segunda-feira, 22 de maio de 2017

Coreia do Norte mostra fotos da Terra tiradas de seu último míssil


A Coreia do Norte mostrou, nesta segunda-feira (22), fotos da Terra retiradas a partir de camadas superiores da atmosfera por uma câmera instalada no míssil lançado ontem (21), em uma aparente tentativa de demonstrar o domínio da tecnologia de reentrada para projéteis balísticos. A informação é da Agência EFE.

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O Rodong Sinmun, jornal oficial do Partido dos Trabalhadores, publica hoje dezenas de fotos coloridas do lançamento do míssil Pukguksong 2, com imagens do planeta retiradas a grande altura (o míssil alcançou a altura máxima de 560 quilômetros).
É a primeira vez que o regime norte-coreano, do líder Kim Jong-un, mostra imagens tiradas de uma câmera acoplada a um dos seus mísseis.

Os especialistas afirmaram que cinco dessas fotos, publicadas na página 3 do jornal, parecem ter sido feitas quando o míssil estava fazendo a reentrada nas camadas inferiores da atmosfera.

Até agora, o regime norte-coreano nunca forneceu dados concretos sobre o desempenho dos seus projéteis quando ocorre a "reentrada na atmosfera", o que impede a avaliação de sua verdadeira capacidade e sugere que ele está em estágio inicial.

Essa tecnologia é necessária para que a cabeça de um míssil (onde fica uma carga explosiva, por exemplo, uma bomba atômica) suporte a vibração e o calor da fase terminal do voo antes de causar impacto.

Os analistas devem estudar minuciosamente as imagens.

No início do ano, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, disse que estava bastante avançado o desenvolvimento de um míssil intercontinental.

Cúpula do Brics na China em setembro pretende fortalecer cooperação Sul-Sul

A 9ª Cúpula do Brics, bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, que ocorrerá em setembro na cidade chinesa de Xiamen, pretende aprofundar a cooperação pragmática entre os países-membros e fortalecer a governança para fazer frente aos desafios globais, segundo o governo chinês.

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A 100 dias do início da cúpula do grupo de economias emergentes, o secretário-geral do Partido Comunista de Xiamen e autoridade máxima da cidade, Pei Jinjia, disse hoje (22) que uma das prioridades do governo chinês é fortalecer a cooperação Sul-Sul. Ele destacou que o encontro pretende ser uma importante plataforma para atingir esse objetivo.

“Expandir a cooperação Sul-Sul vai contribuir para a promoção da globalização da economia e o fortalecimento das parcerias econômicas”, afirmou, em entrevista coletiva, em Xiamen.

A cúpula que reunirá os chefes de Estado e de governo dos cinco países-membros do bloco ocorrerá na cidade chinesa entre os dias 3 e 5 de setembro, sob o tema "Brics: parceria mais forte para um futuro mais brilhante".

Xiamen
Situada na província de Fujian, na Costa Sudeste da China, Xiamen foi umas das primeiras a conseguir o status de zona econômica especial, em 1980. As zonas econômicas especiais chinesas têm como características a abertura ao investimento estrangeiro, a adoção de incentivos fiscais e a produção industrial diversificada destinada especialmente às exportações.

Importante cidade portuária, Xiamen também tem entre suas principais atividades econômicas a indústria pesqueira, a construção naval, a produção de máquinas e equipamentos e os setores de telecomunicações e de serviços financeiros. Outro destaque da economia local é o parque tecnológico voltado para a indústria de software.

O secretário-geral de Xiamen disse que a localidade está preparada para receber as delegações internacionais. “Aqui é um importante centro econômico e turístico, pioneiro na política de abertura e reforma [econômicas], acrescentou.


Segundo Pei Jinjia, o trabalho de preparação da cidade para sediar a cúpula foi conduzido paralelamente à reconstrução da infraestrutura destruída pelo tufão Meranti, que atingiu a região em meados de setembro do ano passado.

Fantástico mostra detalhes da delação que comprova a corrupção de Temer e Aécio


domingo, 21 de maio de 2017

Mentira da Globo: William Waack reconheceu que não há conta dos ex-presidentes


Por Dag Vulpi em 21/05/2017

A rede Globo, como de hábito e com intenções claras de tentar manipular seus telespectadores, afirmou nos seus telejornais diários que o delator Joesley Batista teria afirmado no vídeo de sua delação, que mantinha duas contas no exterior em nome dos ex-presidentes Lula e Dilma, que juntas somavam US$ 150 milhões de dólares.

A realidade da informação foi veiculada neste blog na postagem intitulada: “JBS diz ter depositado US$ 150 milhões em contas destinadas a Dilma e Lula” (que pode ser conferida AQUI).

Há uma enorme diferença entre afirmar que havia contas no exterior em nome dos ex-presidentes, que foi o que a Globo fez, e dizer que havia conta em nome do delator que segundo ele seriam destinadas aos ex-presidentes.

No primeiro caso, que é a ideia que a Globo tentou “vender” para seus espectadores, subentende-se que os políticos citados teriam aberto as próprias contas e o delator Joesley Batista teria feito depósitos naquelas, procedimento que seria caracterizado como corrupção.

No segundo caso, onde a conta estaria em nome do próprio delator Joesley Batista, e que é o que consta no vídeo que pode ser conferido abaixo, é impossível afirmar que as movimentações financeiras tenham sido feitas pelos ex-presidentes, afinal, somente o titular poderia movimenta-las.

Essa foi mais uma das tantas tentativas dessa emissora tentar manipular seus telespectadores e influenciar na opinião pública.

Assista abaixo os dois vídeos onde, no primeiro você poderá confirmar a verdade sobre o que o delator Joesley Batista de fato diz na sua delação. No segundo você poderá confirmar que a Globo tenta corrigir seu erro dizendo que está fazendo uma correção de uma imprecisão cometida por eles. Confira:

Vídeo com a delação do empresário Joesley Batista:


Vídeo com a correção da “imprecisão” da Globo: 

OAB aprova abertura de pedido de impeachment contra Temer


Em reunião finalizada na madrugada deste domingo, 21, o Conselho Pleno da OAB aprovou parecer que recomenda a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de responsabilidade. Foram 25 votos a favor e um contra, com uma ausência. Cada voto corresponde à representação da Ordem em um Estado brasileiro. O pedido deve ser protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.

A decisão do Conselho segue o que foi definido pela comissão especial do órgão, que, convocada pela diretoria da OAB Nacional, já havia indicado a posição a favor da abertura do afastamento de Temer por ter "falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares".

Comissão
De acordo com o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, a reunião extraordinária foi convocada após ser disponibilizado acesso aos autos do processo contra Temer no Supremo Tribunal Federal. Os conselheiros do órgão condenaram a atitude de Temer ter se encontrado com empresário investigado pela Polícia Federal. Além disso, foi destacado que, ao não denunciar o empresário após ele admitir ter corrompido dois juízes e um procurador, "Temer faltou com o decoro e feriu a Lei do Servidor Público". Segundo a OAB, Temer também teria agido em favor dos interesses pessoais de Joesley em detrimento do interesse público.

De acordo com o parecer da comissão, Temer teria infringido o artigo 85 da Constituição, que define os crimes de responsabilidade do Presidente da República, e a Lei do Servidor Público, por não informar à autoridade competente atos ilícitos que teriam sido cometidos por Joesley.

A comissão avaliou ainda que o presidente também teria infringido o decoro exigido pelo cargo por ter recebido com o empresário, especialmente pelo horário em que ocorreu o encontro (22h45) e sem registro na agenda oficial.

sábado, 20 de maio de 2017

Cade diz ser equivocada delação de Saud sobre favorecer empresa da JBS


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou nota hoje (20) em que diz ser equivocada a informação de Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F, prestada em delação feita no dia 5 de maio à Procuradoria-Geral da República, na qual afirma que o Cade, em sua decisão sobre o preço do gás boliviano, beneficiou a Empresa Produtora de Energia (EPE), pertencente ao Grupo JBS.

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“Tal informação é equivocada. O caso a que o delator se refere, que tramita no Cade, permanece em fase de inquérito, uma investigação preliminar, e não houve ainda qualquer parecer ou decisão do Cade a respeito da matéria. Destaca-se que não houve, portanto, nenhuma decisão do Cade favorável à EPE-JBS”, diz a nota.

O documento diz ainda que o que foi informado ao Cade pela EPE-JBS nos autos do inquérito, “foi a assinatura de um contrato privado entre a EPE e a Petrobras, com o objetivo de sanar, total ou parcialmente, a disputa entre as duas empresas relativamente ao fornecimento de gás”, e que o referido contrato não foi determinado por qualquer decisão do Cade. 

Na nota, o Cade destaca também que, no caso, o delator chega a dizer, inclusive, que “não é que o negócio ficou muito bom pra nós e péssimo pra Petrobras. Acabou sendo um negócio justo. Você tem uma termelétrica parada, o Brasil e o mundo precisando de energia e você não podendo gerar porque o gás era mais caro que a energia. Então ficou tudo certo”.

Sobre o fato de Saud ter falado na delação que o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) teria dito que esse "seria o contrato padrão", e que o Cade teria que "aplicar isso para eles e para outras pessoas". O órgão volta a informar que não houve parecer ou decisão a respeito da matéria, e que não fixou qualquer "contrato padrão", nem determinou sua aplicação para quaisquer empresas.

“Os servidores e dirigentes do Cade jamais tiveram conhecimento que veladamente um agente político estaria, supostamente, recebendo recursos de uma empresa privada para buscar soluções junto ao órgão. O caso em questão em trâmite no Cade possui mérito extremamente complexo, e tem sido conduzido dentro da normalidade, com as instruções de praxe ao longo de todo o seu curso”, diz ainda a nota.


O órgão conclui ressaltando que todos os atos processuais foram conduzidos pela sua área técnica tendo por base o mérito do caso e os ditames legais, sem quaisquer favorecimentos. “A ausência de qualquer parecer ou decisão do Cade a favor da EPE-JBS deixa claro que eventuais planos de terceiros para influenciar decisões do órgão não tiveram resultado dentro da autarquia”.

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