quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Uso de receitas de Itaipu para baratear energia não afetará superávit primário, diz Tesouro


O uso de recursos da usina de Itaipu e dos fundos do setor elétrico para baratear as tarifas de energia não afetarão o resultado fiscal do governo, informou hoje (24) o Tesouro Nacional. Segundo técnicos do órgão, as manobras não terão impacto no superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) porque se baseiam em receitas financeiras do Tesouro, dinheiro que circula constantemente nas contas do governo e segue contabilidade separada.


De acordo com os técnicos, as dívidas de Itaipu com a União, que totalizam R$ 4,1 bilhões a cada ano, sempre entraram no caixa do Tesouro como receita financeira. Esses recursos agora passarão a ser transferidos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que compensa os subsídios do setor elétrico, para custear a redução das tarifas de luz.
Por causa das concessionárias que não aderiram ao novo modelo do setor elétrico (empresas estaduais de Minas Gerais, São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina), o Tesouro precisará gastar R$ 8,46 bilhões em 2013. Do total, R$ 4,1 bilhões virão das receitas de Itaipu. Os R$ 4,36 bilhões restantes virão de três fundos que financiam os subsídios para o setor elétrico e de possíveis antecipações da dívida da usina hidrelétrica binacional.
Segundo o Tesouro, o órgão poderá vender dívidas a receber de Itaipu nos próximos anos ao ...

Cafeicultor familiar do estado do Rio pode dobrar renda com melhoria da qualidade do grão

A Secretaria Estadual de Agricultura do Rio de Janeiro quer dobrar a renda do cafeicultor familiar no estado a partir da produção de cafés de maior qualidade. A estratégia inclui a compra de unidades móveis de beneficiamento. De acordo com informação do secretário Christino Áureo à Agência Brasil, a renda média calculada para o cafeicultor familiar do estado do Rio, situada no patamar de R$ 1,6 mil por mês, pode alcançar R$ 3,2 mil.


“A saca de café de qualidade hoje gira em torno de R$ 300. Se você considerar que o produtor vai poder obter uma saca de café superior, ao invés de  receber R$ 140 ou R$ 160 por  um café de qualidade mais modesta, ele vai dobrar sua renda”, explicou. De acordo com Áureo, o ano de 2013 traz boas perspectivas para a cafeicultura fluminense, que já foi, no tempo do Império, líder da produção  nacional.
“Nós conseguimos dar curso a uma antiga aspiração do setor que é colocar unidades móveis de beneficiamento primário para funcionar junto às pequenas propriedades rurais, com recursos próprios do estado, do Programa Rio Café”, disse Áureo.  Os recursos aplicados na aquisição das duas unidades de beneficiamento alcançam R$ 423 mil.
Essas unidades permitem, segundo o secretário, que o café produzido no estado ganhe entre 25% e 30% de valor adicional. “Em vez de o produtor entregar o café para intermediários, ele recebe a visita dessas nossas unidades móveis, que separam as impurezas, fazem uma prévia daquilo que vai ser o beneficiamento, e o produtor conhece na hora o tipo de produto que tem na mão, fica com esse produto armazenado e, logicamente, conhece o preço potencial desse produto”.
Outro fator que sinaliza para a recuperação da cafeicultura do Rio de Janeiro, de acordo com o secretário, é a implantação, prevista para este ano, do módulo de rebeneficiamento de café (processo de separação dos grãos por tamanho e qualidade), que funcionará nas instalações da Cooperativa de Produtores de Café do Noroeste Fluminense (Coopercanol).
O projeto envolve recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no montante de R$ 1,7 milhão, repassados pelo Banco do Brasil.
Áureo informou que a Coopercanol reúne a produção de cerca de 400 a 500 cafeicultores que não têm como fazer o rebeneficiamento do café. Com isso, a venda do produto ocorre com valor “muito aviltado”, acentuou. “Agora, [a cooperativa] ganha perspectiva, inclusive, de fazer um produto para exportação”.
Os investimentos estão sendo concentrados na região noroeste que é, atualmente,  a maior produtora de café do estado, respondendo por cerca de 70% da produção estadual, que atinge em torno de 300 mil sacas anuais. O número ainda está bem abaixo da necessidade, admitiu o secretário, tendo em vista que o Rio de Janeiro consome 1,3 milhão de sacas por ano.
Pela proximidade com as regiões produtoras do Espírito Santo e de Minas Gerais, o secretário acredita  que  o noroeste fluminense poderá, além de rebeneficiar a produção local, inverter o fluxo atual, que leva produto do estado do Rio para ser contabilizado nos outros estados, devido à necessidade de  buscar unidades industriais que realizem essa etapa da produção.  “Na medida em que a gente coloca essa unidade em funcionamento, o fluxo do trânsito da mercadoria deve se inverter”.
Segundo o secretário, o Rio de Janeiro está lutando para recuperar não a sua posição em termos de volume de produção, mas a posição de qualidade da cafeicultura. “Nós já fizemos isso com o leite. A  indústria láctea hoje, no Rio de Janeiro,  reconhecidamente, renasceu”, lembrou o dirigente.
No café, Áureo reiterou que as ações não são diferentes. O objetivo, explica, é  buscar a qualidade da produção. Para isso, as iniciativas de unidades móveis de beneficiamento e a unidade de rebeneficiamento contribuirão para colocar o Rio de Janeiro  em uma posição de destaque nos mercados dos cafés gourmet e de qualidade elevada, segundo espera.
 Agência Brasil

Flamengo contrata Carlos Eduardo


O meia Carlos Eduardo é o novo reforço do Flamengo. O jogador chega ao Rio nesta sexta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato por empréstimo de 18 meses. Esta é a quinta contratação anunciada pelo clube para a temporada 2013. Antes, foram apresentados o volante Elias, o atacante Gabriel, o lateral João Paulo e o zagueiro Wallace. 

Carlos Eduardo iniciou a carreira no Grêmio, ainda nas divisões de base. Em 2007, foi integrado ao elenco profissional. Logo na primeira temporada, sagrou-se campeão gaúcho, além de ter sido eleito a revelação do campeonato. Destaque também na campanha do vice-campeonato da Taça Libertadores do mesmo ano, acabou vendido para o Hoffenheim, da Alemanha.

Em 2010, transferiu-se para o Rubin Kazan, da Rússia. Pela Seleção Brasileira, atuou pelo time sub-20 e pela equipe principal, sendo convocado pela primeira vez em 2009, ainda sob o comando do técnico Dunga. Depois vieram outras convocações com Mano Menezes, com quem trabalhou no Grêmio.

Confira a ficha técnica do jogador
Nome completo: Carlos Eduardo Marques
Data de Nascimento: 18/07/1987
Natural: Ajuricaba (RS)
Posição: meia
Peso: 68 kg
Altura: 1,71m
Carreira: Seleção Brasileira, Grêmio, Hoffenheim (ALE), Rubin Kazan (RUS)

(Foto: Mowa Sports)

Redução na conta de luz para residências varia entre 18% e 25%


Aneel divulgou nesta quinta-feira lista dos percentuais de redução para todas as distribuidoras do país. Confira quanto será o corte na sua cidade

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta quinta-feira (24) o percentual de redução na conta de luz para consumidores de cada uma das 63 distribuidoras do país. A redução das tarifas entrou em vigor quinta e, segundo a Aneel, deve ser percebida pelos consumidores nos próximos meses, após um ciclo completo de cobrança com novas tarifas. 

Segundo a Aneel, foram aplicadas porcentagens diferentes para cada distribuidora por conta das características de cada concessionária de energia, e a ...

Para empresas de energia, corte na conta de luz pode dificultar investimentos no setor


A redução das contas de luz pode dificultar investimentos no setor, segundo o presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Vivan. Como terão de compensar os gastos em manutenção e ampliação dos sistemas, Vivan acredita que as empresas só irão investir após terem certeza de que vão ser reembolsadas. “Os investimentos passarão a ser muito bem analisados antes de serem feitos e corre o risco de se fazer o mínimo necessário, não o necessário para dar um a folga para o sistema, como foi antes”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.
O desconto, que entrou em vigor hoje (24), chega a 18% para os consumidores residenciais, podendo chegar a até 20%. Já para os grandes consumidores, como indústrias e empresas, a redução pode atingir, no máximo, 32%.
Além disso, Vivan destacou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terá de se preparar para um possível aumento da demanda por avaliação dos investimentos. De acordo com ele, as empresas não deverão fazer nenhum projeto que represente custos adicionais, sem a aprovação da agência reguladora. “Até onde a Aneel terá condição de dar respostas rápidas [a essas demandas]”?, questiona.
Alguns investimentos necessários, na opinião de Vivan, são aqueles para que o fornecimento de energia no país seja menos dependente do clima. “O governo precisa avaliar os investimentos em geração para não haver essa dependência de chuvas e precisar despachar com [usinas] térmicas, o que acaba encarecendo o custo da energia”, destacou. Nos últimos meses devido o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o governo colocou em funcionamento as usinas térmicas para atender à demanda de energia do país, que é mais cara e poluente.
Apesar do nível dos reservatórios estar abaixo do ideal este ano, o presidente da ABCE descartou a possibilidade que o consumo de energia aumente impulsionado pela redução nas tarifas e coloque em risco o fornecimento nacional, “desde que os níveis de chuva esperados aconteçam”.
Agência Brasil

Cobrança de honorário médico para acompanhar parto não é taxa extra, diz CFM


O Conselho Federal de Medicina (CFM) reafirmou hoje (24), em nota, que não se trata de dupla cobrança caso o obstetra credenciado a plano de saúde cobrar honorário para estar disponível e acompanhar o momento do parto.
Em parecer, divulgado em novembro de 2012, o conselho diz que obstetras podem estipular valor específico para acompanhar o trabalho de parto das gestantes usuárias de planos de saúde. Com isso, a gestante interessada em ser acompanhada pelo médico que fez o pré-natal deverá pagar diretamente a ele um honorário específico, por meio de acordo. A grávida que não optar pelo acompanhamento poderá fazer o pré-natal com um médico (vinculado ao plano) e o parto com plantonista de hospital conveniado à operadora.
"O mérito do parecer foi definir que o honorário do médico deve ter origem em apenas uma fonte, ou seja, não pode ser custeado em parte pelo plano de saúde e em parte pela paciente. Se isso ocorre, não há dupla cobrança ou pagamento extra, este acordo não é antiético", diz nota do CFM.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) entendeu que para fazer a cobrança o médico precisa mudar o contrato com a operadora do plano de saúde.  "Entende-se que a nota divulgada à sociedade pela ANS, em 16 de janeiro, não se contrapõe ao parecer do CFM 39/2012, solicitando apenas alguns esclarecimentos que serão providenciados e remetidos em breve", acrescenta o texto divulgado pela entidade médica.
De acordo com o conselho, o acordo prevê a entrega de um recibo à paciente que poderá usá-lo para pedir de ressarcimento ao plano de saúde ou no imposto de renda.
Agência Brasil

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi