terça-feira, 30 de maio de 2017

Alemão da Terra Fria


A crise econômica em virtude do preço do café, somada a necessidade de ter mais milho oriundo de seu próprio cultivo, levou os teresenses habitantes de terras mais altas do que Várzea Alegre e seus vales, especialmente aquele por onde desce o Rio Santa Maria do Rio Doce, forçados pelas circunstâncias, ao deslocamento, partindo de suas casas nas montanhas com destino àquelas terras mais quentes, onde o solo sedimentar, mesmo que “lato solo”, era muito mais apto para a agricultura manual ou rudimentar. Pois, o milho, carente de solo mais fértil, além de alimentar suínos e galináceos em contrapartida com “aipim” (“mandioca”), era artigo de primeira necessidade na mesa daqueles, sejam italianos de Tabocas ou Caldeirão, ou alemães, da Vargem Alta ou Serra dos Pregos.  Italianos providenciando nossa preciosa POLENTA, enquanto os alemães, o seu precioso BROT. 


Percebem os que conhecem a Geografia do território, bem como seu relevo, quais não foram as dificuldades para cultivarem milho, especialmente os alemães de Vargem Alta, ou seja, os Braum, Thonn, Bausen, Stortch, Zummach, Kinch, Brandt, etc.., haja vista, que algumas famílias iam até o sopé da Pedra da Onça, cultivar milho “A MEIA”,  com o proprietário das terras quentes. Onde ainda, em raríssimos casos, “A TERÇA”. Quando neste último caso de parceria, o proprietário ficava só com 33,336% do produto colhido e não 50%, como eram nos casos de “meia”, a parceria!


Aquele tipo de vida foi extremamente desgastante, exaustivo, pois, a trajeto da distância era percorrido a pé, com raros casos de pessoas a cavalo. Havia os que conseguiam acampar lá na terra quente, porém, minoria. Em compensação daquela vida árdua, ignorada e desdenhada por tudo o que está sob a responsabilidade do PODER PÚBLICO, especialmente a Previdência Social, fez da maioria daqueles lavradores, exímios maratonistas em caminhadas. Pois, não importava se o caminhão ou ônibus não veio ou não ia, tinham pernas treinadas para trinta ou cinquenta quilômetros em uma jornada, iniciando-a, às três da manhã!


Muitíssimos, talvez até milhares, são os fatos ocorridos, fugindo da normalidade daquela rotina assaz excêntrica, na luta pela sobrevivência, que se poderia narrar em contos ou crônicas, numa antologia, ao que ouvimos nossos NONNOS comentarem: - Uma maldição da Itália e da Alemanha-Pomerânia veio conosco para o Brasil. Lá também tínhamos que andar longe, mesmo em temperaturas negativas, por que o Trigo não crescia em nossas montanhas!



Dos muitíssimos casos, destacamos aqui, o de nosso conterrâneo Henrique Braum, filho de Augusto Braum, agora septuagenário e sem medo de admitir seu medo na adolescência, pois que, da Vargem Alta, acompanhava pais e irmãos maiores para tanto, às terras dos Simoura, disto quatro quilômetros, além da sede Várzea Alegre e, vinte e oito de sua Casa nas terras frias da mesma Montanha, porém, lado oeste da Rampa de Voo Livre - Santa Teresa ES.

Mal Henrique Braum entrava para a puberdade, já contava com ao menos quatro anos de experiência naquele extenuante “modus vivendi”.  Fugia ele à regra da maioria, por que quando os pais precisavam ficar naquele paiol emprestado pelos Simoura, a guisa de alojamento, também na noite de sexta-feira, para aproveitar seis horas de trabalho no sábado, tinha ele que sair de lá duas horas antes do anoitecer, para ao amanhecer do sábado estar na Vargem Alta e não faltar à Catequese da Igreja Luterana, assaz severa na cobrança com a assiduidade dos fiéis.

– Os paióis cansavam mais que o próprio trabalho, com aqueles leitos improvisados no chão, ou em raros casos, os catres -.

Cobrir vinte e oito quilômetros, depois das dezesseis horas, custava extenuante caminhada, que quando entrava em seu epílogo, era passar pelas Matas do Giuseppi Baptisti, no alto do vale do Rio Tabocas, onde a “Estrada de Tropas” media às vezes, apenas um metro e meio de largura, com uma extensão de uns dois quilômetros de Mata Atlântica preservada, local este onde, todos adultos, sejam italianos, alemães ou “brasileiros”, que passaram à noite, viram e ouviram coisas de arrepiar até o cabelo do relógio. Iam desde onças, surucucus, assombrações e toqueiros, até ciganos assaltantes!

Mas para Henrique admitir seu medo, era abrir mão da fama conquistada entre família e parentes, pois, pouco tempo antes, tinha ido à Farmácia do Iris Croce em Santa Teresa, buscar um remédio, depois que ninguém havia tido a coragem de fazê-lo, após ter escurecido. Portanto aceitava passar lá depois das vinte e uma horas, mesmo adolescente, por que mais e mais aumentava sua fama de destemido. Confessou-me ter ficado vinte e quatro horas com dores na mucosa anal, depois daquelas demonstrações de coragem. Mas não revelava aos familiares, por que se o fizesse, irmãos maiores e primos poderiam o considerar medroso como eles. Porém, se acusados, brigavam.

Em três das viagens sozinho, passava pelo Cemitério de Tabocas, dando inicio às orações. Relatou que algumas que deveria aprender e manter decoradas para receber a Confirmação na Igreja Luterana, - Crisma para Católicos – não as aprendia na Igreja, mas ali as recitava como o mais hábil dos velhos pastores. Atualmente orgulha-se de ainda não as ter esquecido, seja em Português ou Alemão, dizendo:

 - Quando o medo é extremo, a gente consegue até voar! Pois, na última das três vezes que passei lá sozinho, na “boca” da mata, assustou-me uma coruja Murucututu. Dei inicio a uma corrida e aquela coruja assustadora me seguindo com seu silencioso voo, mas horrendos e de mau agouro, pios. Quando chegamos ao final dos dois quilômetros de mata, cheguei antes da ave. Senti uma água morna no peito, pensei ser trapaça da coruja, mas não, era minha língua tocando o peito, já que os botões da camisa se abriram como se eu surfasse sobre um avião!

Atualmente a situação se inverteu entre os agricultores, por que os habitantes de Várzea Alegre, cuja população aumentou trezentos por cento desde aquela época, estão subindo as montanhas para cultivar tomate. Entretanto, sempre com caminhões, automóveis, camionetes ou as incontáveis motocicletas!

Nossos concidadãos eram identificados pelos italianos que lhes concediam parcerias agrícolas, ou eram consortes destes na atividade, como os “Alemães das Terras Frias”.

Deputado da mala da propina da JBS planeja delação premiada


Defesa de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) procurou investigadores da Lava-Jato

Do G1.com
A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) procurou investigadores da Operação Lava-Jato. Em encontro na semana passada, um emissário de Loures quis saber quais seriam as chances de uma delação premiada do deputado ser aceita. A abordagem surpreendeu os investigadores. Esse não era o objeto declarado da reunião. Depois de confabular com outros colegas, os investigadores responderam que, àquela altura dos acontecimentos, um eventual acordo de colaboração dependeria da disposição do parlamentar denunciar os demais cúmplices.

As duas partes ficaram de voltar a conversar sobre o assunto. Uma eventual delação de deputado é bem vista na força-tarefa da Lava-Jato. Mas as eventuais confissões do deputado não são consideradas imprescindíveis para os desdobramentos do inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Para eles, as delações dos executivos da JBS, que atingem o presidente Michel Temer, as ações controladas que já resultaram na recuperação de parte da propina paga recentemente e a análise do material apreendido até o momento já contêm indícios veementes de crimes.

Investigadores da Lava-Jato informaram a um emissário de Rocha Loures que, se ele realmente está interessado num acordo de delação premiada, terá que entregar todos os cúmplices da organização criminosa acusada de receber suborno dos donos da JBS e tentar obstruir as investigações sobre as supostas fraudes. Para investigadores, não bastaria uma admissão de culpa e a revelação de crimes já investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal. Com base nos dados já obtidos até momento, o STF já abriu inquérito contra Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), contra o próprio Loures, entre outros envolvidos.

— Assumir que cometeu crimes não basta. Isso é confissão, não é delação. Se ele quiser acordo de colaboração terá que delatar toda a organização criminosa — disse um integrante da operação.

Saiba mais:

Os investigadores também consideram o caso do Rocha Loures um dos mais bem documentados da Lava-Jato. A suposta trama aparece numa conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, na noite de 7 de março. No diálogo, gravado pelo empresário, o presidente indica Loures para conversar com Joesley sobre os interesses dele no governo. Temer diz que, com Loures, Joesley poderia falar “tudo”. Numa outra conversa, Loures é flagrado tratando de cargos e decisões estratégicas do governo com o empresário, naquele momento alvo de cinco inquéritos criminais.

Num terceiro momento, a Polícia Federal filma e fotografa o executivo Ricardo Saud, um dos negociadores da propina, entregando a Loures uma mala com R$ 500 mil. O dinheiro seria parte de uma propina de R$ 480 milhões a ser paga ao longo de 20 anos, conforme o sucesso dos negócios acertados entre o deputado e um dos donos da JBS. Como se não bastasse, a mala foi apreendida e, em seguida, o deputado depositou em juízo R$ 35 mil, extraviados antes das buscas da polícia.

Aliados do Palácio do Planalto, por sua vez, estranharam a decisão de Loures, de entregar a mala recebida de Saud. Segundo um deles, como a PF optou por não prendê-lo em flagrante e a mala não foi rastreada, haveria um caminho óbvio de defesa que consistiria em dizer que a mala recebida não tinha dinheiro e que o caso seria uma armação. No momento em que entregou os recursos e devolveu inclusive os R$ 35 mil restantes, fez da acusação uma confissão.

Na segunda-feira, Loures anunciou a troca do advogado José Luis de Oliveira, o Juca, pelo colega Cezar Roberto Bitencourt. Procurado pelo GLOBO, o novo advogado criticou a gravação da conversa entre Joesley Batista e Temer, apontou supostas ilegalidades na investigação e chegou a negar que o deputado tenha recebido mala de dinheiro — apesar da devolução para a polícia na semana passada. No entanto, apesar de dizer que a delação não está sendo cogitada, deixou aberta esse caminho.

— Eu não afasto essa possibilidade (de acordo de delação) definitivamente. Eu sou filosoficamente contra, mas, como defensor, tenho que buscar o que é melhor para o meu cliente — disse o advogado Cezar Roberto Bitencourt.

O caso do deputado é considerado tão grave que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou pediu o afastamento e a prisão dele. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, acolheu o pedido para afastar Loures de suas atividades políticas, mas entendeu que a ordem de prisão dependeria de uma decisão do plenário do tribunal. Janot resolveu, então, refazer o pedido. A decisão está pendente e pode acontecer a qualquer momento.


O pedido de prisão alcança também Aécio Neves, acusado de pedir R$ 2 milhões a Joesley em encontro que os dois tiveram antes de o empresário fazer acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. A negociação revelada pelas gravações já resultou na prisão de Andrea Neves e Frederico Pacheco de Medeiros, a irmã e o primo do senador. Andrea teria sido a primeira a pedir os R$ 2 milhões para Joesley. Medeiros foi o encarregado de transportar a mala com o dinheiro.

Capriles denuncia plano para atacar sedes diplomáticas na Venezuela


O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, disse nessa segunda-feira (30) que a mobilização convocada para hoje (30), em Caracas, será na sede do Ministério do Interior e não mais nas embaixadas, como estava previsto. Ele denunciou um suposto plano para "atacar" as sedes diplomáticas. A informação é da Agência EFE.

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"Ficou cancelada essa visita às embaixadas, não vamos para as embaixadas. Sabemos, de pessoas dentro do governo, do plano que tinha sido montado para atacar as sedes diplomáticas", advertiu Capriles, em entrevista divulgada nas redes sociais.

A oposição tinha chamado os manifestantes a se mobilizar nas várias embaixadas e consulados credenciados no país, um dia antes da reunião de chanceleres que será realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para analisar a crise venezuelana.

Capriles afirmou que a intenção do suposto esquema é "refutar, continuar no processo de deslegitimar um protesto que tem a verdade na sua mão".

O governador do estado de Miranda disse ainda que os manifestantes seguirão para a sede do Ministério do Interior e Justiça, em Caracas, "um dos grandes culpados de todas as mortes, dos feridos e por tudo que está ocorrendo no país".
"Isso que aconteceu hoje, todos esses feridos, tudo (que) ocorreu no dia de hoje, vamos encontrar amanhã nas ruas do país", disse o dirigente do partido opositor Primeiro Justiça, ao se queixar da atuação da polícia contra os protestos.


Há dois meses, uma onda de manifestações a favor e contra o presidente Nicolás Maduro começou na Venezuela, deixando 59 mortos e milhares de feridos.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Temer planeja ficar no cargo por pelo menos 4 meses, mesmo se for cassado no TSE


Presidente ganharia tempo com recursos e conta com demora na convocação de eleições

BRASÍLIA — O presidente Michel Temer definiu uma estratégia jurídica para tentar ter um desfecho favorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e traçou diferentes cenários nos quais pode permanecer no cargo por pelo menos 120 dias. O primeiro passo foi tentar devolver ao Ministério da Justiça o status perdido, com a escolha do jurista Torquato Jardim para comandar a Pasta. O Planalto avalia que o respaldo do jurista e especialista Torquato Jardim resulte num ambiente mais favorável no TSE, onde Temer já tem aliados. Torquato é muito respeitado no setor jurídico e foi advogado de vários partidos em questões eleitorais. Em caso de cassação da chapa vencedora da eleição de 2014 e do mandato do presidente, Temer ganharia tempo com vários recursos e contaria com uma demora na decisão de chamar eleições indiretas.

Temer se reuniu com ministros e caciques do PMDB para tratar de vários cenários durante o final de semana. Aliados dizem que estão surpresos com a "firmeza" de Temer, que adotou um linguajar até mais enfático. O próprio Temer é jurista e conhece todos os ministros do TSE e do STF.

Nos encontros, Temer disse que vai recorrer, ou seja, usar de todos os meios jurídicos à disposição.

— Essa situação pode levar uns 120 dias. E o Temer disse que é sim um democrata e que vai afirmar democraticamente os direitos de presidente — disse um aliado que esteve no Palácio do Jaburu.

O Planalto aposta que o julgamento da chapa Dilma-Temer, marcado para o próximo dia 6, não vai terminar até o dia 8, conforme a previsão inicial. Há ainda a expectativa de que ministros peçam vista, apesar da pressão política por um desfecho rápido. Um dos ministros avaliou que o caso é "muito difícil e complexo" e que não se pode prever o que vai acontecer.

A declaração do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, de que o Tribunal não resolve crises políticas não foi visto como um ultimato. O planalto avalia que Gilmar deixou claro que a questão será decidida "juridicamente" e não com base em pressões políticas. E, no campo jurídico, Temer acredita ter armas.

Além disso, Temer gostaria de ganhar tempo para definir a sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

ELEIÇÕES INDIRETAS
No caso de Temer perder o mandato, as eleições indiretas serão comandadas pelo presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (CE). E, neste caso, a avaliação do Planalto é de que há vácuos na lei. Acreditam que não é certo que a eleição será bicameral (Câmara primeiro e Senado depois). A um aliado, Eunício disse que não há regras e que ele terá que definí-las. O presidente do Congresso esteve com Temer no sábado, em encontro reservado, depois do ex-presidente José Sarney, e viajou no domingo ao lado do presidente para Alagoas e Pernambuco para ver os estragos das chuvas.


Eunício tem adotado o discurso de que atua para aprovar as reformas do país e não de Temer. Isso para tentar manter uma postura institucional se tiver que comandar um processo de eleição indireta. Quando perguntado sobre isso, “Eunício dispara: só falo sobre esse assunto se houver vacância do cargo”.

Via G1

Mensagem da presidência para congresso de hansenologia alerta para realidade “infame” no Brasil


País ocupa 2° no ranking mundial da doença, atrás da Índia

A Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) realiza, em novembro, mais uma edição do Congresso Brasileiro da entidade. O presidente Marco Andrey Cipriani Frade, em sua mensagem para divulgação do evento entre os profissionais de saúde, chama de “realidade infame” o cenário da doença no país – Brasil é o 2° no ranking mundial de hanseníase, atrás da Índia. Segundo a SBH, a hanseníase cresce silenciosamente em todas as camadas sociais, nas várias regiões brasileiras, e uma das frentes de combate à doença é a informação por parte de toda a sociedade, pois muitos doentes convivem com os sintomas por longos anos sem diagnóstico e, consequentemente, sem tratamento. Hanseníase tem cura e tratamento gratuito em todo o país.

Saiba mais:

Segue a mensagem:
“Neste último ano da Diretoria Sensibilidade Sempre (2015-2017), convidamos a todos que trabalham com a hanseníase a participarem do 14° Congresso Brasileiro de Hansenologia, que terá como tema central: Hanseníase: o Brasil precisa falar e agir sobre isso!

Embora os números oficiais demonstrem redução da prevalência da hanseníase no país, artigos recentes têm mostrado que trata-se mais de uma diminuição da busca ativa e da escassez de investimento na capacitação de recursos humanos para o diagnóstico precoce da hanseníase do que propriamente consequência de um real controle da endemia e quebra da cadeia de transmissão do bacilo.

O contínuo e elevado número de casos novos detectados, mais de 30 mil/ano, a heterogeneidade desses índices dentre as regiões do país, o número de crianças menores de 15 anos com a doença e elevados percentuais de grau 2 de incapacidade funcional nos estados de baixa prevalência, além de prevalências alarmantes em regiões ditas não endêmicas, há muito são indicadores que nos colocam em alerta quanto à realidade endêmica no Brasil.

Aliada a isso, nossa sociedade parou de falar sobre hanseníase no seu cotidiano e as escolas pararam de abordar o tema com profundidade devida, o que tem levado a uma insegurança diagnóstica ou até mesmo ausência de diagnóstico no campo, realidade infame para uma doença que depende quase que exclusivamente da clínica para sua confirmação diagnóstica.

Diante disso, a SBH tem investido pesadamente no alardear sobre os sinais e sintomas da hanseníase na mídia e sociedade, além de estimular ações que promovam a capacitação de profissionais de saúde no reconhecimento do diagnóstico precoce da hanseníase, investimentos esses que têm sido alcançados com a campanha #todoscontraahanseniase nas mídias sociais, empresas, universidades, escolas etc.

O 14° Congresso da SBH apresentará, discutirá, inovará e debaterá as ações para diagnóstico precoce da hanseníase e para o controle da hanseníase no Brasil. Assim, neste momento de grande dificuldade econômica, a pouca inserção do tema na sociedade civil e a dificuldade de buscarmos patrocinadores, torna-se essencial a busca de apoiadores para realização deste encontro de profissionais que lidam de corpo e alma com a hanseníase no país.

O congresso acontecerá em Belém do Pará, mantendo o propósito de nossa Sociedade de levar o evento para regiões oficialmente hiperendêmicas e deixando seu conhecimento atualizado em hanseníase como importante instrumento de aprimoramento profissional e controle da doença na região.” Marco Andrey Cipriani Frade”

Agenda
14° Congresso Brasileiro de Hansenologia
Data: 8 a 11/11
Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônica
Endereço: Av Dr. Freitas s/n – Belém do Pará
Programação e inscrições (em breve): http://www.oxfordeventos.com.br/hansenologia2017/

Porque sou favorável às reformas trabalhista e previdenciária


Por Dag Vulpi 29/05/2017

Sim, sou* favorável e sinceramente não entendo porque ainda existem alguns cidadãos brasileiros que se opõem aquelas justas e necessárias reformas que enfim um governo que de fato se preocupa com seu povo propõe, já aprovou a trabalhista no Congresso e no Senado e igualmente, apesar das tentativas de obstrução, aprovará a previdenciária com folgas.

Neste artigo eu não entrarei nos detalhes que alicerçam as referidas reformas, pois eles já são de conhecimento de todos e seria desnecessário relembrar o quanto essas reformas são fundamentais para o nosso país e, principalmente, como elas beneficiarão aqueles que agora, por uma influencia nefasta, manifestam-se contrários.

O agravante no caso dos que são contrários às necessárias reformas, é que existem, ainda que em minoria, alguns brasileiros respeitados por sua capacidade formativa de opinião e expoentes nas suas áreas, como alguns artistas, juristas, professores universitários, filósofos e enfim, cabeças pensantes que parecem estar acometidas por amnésia coletiva, espero apenas que esta falha seja momentânea e que depois de ler este texto, caso isso ocorra, ao menos alguns deles voltem aos seus estados naturais de bom senso e cidadania e revejam seus posicionamentos.

Mas vamos ao que realmente interessa neste texto que são minhas justificativas de o porquê de eu ser agudamente favorável a todas as reformas que o Michel Temer propôs até agora e que por certo, e pelo bem do nosso país, ainda proporá outras tantas do mesmo calibre.

Sou um empresário responsável e pagador de meus impostos. Emprego centenas de colaboradores, aos quais pago um salário que coaduna com a visão de capitalista que sou e com a visão destra e futurista do nosso presidente. Tenho dois filhos, um casal, minha filha, apesar da tenra idade é doutora e independente, mora na Europa e está casada com um grande empresário europeu. Meu filho está no ultimo ano de medicina e por certo não terá problemas com sua independência, caso tenha, não me preocupo, afinal, meu atual patrimônio, com a política de governo do Temer, garantirá uma vida sem percalços financeiros para até a quinta geração da minha família. Somente para constar, ainda que seja indiferente, tive a sorte de casar-me com uma mulher que, além de linda, é filha única de um dos maiores fazendeiros de soja de Mato Grosso.

Não tenho dúvidas de que a minha criação é a única responsável pela moldagem da minha personalidade, que por certo influenciou sobremaneira na minha conscientização politica e na cognição dos fatos que realmente me interessam. Meu pai era oficial militar e apesar da severidade da criação, sempre me propiciou o que havia de melhor.

Apesar de alguns abnegados, que eu me atrevo adjetivar por seres que vivem fora da realidade ser contrários, eu jamais poderei criticar o regime ditatorial, afinal, foi naquele período que meu pai deixou de ser um mero oficial que morava num conjunto habitacional para militares, e tornou-se um general de respeito, construiu um grande patrimônio e nos educou, eu e minha irmã, nos bancando nos melhores e mais caros colégios do nosso país. Posteriormente, com o infeliz final do regime, fomos estudar na Europa, voltando somente depois de qualificados com doutorado numa das melhores universidades dos EUA, período que coincidiu com o casamento da minha irmã.

Não demorou para que eu entrasse de vez no rol do empresariado bem sucedido, mas é bom que se esclareça que tudo que possuo foi graças a meritocracia que desenvolvi nos anos em que convivi com amigos de universidade na Europa e nos EUA, que assim como eu, também eram filhos de pais abastados, empresários, banqueiros, fazendeiros ou militares de alta patente que, ao contrário dos que a criticam, souberam tirar o que havia de melhor daquele período que este país viveu, refiro-me ao regime ditatorial que ainda hoje é mal interpretado.

Como veem meus caros eu tenho todos os motivos para ser favorável a todas as reformas capitalistas que esse maravilhoso e injustiçado presidente, Michel Temer, vem propondo durante este curto mandato. Este digno e honrado senhor, que vem sendo linchado moralmente por essa oposição que sempre tentou quebrar esse país com suas ideias socialistas mirabolantes.

Eu e meus iguais temos a convicção de que a única saída possível para esse pais será a de erradicar de uma vez por todas esse tumor que insiste com suas ideias socialistas, mas que na realidade, não passam de ideias retrógradas de um comunismo que não prosperou em nenhuma outra parte. Somente nas cabecinhas desses desmiolados poderiam surgir ideias como aquelas onde nossos empregados e empregados dos nossos amigos, poderiam viajar no mesmo avião que viajam pessoas como eu e minha família. Aliás, isso vinha ocorrendo no governo que antecedeu o atual, mas que já diminuiu, graças as pontuais intervenções do Temer,

Esses socialistas imaginam um Brasil onde seria possível filhos de empregados sentarem nas cadeiras das mesmas instituições de ensino dos filhos dos seus patrões, de frequentarem ambientes que antes eram somente nossos, mas que durante o governo comunista do PT, tivemos que tolerar, ou fazer como eu, que agora, troquei os resorts da orla brasileira por outros mais bem frequentados em pequenos paraísos como os que fui na minha ultima viagem à Indonésia e depois Dubai.

Espero ter sido claro o suficiente para me fazer entender o porquê de eu ser favorável às tais reformas e a tudo que for contra a essa ideia maluca de teorias socialistas, ninguém irá mudar esse quadro que prestigia os que realmente merecem, para prestigiar quem não possui merecimento algum. Sempre foi assim, fomos ameaçados durante treze anos, mas já revertemos aquela situação, voltamos para o poder, que é nosso por direito e mérito e de onde jamais deveríamos ter saído.

Felizmente investimos e conseguimos formar uma mídia forte, insistente e competente o suficiente para incutir nas cabeças desses brasileiros onde é o devido lugar de cada um. Pessoas como eu e meus amigos empresários e banqueiros temos nossos méritos, e por isso temos que ser tratados com diferenciabilidade.   

Bem amigos era isso, espero ter colaborado para que aqueles que ainda vinham esperneando contra as necessárias mudanças, abram suas mentes para a realidade que vivemos. Aqui existem dois Brasis, o meu, que é o Brasil justo e que funciona, e o Brasil que os socialistas utopistas criaram em suas imaginações, portanto inexistente, afinal, uma coisa é a realidade, outra coisa bem diferente são as quimeras.

*Sou – personagem fictício, mas que retrata com fidelidade a mentalidade de alguns brasileiros, principalmente os mais bem sucedidos.

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