segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Analistas mantêm em 3,1% estimativa para o crescimento da economia este ano


Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram em 3,1% a estimativa de crescimento da economia este ano. Para 2014, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 3,65% para 3,70%.
Para a produção industrial, a estimativa de expansão este ano passou de 3,10 para 3,17%. Para 2014, a expectativa foi mantida em 3,70%.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permanece em 34%, este ano, e passou de 33% para 33,1%, em 2014.
A expectativa para a cotação do dólar passou de R$ 2,07 para R$ 2,05, ao fim deste ano, e de R$ 2,09 para R$ 2,07, ao final de 2014.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 16,75 bilhões para US$ 15,5 bilhões, este ano, e mantida em US$ 16 bilhões, em 2014.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 61,96 bilhões para US$ 62,65 bilhões, este ano, e mantida em US$ 70 bilhões, em 2014.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.
Agência Brasil

Projeção da inflação oficial em 2013 tem leve alta e chega a 5,68%


Brasília – Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram pela quinta semana seguida a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 5,67% para 5,68%. Para 2014, permanece a projeção de 5,5%.
É função do BC perseguir a meta de inflação, medida pelo IPCA, que tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, as projeções do mercado financeiro estão acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%.
Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, em 2013, essa taxa deve permanecer em 7,25% ao ano. Para 2014, a expectativa é que o BC eleve a taxa, que deve encerrar o período em 8,25% ao ano.
A pesquisa do BC aos analistas também traz estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,96% para 5,07%, neste ano, e passou de 5% para 4,95%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 5,19% para 5,16%, este ano, e mantida em 5%, no próximo ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), houve alteração de 5,26% para 5,09%, este ano, e de 5,18% para 5,19%, em 2014.
Agência Brasil

Manobra infla PAC em R$ 8,9 bilhões para cumprir meta reduzida de superávit primário


Brasília – Além de saques no Fundo Soberano e da utilização de dividendos de estatais, o governo usou uma manobra para garantir o cumprimento da meta reduzida de superávit primário em 2012. Uma série de medidas ao longo de dezembro remanejou R$ 8,9 bilhões do orçamento de seis ministérios para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), facilitando o esforço fiscal.
O valor foi obtido com base em levantamento da Agência Brasil de três portarias da Secretaria de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, publicadas no Diário Oficial da União nos dias 5, 26 e 28 de dezembro. Com as medidas, despesas de combate à fome, defesa e educação passaram a se enquadrar nos critérios estabelecidos para o PAC, podendo ser incluídas no mecanismo que permite o abatimento dos gastos do programa do cumprimento da meta fiscal.
O maior volume de despesas remanejadas corresponde ao Ministério da Defesa, que passou a contribuir com R$ 4,670 bilhões para o PAC. Em seguida, vem os Ministérios da Educação (R$ 2,775 bilhões) e da Integração Nacional (R$ 1,080 bilhão). Completam a lista os Ministérios do ...

Maioria dos trabalhadores resgatados da escravidão em São Paulo estava na capital


Em 2012, a maioria (64,7%) dos trabalhadores resgatados nas ações de combate ao trabalho escravo no estado de São Paulo estava na capital. Segundo levantamento repassado à Agência Brasil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano passado, 213 trabalhadores foram liberados de condições análogas à escravidão. Desses, 138 na cidade de São Paulo. Em 2011, foram libertadas 180 pessoas no estado, 32 delas (17,7%) na capital.
Na última quinta-feira (31), o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gabriel dos Santos Rocha, ressaltou que a escravidão em áreas urbanas é uma preocupação crescente no enfrentamento dessa prática. “Há uma concentração muito grande no Nordeste, mas também nos preocupa São Paulo. Estamos acompanhando”, destacou.
O balanço da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo aponta que, em 2012, foram resgatadas 77 vítimas de tráfico de pessoas, 59 delas exploradas na indústria têxtil, no agronegócio e na construção civil. As principais vítimas desse tipo de crime são bolivianos e paraguaios.
Um dos casos mais conhecidos é o da marca espanhola Zara que, em 2011, foi flagrada em dois casos de trabalho análogo à escravidão. Em junho daquele ano, foram descobertas 51 pessoas (46 bolivianos) trabalhando em condições precárias em uma confecção contratada pela Zara em Americana, no interior paulista. Os trabalhadores eram submetidos a uma jornada média de 14 horas e recebiam o equivalente a R$ 0,20 por peça de roupa produzida. No mês seguinte, foram encontrados 14 bolivianos em condições semelhantes em duas confecções na cidade de São Paulo.
A empresa, do Grupo Inditex, assinou em dezembro de 2011 um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MTE e o Ministério Público do Trabalho (MPT). No documento, a companhia espanhola se comprometeu a eliminar as condições precárias de trabalho e a garantir a qualidade de vida de seus empregados. Foram estipuladas ainda uma série de ações com previsão de investimento social de R$ 3,4 milhões.
Agência Brasil

Queda de 2,7% na indústria em 2012 evidencia crise profunda no setor, diz Iedi


A retração de 2,7% na produção industrial de 2012 mostra que o setor atravessa “crise profunda”, agravada pela perda de parte do mercado interno para produtos estrangeiros, de acordo com análise do economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza.
O mesmo diagnóstico já foi apresentado em pesquisa do Banco Central (BC) no ano passado, sobre dados de 2011. De acordo com a análise, toda a expansão dos mercados internos de bens manufaturados fora capturada por bens importados e pelo encolhimento das exportações brasileiras de bens tipicamente produzidos pela indústria manufatureira.
Para o Iedi, o cenário de substituição dos bens internos por produtos de fora “não mudou em 2012”. Tanto que estima recuo de 2,6% nas exportações de manufaturados no ano passado, provocado pelo fraco desempenho dos mercados externos e pelo acirramento da concorrência nesses mercados, desfavorável à baixa competitividade de nossa indústria.
Rogério César destaca que a retração de aproximadamente 4% dos investimentos na economia nacional, no ano passado, foi determinante para o desempenho negativo da produção e acrescenta que, apesar das medidas do governo para estimular a atividade industrial, a indústria não mostrou reação consistente de sua produção, como governo e empresários esperavam.
A falta de reação da indústria no final de 2012 leva os analistas do Iedi a descartar uma trajetória de crescimento robusto em 2013. Esperam, contudo, em virtude do aumento de consultas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para novos financiamentos, que haja significativa retomada de investimentos na economia.
Na avaliação de Rogério César, entretanto, isso não significa que a indústria viverá um ano de bonança, pois a pressão do produto estrangeiro no mercado interno e nos mercados consumidores de produtos brasileiros será mantida. A expectativa, segundo ele, é de um crescimento modesto, por volta de 2,5% neste ano. “O ano ainda está em aberto para a indústria nacional”, disse o analista.
Agência Brasil

Programa Cidades Digitais reabre inscrição nesta segunda-feira


O reforço de R$ 100 milhões no Programa Cidades Digitais abriu espaço para que seja aberta uma nova chamada de municípios interessados em participar do projeto. A partir de amanhã (4), as inscrições vão estar disponíveis no site dos Ministério das Comunicações. O aporte extra ocorre em função da inclusão do Cidades Digitais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na última terça-feira (29), foram assinados os contratos com os primeiros 80 municípios selecionados.
O objetivo do projeto é modernizar a gestão municipal, oferecer acesso da população a serviços de governo eletrônico e incentivar o desenvolvimento local. O programa prevê infraestrutura de conexão de rede entre os órgãos públicos municipais e a instalação de aplicativos de governo eletrônico para gerir os setores financeiro, tributário, da saúde e educação.
O professor de engenharia de redes de comunicação da Universidade de Brasília (UnB) Rafael Sousa destacou que a iniciativa do governo está de acordo com a economia moderna e contemporânea, que precisa de forte suporte nos meios de tecnologia da informação. “Toda economia desenvolvida precisa de meios de informação tecnológica para avançar. Quanto mais perto da população, melhor. Esse é um projeto de desenvolvimento do país.”
No entanto, Sousa ressaltou que é preciso o estabelecimento de um plano de metas “rigoroso” para que o programa não fique apenas no papel. “Em geral, todo o desenvolvimento de tecnologia da informação social tem demorado muito. Não temos conseguido alcançar a qualidade necessária e nem a velocidade ideal. Claro que sabemos que isso não ocorre de um dia para o outro, mas para ter resultados a longo prazo é necessário projetos de curto prazo bem definidos e gestão de um projeto de forma bem rigorosa.”
O cronograma do governo prevê que, até o fim do mês, as empresas de tecnologia contratadas pelo governo federal terminem de avaliar a atual infraestrutura disponível nas cidades selecionadas para a montagem do projeto.
Agência Brasil

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