US$ 1,913 bilhão), informou hoje (25) o Banco Central (BC).

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o aumento dos gastos em viagens internacionais, mesmo em momento de alta do dólar, ocorreu porque muitos pacotes de viagens já tinham sido comprados. Além disso, segundo ele, “oscilações mensais em termos de viagens internacionais são normais”.

Para Maciel, os gastos de brasileiros em viagens internacionais estão “andando de lado”. “[O montante] está relativamente estável. Não tem crescido de forma robusta como ocorreu no ano passado quando efetivamente se destacou na conta de serviços”, disse.
Nos oito meses do ano, os gastos de turistas brasileiros em viagens internacionais ficaram em US$ 14,635 bilhões, acima dos US$ 14,39 bilhões de janeiro a agosto de 2011.

Em agosto, as despesas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 542 milhões, ante US$ 586 milhões do mesmo mês do ano. De janeiro a agosto, foram registrados US$ 4,559 bilhões, contra US$ 4,335 bilhões nos oito meses do ano passado.
Com esses resultados das despesas de brasileiros no exterior e das receitas de estrangeiro no Brasil, o déficit na conta de viagens internacionais ficou em US$ 10,076 bilhões, de janeiro a agosto. A projeção do BC para o resultado negativo este ano passou de US$ 13 bilhões para US$ 13,5 bilhões.

A conta de viagens internacionais é um dos itens que mais influenciam o resultado negativo da balança de serviços (viagens, transportes, aluguel de equipamentos e demais serviços). Outro item dessa conta é aluguel de equipamentos, que teve a estimativa de saldo negativo em 2012 mantida em US$ 19 bilhões. De janeiro a agosto, o saldo negativo dessa conta ficou em US$ 12,154 bilhões.
No caso de transportes, a estimativa também foi mantida, em US$ 8,5 bilhões, este ano. Nos oito meses do ano, o saldo negativo ficou em US$ 5,665 bilhões.



Inflação sobe na maioria das capitais pesquisadas pela FGV na terceira prévia do mês


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em quatro das sete capitais analisadas na terceira semana de setembro pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os dados divulgados hoje (25) apontam que a cidade com o maior aumento nos preços ao consumidor foi São Paulo, cuja taxa variou de 0,26% para 0,4%. As demais capitais que apresentaram alta nos preços são: Recife (de 0,56% para 0,59%), Porto Alegre (de 0,73% para 0,76%) e Belo Horizonte (de 0,55% para 0,63%).
Já Brasília é a capital em que o índice apresentou maior decréscimo na terceira semana do mês, ao passar de 0,48% para 0,32%. A cidade de Salvador também teve redução da taxa, de 0,03 ponto percentual (passando de 0,32% para 0,29%), seguido do Rio de Janeiro (de 0,65% para 0,64%).
O IPC-S de 22 de setembro ficou em 0,53%, 0,04 ponto percentual acima da taxa da apuração anterior.

Haddad abre ofensiva direta contra Russomanno e Serra defende gestões


Ameaçado de ficar de fora do segundo turno, petista busca confronto com líder nas pesquisas


Sob risco de ficar de fora do segundo turno, o petista Fernando Haddad partiu para o confronto com Celso Russomanno (PRB) no debate da noite da segunda-feira, 24, da TV Gazeta, enquanto José Serra (PSDB) evitou atacar diretamente o líder da corrida para Prefeitura de São Paulo.

Em sua primeira participação no debate, quando poderia escolher qualquer dos candidatos para responder a suas perguntas, Serra se dirigiu a Paulinho, candidato do PDT, que teve 1% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha. No debate da semana passada, promovido pelo Estado, pela TV Cultura e pelo YouTube, ele também perguntou ao pedetista. O tucano criticou o líder nas pesquisas no quarto bloco, ao questionar Levy Fidelix (PRTB).

Haddad citou Russomanno na primeira oportunidade que teve, ao responder a Carlos Giannazi (PSOL). "Uma pessoa que diz defender os cidadãos deveria, no mínimo, apresentar um programa de governo", disse. "Ninguém sabe quantos hospitais e clínicas ele vai fazer, quantos corredores de ônibus. Quando cobro, estou defendendo a minha cidade."

O petista, em terceiro lugar na última pesquisa Datafolha, escolheu por duas vezes Russomanno como alvo de suas perguntas, no segundo e no terceiro blocos. Na primeira oportunidade, dirigiu-se ao adversário para questionar sua proposta de criar uma tarifa proporcional de ônibus, segundo a qual quem andar em trajeto menor, pagará menos.
Segundo o petista, a cobrança de tarifa idealizada pelo candidato do PRB privilegiaria os moradores mais ricos, os que moram nas regiões mais próximas do centro. Haddad disse ainda que a proposta significaria o fim do Bilhete Único, criado na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

Russomanno afirmou que nem todos os que andam em trajetos curtos são pobres. Explicou que ampliará os subsídios ao sistema para que ninguém pague mais do que a atual tarifa de R$ 3. Por fim, disse que o controle do trajeto percorrido seria eletrônico - os passageiros colocariam "o dedo" em um sensor ao entrar e ao sair do ônibus. Ele não explicou como adotaria esse sistema.
Haddad atacou a proposta de Russomanno de ampliar o contingente da Guarda Civil Metropolitana de 6 mil para 20 mil homens, o que, segundo a Prefeitura, custaria R$ 1 bilhão. "Qual é o seu número?", questionou.
O candidato do PRB afirmou que o gasto seria de R$ 600 milhões. "O que estou querendo demonstrar é que não há consistência em relação a essas ideias. R$ 600 milhões não vão dar para 20 mil guardas civis metropolitanos", rebateu o candidato do PT.

Confronto. Serra fez seu principal confronto com Gabriel Chalita (PMDB) e teve de se defender de vários ataques dos adversários, que apontaram supostas falhas em sua gestão na Prefeitura, iniciada em 2005 e continuada por Gilberto Kassab (PSD) após a renúncia em 2006.

Chalita acusou a gestão Serra-Kassab de ter arrochado os salários dos servidores, ao mesmo tempo em que teria elevado em quase 200% os vencimentos de subprefeitos e ocupantes de cargos de confiança. Segundo o peemedebista, os servidores tiveram elevação salarial média de 0,1% ao ano, crítica repetida por outros adversários do tucano.

Serra disse que subprefeito merece ser bem remunerado, assim como os deputados, "mesmo os que não são muito aplicados, como o Chalita". O tucano acusou o adversário de faltar a metade das sessões da Comissão de Educação da Câmara, da qual faz parte. Chalita retrucou que é um deputado mais assíduo do que Serra foi quando deputado.

A candidata Soninha Francine (PPS), crítica habitual de Haddad, disse que votará nele em um eventual segundo turno do PT contra o PRB. Ela atacou a indicação de Marta para o Ministério da Cultura, ao ser questionada sobre o tema por Serra.

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