quarta-feira, 2 de março de 2016

Confiança do empresário do comércio cresce 2,2%, diz CNC






O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 2,2% na passagem de janeiro para fevereiro. É a segunda alta consecutiva do indicador ajustado sazonalmente, isto é, que leva em consideração as variações características de cada mês do ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec chegou a 80,2 pontos.

Apesar da alta na comparação mensal, o indicador continua em queda ao apresentar um recuo de 19,9% em relação a janeiro de 2015. A avaliação de empresários é feita em uma escala de zero a 200 pontos, onde a pontuação abaixo de 100 pontos é considerada de pessimismo.

A alta mensal foi influenciada principalmente pela opinião dos empresários em relação ao momento atual, que melhorou 16,3%. Eles estão mais confiantes em relação ao desempenho da economia (35,7%), ao comércio (20,3%) e ao próprio negócio (9,5%).

As avaliações sobre investimentos também melhoraram em relação a janeiro (1,4%). Os entrevistados pretendem investir mais nas empresas (8,3%) e consideram mais adequados seus estoques (2,1%). Apesar disso, eles pretendem investir menos na contratação de funcionários (3,8%).

Os empresários estão menos otimistas em relação ao futuro do que estavam em janeiro (-0,7%), devido ao pessimismo em relação ao comércio (-1%) e ao seu próprio negócio (-1,6%). Mas eles melhoraram em 0,9% a expectativa em relação à situação da economia nos próximos meses.

Chuvas no Rio já mataram cinco pessoas e deixaram centenas desabrigadas




As fortes chuvas que caem sobre o estado do Rio de Janeiro desde segunda-feira (29), em consequência da chegada de uma frete fria, já causaram a morte de pelo menos cinco pessoas e deixaram centenas de desabrigadas, principalmente no Grande Rio e na Região dos Lagos, duas das regiões mais afetadas pelos temporais.

Segundo o último informe divulgado pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) três pessoas morreram em Araruama e uma em Saquarema, na Região dos Lagos. A outra morte aconteceu em Silva Jardim, no norte fluminense, em consequência do desabamento de uma ponte.

Segundo a secretaria, os municípios mais atingidos foram os de Araruama, Saquarema e Maricá, onde além dos óbitos há centenas de famílias desabrigadas ou desalojadas (quando as pessoas tem que deixar temporariamente suas casas). Ontem mesmo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos encaminhou, às três cidades, ajuda aos desabrigados: 550 colchonetes, 550 kits de cama e mesa, 500 cobertores e material de limpeza.

Levantamento
Em Maricá, onde cerca de 650 pessoas estão desabrigadas e vários bairros estão ilhados, o prefeito Washington Quaquá decretou estado de calamidade e o município solicitou ajuda do Ministério da Defesa, que vai encaminhar ainda hoje para a cidade cerca de 50 homens da Marinha, para remover as famílias que encontram-se em áreas isoladas pelas chuvas.

No distrito de Itaipuaçu, também em Maricá, o condomínio Residencial Mariguela, do Programa Minha Casa, Minha Vida, amanheceu completamente alagado nesta quarta-feira. A água atingiu cerca de um metro de altura em todas as vias do conjunto, que tem cerca de 1.470 unidades habitacionais.

Em Araruama, as 200 famílias desabrigadas estão sendo levadas para quatro abrigos improvisados pela prefeitura; em Itaboraí, sete famílias estão desabrigadas e 230 casas foram atingidas; em São Gonçalo, os desabrigados e desalojados estão sendo encaminhados para escolas municipais e a prefeitura está fazendo um levantamento do número exato de atingidos.

Em Tanguá, 21 famílias estão desabrigadas, mas a Defesa Civil avalia se outras 20 terão que ser retiradas de suas casas, que ficam à beira de um rio; em Saquarema, um óbito foi confirmado e a Defesa Civil está fazendo o levantamento do número de desabrigados; em Silva Jardim, além de um óbito foi confirmado, 300 famílias estão desabrigadas e 50 desalojadas.

Previsão
Para os próximos dias, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o estado é de tempo nublado com possibilidades de chuvas isoladas variando de fracas a moderadas. A temperatura deve variar entre 18º e 26º.

Segundo especialistas, o mês de fevereiro foi o mais chuvoso dos últimos 18 anos no município do Rio de Janeiro.

Medida pelo IPC, inflação perde fôlego em São Paulo




O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido em São Paulo pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de fevereiro com alta de 0,89%, variação inferior ao resultado de janeiro (1,37%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 10,43%.

Três dos sete grupos pesquisados apresentaram perda no ritmo de aumento de preços, entre eles o de alimentação (de 2,36% para 1,02%). No grupo transportes, a taxa foi de 2,19% para 1,09% e, em educação, de 7,62% para 0,39%.

Nos quatro grupos restantes houve avanços com destaque para habitação (de 0,64% para 0,91%). Em despesas pessoais, o índice subiu de -0,14% para 0,84%; em saúde (de 0,58% para 0,71%); em vestuário (de -0,39% para 0,36%).

Inflação cai em sete capitais, diz pesquisa da FGV


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu nas sete cidades pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. A maior queda deu-se no Rio de Janeiro: 1,41 ponto percentual, já que a taxa recuou de 2,02%, em janeiro, para 0,61%, em fevereiro.

Outras duas capitais tiveram redução da taxa mais acentuada do que a média nacional, de 1,02 ponto percentual (já que a média do IPC-S caiu de 1,78% para 0,76%): Salvador (1,24 ponto percentual, ao passar de 2,06% para 0,82%) e São Paulo (1,04 ponto percentual, indo de 1,64% para 0,6%).

As demais cidades tiveram as seguintes reduções na taxa de inflação: Brasília (0,62 ponto percentual: de 1,55% para 0,93%), Belo Horizonte (0,93 ponto percentual: de 1,84% para 0,91%), Recife (0,47 ponto percentual: de 1,76% para 1,29%) e Porto Alegre (0,86 ponto percentual: de 1,66% para 0,8%).

O IPC-S é calculado com base na variação de preços em oito classes de despesas: alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação.

Governo reduz de 25% para 6% valor do IR sobre remessas ao exterior


O Diário Oficial da União publica hoje (2) a Medida Provisória 713 que reduz de 25% para 6% o valor do Imposto de Renda retido na fonte incidente sobre remessas ao exterior. A redução atende a uma demanda de setores ligados ao turismo que temia a elevação de custos.

Em janeiro, a Receita Federal tinha publicado regulamentação sobre as remessas, que passariam a sofrer a incidência de 25%. Na ocasião, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) chegou a declarar, que mesmo após a regulamentação, esperava que o governo voltasse atrás e reduzisse a alíquota de 25%.

De acordo com o texto da MP, até 31 de dezembro de 2019, fica reduzida a 6% a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte incidente sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, destinados à cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no país, em viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais, até o limite global de R$ 20 mil ao mês.

Para fins de cumprimento das condições de utilização da alíquota reduzida, as operadoras e agências de viagem deverão ser cadastradas no Ministério do Turismo e suas operações deverão ser feitas por intermédio de instituição financeira domiciliada no país.

Pela MP, as remessas destinadas ao exterior para fins educacionais, científicos ou culturais, inclusive para pagamento de taxas escolares, de taxas de inscrição em congressos, conclaves, seminários ou assemelhados e de taxas de exames de proficiência não estão sujeitas à retenção na fonte.

O mesmo ocorre para as remessas efetuadas por pessoas físicas residentes no país para cobertura de despesas médico-hospitalares com tratamento de saúde, no exterior, do remetente ou de seus dependentes.

O prazo de vigência de uma MP é de 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período e tem efeitos imediatos, mas depende de aprovação do Congresso Nacional para transformação definitiva em lei.

Multidão queima vivas sete pessoas suspeitas de bruxaria no Malawi


Uma multidão queimou vivas no Malawi sete pessoas suspeitas de tráfico de ossos humanos, frequentemente utilizados em práticas de bruxaria, informou hoje (2) a polícia.

As vítimas “foram encontradas com ossos humanos e foram queimadas com gasolina, ontem, no distrito de Nsanje, sul do Malawi, disse à agência France Presse um responsável da polícia, Kirdy Kaunga. Nenhuma pessoa foi detida. O Malawi é um país da África Oriental.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi