terça-feira, 30 de maio de 2017

Osmar Serraglio recusa Ministério da Transparência e retorna à Câmara


O ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio não aceitou o convite do presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). No último domingo (28), Temer anunciou que trocaria o comando dos dois ministérios e fez o convite a Serraglio, que estava no cargo desde março. Serraglio assumiria a pasta ocupada por Torquato Jardim que, por sua vez, assume o Ministério da Justiça.

Saiba Mais:

A assessoria de Serraglio divulgou na manhã desta terça-feira (30) a carta de recusa enviada ao presidente da República, na qual também anuncia que voltará a ocupar o mandato de deputado na Câmara dos Deputados. “Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos”, diz a carta.

Apesar de o anúncio ter sido feito no dia 28, por meio de nota do Palácio do Planalto, as exonerações e nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União.

Serraglio reassume seu mandato na Câmara, pelo PMDB do Paraná, que vinha sendo ocupado por seu suplente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial de Temer flagrado pela Polícia Federal (PF) carregando uma mala com R$ 500 mil que, segundo investigações, foi enviada pelo empresário Joesley Batistas,dono do frigorífico JBS, como pagamento de propina.

Leia a íntegra da carta divulgada pela assessoria de Serraglio:

"Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Agradeço o privilégio de ter sido Ministro da Justiça e Segurança Público do nosso País.

Procurei dignificar a confiança que em mim depositou.

Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos.


Osmar Serraglio"

Após acordo, votação da reforma trabalhista é transferida para terça

Acordo feito entre senadores governistas e de oposição transferiu a votação do texto da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos para a próxima terça-feira (6). O acordo, costurado entre o senador Paulo Paim (PT-RS) e senadores governistas, prevê que hoje (30) seja feita apenas a discussão da proposta no colegiado.

Saiba mais:

Para dar celeridade à tramitação da proposta, a expectativa é de que o Senado mantenha o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, já que qualquer mudança de mérito obrigaria o retorno do texto à análise dos deputados.

O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) rejeita todas as quase 200 emendas apresentadas por senadores. O parlamentar rechaça, em seu relatório, as críticas de que o texto retira direito dos trabalhadores.


Antes de ir à votação no plenário do Senado – o que a base aliada do governo espera que aconteça até o dia 15 de junho – a proposta que trata da reforma trabalhista ainda precisa passar pelas comissões de assuntos Sociais, onde Ricardo Ferraço também é relator, e pela Comissão de Constituição e Justiça, cujo relator é Romero Jucá (PMDB-RR).


14:55  Encerrada a discussão: Relator não faz mudanças no texto da reforma trabalhista e propõe vetos

Em reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) hoje (30) no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista (PLC 38/2017), propôs que seis pontos do texto sejam vetados pelo presidente da República, Michel Temer.

13:49  Em plenário da Comissão está quase vazio, senadores continuam usando espaço para fala

Maioria dos senadores presentes é da oposição e criticam a proposta de reforma

Situação política do país eleva Indicador de Incerteza da Economia, diz FGV


O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) informou hoje, no Rio de Janeiro, que o momento político vivido pelo país levou o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) a subir 9,3 pontos em maio, passando para 128,1 pontos. Em abril, ele estava em 118,8.

Saiba Mais:

O economista Pedro Costa Ferreira, da Fundação Getúlio Vargas, disse que essa elevação de incerteza da economia verificada em maio inverteu uma tendência de queda do indicador, que vinha ocorrendo nos meses anteriores.

Segundo ele, “essa mudança de trajetória pode ser creditada quase que totalmente à crise política deflagrada pela divulgação da gravação de conversa do presidente Temer com o empresário Joesley Batista. Ou seja, a incerteza política gerando a incerteza econômica”.

Para o economista, “a ligação direta entre incerteza política e econômica deve-se, em grande parte, à conexão que especialistas e a mídia econômica fazem entre a estabilização da economia e a aprovação das reformas, principalmente a previdenciária”.

Mídia e Mercado
O Indicador de Incerteza da Economia Brasil (IIE-Br), divulgado pela FGV, avalia que o aumento do indicador, relativo a maio, ocorreu nos componentes Mídia e Mercado.

Segundo o levantamento, o fator que mais influenciou a elevação foi o IIE-Br Mídia, com alta de 8,5 e contribuição de 7,6 pontos para a evolução do IIE-Br no mês. Já o IIE-Br Mercado subiu 14,9 pontos, contribuindo com 1,9 ponto para o crescimento do indicador agregado de incerteza.


O IIE-Br Expectativa foi o único componente que teve queda de 0,8 e impacto de -0,2 ponto no IIE-Br.

O que a FUNDHANS/DAHW faz


Campanhas: A DAHW Brasil apoia projetos que visam popularizar o conhecimento acerca da Hanseníase em diferentes contextos. Contando com parcerias do setor público e, sobretudo com a colaboração e participação da sociedade civil, acreditamos que informações corretas e adaptadas às mais distintas realidades onde atuamos são o caminho não apenas para combater os aspectos clínicos da doença, mas também os sociais. Sobretudo o preconceito que ainda cerca a doença.


Treinamentos: Centenas de profissionais de saúde são treinados anualmente por iniciativas de Treinamento em Serviço, oferecidos pela DAHW Brasil em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde dos quatro estados em que atuamos.


Sapataria: O paciente de hanseníase tem papel central nas atividades da DAHW Brasil. Nos esforçamos para oferecê-los condições clínicas e sociais para vencerem os desafios que a doença produz. Dentre esses desafios, as deficiências físicas talvez sejam uma das principais. Próteses adaptadas, por exemplo, são objeto de apoio de nossa instituição através de diversas oficinas de sapataria, que produzem calçados, mas também um pouco mais de dignidade à essas pessoas.


Clínicas: Atividades de pesquisa, cirurgia e demais aspectos clínicos da hanseníase também são apoiados pela DAHW Brasil. Acreditamos na ciência como promotora de cidadania.


Grupos de Auto-Cuidado: A hanseníase produz sequelas físicas e psicológicas em seus acometidos. Desenvolver técnicas para auxiliá-los a construir sua independência social, financeira e psíquica é um desafio perseguido pela DAHW Brasil através dos grupos de auto-cuidado que apoia. Superar as limitações, construir possibilidades. Acreditamos no ser humano, antes do paciente de hanseníase.



Quem é a DAHW


A Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW –Deutsche Lepra – und Tuberkulosehilfe) é uma organização não- governamental fundada em 1957 na cidade alemã de Würzburg. Com recursos provenientes de doadores físicos e privados de toda Alemanha, a DAHW construiu ao longo de décadas uma sólida reputação de credibilidade e eficiência reconhecida mundialmente pela forma com que reconhece o ser humano paciente de hanseníase em sua totalidade

Atualmente a organização registra atividades em 20 países além do Brasil. A rede de colaboradores voluntários formada na Alemanha ao longo de diferentes gerações entorno da causa da Hanseníase é o maior patrimônio da organização. Anualmente são realizadas as mais diversas atividades envolvendo escolas, associações comunitárias, instituições religiosas, poder público e especialmente o voluntariado. Ao longo desses quase 60 anos, a DAHW contribuiu para o combate à hanseníase no mundo todo.

No Brasil a DAHW está presente atualmente em 4 estados da federação: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Maranhão. Em nosso país, a DAHW tem quase 40 anos de atuação. Quando chegou por aqui ainda encontrou o cenário triste do isolamento compulsório dos pacientes de hanseníase. Enquanto organização respaldada internacionalmente, contribuiu para a transformação dessa realidade, e para a reintegração dos hansenianos brasileiros à sociedade com o fim da necessidade do isolamento compulsório.

Ao longo de todo esse tempo angariou muitos parceiros: na esfera pública, religiosa, social, política, mas sobretudo na esfera individual: com seres humanos. Durante a maior parte desse período as ações da DAHW no Brasil se concentraram no escritório de Cuiabá, representado por Manfred Robert Gobel. Um dos primeiros estados brasileiros apoiados com recursos da DAHW foi o Amazonas. A realidade da região amazônica desperta o interesse de todo planeta já há muito tempo. No final da década de 1970 a DAHW institucionalizou um apoio sistemático ao combate à hanseníase no estado do Amazonas através da parceria formada com uma instituição religiosa: as Irmãs. Irmã Ângela, espanhola mas que já vivia no Brasil envolvida com causas sociais especialmente vinculadas à saúde desde a década de 1960, foi a principal interlocutora para a implementação da atuação da DAHW no Amazonas. Durante muito tempo essa parceria foi responsável por uma fundamental contribuição para o combate à hanseníase nesse estado de condições geográficas, culturais, políticas e sociais tão singulares. Já nessa época contou-se com o apoio institucional da Fundação Alfredo da Mata, órgão do Estado do Amazonas, sempre presente nas questões científicas e técnicas envolvendo a hanseníase e demais doenças tropicais e dermatológicas.

Esse auxílio, no entanto, se dava com um caráter notadamente assistencialista, já que não contávamos na época com a mesma efetividade e a mesma presença das políticas públicas em saúde que observamos nos dias de hoje. Com o objetivo de formalizar e adequar essa atuação aos parâmetros legais vigentes em nosso país, foi fundada oficialmente em 1992 a Fundação para o Controle da Hanseníase no Amazonas (FUNDHANS), capitaneada por profissionais da Fundação Alfredo da Mata sob a tutela de Irmã Ângela.

A FUNDHANS, assim, sempre foi uma parceira e colaboradora das ações da DAHW no Amazonas. A instituição goza de singular credibilidade por parte de gestores públicos, população e setores técnicos envolvidos na questão da hanseníase. Contando sempre com o respaldo institucional da Fundação Alfredo da Mata, que em 2015 completou 60 anos de história, a FUNDHANS consolida-se como uma organização de vanguarda no combate à hanseníase não apenas na região do Amazonas mas em todo país. No ano de 2016 essa parceria ganhou novas conotações. Desde então a FUNDHANS assumiu a gestão dos projetos da DAHW no Brasil, passando a ser o escritório da instituição no país. Manfred Gobel continua como representante da DAHW no Brasil, atuando individualmente em Cuiabá. Reinaldo Bechler foi contratado para assumir a gestão dos projetos da DAHW junto com a FUNDHANS e para preparar o terreno para a nova fase da instituição no país, agora na condição de uma organização genuinamente brasileira.

Continuamos, assim, e agora em conjunto, a busca de um sonho: um mundo livre da hanseníase. De suas mazelas físicas mas também das sociais. Nessas décadas de história e de luta, DAHW e FUNDHANS construíram uma trajetória de credibilidade e seriedade, que agora toma novas formas. Especialmente porque passa a contar como nunca com o engajamento de brasileiras e brasileiros em todos os níveis que, assim como nós, acreditam nesse sonho. Junte-se a nós, construa conosco esse sonho!

Oposição venezuelana contabiliza 257 feridos após protesto em Caracas


O líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou que 257 pessoas sofreram ferimentos durante a manifestação de segunda-feira (29) contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, que foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo lançadas por agentes das forças de segurança. As informações são da Agência EFE.

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"Temos no dia de hoje 257 feridos", disse Capriles durante uma coletiva de imprensa na qual fez um balanço da manifestação e convocou uma marcha amanhã (31) até o Ministério de Interior e Justiça para pedir ao titular da pasta que detenha a "repressão" aos protestos.

O líder opositor detalhou que só no município de Baruta foram contabilizados 147 feridos, dos quais 46 apresentaram "traumatismos pelo impacto de bombas de gás lacrimogêneo", 25 sofreram asfixia pelos gases, enquanto outros 64 foram feridos com "balas de borracha, bolas de gude, esferas e barras de metal".

Além disso, declarou que o deputado Carlos Paparoni, que ficou ferido na cabeça ao ser derrubado pelo jato de água lançado por um veículo antidistúrbios, apresentou "traumatismo cranioencefálico".


Capriles, duas vezes candidato à presidência da Venezuela, calcula que 62 pessoas já morreram nos protestos contra o governo que começaram no último dia 1º de abril. A procuradoria venezuelana estima que 59 pessoas morreram e mais de mil se feriram em manifestações.

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