sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 02
Segunda parte do vídeo em que jornalistas debatem o poder da grande mídia brasileira que, manipulando, mentindo ou omitindo, age em favor dos grandes conglomerados econômicos dos quais, aliás, ela faz parte. Por isso, em vez do compromisso com a notícia que abarque a verdade factual, a mídia simplesmente elege as pautas que venham a se encaixar nos interesses dos seus proprietários, todos alinhados com a direita retrógrada; o neoliberalismo que está ruindo em todo o mundo.
Mais que o poder econômico que ela representa, a máfia midiática deixou de ser um mero instrumento do poder oligárquico - para se firmar como o próprio poder. Assim, em vez de praticar a saudável concorrência em favor da notícia, os veículos de comunicação da máfia passaram a atuar de forma coordenada para dar corpo a qualquer factóide que sirva para passar como um trator por cima dos interesses dos poderosos. Por essas e outras a blogosfera passou a chamar a mídia simplesmente de "PIG" - o Partido da Imprensa Golpista.
Mediado por Beto Almeida, do programa Brasil Nação, o programa foi ao ar em 2009 - mas continua atual como nunca. Integram o debate os experientes jornalistas Leandro Fortes, Luis Carlos Azenha e Alípio Freire.
Tal a clareza didática com que os debatedores expõem o lado perverso do jornalismo, este vídeo deveria ser matéria obrigatória para estudantes de comunicação social.
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 01
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 03 (final)
Via youtube
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 01
Vídeo espetacular mostra jornalistas debatendo o impressionante poder da grande mídia brasileira que, manipulando, mentindo ou omitindo, age em favor dos grandes conglomerados econômicos dos quais, aliás, ela faz parte. Por isso, em vez do compromisso com a notícia que abarque a verdade factual, a mídia simplesmente elege as pautas que venham a se encaixar nos interesses dos seus proprietários, todos alinhados com a direita retrógrada; o neoliberalismo que está ruindo em todo o mundo.
Mais que o poder econômico que ela representa, a máfia midiática deixou de ser um mero instrumento do poder oligárquico - para se firmar como o próprio poder. Assim, em vez de praticar a saudável concorrência em favor da notícia, os veículos de comunicação da máfia passaram a atuar de forma coordenada para dar corpo a qualquer factóide que sirva para passar como um trator por cima dos interesses dos poderosos. Por essas e outras a blogosfera passou a chamar a mídia simplesmente de "PIG" - o Partido da Imprensa Golpista.
Mediado por Beto Almeida, do programa Brasil Nação, o programa foi ao ar em 2009 - mas continua atual como nunca. Integram o debate os experientes jornalistas Leandro Fortes, Luis Carlos Azenha e Alípio Freire.
Tal a clareza didática com que os debatedores expõem o lado perverso do jornalismo, este vídeo deveria ser matéria obrigatória para estudantes de comunicação social.
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 02
Entenda como funciona a máfia midiática - Parte 03 (final)
Via youtube
E a postura do PIG, estaria mudando?
Estaria o "PIG" revendo alguns de seus conceitos, ou algumas de suas ultimas ações não passam de mais uma de suas estratégias rasteiras? Percebe-se que em algumas raras publicações recentes, alguns textos que antes eram demasiadamente parciais, passaram a ser menos, principalmente quando se referiam ao ex-presidente Lula. Ultimamente é perceptível uma pequena imparcialidade sendo dispensada ao ex-presidente e a atual presidenta Dilma.
Numa recente publicação feita por um dos filiados ao "Partido da Imprensa Golpista", pode-se observar esta "tendencia". Certamente muitos não concordarão com esta remota possibilidade, e a estes é justo o respeito a suas opiniões, afinal, a vida editorial do PIG inviabiliza minha sugestão.
Exemplificando minha opinião, cito a publicação da revista Época on line do dia 28/11/2011 com o titulo: “Se seguíssemos com a política de FHC, o Brasil teria quebrado”, diz Lula a revista americana.
Nesta matéria pode-se perceber um nível de imparcialidade pouco comum entre os filiados ao tal partido. Leia aqui a publicação na íntegra.
Durante o debate que virá a seguir postarei um vídeo de 1989, onde, a cúpula da rede globo confessa ter manipulado o conteúdo do debate entre Lula e Collor. O diretor de jornalismo da globo da época confessa ter ordenado que, a edição que iria para o ar no jornal da noite seguinte ao debate, seria feita com os melhores momentos do candidato Fernando Color de Mello, e os piores momentos do Luiz Inácio da Silva. Se alguém ainda tivesse alguma dúvida da existência do PIG, e principalmente de sua forma mesquinha de influenciar o povo, certamente depois de assistir esse vídeo mudará seus conceitos.
A seguir acompanharemos a opinião dos amigos que participam do fórum do grupo Consciência Política Razão Social no facebook.
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OPINIÕES DOS PARTICIPANTES DO FÓRUM DE DEBATE DO FACEBOOK
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Tomei o cuidado de ler a matéria citada pelo camarada Dagmar Vulpi, ele de forma sutil, foi pincelando frases que o senso comum identifica com as posturas que compõem o perfil histórico de nosso herói deificado, vai falar mal de lula!
A coisa chega a ser empolgante, os chavões de esquerda, as leituras pontuais afirmativas, mesmo diante das questões do Tora e do Alcorão.
Quanto a FHC, deu ao "desafeto" a devida importância, uma frese de efeito e oportunidade de construção linear do discurso.
Chegamos a Dilma camarada que substitui a figura do guerrilheiro nordestino, esse você lembra, desconstruído sistematicamente pela PIG. Falo do comandante do Araguaia relacionado a dólar, cueca e aeroporto. Calaram a voz tupiniquim do Araguaia, onde esta Jose Genuíno.
E a matéria vai sendo tangenciada pelo acordo da pauta, uma armadilha, assim como você me permiti a analise sucinta, essa matéria de frases soltas e aparente mente destituída do arquétipo do mal flutua sobre as cabeças vermelhas, até seu desfecho contraditório, uma ultima frase poem Lula sentado ao trono e a seu lado direito o neoliberalismo de FHC, vamos ao desfecho:
Capitalismo e burocracia “Não sabemos ainda em que medida o capitalismo competitivo está fazendo progressos ou se o velho modelo de capitalismo burocrático ainda está vivo. É uma mistura entre esses dois. Desde que a China tornou-se um modelo tão atraente – e a China tem esse modelo de economia controlada pelo Estado – isso justifica isso aqui no Brasil para muitas pessoas. Mas em nosso caso é um retrocesso”.
Bom meu camarada, ai esta a grande revelação do óbvio, o jornal cumpriu sua pauta e a linha geral da matéria, tupiniquins oriundos da guerrilha e do movimento eclesial de base, adotam e defendem o velho liberalismo de Adam Smith a escola keynesiana.
Camarada nosso herói deificado caiu na armadilha, a PIG existe e seus interesses são contra-revolucionários, com ela nem no tapetão, Bora para outra, o tia, esse menino ta bulindo com eu mais Dagmar!
Ainda que não tenha convergido para um ponto único, que aliás é normal, por tratar-se de um debate com quatro opiniões "quase" distintas foi muito positivo, e poderá servir como exemplo para debates futuros.
Parabenizo os participantes!
- Uma imprensa livre, plural e investigativa é imprescindível para a democracia em um país como o nosso, que além de ser um país continental, congrega diferenças culturais apesar da nossa unidade.
Dilma participou, na noite desta segunda, da cerimônia que celebrou os 90 anos do jornal Folha de S.Paulo. O evento foi realizado na Sala São Paulo, na capital paulista, e reuniu as principais autoridades do país."
http://noticias.r7.com/
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A dinâmica de mercado da economia chinesa
O acelerado desenvolvimento dos setores não-estatais tem dinamizado extraordinariamente a economia chinesa nos últimos anos. A nova estrutura de economia de mercado socialista compreende os meios de produção de propriedade estatal de propriedade coletiva e de propriedade privada, tanto nacional como do capital estrangeiro. Segundo os dados de 1994, o valor global da produção industrial estatal representa 48% do total; o da indústria coletiva, 38,2%, e o das indústrias privadas de capital nacional e estrangeiro, 13,5%.
O mecanismo de economia de mercado passou a desempenhar papel fundamental em todas as áreas — de produção, troca, investimento e emprego. Mais de 80% dos preços dos meios de produção, 85% dos preços dos produtos agrícolas e 95% dos preços dos produtos industriais já são determinados pelo mercado.
Nos setores que dependem de concorrência, a economia chinesa livrou-se significativamente do monopólio estatal. Graças à concorrência, as empresas se aprimoram tecnologicamente e aumentam sua eficácia, o que se reflete no aumento da produção e da produtividade, bem como nos custos de produção e no preço final. Em conseqüência, o nível de vida do povo em geral se elevou consideravelmente.
A administração econômica do Estado deixou de tomar como principal o controle direto do plano obrigatório, passando a fazer o reajuste indireto, por meios econômicos e judiciais. Assim, na produção industrial, a parte compreendida pelo plano obrigatório foi reduzida de 95% para apenas 5%. O governo empenha-se em criar ambiente favorável a que a concorrência mercantil seja mais ativa e mais justa, em vez de interferir na administração e nas atividades de produção das empresas.
Em 1994, a China teve êxito na realização de importantes medidas de reformas nas áreas tributária, financeira, monetária, de divisas e de comércio exterior, tendo conseguido os resultados previstas graças a medidas adicionais e ao reajuste integral da macroeconomia.
Nos últimos 16 anos, a China estabeleceu aos poucos um sistema de administração do comércio exterior que corresponde às normas internacionais. Desde 1991, estão abolidos todos os subsídios à exportação. Em 1994, Pequim reformou o sistema de controle de divisas, aboliu o sistema de dupla taxa de câmbio e adotou o sistema de taxa flutuante, realizando a conversibilidade condicional da moeda chinesa (o iuane) nos projetos permanentes. No início deste ano, foram mais uma vez reduzidas as tarifas de importação de mais de duzentas variedades de mercadorias. O novo sistema de comércio exterior adota o princípio de livre importação e exportação de mercadorias e de tecnologia.
Em conseqüência, a economia chinesa está cada vez mais estreitamente relacionada com a economia mundial. No ano passado, o volume global das importações e exportações da China atingiu 236,7 bilhões de dólares, o que representa cerca de 45% do PNB chinês, situando-o em 11º lugar no mundo.
A reforma econômica obtém resultados notáveis também no meio rural. A produção de cereais aumentou, de 300 milhões de toneladas em 1978 (quando se iniciaram as reformas no campo), para 456 milhões de toneladas em 1994. Com apenas 7% das terras cultiváveis do globo, a China alimenta 22% da população mundial. Em fins do ano passado já havia no campo 23 milhões de empresas, empregando mais de 120 milhões de pessoas.
Em comparação com 1968, o nível de vida do povo se elevou notavelmente. A renda per capita da população urbana decuplicou, com um índice médio anual de crescimento de 15,5%. A renda per capita da população rural aumentou de nove vezes (14,8% ao ano).
O capital financeiro das populações urbana e rural cresceu 102 vezes nesses 16 anos, com um índice médio anual de 33,5%. No final de 1994, os depósitos bancários dos residentes urbanos e rurais totalizavam mais de 2 trilhões de iuanes.
É visível também o aumento de oportunidades de acesso à educação superior e à educação profissional. Com a reforma dos sistemas de trabalho e emprego, os chineses têm agora maior liberdade de escolha de profissão e de emprego. Desde lº de maio último, está em vigor o sistema de trabalho de 40 horas semanais, com o que os empregados têm mais tempo para descansar e recrear-se física e intelectualmente.
Apesar de todos esses dados positivos, a China ainda é um país em desenvolvimento, com todos os problemas decorrentes disso. O volume global da economia chinesa é relativamente grande, mas o índice per capita ainda é muito baixo. Segundo o critério de paridade do poder aquisitivo mundial, adotado pelo Banco Mundial e pelo FMI, a China manterá, por um período ainda relativamente longo, as características de país em desenvolvimento. Cerca de 800 milhões de chineses vivem no campo e 70 milhões deles ainda não se livraram da pobreza. Os recursos são escassos e os mecanismos da nova economia de mercado ainda precisam ser aperfeiçoados. Perduram sérios problemas na economia agrícola, que é a base da economia chinesa. Perdura também a baixa eficácia das empresas estatais. Para resolver esse problema, o fundamental consiste em aprofundar as reformas e promover o desenvolvimento.
Quanto à participação do Brasil no processo de abertura da economia chinesa, em 1994 os dois países entraram numa nova fase de desenvolvimento de seu intercâmbio econômico, comercial e tecnológico, tendo as exportações e importações Brasil-China superado a casa de 1,4 bilhões de dólares, o que representou 34,6% a mais do que em 1993 e um terço do intercâmbio da China com a América Latina. A China vê o Brasil como um grande parceiro estratégico para o século XXL prevendo que o intercâmbio comercial entre os dois países poderá decuplicar até o final deste século, passando de 0,6% para 4% do conjunto do comércio exterior da China.
O mecanismo de economia de mercado passou a desempenhar papel fundamental em todas as áreas — de produção, troca, investimento e emprego. Mais de 80% dos preços dos meios de produção, 85% dos preços dos produtos agrícolas e 95% dos preços dos produtos industriais já são determinados pelo mercado.
Nos setores que dependem de concorrência, a economia chinesa livrou-se significativamente do monopólio estatal. Graças à concorrência, as empresas se aprimoram tecnologicamente e aumentam sua eficácia, o que se reflete no aumento da produção e da produtividade, bem como nos custos de produção e no preço final. Em conseqüência, o nível de vida do povo em geral se elevou consideravelmente.
A administração econômica do Estado deixou de tomar como principal o controle direto do plano obrigatório, passando a fazer o reajuste indireto, por meios econômicos e judiciais. Assim, na produção industrial, a parte compreendida pelo plano obrigatório foi reduzida de 95% para apenas 5%. O governo empenha-se em criar ambiente favorável a que a concorrência mercantil seja mais ativa e mais justa, em vez de interferir na administração e nas atividades de produção das empresas.
Em 1994, a China teve êxito na realização de importantes medidas de reformas nas áreas tributária, financeira, monetária, de divisas e de comércio exterior, tendo conseguido os resultados previstas graças a medidas adicionais e ao reajuste integral da macroeconomia.
Nos últimos 16 anos, a China estabeleceu aos poucos um sistema de administração do comércio exterior que corresponde às normas internacionais. Desde 1991, estão abolidos todos os subsídios à exportação. Em 1994, Pequim reformou o sistema de controle de divisas, aboliu o sistema de dupla taxa de câmbio e adotou o sistema de taxa flutuante, realizando a conversibilidade condicional da moeda chinesa (o iuane) nos projetos permanentes. No início deste ano, foram mais uma vez reduzidas as tarifas de importação de mais de duzentas variedades de mercadorias. O novo sistema de comércio exterior adota o princípio de livre importação e exportação de mercadorias e de tecnologia.
Em conseqüência, a economia chinesa está cada vez mais estreitamente relacionada com a economia mundial. No ano passado, o volume global das importações e exportações da China atingiu 236,7 bilhões de dólares, o que representa cerca de 45% do PNB chinês, situando-o em 11º lugar no mundo.
A reforma econômica obtém resultados notáveis também no meio rural. A produção de cereais aumentou, de 300 milhões de toneladas em 1978 (quando se iniciaram as reformas no campo), para 456 milhões de toneladas em 1994. Com apenas 7% das terras cultiváveis do globo, a China alimenta 22% da população mundial. Em fins do ano passado já havia no campo 23 milhões de empresas, empregando mais de 120 milhões de pessoas.
Em comparação com 1968, o nível de vida do povo se elevou notavelmente. A renda per capita da população urbana decuplicou, com um índice médio anual de crescimento de 15,5%. A renda per capita da população rural aumentou de nove vezes (14,8% ao ano).
O capital financeiro das populações urbana e rural cresceu 102 vezes nesses 16 anos, com um índice médio anual de 33,5%. No final de 1994, os depósitos bancários dos residentes urbanos e rurais totalizavam mais de 2 trilhões de iuanes.
É visível também o aumento de oportunidades de acesso à educação superior e à educação profissional. Com a reforma dos sistemas de trabalho e emprego, os chineses têm agora maior liberdade de escolha de profissão e de emprego. Desde lº de maio último, está em vigor o sistema de trabalho de 40 horas semanais, com o que os empregados têm mais tempo para descansar e recrear-se física e intelectualmente.
Apesar de todos esses dados positivos, a China ainda é um país em desenvolvimento, com todos os problemas decorrentes disso. O volume global da economia chinesa é relativamente grande, mas o índice per capita ainda é muito baixo. Segundo o critério de paridade do poder aquisitivo mundial, adotado pelo Banco Mundial e pelo FMI, a China manterá, por um período ainda relativamente longo, as características de país em desenvolvimento. Cerca de 800 milhões de chineses vivem no campo e 70 milhões deles ainda não se livraram da pobreza. Os recursos são escassos e os mecanismos da nova economia de mercado ainda precisam ser aperfeiçoados. Perduram sérios problemas na economia agrícola, que é a base da economia chinesa. Perdura também a baixa eficácia das empresas estatais. Para resolver esse problema, o fundamental consiste em aprofundar as reformas e promover o desenvolvimento.
Quanto à participação do Brasil no processo de abertura da economia chinesa, em 1994 os dois países entraram numa nova fase de desenvolvimento de seu intercâmbio econômico, comercial e tecnológico, tendo as exportações e importações Brasil-China superado a casa de 1,4 bilhões de dólares, o que representou 34,6% a mais do que em 1993 e um terço do intercâmbio da China com a América Latina. A China vê o Brasil como um grande parceiro estratégico para o século XXL prevendo que o intercâmbio comercial entre os dois países poderá decuplicar até o final deste século, passando de 0,6% para 4% do conjunto do comércio exterior da China.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Teria Hitler fugido para a Argentina?
Hitler fugiu para Argentina em vez de se suicidar, retoma livro
Se um turista pedir, em Córdoba, recomendações sobre Mar Chiquita, uma lagoa de sal localizada ao norte dessa província argentina, é provável que ouça a desconcertante dica: "Conheça o Hotel Viena, que Hitler e Eva Braun visitavam depois da Segunda Guerra".
De acordo com Sylvia Colombo, da Folha de S. Paulo, Hitler e a mulher não se suicidaram num "bunker" em Berlim no dia 30 de abril de 1945? É o que dizem os livros de história. Em alguns lugares da Argentina, é comum encontrar moradores que contam histórias do casal nazista levando uma tranquila vida no então remoto sul do hemisfério. A foto do fascinora morto teria sido uma fraude.
Em "The Grey Wolf - The Escape of Adolf Hitler" (o lobo cinza - a fuga de Adolf Hitler), livro que acaba de ser lançado no Reino Unido, os britânicos Gerrard Williams e Simon Dunstan sustentam que Hitler escapou do "bunker" três dias antes de seu suposto suicídio.
Então, voou para a Dinamarca e para a Espanha, e foi embarcado, com ajuda do general Franco, num submarino com destino à Argentina. "O piloto que os tirou de Berlim, Peter Baumgart, foi internado numa clínica psiquiátrica depois de contar a história", disse Williams à Folha, por telefone.
Hitler teria se instalado em mais de uma residência na Patagônia, com Eva e duas filhas. Viveria mais 17 anos, e teria morrido no dia 13 de fevereiro de 1962, aos 72. "É horrível pensar que o homem mais cruel que já existiu não pagou por seus crimes e viveu até avançada idade. Mas já passou muito tempo, existem muitos indícios e precisamos encarar essa possibilidade como real", disse o autor.
Williams trabalhou para a agência Reuters e para a BBC. Agora, dirige o filme "Grey Wolf", que estreia no Reino Unido no ano que vem. A fuga teria sido articulada por Martin Bormann, da cúpula do poder nazista, que também teria escapado para a América do Sul.
A negociação, sustentam os pesquisadores, contou com a anuência dos EUA, que deixaram os nazistas fugirem em troca de informações sobre tecnologia de guerra. Bormann teria manejado também a fortuna que foi entregue a governos latino-americanos para que abrigassem os nazistas.
A dupla parte do princípio de que não há provas conclusivas de que Hitler morreu no "bunker". Em 2009, descobriu-se, por meio de um exame de DNA, que o famoso pedaço de crânio com uma marca de bala em poder dos russos, na verdade, pertenceu a uma mulher, e não a Hitler.
Williams e Dunstan reuniram ainda depoimentos de pessoas que dizem ter visto o Führer ou trabalhado para ele na Patagônia. Foi comum a acolhida da Argentina, assim como a do Brasil e do Paraguai, a nazistas que deixaram a Alemanha depois da derrota na Segunda Guerra.
Josef Mengele, Adolf Eichmann, Klaus Barbie e Erich Priebke são alguns dos que se refugiaram na América do Sul. Em "A Verdadeira Odessa" (Record), o historiador Uki Goñi conta como Juan Domingo Perón facilitou a vinda dos criminosos. Goñi, porém, não crê na fuga de Hitler. "Há evidências de que morreu no `bunker`. Os depoimentos sobre sua presença na Argentina são parte de uma lenda local, mas faltam provas", disse.
Williams e Dunstan têm a seu favor o testemunho do líder soviético Josef Stálin (1878-1953), que dizia após a guerra não acreditar na morte de Hitler. Também o então presidente norte-americano Eisenhower (1890-1969) apontou a falta de provas de seu suicídio.
Via diretodaredacao.com
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